Harry Potter and the Order of the Phoenix

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Harry Potter and the
Order of the Phoenix
Harry Potter e a Ordem da Fénix (PT)
Harry Potter e a Ordem da Fênix (BR)
Primeira capa da edição britânica
Autor(es) J. K. Rowling
Idioma inglês
País  Reino Unido
Género Fantasia, ficção, aventura, bildungsroman
Série Harry Potter
Linha temporal 1995-1996
Arte de capa Jason Cockcroft
Editora Bloomsbury Publishing
Lançamento 21 de junho de 2003
Páginas 766
ISBN 0-7475-5100-6
Edição portuguesa
Tradução Isabel Fraga, Isabel Nunes, Manuela Madureira e Aline Rocha
Editora Presença
Lançamento 25 de outubro de 2003
Páginas 750
ISBN 972-23-3100-0
Edição brasileira
Tradução Lia Wyler
Arte de capa Mary Grand-Pré
Editora Rocco
Lançamento 29 de novembro de 2003
Páginas 702
ISBN 85-325-1622-X
Cronologia
Harry Potter e o
Cálice de Fogo
Harry Potter e o Enigma do Príncipe

Harry Potter and the Order of the Phoenix (Harry Potter e a Ordem da Fênix (título no Brasil) ou Harry Potter e a Ordem da Fénix (título em Portugal)) é o quinto livro dos sete volumes da série de fantasia Harry Potter, tanto em termos cronológicos como em ordem de publicação, da autora inglesa J. K. Rowling. Foi primeiramente publicado no Reino Unido e nos Estados Unidos em 2003.

O livro narra as lutas de Harry e seus colegas durante o quinto ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, que incluem a aparição sub-reptícia do antagonista Lorde Voldemort e os N.O.Ms. Após Harry rever e lutar com Voldemort no ano anterior, o Ministério da Magia e o Profeta Diário recusam-se a acreditar que o bruxo das trevas tenha realmente voltado, chamando Harry e Dumbledore de mentirosos. Sem o apoio do Ministério, Harry começa a ensinar seus colegas de escola a se defenderem secretamente.

O livro foi primeiramente publicado no Reino Unido e nos Estados Unidos no dia 21 de junho de 2003 pela editora Bloomsbury e Scholastic, respectivamente.[1][2] No Brasil, a editora Rocco lançou o livro em novembro de 2003, e em Portugal em outubro o mesmo ano pela editora Presença.[3][4] Segundo Rowling, este livro é "muito mais obscuro" do que os anteriores.[5] O romance se tornou, na época, o livro mais vendido da história, com mais de cinco milhões de cópias vendidas em suas primeiras 24 horas,[6] e desde então contém mais de 55 milhões de cópias vendidas.[7] Este é o maior livro da série. O volume venceu diversos prêmios, como o British Book Awards. Assim como os outros romances da série, Harry Potter e o Cálice de Fogo desencadeou alguns debates religiosos.

A adaptação cinematográfica do livro, dirigida por David Yates, foi lançada em 2005 e arrecadou mais de 939 milhões de dólares, assegurando sua entrada na lista de filmes de maior bilheteria.[8] Jogos eletrônicos baseados em Harry Potter e a Ordem da Fênix também foram lançados para diversas plataformas, sendo que a maioria obteve críticas mistas.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Trama[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Durante outro verão com seus tios Válter e Petúnia, Harry Potter e seu primo Duda são atacados por dementadores.[9] Após usar magia para salvar Duda e a si próprio, Harry é expulso de Hogwarts pelo Ministério da Magia,[10] porém a decisão é posteriormente rescindida. Harry é resgatado por um grupo de bruxos (que incluem Olho-Tonto Moody, Remo Lupin, e vários outros desconhecidos, como Ninfadora Tonks e Kingsley Shacklebolt) e o leva para Largo Grimmauld, 12, a casa de seu padrinho Sirius Black.[11] A casa também é usada como sede da Ordem da Fênix, da qual o Sr. e a Sra. Weasley fazem parte. Rony Weasley e Hermione Granger explicam que a Ordem da Fênix é uma organização secreta liderada pelo diretor de Hogwarts, Alvo Dumbledore, que tem como principal objetivo lutar com Lorde Voldemort e seus seguidores, os Comensais da Morte.[12] Harry e seus amigos descobrem através de Sirius que Voldemort está procurando por um objeto que não tinha antes de sua primeira derrota, e presume que o tal objeto seja algum tipo de arma. Ele também descobre que o Ministério da Magia, ministrado por Cornélio Fudge, se recusa a acreditar que Voldemort realmente voltou por conta do problema que o fato traria, e tem feito uma campanha de difamação contra o garoto e Dumbledore.[13]

