Harry Potter e a Pedra Filosofal (filme)

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Harry Potter e a Pedra Filosofal
Harry Potter and the Philosopher's Stone
Harry Potter e a Pedra de Filosofal (PT)
Harry Potter e a Pedra Filosofal (BR)
Cartaz de Harry Potter e a Pedra Filosofal
 Reino Unido
 Estados Unidos

2001 •  cor •  152 min 
Direção Chris Columbus
Produção David Heyman
Roteiro Steve Kloves
Baseado em Harry Potter e a Pedra Filosofal 
de J. K. Rowling
Elenco Daniel Radcliffe
Rupert Grint
Emma Watson
Gênero Aventura
Fantasia
Música John Williams
Direção de arte [Crackrt Craig]]
Direção de fotografia John Seale
Figurino Judianna Makovsky
Edição Richard Francis-Bruce
Companhia(s) produtora(s) Heyday Films
1492 Pictures
Distribuição Warner Bros. Pictures
Lançamento Reino Unido 4 de Novembro de 2001
(Estreia em Londres)
Estados Unidos 16 de Novembro de 2001
Reino Unido 16 de Novembro de 2001
Brasil 23 de Novembro de 2001
Portugal 30 de Novembro de 2001
Idioma Inglês
Orçamento US$ 125 milhões[1]
Receita US$ 974.755.371[2]
Cronologia
Último
Último
Harry Potter and the Chamber of Secrets
Próximo
Próximo
Site oficial
Página no IMDb (em inglês)

Harry Potter and the Philosopher's Stone ou Harry Potter and the Sorcerer's Stone[3] [4] [5] (Harry Potter e a Pedra Filosofal, no Brasil e Portugal) é um filme de aventura e fantasia baseado no livro homônimo de J. K. Rowling, dirigido pelo cineasta Chris Columbus e lançado em 2001. Se converteu no primeiro lançamento da série cinematográfica de Harry Potter. A história segue Harry Potter, um menino que ao completar onze anos descobre que é um bruxo, sendo enviado para a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts para começar seu treinamento como tal.

O roteiro foi escrito pelo estadunidense Steve Kloves, que concluiu que seu trabalho era árduo; Kloves garante ter ficado nervoso na primeira vez que ele conheceu Rowling, pois não queria que ela pensasse em uma possível "má adaptação". O elenco é integrado por Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson, Richard Harris, Maggie Smith, Robbie Coltrane, Alan Rickman e Ian Hart. Os efeitos especiais ficaram a cargo principalmente da Sony Pictures Imageworks e Industrial Light & Magic, além de mais de 600 tomadas de imagens geradas por computador para as quais foram contratadas várias empresas especializadas.

A concepção de Harry Potter e a Pedra Filosofal começou em 1997, quando o produtor britânico David Heyman buscava em Hollywood um livro infantil que pudesse servir de inspiração para um filme de sucesso. Logo depois, sua empresa, Heyday Films, sugeriria A Pedra Filosofal, projeto que Heyman submeteu a Warner Bros. Assim, em 1999, Rowling vendeu os direitos de filmagem dos primeiros quatro livros da série por pouco menos de US$ 2 milhões. Como característica adicional, a autora alegou que o elenco principal teria de ser de nacionalidade britânica, permitindo algumas exceções como do ator irlandês Richard Harris (intérprete de Albus Dumbledore); isso foi a fim de manter uma ligação cultural entre o livro e a adaptação. Nos estágios iniciais da fase de produção, foi proposto ao diretor Steven Spielberg a direção do filme, mas acabaria por recusar a oferta. Finalmente, a produção começou em 2000, sob a direção de Chris Columbus, com as filmagens da maioria das cenas nos estúdios Leavesden.

Após a estreia, Harry Potter e a Pedra Filosofal recebeu críticas em sua maioria positivas pela imprensa especializada, arrecadando quase $975 milhões em todo o mundo e ganhando três indicações para o Oscar em: Melhor Direção de Arte, Melhor Figurino e referências a John Williams dentro da categoria Melhor Trilha Sonora Original. Antes de seu sucesso crítico e comercial, os produtores já tinham todas as intenções de se adaptar a série literária de Harry Potter[6] composta finalmente de 7 livros — a adaptação do último livro consistia de duas partes, estreando em 2010 e 2011, respectivamente.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Na rua dos Alfeneiros Nº4 vive um garoto órfão prestes a completar onze anos chamado Harry Potter que mora com seus desagradáveis tios e primo hostis, os Dursley, em Surrey. Coisas incomuns começam a acontecer, ao ir no zoológico com seu mimado primo Duda, Harry descobre que consegue falar com uma cobra e ainda faz o vidro de proteção da serpente desaparecer sem explicação, seus tios começam a agir de forma estranha e impedem que Harry leia cartas misteriosas que ficam sendo enviadas para ele no dia de seu 11º aniversário, Harry e seus tios são surpreendidos por um homem estranho, Rúbeo Hagrid, que lhe conta que Harry é um Bruxo assim como os pais dele eram Bruxos também, os tios de Harry tentaram esconder isso desde que aceitaram Harry em sua casa quando ele ainda era um bebe, Hagrid finalmente entrega a carta misteriosa que diz que Harry foi convidado a ingressar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Ao de comprar material escolar, junto a Hagrid em uma rua de bruxos escondida, o Beco Diagonal,[7] Harry descobre que apesar de não saber nada sobre o Mundo Magico, Harry é famoso e conhecido por todos e a razão disso é por que o maior e mais temido Bruxo das Trevas, Lord Voldemort foi quem assassinou Lílian e Thiago Potter e na tentativa de matar Harry, ainda como um bebe, algo aconteceu o feitiço de Voldemort ricocheteou nele mesmo o fazendo perder todos os poderes e desaparecendo, deixando apena uma cicatriz em forma de raio na testa de Harry, por isso Harry Potter é famoso em todo Mundo Magico como o menino que sobreviveu, o garoto que derrotou Você-Sabe-Quem.Após terminar de comprar o material, Varinha Mágica, Caldeirão e uma Belíssima Coruja-das-Neves que ele batisa de Edwiges, embarca no trem Expresso Hogwarts através da Plataforma 9 3⁄4 na Estação de King's Cross.[8]

