Harold Lasswell

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Harold Lasswell

Harold Dwight Lasswell (Donnellson, Illinois, 13 de fevereiro de 190218 de dezembro de 1978) foi um sociólogo, cientista político e teórico da comunicação estadunidense. É considerado um dos fundadores da psicologia política. Ele foi um estudante de PHD na Universidade de Chicago, e professor de direito na Universidade de Yale. Foi presidente da Academia Mundial de Arte e Ciência (World Academy of Art and Science - WAAS), Associação de Ciência Política Americana (American Political Science Association – APSA) e, também, conselheiro editorial da Propædia.

De acordo com o memorial biográfico escrito por Gabriel Almond na época da morte de Lasswell e publicado pela Academia Nacional de Ciência em 1987, Lasswell “classificou entre meia de dúzia inovações criativas nas ciências sociais no século XX. (Trad. Livre).”  As áreas de pesquisa na qual Lasswell trabalhou incluem a personalidade, estrutura social, e cultura na explicação dos fenômenos políticos. Ele se tornou conhecido por estar à frente de seu tempo no emprego de vários métodos abordados que depois se tornaram padrões através de uma variedade de tradições intelectuais, incluindo técnicas de entrevista, análise de conteúdo, técnicas experimentais e medição estatística.

Harold Lasswell, um cientista política por formação, foi um acadêmico multidisciplinar. Ele não poderia classificar seu trabalho em apenas uma disciplina, mas ao invés disso celebrada a multifacetada natureza dos seus estudos. Lasswell é normalmente associado a disciplinas de ciência política, psicologia e sociologia. No entanto ele não adere a distinção entre estes limites, mas invés disso romper com essas linhas que dividem as disciplinas.

Obra[editar | editar código-fonte]

Lasswell é conhecido por seu modelo comunicacional, no qual o foco está em “Quem? Diz o que? Através de que canal? Para quem? com quais efeitos?

Ele é também conhecido por seu livro em atributos psicológicos anormais de líderes políticos e empresariais, Psicopatologia e Políticos, e também por outro livro sobre política, Política: Quem Ganha, o Que, Quando, Como.

Ele publicou sua primeira fórmula em 1948.

Lasswell estudou na Universidade de Chicago nos anos 1920, e foi muito influenciado pelo pragmatismo ensinado lá, especialmente como proposto por John Dewey e George Herbert Mead. Entretanto, mais influente nele foi a filosofia Freudiana, na qual esclareceu muito de suas análises de propaganda e comunicação em geral. Durante a Segunda Guerra Mundial, Lasswell manteve a posição de Chefe da Divisão Experimental para o Estudo da Comunicação em Tempo de Guerra na Biblioteca do Congresso. Ele analisou filmes da propaganda Nazista para identificar mecanismos de persuasão usados para garantir o consentimento e apoio da população alemã a Hitler e suas atrocidades na guerra.

Lasswell utilizava a metodologia de Sigmund Freud. Ao estudar em Viena e Berlim com Theodor Reik, um devoto de Freud, Lasswell estava apto a se apropriar dos métodos de Freud. Lasswell construiu um laboratório em seu escritório de ciências sociais. Foi aqui que conduziu experimentos em voluntários, estudantes, na Universidade de Chicago. Usando este instrumento, ele foi capaz de mensurar o estado emocional dos participantes a partir de seus relatos. Lasswell além disso foi capaz de usar entrevistas psicanalíticas e métodos de gravação que ele se apropriou do tempo de estudo com Elton Mayo em Harvard University.

Principais Obras[editar | editar código-fonte]

  • Propaganda in the World War (1927, reeditado com nova introdução em 1971)
  • World Politics and Personal Insecurity (1935, reeditado com nova introdução em 1965)
  • Politics: Who Gets What, When, How (1936)
  • The Garrison State (1941)
  • Power and Personality (1948)

Após analisar e estudar os efeitos da mídia nas motivações das duas primeiras guerras mundiais, Lasswell levantou teorias do poder da mídia de massa. Uma das análises era que o pouco vínculo social sólido entre as pessoas permitiam maior influência da mídia de massa, incentivando os receptores a adotarem, em maioria, o que lhes era passado pelos comunicadores. Assim a mídia ficou vista como sendo capaz de convencer de forma sólida a opinião pública e submeter as massas a sua vontade de entendimento, principalmente usando apelos emocionais. Atualmente esses apelos emocionais puderam ser bem vistos no marketing da figura do recente eleito presidente dos EUA, Barack Hussein Obama. Em seus estudos, Harold Lasswell concluiu a mídia como "o novo malho da bigorna da solidariedade social".

Modelo de Lasswell[editar | editar código-fonte]

Para contrapor a teoria hipodérmica, em que os meios de comunicação de massa tinham todo o poder sobre o indivíduo. Lasswell iniciou sua análise, conhecida como "análise de conteúdo". Neste estudo o autor afirma que toda mensagem produz em cada indivíduo sensações diferentes. Com as perguntas:

Quem?
Diz o que?
Em qual canal?
Para quem?
Com quais efeitos?

O receptor deixa de ser um sujeito abstrato e passa a ser também objeto de análise na teoria funcionalista, em que a sociedade agia como um corpo humano em que tudo funcionava, e as disfunções não eram levadas em consideração.

Wolf em seu livro Teorias da Comunicação na página 30 - 31 afirma "qualquer um destas variáveis define e organiza um setor específico da pesquisa: a primeira caracteriza o estudo dos emissores, ou seja, a análise do controle sobre o qual é difundido. Quem, por sua vez, estudar a segunda variável, elabora a análise de conteúdo das mensagens, enquanto o estudo da terceira variável dá lugar à análise dos meios. Análises da audiência e dos efeitos definem os restantes setores de investigação sobre os processos comunicativos de massa".

Outras Obras[editar | editar código-fonte]

  • Language Of Politics: Studies In Quantitative Semantics (1949) com Nathan Leites

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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