Os Dementadores são criaturas encapuzadas que se assemelham a uma representação da morte.

Em Hogwarts, Harry descobre que Dolores Umbridge, até então subsecretária sênior do Ministro da Magia, Cornélio Fudge, será a nova professora de Defesa Contra as Artes das Trevas.[14] Umbridge e Harry criam desavenças, já que, como Fudge, ela se recusa a acreditar que Voldermort retornou. Ela puni Harry por seus atos rebeldes, que é obrigado a escrever "Eu não devo contar mentiras" com uma pena enfeitiçada que crava a frase em sua pele.[15] Ela também se recusa a ensinar à seus alunos feitiços defensivos,[16] levando Harry, Rony e Hermione a formar seu próprio grupo secreto de Defesa Contra as Artes das Trevas (com alunos da Grifinória, Lufa-Lufa e Corvinal), nomeando-o de Armada de Dumbledore.[17] Vários alunos se inscreveram, incluino Neville Longbottom, Fred e Jorge Weasley, Gina Weasley e Luna Lovegood.[18] Relutantes em achar um lugar para praticar, Dobby, o elfo-doméstico, conta aos garotos sobre a Sala Precisa e seus fins.[19] O grupo, então, resolve usar o locar, onde praticam feitiços defensivos sob a orientação de Harry.

No meio-tempo, Rúbeo Hagrid ainda não havia retornado de sua missão secreta, dada por Dumbledore no final do livro anterior, e fica ausente pela primeira parte do ano escolar. Ao seu retorno, Harry, Rony e Hermione descobrem que sua missão, na maior parte mal-sucedida, era procurar pelos últimos gigantes restantes e tentar impedi-los de se juntarem a Voldemort.[20] Umbridge vai conquistando mais e mais poder e influência na escola, e a partir do momento que ela começa a inspecionar as aulas de Hagrid em Trato das Criaturas Mágicas e as de Sibila Trelawney em Adivinhação, fica claro que pretende demiti-los.[21]

Em uma noite, Harry tem uma visão através dos olhos da cobra de Voldemort, Nagini, em que está atacando Artur Weasley, o pai de Rony.[22] Harry informa a professora McGonagall e Dumbledore, e o Sr. Weasley é resgatado.[23] Dumbledore, então, arranja aulas de Oclumência para Harry com Severo Snape para proteger sua mente de possíveis futuras invasões de Voldemort.[24]

Umbridge finalmente despede a Professora Trelawney;[25] porém, a alta inquisidora é ofendida quando Dumbledore debilita o poder dela ao permitir que Trelawney continue morando no castelo, e contrata Firenze, um centauro, para substituí-la, apesar do preconceito de Umbridge contra meio-humanos.[26] Mais tarde, Marietta Edgecombe conta a Umbridge sobre a Armada de Dumbledore, o que ativa um feitiço lançado por Hermione que desfigura seu rosto.[27] Apesar do aviso de Dobby, o grupo é pego e entra em problemas com Fudge.[28] Quando Dumbledore é responsabilizado pela organização ilegal, é obrigador a deixar a escola e se esconder.[29] Dolores Umbridge se torna diretora, e Fred e Jorge causam um tumulto na escola pela decisão.[30]

Exemplo de um centauro, que apresenta características humanas e animais.