No trem, Harry conhece Ron Weasley, um garoto ruivo e pobre de uma grande família de bruxos, e Hermione Granger, uma garota extremamente estudiosa nascida de pais trouxas (não-mágicos). Ao chegar na escola de Hogwarts, que é um gigantesco castelo em meio a um grande lago, os alunos do primeiro ano são classificados cada um em uma das quatro casas: Grifinória, Lufa-Lufa, Corvinal e Sonserina. Como Sonserina é conhecida por ser a casa obscura de bruxos e bruxas, Harry pede ao Chapéu Seletor que não o coloque na Sonserina.[7] Ele é atribuído a Grifinória, juntamente com Ron e Hermione, no Grande Salão Harry e os outros estudantes do primeiro ano, conhecem o diretor da escola , Alvo Dumbledore conhecido como o maior Bruxo dos tempos atuais.

Harry começa a aprender magia e descobre mais sobre seu passado e seus pais. Harry acidentamente começa a fazer parte do time de Quadribol da Grifinória[8] (um esporte no mundo mágico, onde as pessoas voam em vassouras) como um apanhador ao defender um outro estudante de Draco Malfoy, um aluno do primeiro ano da Sonserina que vive implicando com Harry e os outros alunos da Grifinória.

Uma noite, Harry, Ron e Hermione encontram um cão gigante de três cabeças no corredor direito do terceiro andar da escola. Depois que o trio consegue incapacitar um trasgo montanhês que escapou e Harry quase é derrubado de sua vassoura por uma azaração, durante uma das partidas de Quadribol, o trio supõe que alguém está tentando passar pelo cão. Harry descobre o Espelho de Ojesed, que mostra o desejo do coração de uma pessoa. O diretor Dumbledore remove o espelho e aconselha Harry a não procurar pelo espelho.[7] Usando a informação que Hagrid deixou escapar, Hermione descobre que o cachorro está guardando a Pedra Filosofal, um item que pode conceder a imortalidade a seu proprietário. Harry conclui que seu professor de poções, Severo Snape, quer obter a pedra. Harry é pego fora da cama durante a noite usando uma capa de invisibilidade deixado para ele por seu pai, e é enviado para a detenção. Ao ajudar Hagrid na Floresta Proibida, Harry vê uma figura encapuzada bebendo o sangue de um unicórnio, pelas suas propriedades curativas. A figura encapuzada então tenta atacar Harry, apenas para ser afugentada por um centauro chamado Firenze, um amigo próximo de Hagrid. Harry conclui que a figura encapuzada é Voldemort e que Snape está tentando obter a pedra para restaurar Voldemort com força total.[8]

Depois de ouvirem de Hagrid que o cão só consegue dormir quando se toca música e que ele revelou isso para um homem em um bar local, Harry, Ron e Hermione concluem que Snape era o homem no bar e tentam avisar Dumbledore. Ao saber que ele está em uma viagem de negócios, o trio imagina que Snape vai tentar roubar a pedra naquela noite e resolvem encontrar a pedra antes de Snape.[7]

Eles enfrentam uma série de obstáculos: sobreviver a uma planta mortal, passando por centenas de chaves voadoras e ganhar um violento jogo de xadrez em tamanho real. O trio usa suas habilidades para superar os obstáculos. Hermione usa seus conhecimentos de feitiços para passarem pela planta, Harry usa suas habilidades e encontra uma chave prateada com uma asa quebrada e Ron usa sua habilidade de enxadrista para vencer a partida de xadrez. No entanto, Ron é quase morto no jogo de xadrez e Hermione fica com ele, enquanto Harry vai em frente.[7]

No quarto final, Harry descobre que não era Snape que queria a pedra, mas o professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, Professor Quirrell. Quirrell revela que ele deixou o trasgo entrar e tentou matar Harry no jogo de Quadribol. Ele também revela que Snape tentava proteger Harry e tentou impedir Quirrell durante todo o ano. Em seguida, o professor Quirrell obriga Harry a olhar no espelho de Ojesed. Devido a um encantamento colocado por Dumbledore, Harry encontra a pedra no bolso, depois de olhar no espelho. Depois de tentar obter de Harry a resposta sobre o que ele viu no espelho, Quirrell tira o turbante e revela Voldemort vivendo na parte de trás de sua cabeça. Harry tenta fugir, mas Quirrell começa um incêndio usando os dedos para evitar sua fuga. Voldemort tenta convencer Harry a dar-lhe a pedra, comprometendo-se a trazer seus pais de volta dos mortos, mas Harry se recusa. Quirrell, então, tenta matá-lo, mas o toque de Harry o impede de machucá-lo e faz com que ele se transforme em pó e morra. Quando Harry se levanta, formas espirituais de Voldemort passam por Harry, deixando-o inconsciente antes de fugir.[7]

Harry acorda na enfermaria da escola. Professor Dumbledore explica que a pedra foi destruída e que Hermione e Ron estão seguros. Quirrell foi queimado ao toque de Harry, porque, quando a mãe de Harry morreu para salvá-lo, sua morte deu a Harry uma proteção baseada em amor contra Voldemort. Antes de Harry e o resto dos alunos saírem no final do ano letivo, Harry percebe que, enquanto todos os outros estudantes estão indo para casa, Hogwarts é verdadeiramente sua casa.[7]

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Elenco[editar | editar código-fonte]

