Hórus Pássaro

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Hórus Pássaro
Nome de Hórus de "Hórus Pássaro" inscrito no fragmento P.D.IV n.108 do complexo da Pirâmide de Djoser em Sacará
Faraó do Egito
Reinado Incerto (I ou II dinastia)
 
Dinastia I ou II dinastia
Religião Politeísmo egípcio
Titularia
Hórus
G5G38
(Hor-?)

Hórus Pássaro, também conhecido como Hórus Bá, foi o sereque de um faraó que pode ter tido um reinado muito curto entre a I e II dinastia. Seu nome é de difícil leitura dada a simpleza do pássaro que o compõe.

Fontes do nome[editar | editar código-fonte]

Existem muito poucas fontes confiáveis para Hórus Pássaro. A primeira atestação conhecida pode ser um sereque com um pássaro sem detalhes encontrado por Flinders Petrie no túmulo de Bienequés em Abidos. Outra inscrição mais legível mostrando um sereque com um pássaro foi encontrada mais tarde num fragmento de vaso PD IV n.108 no complexo da Pirâmide de Djoser em Sacará. Uma inscrição no vaso de xisto P.D. IV n97 do complexo da Pirâmide de Djoser também pode se referir a Hórus Pássaro.[1]

Como o sinal hieroglífico é escrito de maneira tão irregular, a leitura correta permanece incerta. Enquanto egiptólogos como Wolfgang Helck e Peter Kaplony veem uma representação de um ganso, leem o nome como Sá (que o tornaria um "Filho de Hórus") ou como Gebe (ebe) (que o tornaria um "Herdeiro de Hórus").[1] O egiptólogo Nabil Swelim, em vez disso, vê uma representação de uma cegonha de bico fino e lê Bá (tornando-a uma "Alma de Hórus").[2]

Identidade[editar | editar código-fonte]

Egiptólogos como Jaroslav Černý e Peter Kaplony acham que Hórus Pássaro pode ser Hórus Bá, igualmente atestado. Este governante escreveu seu nome com o sinal de um pássaro parecido com um ganso, mas como a representação do sinal de pássaro em questão carece de detalhes artísticos que permitam qualquer identificação, os egiptólogos estão contestando a leitura e o significado corretos do nome "Pássaro". Černý e Kaplony pensam que os nomes de ambos os faraós têm a mesma transcrição: "Bá". Nesse caso, Hórus Bá e Hórus Pássaro seriam a mesma figura histórica.[3] Em contraste, egiptólogos como Nabil Swelim pensam que Hórus Bá foi um sucessor imediato do segundo rei da II dinastia, Binótris.[2]

Referências

  1. a b Helck 1981, p. 34-35.
  2. a b Swelim 1983, p. 27–32, 180 e 219.
  3. Kaplony 1965, p. 3-4.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Helck, Wolfgang (1981). Geschichte des Alten Ägypten. Leida: Brill. ISBN 9789004064973 
  • Kaplony, Peter (1965). «Horus Ba?». Mogúncia. Mitteilungen des Deutschen Archäologischen Institut Kairo. 20 
  • Swelim, Nabil (1983). Some Problems on the History of the Third Dynasty. Archaeological and Historical Studies. 7. Alexandria: Sociedade Arqueológica de Alexandria