Suspeitando ser o próximo professor a ser expulso por Umbridge, Hagrid confessa a Harry, Hermione e Rony que trouxe seu meio-irmão gigante, Grope, para Hogwarts, e que o escondeu na Floresta Proibida, com a intenção de o introduzir, eventualmente, na sociedade humana.[31] Hagrid pede aos três que cuidem de Grope caso ele seja obrigado a deixar a escola.[32] Como esperado, Umbridge manda um grupo de aurores para atacar Hagrid em sua casa à noite. Hagrid os nocauteia e foge;[33] McGonagall, tentando interromper a violência, é gravemente ferida e colocada no hospital St. Mungo's.[34]

No último dia dos N.O.M.'s, Harry tem uma visão de Sirius sendo torturado por Voldemort no Departamento de Mistérios.[35] Ele tenta, ilegalmente, usar a chaminé da sala de Umbridge para se comunicar com a sede da Ordem da Fênix para ter certeza de que a visão era real, e Monstro o diz que Sirius realmente está no Ministério, momentos antes de Umbridge pegar Harry e seus amigos em flagrante.[36] Snape é convocado por Umbridge para fornecer a poção Veritaserum a fim de questionar Harry, porém ele alega que não havia mais nenhuma no estoque.[37] Lembrando que Snape também é da Ordem da Fênix, Harry lhe dá um aviso criptografado sobre o futuro de Sirius, porém Snape afirma não ter entendido.[38]

Umbridge decide usar a ilegal maldição Cruciatus em Harry para interrogá-lo sobre o paradeiro de Sirius. Ela também admite ter mandado os dementadores para atacá-lo, com o objetivo de mantê-lo calado e desacreditado. Hermione intervem e, afim de criar uma distração, convence Umbridge dizendo que escondem uma arma de Dumbledore na Floresta Proibida.[39] Harry e Hermione a levaram para uma parte da floresta habitada por centauros, onde Umbridge os provoca. Os centauros ficam furiosos ao descobrirem que Hermione os usou para seus problemas e atacam, porém Grope chega e confronta os centauros, permitindo que Harry e Hermione escapem.[40]

Luna, Rony, Gina e Neville se encontram com eles na floresta e os seis voam para o Ministério da Magia em testrálios, esperando encontrar e resgatar Sirius.[41] No Departamento de Mistérios, Harry percebe que sua visão foi falsamente implantada por Voldemort; porém, ele encontra uma esfera de vidro que consta seu nome e o do Lorde das Trevas.[42] Comensais da Morte, liderados por Lúcio Malfoy, atacam os adolescentes com o intuito de capturar a esfera, que é um registro de uma profecia sobre Harry e Lord Voldemort, que é revelado ser o objeto procurado por Voldemort desde o começo do ano. Ele a procurava tanto pois acreditava ter perdido uma parte quano ouviu a profecia pela primeira vez.[43] Lúcio explica que apenas os sujeitos das profecias, nesse caso Harry ou Voldemort, conseguem retirá-las com segurança da prateleira.[44] Mais tarde, os membros da Ordem da Fênix se juntaram a Harry e seus amigos, entraram em uma batalha contra os Comensais da Morte, durante a qual Bellatrix Lestrange mata Sirius,[45] e Voldemort chega para matar Harry, porém Dumbledore o salva e luta com o Lorde das Trevas.[46] No meio do duelo, Voldemort tenta, sem sucesso, possuir Harry em uma tentativa de forçar Dumbledore a matá-lo,[47] porém ele escapa após Cornélio Fudge aparecer, finalmente comprovando o reaparecimento de Voldemort.[48]

Em sua sala, Dumbledore explica que Snape entendeu o aviso criptografado de Harry, e subsequentemente contatou Sirus, que descobriu estar no Largo Grimmauld. Após Harry não voltar da Floresta Proibida, Snape deduziu para onde ele havia ido e alertou a Ordem da Fênix, permitindo que salvassem Harry e seus amigos.[49] É revelado que durante as férias de Natal, Monstro havia interpretado um comando de Sirius como uma ordem para sair da casa, que foi até Narcissa Malfoy, esposa de Lúcio, e os contou sobre a relação próxima de Harry e Sirius; Voldemort subsequentemente percebeu que poderia persuadir Harry até o Departamento de Mistérios enganando-o a pensar que Sirius estava em perigo lá.[50]