Rowling pessoalmente insistiu que o elenco devia ser britânico.[9] Como diretora de casting de Harry Potter e a Pedra Filosofal, Susie Figgis se viu na necessidade de realizar o seu trabalho através de consultas constantes a Rowling e Columbus, principalmente para eleger intérpretes de Harry, Ron e Hermione.[10] Assim começou a fase de seleção principal,[11] sendo considerados somente meninos britânicos.[12] As Audições se dividiram em três partes: primeiro, eles tinham que ler uma página do livro. Em caso de receber a chamada correspondente, o próximo passo consistia de improvisar uma cena de estudantes em Hogwarts. Por fim, os finalistas tiveram que ler várias páginas do roteiro de frente a Columbus.[12] Curiosamente, alguns segmentos do roteiro de Columbus Young Sherlock Holmes (1985), do diretor Barry Levinson, foram incorporados no casting.[13] Em 11 de julho de 2000, Figgis deixou a produção, queixando-se de que várias crianças que fizeram testes "maravilhosamente" não teriam nenhuma chance de serem selecionadas por Columbus.[13] Em 8 de agosto do mesmo ano, Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint foram escolhidos dentre milhares de crianças.[14]

  • Daniel Radcliffe, como Harry Potter: um menino comum com uma cicatriz de raio na testa, que tem a capacidade de fazer com que coisas estranhas aconteçam ao seu redor. Após a morte de seus pais, ele foi levado por seus tios, até que em seu aniversário de onze anos descobre que ele é um bruxo e é convidado à Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Columbus havia se interessado no ator desde que viu sua participação no filme David Copperfield (1999), produzido pela BBC. No entanto, Figgis mencionou que os pais de Radcliffe não permitiriam que seu filho interpretasse Harry Potter, porque em sua opinião eles eram "um pouco superprotetores" com ele.[15] Columbus, em seguida, explicaria a sua persistência em oferecer o papel a Daniel era o que realmente fez Figgis se resignar a experimentá-lo.[1] Então, ele apresentou sua audição só depois que David Heyman e Steve Kloves se reuniram com ele e seus pais durante a produção de Stones in his Pockets, em Londres.[16] Ambos conseguiram convencer os pais do ator com a promessa de evitar que a imprensa invadisse a vida pessoal de seu filho.[1] Finalmente, Rowling aprovou a escolha de Daniel e comentou: "depois de ver [sua] apresentação, eu não acho que Chris Columbus poderia encontrar um melhor Harry".[17] Após o encerramento da produção, Daniel recebeu 1 milhão de libras esterlinas por seu desempenho, embora tenha dito que "isso não era o mais importante".[18] Além disso, William Moseley fez um teste para o mesmo papel, anos mais tarde seria escalado como Pedro Pevensie em The Chronicles of Narnia: The Lion, the Witch and the Wardrobe.[19] Quanto à dublagem, Caio César foi quem prestou sua voz na versão brasileira.[20]
  • Rupert Grint, como Ron Weasley: o menor de sete irmãos em uma família com carências econômicas, que desenvolve uma profunda amizade com Harry. Aos 13 anos, Rupert era o mais velho ator mirim no trio completado por Daniel e Emma. Concluiu que era perfeito para o papel "devido a seu cabelo ruivo", também considerado um seguidor fiel da série literária.[18] Depois de ver o anúncio de audições para Harry Potter em Newsround, enviou um vídeo onde cantava um rap sobre o quanto ele queria interpretar Ron. O clipe foi escolhido pelos responsáveis ​​pelo casting, que chamaram Rupert para conhecê-lo em pessoa.[18] O dublador em português foi Charles Emmanuel[21] no Brasil.
  • Emma Watson, como Hermione Granger: uma menina extremadamente inteligente, filha de trouxas que, apesar de seus conflitos de personalidade no início, com Harry e Ron, torna-se a melhor amiga de ambos (a amizade começa logo depois que resgatou um desorientado troll que estava vagando em Hogwarts). Impressionado com suas atuações em peças da escola, o professor de Emma a recomendou aos representantes responsáveis pelas audições de Harry Potter.[22] Emma realizou sua audição com seriedade, embora "ninguém pensou que iria conseguir o papel."[18] Os produtores ficaram tão fascinados por sua confiança pessoal, que deixaram de lado as candidatas anteriores.[23] Da mesma forma, Rowling se convenceu de seu desempenho desde a primeira sessão que Emma fez.[22] No que se refere à dublagem, Luisa Palomanes[21] e Sandra de Castro[21] foram contratadas para as versões de Brasil e Portugal, respectivamente.
  • Richard Harris, como Albus Dumbledore: o diretor de Hogwarts é um dos bruxos mais famosos e poderosos que já existiram na história. É quem decide que Harry deve ficar com sua tia e tio após a morte de seus pais. Num primeiro momento, Harris recusou o convite para interpretar Dumbledore, mas depois o aceitou porque sua neta ameaçou nunca mais falar com ele caso não aceitasse integrar o elenco.[24] Lauro Fabiano[25] e Alfredo Brito[26] foram seus dubladores no Brasil e Portugal, respectivamente.
  • Robbie Coltrane, como Rubeus Hagrid: é o guarda de caça de Hogwarts e guardião de suas chaves e terras. Foi quem ajudou Harry a fugir de seus tios do esconderijo a bordo de uma motocicleta voadora e revela que o menino é um bruxo. Ele tem uma predileção especial por criaturas mitológicas, especialmente dragões. Coltrane foi a primeira escolha de Rowling,[27] sendo também um fanático da série de livros homônima. Para interpretar Hagrid, se reuniu com a autora para conversar sobre as origens e o futuro do personagem.[1] No Brasil e em Portugal, José Santa Cruz[28] e António Marques[29] foram responsáveis pela versão em português.
