H. R. Giger

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H. R. Giger
Giger em 2012
Nome nativo Hans Rudolf Giger
Ruedi
Nascimento 5 de fevereiro de 1940
Coira, Grisões
Morte 12 de maio de 2014 (74 anos)
Zurique, Zurique
Residência Zurique
Cidadania Suíça
Cônjuge Mia Bonzanigo (1979–1981)
Carmen Scheifele (2006–2014)
Alma mater Universidade de Artes de Zurique
Ocupação Pintor e escultor
Prêmios Oscar de melhores efeitos visuais (1980)
Movimento estético Surrealismo
Página oficial
hrgiger.com
Assinatura
Hans Ruedi Giger-signature.jpg

Hans Rudolf Giger (IPA: [ˈɡi ɡɚ]) (Chur, 5 de fevereiro de 1940Zurique, 12 de maio de 2014[1]) foi um artista plástico suíço com obras no campo da pintura, escultura, design de comunicação e de interiores e cinema. Ligado a corrente do surrealismo e da arte fantástica, H.R. Giger (como é conhecido no mundo da Arte) cedo se destacou pela sua técnica extrema na utilização do aerógrafo em detrimento do pincel, e, pela sua temática trabalhada nos limites de horror e do erotismo.

Com a utilização da aerografia - técnica muito utilizada pelos pintores hiper-realistas norte-americanos -, conduziu a arte do fantástico para um patamar técnico superior, criando cenários e ambientes "ultra-realistas" incomuns, quase palpáveis. Destas obras destacam-se "masterpieces" como "Birthmachine" de 1967 e "The Spell I" de 1973, entre outras.

Sempre inovador, viria posteriormente a desenvolver inúmeras obras em 3D e mesmo novos processos plásticos, como a utilização de fotocopiadoras xerox como método de obter novos grafismos.

Giger foi autor de um dos mais conhecidos cenários e "monstros" da história do cinema, o Alien, cujo primeiro filme, da saga - no qual trabalhou -, lhe proporcionou um Oscar de melhores efeitos visuais. É dos autores mais copiados e plagiados da Arte Contemporânea.

Outros trabalhos[editar | editar código-fonte]

Entrado do Giger Bar em Chur
Guitarras e baixos Ibanez por H. R. Giger

Giger dirigiu vários filmes, incluindo Swiss Made (1968), Tagtraum (1973), Giger's Necronomicon (1975) e Giger's Alien (1979).

Giger criou designs de móveis, particularmente a Harkonnen Capo Chair para um filme baseado no romance Dune, que seria dirigido por Alejandro Jodorowsky. Muitos anos depois, David Lynch dirigiu o filme, usando apenas conceitos básicos de Giger. Giger desejava trabalhar com Lynch,[2] como afirmou em um de seus livros que o filme Eraserhead, de Lynch, estava mais próximo do que os próprios filmes de Giger de realizar sua visão.[3]

Giger aplicou seu estilo biomecânico ao design de interiores. Um "Giger Bar" apareceu em Tóquio, mas a realização de seus projetos foi uma grande decepção para ele, uma vez que a organização japonesa por trás do empreendimento não esperou seus projetos finais e, em vez disso, usou os esboços preliminares de Giger. Por esse motivo, Giger repudiou o bar de Tóquio.[4] Os dois bares Giger em sua terra natal, a Suíça, em Gruyères e Chur, foram construídas sob a supervisão rigorosa de Giger e refletem com precisão seus conceitos originais. No The Limelight, em Manhattan, as obras de arte de Giger foram licenciadas para decorar a sala VIP, a capela mais alta da igreja, mas nunca pretendia ser uma instalação permanente e não apresentava semelhança com os bares da Suíça. O acordo foi rescindido após dois anos, quando o Limelight foi fechado.[5]

A arte de Giger influenciou bastante os tatuadores e fetichistas em todo o mundo. Sob um acordo de licenciamento, as guitarras da Ibanez lançaram uma série de assinatura HR Giger: o Ibanez ICHRG2, um Ibanez Iceman, apresenta "NY City VI", o Ibanez RGTHRG1 tem "NY City XI" impresso, o S Series SHRG1Z possui revestimento metálico. a gravação de "Matriz Biomecânica" e um baixo SRX de 4 cordas, SRXHRG1, tem "NY City X".[3]

Giger é frequentemente referido na cultura popular, especialmente em ficção científica e cyberpunk. William Gibson (que escreveu um roteiro inicial para Alien 3) ficou particularmente fascinado: Um personagem menor de Virtual Light, Lowell, é descrito como tendo Nova York XXIV tatuada nas costas, e em Idoru um personagem secundário, Yamazaki, descreve os edifícios de nanotecnologia do Japão como Gigeresca.

Referências

  1. diariodigital.pt. «Morreu artista suíço H.G. Giger, o criador do monstro «Alien»». Consultado em 13 de maio de 2014 
  2. Sheldon Teitelbaum, "Giger's Necronomicon Imagery Comes Alive on the Screen", Cinefantastique vol. 18 no. 4, maio de 1988, p. 13 (PDF).
  3. a b Hans Ruedi Giger, HR Giger ARh+, traduzido por Karen Williams, Taschen, 1993. ISBN 978-3-8228-9642-6.
  4. Burton, Bonnie. «Cheers to the aliens: Sci-Fi Hotel, Giger Bar coming to US?» (em inglês) 
  5. Frank X. Owen, Clubland: The Fabulous Rise and Murderous Fall of Club Culture, New York: St. Martin's, 2003, p. 269.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre H. R. Giger



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