Então, Dumbledore explica a profecia: antes de Harry nascer, a Professora Trelawney previu que um garoto com o poder de derrotar o Lorde das Trevas nasceria no final do mês de julho, seria marcado por Voldemort como seu igual e teria poderes desconhecidos pelo próprio, e um dos dois mataria o outro, pois "nenhum poderá viver enquanto o outro sobreviver". Voldemort ouviu somente a primeira parte da profecia, e subsequentemente tentou assassinar Harry, crendo na possibilidade de eliminar um possível perigo. Dumbledore conta a Harry que ele deve ficar com os Dursley pelo próximo verão, pois, indo para casa, sua tia Petúnia, irmã de Lilian, protege Harry da mesma maneira que Lilian o protegeu quando morreu; enquanto estivesse lá, estaria a salvo de Voldemort e seus seguidores.[49]

Harry entra de férias com a responsabilidade da profecia, porém de luto, por conta da morte de seu padrinho. Luna o conforta, dizendo a ele sobre sua a crença e de seu pai em relação ao céu. Harry encontra um presente de Sirius em seu dormitório: um velho espelho portátil. Ele percebe que Sirius não iria querer que ele ficasse depressivo pela ocasião, então resolve continuar a lutar com Voldemort.[51]

Personagens principais[editar | editar código-fonte]

Representação de Monstro.
  • Harry Potter é o personagem principal do romance, que se tornou famoso por ter sobrevivido a um ataque de Lorde Voldemort quando era apenas um bebê. Ele é expulso de Hogwarts após usar o feitiço do Patrono fora de Hogwarts,[10] porém é readmitido brevemente. Harry é banido do quadribol por Umbridge após ter atacado Malfoy.[52] Começa a ter visões manipuladas por Voldemort, e, quando tem uma visão do bruxo torturando Sirius, ele vai ao Ministério da Magia e percebe que era uma armadilha, o que resulta na morte de Sirius.[22][35][42] Harry é descrito como "um garoto magricela, de cabelos pretos, a aparência macilenta e meio doentia."[53]
  • Rony Weasley é o melhor amigo de Harry e Hermione.[54] Rony vira monitor, juntamente com Hermione. Neste livro, prova sua lealdade a Harry em muitas situações, confrontando a todos que confrontam Harry. Rony vira goleiro do time de quadribol da Grifinória.[52]
  • Hermione Granger é uma das protagonistas e melhor amiga de Harry e Rony.[54] É uma menina muito inteligente que possui um conhecimento abundante sobre magia.[55] Hermione se encontra mais madura, pensativa e perceptiva.[56] Junto com Harry e Rony, ela forma a Armada de Dumbledore.[17] A garota distrai Umbridge para que Harry não recebesse a maldição Cruciatus, levando-a até a Floresta Proibida e enfurecendo os centauros que lá se encontravam.[39]
  • Dolores Umbridge é a nova professora de Defesa Contra as Artes das Trevas.[14] Alta inquisidora do Ministro da Magia, vira diretora de Hogwarts após Dumbledore fugir.[57] Ela cria diversas regras rígidas e pune altamente quem as inflige. Uma das principais antagonistas da trama de A Ordem da Fênix, assume ter mandado dementadores para calar Harry e tenta usar uma das maldições imperdoáveis nele.[58] Ela é descrita como tendo "uma cara de sapo."
  • Lorde Voldemort é o bruxo tenebroso que aterrorizou o mundo mágico na década de 1970 na Primeira Guerra Bruxa.[59] Ninguém, além de Harry, Dumbledore e seus fiéis, acredita que ele tenha realmente voltado.[13] Voldemort começa a criar visões na cabeça de Harry, o que leva o garoto para uma armadilha.[22][35] Ele luta com Dumbledore e tenta possuir Harry, porém não consegue.[47] Foge novamente após ser visto por Fudge e diversos aurores.[48]
  • Alvo Dumbledore, um homem alto, magro, que usa óculos meia-lua, tem cabelos prateados e uma barba que enfia dentro de seu cinto,[60] é o diretor de Hogwarts. Passa grande parte do livro ignorando e isolando Harry.[61] Ele é obrigado a fugir de Hogwarts após ser responsabilizado pela Armada de Dumbledore.[57]
  • Sirius Black é padrinho de Harry e era o melhor amigo de Tiago e Lílian Potter. Ele é um dos membros da Ordem da Fênix. É morto por Bellatrix Lestrange, sua prima, após uma luta dos membros da Ordem com Comensais da Morte.[45] Sirius é um animago, podendo se transformar em um grande cão preto.[62] Rowling o descreve como tendo um "cabelo longo e emaranhado" e um "rosto afundado".
  • Rúbeo Hagrid é o professor de Trato das Criaturas Mágicas.[63] Ele parte para uma missão e volta junto com Grope, seu meio-irmão gigante, e o mantém na floresta.[31] Umbridge tenta expulsá-lo de Hogwarts mandando um grupo de aurores a sua casa, porém, como Dumbledore, ele foge, deixando Grope aos cuidados de Harry, Rony e Hermione.[33]
Gtk-paste.svg Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