  • Alan Rickman como Severus Snape: é o Mestre de Poções e chefe da casa Sonserina em Hogwarts. Ele odeia Harry por causa de um relacionamento rancoroso que sempre teve com o pai dele. Embora no passado foi um Comensal da Morte, Dumbledore lhe tem muita confiança. O ator Tim Roth mostrou interesse neste personagem em razão dos seus filhos serem fãs de Harry Potter, apesar de seu horário de trabalho não lhe permitir assumir esse papel, terminando por fazer o filme Planet of the Apes.[30] A dublagem em português foi realizada por Allan Lima[31] no Brasil e João Craveiro em Portugal.
  • Maggie Smith como Minerva McGonagall: é a vice-diretora e chefe da Grifinória, professora de Transfiguração na escola. Minerva acompanhou Dumbledore quando ele levou Harry Potter para seus tios quando morreram James e Lilly Potter. Ela tem a capacidade de se transformar em um gato. Smith foi escolha pessoal de Rowling para o personagem.[27] A dubladora Lina Rossana[32] no Brasil emprestou a sua voz para a personagem.
  • Tom Felton como Draco Malfoy: bruxo herdeiro de uma família rica. Depois de Harry rejeitar sua amizade, Draco desenvolve um ódio total para Harry e seus amigos. Junto com Daniel, Tom Felton foi uma das poucas crianças que tiveram aparições anteriores em obras teatrais ou cinematográficas.[18] No Brasil, João Capelli[33] e em Portugal, Gustavo Gaspar, foram seus dubladores.
  • Ian Hart como o professor Quirinus Quirrell: é o nervoso professor de Defesa Contra as Artes das Trevas em Hogwarts. Sempre usa um turbante, porque em seu pescoço está escondido um enfraquecido Lord Voldemort, como um parasita. Para permitir que Voldemort fosse mantido vivo, Quirrell mata unicórnios na Floresta Proibida para beber seu sangue. David Thewlis fez audições para o papel, mas não seria contratado até o terceiro filme de Harry Potter.[34] Marco Antônio Costa[31] fez a dublagem no Brasil.
  • Richard Griffiths como Vernon Dursley: maltrata seu sobrinho Harry, uma vez que não quer que ele descubra a sua verdadeira identidade mágica. Para fazer isso, Vernon queima todas as cartas enviadas de Hogwarts para sua casa. Júlio Chaves[31] fez a dublagem no Brasil, e Carlos Freixo em Portugal.
  • Fiona Shaw como Petunia Dursley: A tia de Harry que maltrata seu sobrinho, como seu marido Vernon. A dublagem no Brasil foi realizada por Geisa Vidal, e por Isabel Ribas em Portugal.[31]
  • Harry Melling como Dudley Dursley: o primo obeso e volumoso de Harry. A dublagem brasileira foi de Erick Bougleux.[31]
  • Martin Miranda como Alex: membro da "quadrilha" de Dudley. Solo aparece uma só vez no filme.
  • John Hurt como Garrick Ollivander: próprio da loja especializada na criação de varinhas "de maior qualidade no mundo mágico". Ollivander tem a capacidade de encontrar a solução ideal para cada cliente que entra em sua loja, também lembrando cada uma de suas varinhas vendidas ao longo de sua vida. É quem revela a Harry a relação entre Lord Voldemort e sua cicatriz em forma de raio. Paulo B. é quem empresta a voz a esta personagem, em Portugal.
  • Matthew Lewis como Neville Longbottom: um estudante tímido que faz amizade com Harry, Ron e Hermione. É o alvo freqüente de piadas de Malfoy e sua gangue, além das três lunáticas. Foi dublado no Brasil por Thiago Farias.
  • Warwick Davis como Filius Flitwick: é professor de feitiços de Hogwarts, sendo também o chefe da casa Corvinal. Pietro Mário e Carlos Freixo foram seus dubladores no Brasil e em Portugal, respectivamente.
  • John Cleese como Nick-Quase-Sem-Cabeça: fantasma da casa Grifinória cuja cabeça quase foi arrancada por causa de uma execução que falhou. A dublagem foi feita por Alfredo Martins no Brasil[31] e Carlos Paulo em Portugal.
  • Julie Walters como Molly Weasley: é a mãe de Ron, que ensina a Harry a maneira de ingressar na Plataforma Nove e Três Quartos. Antes de que Walters fosse escolhida, a atriz estadunidense Rosie O'Donnell esteve em conversas com Columbus para interpretar este papel.[35] No Brasil em Portugal, foi dublada por Marise Motta[31] e Leonor Alcácer.
  • Richard Bremmer como Lord Voldemort: o bruxo mais temido do mundo mágico. Ele foi derrotado e quase aniquilado por acidentalmente receber seu próprio ataque mortal que tentou atirar em Harry. Reduzido a forma de um parasita, Voldemort quer encontrar a pedra filosofal para recuperar sua forma humana e seus poderes, além de obter a imortalidade. Note-se que Bremmer só desempenha Voldemort na cena de flashback, onde o tempo pode ser visto em seu ataque contra Harry foi repelido. Nas cenas finais, a voz e o rosto dele é fornecida por Ian Hart e dublado no Brasil e em Portugal respectivamente por Domício Costa[31] e Carlos Paulo.

Além disso, Rik Mayall fez o teste para o papel de Peeves,[36] no entanto a sua participação no filme foi removida durante o processo de edição.[37]

Dublagem[editar | editar código-fonte]

Ator Personagem Brasil Dublador
Alan Rickman Severus Snape Allan Lima
Chris Rankin Percy Weasley Felipe Grinnan
Daniel Radcliffe Harry Potter Caio César
David Bradley Argus Filch Waldir Fiori
Devon Murray Seamus Finnigan Marcus Júnior
Emma Watson Hermione Granger Luisa Palomanes
Fiona Shaw Petunia Dursley Geisa Vidal
Harry Melling Dudley Dursley Erick Bougleux
Ian Hart Professor Quirinus Quirrell Marco Antonio
James Phelps Fred Weasley Manolo Rey
John Hurt Mr. Ollivander Telmo Munch
Julie Walters Molly Weasley Marize Mota
Luke Youngblood Lee Jordan Rodrigo Antas
Maggie Smith Minerva McGonagall Lina Rossana
Matthew Lewis Neville Longbottom Thiago Farias
Oliver Phelps George Weasley Manolo Rey
Richard Griffiths Vernon Dursley Júlio Chaves
Richard Harris Alvo Dumbledore Lauro Fabiano
Robbie Coltrane Rubeus Hagrid José Santa Cruz
Rupert Grint Ronald Weasley Charles Emmanuel
Sean Biggerstaff Oliver Wood Marcus Jardym
Tom Felton Draco Malfoy João Capelli
Warwick Davis Professor Flitwick Pietro Mário

