Hans Albert

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Hans Albert
Nascimento 8 de fevereiro de 1921
Colônia
Cidadania Alemanha
Ocupação filósofo, sociólogo, professor catedrático
Prêmios Cruz de Oficial da Ordem do Mérito da República Federal da Alemanha, Prêmio Ernst Hellmut Vits
Empregador Universidade de Mannheim, Universidade de Colônia
Movimento estético ateísmo
Religião ateísmo

Hans Albert (Colônia, 8 de Fevereiro de 1921) é um filósofo alemão vivendo em Heidelberg. Defendeu, dentro da teoria da ciência, um racionalismo crítico que, partindo de Karl Popper, opõe-se à teoria crítica da escola de Frankfurt, que Theodor Adorno e Jürgen Habermas defendem e definem dialeticamente.

Detentor da cátedra de Ciências Sociais e Estudos Gerais do Método da Universidade de Mannheim, até 1989, ministrou o racionalismo crítico de Popper, de forma concisa e abrangente, e que foi vertido para o seu livro mais conhecido “Tratado da razão Crítica”, 1968. Não há nenhum campo de actividades humanas onde não se deve ser crítico. Assim, ele aplicou o racionalismo crítico às ciências sociais, especialmente à economia, política, jurisprudência e religião.

É um forte crítico da hermenêutica continental inaugurada por Heidegger e seguida por Gadamer. Critica e rejeita o relativismo e o dogmatismo por se apoiarem em estratégias de imunização tendo em vista evitar a crítica legítima. Formulou o “trilema de Münchausen” como argumento contra o Fundacionalismo. Todas as pretensões de conhecimento são falíveis, e por conseguinte susceptíveis de revisão. Na controvérsia do positivismo alemão que alcançou o seu apogeu no início da década de 1960, Hans Albert e Karl Popper foram os principais adversários de Adorno e Habermas. [1]

Obras principais[editar | editar código-fonte]

  • 1967 Marktsoziologie und Entscheidungslogik. Ökonomische Probleme in soziologischer Perspektive.
  • 1968 Traktat über kritische Vernunft (engl.Treatise on Critical Reason, Princeton University Press, Princeton 1985).
  • 1971 Plädoyer für kritischen Rationalismus, Piper Verlag, München 1971.
  • 1972 Konstruktion und Kritik. Aufsätze zur Philosophie des kritischen Rationalismus, Verlag Hoffmann und Campe, Hamburg 1972.
  • 1973 Theologische Holzwege. Gerhard Ebeling und der rechte Gebrauch der Vernunft, Verlag Mohr (Siebeck), Tübingen 1973.
  • 1975 Transzendentale Träumereien. Karl-Otto Apels Sprachspiele und sein hermeneutischer Gott, Verlag Hoffmann und Campe, Hamburg 1975.
  • 1976 with Adorno, Dahrendorf, Habermas, Pilot und Popper: The Positivist Dispute in German Sociology, Heinemann London 1976 and Harper Torchbook 1976. In the same year: Aufklärung und Steuerung. Aufsätze zur Sozialphilosophie und zur Wissenschaftslehre der Sozialwissenschaften, Verlag Hoffmann und Campe, Hamburg 1976.
  • 1977 Kritische Vernunft und menschliche Praxis with autobiographical notes.
  • 1978 Traktat über rationale Praxis.
  • 1979 Das Elend der Theologie.
  • 1982 Die Wissenschaft und die Fehlbarkeit der Vernunft.
  • 1987 Kritik der reinen Erkenntnislehre. Das Erkenntnisproblem in realistischer Perspektive.
  • 1993 Lectures about Rechtswissenschaft als Realwissenschaft. Das Recht als soziale Tatsache und die Aufgabe der Jurisprudenz at the University of Würzburg. - Kritik der reinen Hermeneutik - Der Antirealismus und das Problem des Verstehens, Tübingen (Mohr-Siebeck) 1994.
  • 1997 Paul Feyerabend, Hans Albert, Briefwechsel (ed. Wilhelm Baum), Frankfurt/M. (Fischer) 1997.
  • 1999 Between Social Science, Religion, and Politics. Essays in Critical Rationalismus, Amsterdam-Atlanta (Rodopi) 1999.
  • 2000 Kritischer Rationalismus, Tübingen Mohr-Siebeck (UTB) 2000.
  • 2001 Hans Albert Lesebuch, UTB (Mohr Siebeck) Tübingen 2001.
  • 2003 Kritik des transzendentalen Denkens, (Mohr Siebeck) Tübingen 2003 e no mesmo ano : Erkenntnislehre und Sozialwissenschaft. Karl Poppers Beiträge zur Analyse sozialer Zusammenhänge, Wien (Picus) 2003.
  • 2005 Hans Albert - Karl Popper - Briefwechsel 1958 -1994 (Letters from and to Karl Popper); ed. Martin Morgenstern and Robert Zimmer.

Referências

  1. Thomas Mautner. Dicionário de filosofia, Edições 70, 2010