J. K. Rowling, a autora da série.

Harry Potter e a Ordem da Fênix é o quinto livro da série Harry Potter. O primeiro, Harry Potter e a Pedra Filosofal, foi primeiramente publicado pela Bloomsbury em 26 de junho de 19997; o segundo, Harry Potter e a Câmara Secreta, em 2 de julho de 1998; o terceiro, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, em 8 de julho de 1999; e o quarto, Harry Potter e o Cálice de Fogo, em 8 de julho de 2000.[2] A Ordem da Fênix é consideravelmente o maior livro da série. Em uma entrevista ao The Leaky Cauldron, Rowling disse que o volume é "muito longo", porém explica que "uma das razões de Fênix ser tão longo é que tive que mover muito Harry de lugares... e levava tempo para levá-lo até esses lugares e tirá-lo e lá."[64] Em outra entrevista, a autora disse que escrever o livro foi um biscate, que poderia ter sido mais curto e que estava ficando sem tempo e energia enquanto tentava terminá-lo.[65] Devido ao fato de que Rowling levou um espaço de tempo de três anos para lançar o quinto romance de Harry Potter, cogitou-se que a escritora estava sofrendo uma crise relacionada à “falta de inspiração”. Ela, porém, negou os boatos, dizendo apenas que diminuiu o seu ritmo de trabalho para que pudesse se dedicar mais aos filhos.[66]

Rowling contou que tentou usar um capítulo semelhante ao primeiro de Harry Potter e o Enigma do Príncipe neste livro, porém não conseguiu encaixar do jeito que queria, então acabou descartando-o.[67] A autora disse que A Ordem da Fênix é, junto com Harry Potter e as Relíquias da Morte, um livro muito importante para o desenvolvimento do conhecimento de Harry em relação a sua mãe.[68] Sobre a morte do livro, Rowling declarou que reescreveu a cena algumas vezes, e que ficou muito triste por tê-la escrito;[69] e acrescentou que a morte não foi arbitrária: "Harry precisa seguir sozinho, e muito apoio torna seu trabalho fácil.”[70]

Publicação e recepção[editar | editar código-fonte]

Lançamento[editar | editar código-fonte]

Harry Potter e a Ordem da Fênix foi lançado simultaneamente no Reino Unido e nos Estados Unidos no dia 21 de junho de 2003.[2] No Brasil, teve sua data de lançamento em novembro de 2003, e em Portugal no dia 25 de outubro do mesmo ano.[3][4] O romance teve uma impressão inicial de quase sete milhões de cópias somente nos Estados Unidos,[2] das quais cinco milhões foram vendidas em um período de 24 horas.[71] Como a série já era um fenômeno mundial, o livro quebrou recordes de pré-vendas, com milhares de pessoas em filas do lado de fora de livrarias no dia 20 de junho, um dia antes do lançamento, para garantir suas cópias à meia-noite.[72] Apesar da segurança, milhares de cópias foram roubadas de um armazém em Earlestown, Merseyside, no dia 15 de abril de 2003.[73]