Produção[editar | editar código-fonte]

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Em 1997, o produtor David Heyman estava em Hollywood à procura de um livro infantil que poderia ser adaptado para uma versão cinematográfica de sucesso. Anteriormente, ele havia planejado produzir The Ogre Downstairs (1974) de Diana Wynne Jones, mas o projeto caiu para últimas etapas. Sua equipe da Heyday Films então lhe sugeriu Harry Potter e a Pedra Filosofal, ideia que Heyman descreveu como "ótima".[1] Um ano depois de haver apresentado seu novo projeto aos estúdios Warner Bros.,[1] J. K. Rowling lhe vendeu os direitos dos primeiros quatro livros de Harry Potter a empresa pela quantidade de quantia de 1 milhão de libras esterlinas (1 982 900 US$).[38] Como restrição, Rowling afirmou que o elenco principal fosse estritamente britânico, permitindo que apenas algumas exceções, como o ator Richard Harris para o papel de Dumbledore. Outras advertências semelhantes se repetiram em Harry Potter e o Cálice de Fogo, onde foram contratados atores franceses e outros da Europa Oriental, embora, neste caso, as inclusões são especificadas no livro homônimo.[9] Na primeira, ela hesitou em vender os direitos de sua série, porque "eu não queria dar-lhes o controle sobre o resto da história", uma vez que também vendeu os direitos sobre os personagens, algo que teria permitido a Warner Bros. a possibilidade de sequências independentes no final da série de livros.[39]

"Harry Potter é uma daquelas realizações literárias intemporais que vem uma vez na vida. Considerando o seguimento apaixonado que geraram seus livros em todo o mundo, foi importante para nós encontrar um diretor que tinha uma certa afinidade com as crianças como por magia. Eu não consigo pensar em ninguém melhor para isso do que Chris [Columbus]."

—O produtor Lorenzo di Bonaventura[40]

Originalmente, Steven Spielberg foi considerado para dirigir A Pedra Filosofal, no entanto recusou.[41] Uma das principais sugestões de Spielberg era adaptar o livro na forma de um filme de animação com a voz de Haley Joel Osment como Harry Potter.[42] Também pensou que seria possível incorporar elementos dos livros nesta adaptação.[1] Outra questão que o levou a rejeitar a oferta foi de que "havia muita expectativa sobre o lucro, o interesse econômico que pode ser facilmente comparado com atirar patos em um barril. Este é um obstáculo, semelhante a ter um bilhão de dólares e colocá-los em sua conta bancária pessoal. Não há alternativa a isso".[43] Em seu site oficial, Rowling mencionou que ela não estava envolvida na eleição de diretores para cada filme, dizendo textualmente, "Quem pensa que eu tenha [ou havia] vetado [referindo-se a Spielberg] necessita reparar sua Pena de Repetição Rápida".[44] Heyman disse que Spielberg decidiu dirigir qualquer projeto entre uma lista composta por A.I. - Inteligência Artificial, Minority Report, Memórias de uma Gueixa e Harry Potter, "que foi o primeiro", conclui Heyman. Assim, decidiu-se pela primeira.[1]

Pouco tempo depois, os produtores começaram a entrar em contato com outros cineastas. Entre eles estavam Chris Columbus, Terry Gilliam, Jonathan Demme, Mike Newell, Alan Parker, Wolfgang Petersen, Rob Reiner, Ivan Reitman, Tim Robbins, Brad Silberling, M. Night Shyamalan e Peter Weir.[1] [37] [45] Do exposto, Petersen e Reiner foram descartados em março de 2000,[46] assim a decisão final foi entre Silberling, Columbus, Parker e Gilliam.[47] A primeira escolha de Rowling foi Terry Gilliam,[48] mas Warner Bros. decidiu que Columbus era o mais experiente com base em seus trabalhos anteriores como Home Alone e Mrs. Doubtfire.[40] Em um período de duas horas, Columbus visualizou o aspecto artístico do filme, afirmando que ele queria que as cenas com os trouxas fosse "amargas e chatas", em contraste com os segmentos do mundo bruxo, que ele via como "colorido, enérgico e detalhistas". Inspirado pelo filme Grandes Esperanças (1946), assim como em Oliver Twist (1948) —ambas do diretor britânico David Lean— e The Godfather (1972) de Francis Ford Coppola, Columbus esperava imitar "esse tipo de escuridão e de transição cênica, juntamente com a qualidade fílmica inerente" para o novo projeto. Outro filme referenciado pelo diretor como parte de inspiração para A Pedra Filosofal foi Oliver! de Carol Reed.[1]

Roteiro[editar | editar código-fonte]

Steve Kloves foi contratado para escrever o roteiro. Mais tarde, ele descreveria o seu trabalho como "difícil", argumentando que essa adaptação "não permitiu desenvolver uma estrutura adequada, em comparação com os próximos dois livros".[49] Depois de receber uma seleção de livros pertencentes a sinopses que poderiam ser adaptados para o cinema (mesmos aqueles que ele nunca tenha lido)[1] Kloves conheceu Harry Potter, o qual decidiu comprar. Conforme foi lendo, foi gradualmente se tornando um fã da série.[49] Quando entrou em contato com a Warner Bros., coincidiu com Rowling em que no filme tinha que ter uma essência britânica, traduzida em atores dessa nacionalidade.[49] Como anedota, Kloves admitiu que a primeira vez que se encontrou com Rowling, não queria que ela considerasse uma má adaptação que ele iria realizar. Além disso, Rowling disse a respeito que "estava mais do que pronta para detestar Steve Kloves", apesar de "a primeira vez que eu o conheci, me perguntou: 'Você sabe qual é o meu personagem favorito? Eu pensei que iria dizer 'Ron', mas para minha surpresa, disse: 'Hermione'".[1]