Um funcionário da empresa Clays, responsável pela impressão dos livros na Inglaterra, roubou dois exemplares e tentou vendê-los ao jornal The Sun.[74] O livro foi recebido pelo periódico, porém nada foi publicado, exceto fotos das primeiras páginas (que possuem apenas o nome do livro e o brasão de Hogwarts), e de um repórter lendo o romance.[75] O Daily News conseguiu uma cópia do livro cerca de cinco dias antes do lançamento, e publicou importantes informações sobre o volume, como o nome de alguns dos novos personagens. Consequentemente, Rowling apresentou um processo de 100 milhões de dólares contra o tabloide.[76]

O romance é dedicado a Jessica, filha de Rowling e Jorge Arantes, seu primeiro marido, ao atual marido da autora, Neil Murray, e a seu filho David.[77]

Recepção da crítica[editar | editar código-fonte]

Harry Potter e a Ordem da Fênix recebeu avaliações geralmente positivas. Em uma crítica ao The New York Times, John Leonard elogiou o romance, dizendo: "A Ordem da Fênix começa devagar, reúne velocidade e depois dá uma manobra, com cambalhotas, para sua conclusão frenética... O quanto mais Harry cresce, melhor Rowling fica."[78] Porém, ele também crítica o "mesmo Malfoy de sempre" e o previsível Lorde Voldemort, alegando que "cada romance precisa de um vilão secundário, como a Inquisidora Umbridge".[78] A Kirkus Reviews disse que Rowling "mostra sua habilidade de criar personagens simpáticos e genuinamente assustadores". Eles alegam que o volume foi "construído como O Cálice de Fogo" e acrescenta que os personagens, "enquanto vivem diversas aventuras, dão um passo próximo da maturidade."[79] Para a The Horn Book Magazine, Martha V. Parravano deu uma crítica positiva, afirmando que "[o romance] é o melhor da série desde Azkaban, e de longe melhor que o turgido Cálice de Fogo." Ela diz que este é um dos mais agressivos, porém acrescenta que "A Ordem da Fênix não pode ser batido."[80] Uma avaliação da Publishers Weekly alegou que "Rowling favorece o desenvolvimento psicológico dos personagens", principalmente do protagonista, quando "explora os efeitos da queda de Harry da popularidade."[81] Cida Azevedo, do Plano Crítico, afirma que o livro é "um pouco decepcionante para quem esperava muita ação após o retorno d’Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado. Porém, é preciso dizer que, apesar de um pouco cansativo às vezes, o livro é bastante coerente dentro da proposta da autora."[82]

O The Guardian comparou Alvo Dumbledore com Aslan, de As Crônicas de Nárnia, e Gandalf, de O Senhor dos Anéis, dizendo que eles desempenham um papel de "pai ideal" na trama. Porém, eles diferenciam as obras de Rowling com as Tolkien e Lewis, dizendo que os livros de Harry Potter contém explicações para muitas perguntas que vem a surgir, enquanto os outros "tiveram que conviver no desmantelamento de seus próprios mundos mágicos." Na mesma crítica, o livro é classificado como "não tão extraordinário".[83] Todd Leopold, o CNN, classifica A Ordem da Fênix como mais denso, por conter mais personagens e por ser mais complexo. Ele alega que o livro "começa a ficar sem vapor antes da batalha" e aponta que a batalha é "a cena mais mal construída do livro." Porém, ele acrescenta que "se tem algo que vale a pena, é Harry Potter. Os livros enraízam crianças, emaranham adultos, e são cheios de sagacidade, sabedoria e maravilhas."[84]

Prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Em 2003, o romance ganhou o Booklist Editor's Choice na categoria de Livros Infantis, e um British Book Awards na categoria de Melhor Livro.[85][86] Em 2004, Harry Potter e a Ordem da Fênix ganhou um WH Smith People's Choice Book Awards, um ALA Notable Book e uma Medalha de Ouro de Oppenheim Toy Portfolio.[87][88][89]

Vendas[editar | editar código-fonte]

Harry Potter e a Ordem da Fênix foi um exito de vendas, tornando-se o produto mais pedido por comércio eletrônico da Amazon.com em 2003, com 1,3 milhões de vendas ao redor do mundo.[90] Foi vendido mais de 6,8 milhões de cópias nos Estados Unidos e Canadá, e 3,2 milhões na Inglaterra nas primeiras 24 horas.[91] No Reino Unido, o livro bateu o recorde de exemplares de lançamento, com 13 milhões de cópias. Virtualmente, se venderam mais de um milhão de cópias em sua pré-venda.[90] A própria Bloomsbury anunciou que quase duas milhões de cópias foram vendidas nas primeiras 24 horas.[92] O Royal Mail entregou 500 mil cópias em vans extras no primeiro sábado após o lançamento do livro.[93] Até o final da primeira semana do lançamento do livro, era esperado que Rowling recebesse 30 milhões de libras esterlinas pelas vendas.[93]

A Tesco vendeu uma média de 220 cópias por minuto nas primeiras 24 horas, enquanto a WHSmith estimou as vendas do livro em oito cópias por segundo e a Barnes and Noble aproximadamente 80 cópias por segundo.[93][92] Um porta-voz da Tesco disse que o livro vendeu 317 400 cópias em 24 horas, mais do quíntuplo de cópias comparado ao seu antecessor, Harry Potter e o Cálice de Fogo, que vendeu 42 mil exemplares. Um representante da WHSmith disse: "Nós previmos que iria ser grande, mas esse é o livro mais vendido que já tivemos."[93] Philip Bell, gerente da Blackwells em Oxford, disse que estava esperando vender cerca de mil cópias no sábado, o mesmo valor que a versão em capa dura do quarto livro de Harry Potter vendeu em seu primeiro ano: "Isso pegou a gente de surpresa. Pensamos que venderíamos mil cópias pelo menos na primeira semana. Eu estive no ramo por 18 anos e nunca vi algo como isso. É absolutamente impressionante."[93]

Temas[editar | editar código-fonte]

Lana Whited diz que o tema de discriminação é ampliado em Harry Potter e a Ordem da Fênix no contexto da campanha de Hermione a favor dos elfos domésticos. Ela afirma que a forma que Rowling apresenta a escravidão dos elfos é complexa, e que "sua atitude sobre a situação deles é ambígua," e acrescenta que "Dumbledore não parece incomodado com a escravidão" das criaturas. Roni Natov comenta sobre o tratamento do tema de escravidão e como os personagens lidam com tal: "Embora Harry tenha liberto Dobby,... somente Hermione entende a opressão dos elfos-domésticos, o jeito em que eles trabalham para seus mestres, ajoelhando e limpando, sem remuneração." Farah Mendlesohn chama Winky de uma personagem "obscuramente feliz". Ela argumenta que a campanha de Hermione "é enfraquecida a cada passo, com argumentos diretamente ligados ao sul do antebellum americano," e acrescenta que a própria Hermione é "inconsistente em indiciar o sistema de elfos domésticos."[94]

O preconceito é algo, também, bastante explorado no livro. Quando recebe uma manta de Hermione no Natal, Monstro, o elfo doméstico da família Black,[95] recusa o presente por tê-lo recebido de uma nascida trouxa. Durante muitas passagens do livro é retratada a intolerância do elfo, como por exemplo quando Harry, Hermione e Rony o conhecem, ele difama a garota por ter nascido de pais trouxas, chamando-a de "sangue-ruim".[96] Preconceito racial também está presente na personagem Dolores Umbridge, que apresenta ódio contra meio-humanos.[97] Rowling declarou que Umbridge foi inspirada em uma pessoa real que "não gostava intensamente". A autora não revelou a identidade do indivíduo, e disse que tal não compartilhava o sadismo e preconceito de Umbridge.[98] O abuso de poder para atender à interesses e necessidades pessoais também são contidos na caracterização de Umbridge.[99]

É afirmado no livro A Study Guide for J.K. Rowling's Harry Potter and the Order of the Phoenix que a busca pelo conhecimento é um dos maiores temas do livro. Na obra, é apontado diversas situações importantes em que a curiosidade e a busca de informações desenvolvem o personagem de Harry, como quando ele começa a procurar vestígios e informações sobre a reaparição de Voldemort e sobre seu próprio passado, que envolvia o bruxo as trevas.[100]

Adaptações[editar | editar código-fonte]

Filme[editar | editar código-fonte]

Cenário da versão cinematográfica do livro.