Filmagens[editar | editar código-fonte]

Antes da oferta de duas empresas britânicas, a Warner Bros. começou a etapa de filmagens nos estúdios Leavesden, mesma onde foi concluída em julho de 2001.[37] As propostas consistiam em fornecer medidas de segurança dentro das locações, dispor dos estúdios Leavesden, bem como modificar as leis de trabalho infantil.[1]

As cenas de abertura foram filmadas em 2 de outubro de 2000, na estação ferroviária Goathland, com base no condado North Yorkshire.[50] Foram considerados como possíveis cenários para Hogwarts o castelo sueco de Inverailort e a Catedral de Cantuária, no entanto este último recusou a oferta porque sentiram que A Pedra Filosofal abordava temas pagãos.[51] [52] No final, o Castelo de Alnwick e a Catedral de Gloucester foram escolhidas,[1] apesar de algumas das cenas escolares foram também gravadas em Harrow School.[53] Outros segmentos foram filmados na Catedral de Durham (aqui foram gravadas durante duas semanas, as cenas correspondentes aos corredores e algumas salas de aula de Hogwarts),[54] [55] Oxford Divinity School (para as cenas da enfermaria de Hogwarts) e a biblioteca Duke Humfrey Library, mesma que representou a biblioteca do colégio.[56]

Quanto à casa dos tios de Harry, a equipe se mudou para a rua Picket Post Close, em Bracknell, Berkshire, onde o trabalho durou dois dias.[54] Deve ser acrescentado que os produtores tinham planejado usar um dia para filmar no local, mas tiveram que pagar mais dinheiro para os moradores da rua (para as sessões de gravação) do que tinham inicialmente previsto. Como consequência, todas as cenas restantes para a Rua dos Alfeneiros foram filmadas em um set construído nos estúdios Leavesden. Isto lhes significou também uma economia significativa de dinheiro.[57]

Outros lugares que aparecem no filme são a Australia House, em Londres (para Banco Gringotes),[1] a Igreja Christ Church de Oxford (para o salão de troféus de Hogwarts),[58] o Zoológico de Londres (para o lugar onde Harry conversa com a serpente),[58] e a Estação de King's Cross (para algumas tomadas específicas do livro).[59] Ante as diferenças nos títulos estadunidense (Harry Potter and the Sorcerer's Stone) e britânico (Harry Potter and the Philosopher's Stone), todas as cenas que mencionam a pedra filosofal foram gravadas em 2 ocasiões: uma em que os atores diziam "pedra filosofal" (para Philosopher's Stone) e outra em que usavam a frase "pedra do feiticeiro" (Sorcerer's Stone).[37] As crianças do elenco participaram das gravações durante 4 horas por dia no set, para um adicional de 3 usado para ir à escola. Curiosamente, eles desenvolveram um carinho pela maquiagem facial de feridas em seus rostos.[1] Além disso, Daniel Radcliffe teve que usar lentes de contato verdes (como descrito no livro), porque ele tem olhos azuis.

Concepção e efeitos especiais[editar | editar código-fonte]

Hermione executando o feitiço Lumos Solem com a varinha mágica, para salvar Ron. Este é um dos principais feitiços que aparecem na série Harry Potter.

Judianna Makovsky foi responsável pela criação de roupas em A Pedra Filosofal. No início, queria usar as mesmas togas que estão ilustrados na capa do livro homônimo para as cenas de Quadribol, mas, em seguida, seria descartadas por considera-las um "grande problema". Assim, se decidiu vestir os atores com "suéteres de bacharelato, calças de esgrima do século XIX e proteções para os braços".[61] Por sua vez, o diretor de arte Stuart Craig construiu os conjuntos nos estúdios Leavesden, incluindo o Grande Salão de Hogwarts, baseando-se para isso em várias catedrais britânicas. Embora inicialmente pediu para usar uma antiga rua como um local para cenas no Beco Diagonal, Craig escolheu para construir um conjunto com toques arquitetônicos dos períodos Tudor e Georgiano, bem como o da época da rainha Ana[61]

Da mesma forma, Columbus decidiu usar animatronics[Nota 1] e gráficos animados por computador para criar as criaturas mágicas que apareceriam no filme, incluindo Fluffy (a mascote de três cabeças de Hagrid).[10] Nick Dudman, que havia participado em Star Wars: The Phantom Menace, recebeu a tarefa de produzir as próteses que foram neccessárias para essas criaturas, enquanto a companhia de Jim Henson, Creature Shop, foi responsável pelos efeitos que lhes estão associados.[62] Um dos designers, John Coppinger, mencionou que seres imaginários teriam que ser projetado várias vezes, antes que eles pudessem rolar as cenas correspondentes.[63] Com cerca de 600 gravações de efeitos especiais, A Pedra Filosofal exigia a participação de muitas empresas, que são ocupadas cada uma dos diferentes objetivos. Entre as mais notáveis se encontram Industrial Light & Magic (criou o rosto de Lord Voldemort na nuca de Professor Quirrell), Rhythm & Hues Studios (animou Norbert, o dragão de Hagrid) e Sony Pictures Imageworks (desenvolveu as cenas de quadribol).[1]

Música[editar | editar código-fonte]

"O compositor [John Williams] acompanha as aventuras do protagonista com uma música, talvez, demasiado onipresente no filme, que destaca o seu tema principal, que se repete em diferentes épocas. Trilha sinfônica que enfatiza a ação e melodicamente sublinha o mágico e misterioso, com um visual clássico que lembra daquelas grandes obras de clássico de Hollywood."

—MundoBSO[64]

John Williams foi contratado para compor a trilha sonora de Harry Potter.[65] A composição de cada uma das canções executadas em suas casas em Los Angeles, Califórnia e Tanglewood, para finalmente gravar o repertório nos estúdios Air Lyndhurst e Abbey Road em Londres, durante o mês de Agosto de 2001. Durante seu trabalho, Williams criou vários leitmotifs, destacando as partes de Voldemort e Hogwarts, e "Hedwig's Theme", seria incorporada no material final só depois de "terminar agradando a todos".[66] Em 14 de dezembro de 2001, a associação canadense CRIA certificou a trilha sonora com um disco de ouro pela venda de mais de 50.000 cópias durante esse período.[67] As contribuições de Williams para a franquia continuaram com os filmes Harry Potter and the Chamber of Secrets e Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban. A seguir, o nome de cada uma das músicas introduzidas ao material de Harry Potter e a Pedra Filosofal, junto a sua respectiva duração.[68]

N.º Título Duração
1. "Prologue"   2:13
2. "Harry's Wondrous World"   5:21
3. "The Arrival of Baby Harry"   4:25
4. "Visit to the Zoo and Letters from Hogwarts"   3:23
5. "Diagon Alley and The Gringotts Vault"   4:06
6. "Platform Nine-And-Three-Quarters and the Journey to Hogwarts"   3:14
7. "Entry into the Great Hall and The Banquet"   3:42
8. "Mr. Longbottom Flies"   3:35
9. "Hogwarts Forever! and The Moving Stairs"   3:46
10. "The Norwegian Ridgeback and A Change of Season"   2:47
11. "The Quidditch Match"   8:29
12. "Christmas at Hogwarts"   2:57
13. "The Invisibility Cloak and The Library Scene"   3:15
14. "Fluffy's Harp"   2:38
15. "In the Devil's Snare and The Flying Keys"   2:21
16. "The Chess Game"   3:49
17. "The Face of Voldemort"   6:10
18. "Leaving Hogwarts"   2:14
19. "Hedwig's Theme"   5:09

Recepção[editar | editar código-fonte]

Divulgação[editar | editar código-fonte]

O primeiro pôster promocional foi lançado em 30 de dezembro de 2000,[69] enquanto que o trailer original estreou, vía satélite, em 21 de fevereiro de 2001. Pouco depois, apareceu como o trailer oficial do filme em projeções de See Spot Run nas salas de cinema estadunidenses.[70] A trilha sonora foi comercializada a partir de 30 de outubro do mesmo ano. Dois jogos eletrônicos baseados no filme foram distribuídas em sequência, o primeiro (titulado Harry Potter and the Philosopher's Stone) produzido por Electronic Arts para vários consoles e outro (lançado em 2003) para as plataformas GameCube, Playstation 2 e Xbox.[66] [71] Mattel também obteve os direitos para produzir uma linha de brinquedos baseada em A Pedra Filosofal, que seria vendida exclusivamente na Warner Bros.[72] Da mesma forma, a Hasbro criou vários produtos inspirados na série literária, focando principalmente sobre os objetos descritos nos livros.[73] Com o propósito de promover o filme, Warner Bros. firmou um contrato de 150 milhões de dólares com a Coca-Cola.[59] Outra empresa que participou na campanha de promoção foi a LEGO, a qual produziu uma série de cenários idênticos aos edifícios que aparecem nas cenas de Harry Potter, assim como um jogo eletrônico criado pela divisão LEGO Creator.[74]

Escudo de Hogwarts; Rowling mencionou que o nome do colégio vem de "Hogwort", denominação de uma planta que ela observou nos Jardins de Kew, tempo antes de começar a escrever Harry Potter.[75] [76]

Bilheteria[editar | editar código-fonte]

Harry Potter e a Pedra Filosofal estreou a nível mundial em 4 de novembro de 2001 na praça Leicester Square, localizada em Londres, contando com um cinema adaptado em uma répblica do castelo de Hogwarts.[77] Após sua estréia, ele começou a coletar grandes números, apenas o seu primeiro dia nos Estados Unidos arrecadou US$33,3 milhões, rompendo o record de Star Wars: The Phantom Menace. Durante seu segundo dia obteve US$33,5 milhões adicionais, com o qual gerou um total de US$90,3 milhões em seu primeiro fim de semana, que o levou a ser a produção de maior sucesso nos primeiros dias de projeção (anteriormente havia sido The Lost World: Jurassic Park).[78] O filme manteve esse registro até maio de 2003, quando Spider-Man arrecadou US$114,8 milhões durante seu primeiro fim de semana.[79] Coincidentemente, Harry Potter teve uma boa recepção em outros países, como Japão, Reino Unido e Alemanha (no Reino Unido foi o filme de maior ganho em sua semana de estréia, arrecadando um total de £66,1 milhões, tornando-se o filme com os maiores lucros de todos os tempos, a nível regional, até a estréia de Mamma Mia! em 2008).[80] [81]

No total, obteve US$974 733 550 (US$317,6 milhões nos Estados Unidos e US$657,1 no estrangeiro)[82] com o que se tornaria o segundo filme de maior sucesso na indústria,[83] assim como o filme de maior arrecadação de 2001. Tomando como referência o ano de 2008, A Pedra Filosofal segue sendo um dos cinco filmes com maiores bilheterias de todos os tempos, atrás de Titanic, The Lord of the Rings: The Return of the King, Pirates of the Caribbean: Dead Man's Chest e The Dark Knight (sem considerar os ajustes da inflação).[84] Além disso, o seleto grupo de "filmes com dragões como personagens secundários" Harry Potter é o que encabeça a lista, seguido por Harry Potter e o Cálice de Fogo e Shrek.[85] Outras categorias onde se sobressai são "mais bem-sucedida adaptação de um livro infantil" (que supera em lucros Harry Potter e a Ordem da Fênix, bem como The Chronicles of Narnia: The Lion, the Witch and the Wardrobe),[86] e "filmes filmados em um set ou edifício católico."[87] Finalmente, é o que ganhou maiores lucros da franquia Harry Potter, seguido de A Ordem da Fênix.[88] O filme teve as seguintes arrecadações em toda a sua exposição internacional.