Sob a direção de David Yates, a versão cinematográfica de Harry Potter e a Ordem da Fênix estreou no dia 11 de julho de 2007. A produção foi liderada por David Heyman e o roteiro escrito pelo estadunidense Michael Goldenberg.[101] A autora exigiu que o elenco principal fosse de nacionalidade britânica,[102] mas foi permitida a participação de alguns atores irlandeses,[103] como Michael Gambon, que retratou Alvo Dumbledore a partir do terceiro longa.[104] Os atores que interpretaram os personagens principais nos filmes anteriores continuaram a atuar no quinto. Helena Bonham Carter, Imelda Staunton, Evanna Lynch e Katie Leung foram adicionados ao elenco, interpretando, respectivamente, os papéis de Bellatrix Lestrange,[105] Dolores Umbridge,[106] Luna Lovegood[107] e Cho Chang.[108]

O filme debutou em primeiro lugar na lista de filmes de maior bilheteria.[109] A receita total do longa foi de 939 885 929 dólares,[110] tornando-se o segundo filme de maior bilheteria do ano de 2007, atrás de Piratas do Caribe: No Fim do Mundo e na frente de Homem-Aranha 3,[111] O filme recebeu duas indicações ao British Academy Film Awards nas categorias de Melhor Direção de Arte, perdendo para Desejo e Reparação, e Melhores Efeitos Visuais, perdendo para A Bússola de Ouro.[112] Segundo o website estadunidense Metacritic, a versão cinematográfica recebeu "críticas favoráveis", dando uma pontuação de 71%,[113] enquanto outro agregador, o Rotten Tomatoes, deu uma pontuação de 78%.[114]

Jogos eletrônicos[editar | editar código-fonte]

Livremente baseados no romance, os jogos foram lançados entre junho e agosto de 2007. Com exceção da versão feita para Game Boy Advance, todos foram lançados depois da estreia do filme.[115] Todos foram distribuídos pela Electronic Arts, porém produzidos por diferentes empresas.

Para as plataformas PC, Mac OS X, Xbox, Wii, PlayStation 2 e 3, Game Boy Advanced, PlayStation Portable o jogo foi produzido e lançado pela Electronic Arts.[116] Ao mesmo tempo, a Visual Impact o desenvolveu para o console Nintendo DS.[117] A trilha sonora do jogo foi gravada pela Orquestra Philharmonia e Pinewood Singers no estúdio AIR, escrita por Jeremy Soule e conduzida por Allan Wilson. A canção "Hedwig's Theme", escrita por John Williams, foi adicionada ao jogo.[118]

Desenvolvedor Data de lançamento Plataforma Gênero Game Rankings Metacritic Notas
Electronic Arts 25 de junho de 2007 Microsoft Windows Ação-aventura 63.25%[119] 63/100[120]
Xbox 360 68.98%[121] 68/100[122]
Wii 70.50%[123] 69/100[124]
PlayStation 2 65.29%[125] 61/100[126]
PlayStation 3 67.03%[127] 67/100[128]
PSP 57.33%[129] 52/100[130]
10 de julho de 2007 Game Boy Advance 50.33%[131] 50/100[132]
17 de agosto de 2007 Mac OS X Portado da versão do Windows
Visual Impact 25 de junho de 2007 DS 49.88%[133] 51/100[117]

Audiolivro[editar | editar código-fonte]

O livro, assim como todos os romances da série, foi publicado no formato de audiolivro em sua língua original.[134] A versão distribuída na Grã-Bretanha conta com a voz do ator Stephen Fry,[135][136] enquanto na versão dos Estados Unidos a história foi contada por Jim Dale.[137] No Brasil, foram lançados audiolivros somente para os dois primeiros livros da série, narrados por Jorge Rebelo.[138]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

Bibliografias[editar | editar código-fonte]

  • Rowling, J. K. (2003). Harry Potter and the Order of the Phoenix. [S.l.]: Scholastic. ISBN 0-439-35806-X 

Eletrônicas

  1. «The Harry Potter Books». Pottermore. Consultado em 23 de julho de 2013 
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