País Arrecadação (Dólar americano)[89]
 Estados Unidos 317 575 550
 Japão 152 993 493
 Reino Unido
 Irlanda
 Malta
91 289 356
 Alemanha 67 802 864
 França
 Argélia
Mónaco
 Marrocos
 Tunísia
48 137 835
Flag of Spain.svg Espanha 24 403 961
 Itália 22 224 492
 Austrália 21 404 392
 Argentina 16 955 650
 Países Baixos 13 391 178
 Brasil 9 701 073
 Suécia 7 203 632
 Noruega 6 810 296
Taiwan 4 734 322
 Nova Zelândia
Fiji
3 165 322
África do Sul 1 403 271

Versão estendida[editar | editar código-fonte]

Em agosto de 2009, Warner Bros. revelou que tinha planos de lançar uma nova versão de Harry Potter e a Pedra Filosofal assim como de todos os demais filmes da série de forma de versões estendidas. Os detalhes ainda são desconhecidos, incluindo se será uma versão para cinema ou lançado em formatos de vídeo, uma vez que a notícia não tenha sido oficialmente confirmada pelos estúdios.[90] O boato começou a ser concebido depois que o site RopeofSilicon percebeu a existência do título de "Harry Potter e a Pedra Filosofal (versão estendida)" em um boletim publicado pela Motion Picture Association of America, para saber mais sobre essa descoberta, o portal mencionado contactou a Warner Bros Home Video, este último confirmou que "embora não tenhamos anunciado, todos os filmes de Harry Potter estão programados para ser lançado em edições especiais".[91] [92]

Crítica[editar | editar código-fonte]

Para alguns críticos, Harry Potter e a Pedra Filosofal gerou um grande sucesso tanto em crítica quanto em bilheteria porque incorpora elementos fantásticos e cômicos junto com efeitos especiais "excepcionais". No entanto, José Luis Barrera de Encadenados.org segue-se que o filme "aborrece a um telespectador médio exigente porque ele está montado em um roteiro sem tensão completamente plana".[93] Fotografia do viaduto de Glenfinnan, utilizado em algumas cenas do filme.

O filme rececebeu críticas positivas por parte da imprensa especializada. Depois de sua estreia, recebeu 78% em Rotten Tomatoes,[94] e 64% em Metacritic. Esta última concluiu que "recebeu críticas geralmente favoráveis​​".[95]

Estados Unidos e Reino Unido[editar | editar código-fonte]

O semanal estadunidense Variety declarou que o filme é "um produto cultural e comercial quase perfeito [...] o roteiro é fiel, os atores fazem bem seu trabalho, os cenários e vestuários assim como a maquiagem e os efeitos especiais se relacionam e, a momentos, todo este conjunto excede o que qualquer um poderia imaginar". No entanto, encontrou alguns detalhes negativos, entre os quais a "falta de originalidade e cenas dramáticas de maior tensão", este último atribuído diretamente à direção de Chris Columbus.[96] Richard Corliss de Time considerou que é uma "adaptação por cifras", criticando a serenidade e carisma dos atores.[97] Ao mesmo tempo, Paul Tatara da CNN observou que, devido à "grande preocupação de Columbus e Kloves em não descartar absolutamente qualquer coisa do livro" a narrativa é comparável a "uma olhada na cabeça de Rowling".[98] Contrário as suas observações, Roger Ebert classificou o filme como "um clássico", mostrando particularmente impressionado com os efeitos visuais nas cenas de Quadribol.[99] O mesmo aspecto foi elogiado pela mídia britânica The Daily Telegraph e Empire, citando esta última como a "seqüência mais marcante" de todo o filme.[100] [101] Até mesmo o jornal The Guardian descreve o segmento como "extremamente emocionante".[102] De acordo com o The Independent, "o diretor Chris Columbus, em sua tarefa de trazer à vida o universo ficcional mais popular da era contemporânea, juntamente com os produtores, tem feito um trabalho adequado orientado superprodução e uma aventura narrativa de considerável comprimento, evitando transformar o filme em uma exposição longa".[103]

Seguindo a linha de críticas favoráveis, Brian Linder da IGN disse que era uma muito boa adaptação dizendo, "não é perfeito, mas para mim é um complemento adequado para a série literária que me fascina tanto".[104] Embora criticou a última meia hora de Harry Potter Jeanne Aufmuth mencionou que "encantaria até o mais cínico dos cinéfilos".[105] Além disso, Kirk Honeycutt salientou cenários, design, fotografia, efeitos e o elenco principal. No entanto, disse que a trilha sonora de Williams é "uma composição magistralmente estrondosa que simplesmente não se calará jamais".[106] Jonathan Foreman explicou que é "extraordinariamente fiel à sua contraparte literária. Resultando em divertimento consistente".[107] Da mesma forma, Ed González disse que gostaria que Harry Potter tivesse sido dirigida por Tim Burton. Em sua revisão, concluiu que a fotografia é "suave e abafada", sendo a maior parte do filme uma "manifestação maçante de baba".[108] Para Claudia Puig de USA Today "não tem a fantasia de que é inerente às páginas do livro, assim como a maior parte do humor verbal astuto que faz histórias de Rowling tão adorável para os seus leitores".[109] A revista Entertainment Weekly acrescenta que "o filme se deixa levar através do vento ainda melhor que os insetos voadores; nas suas quase duas horas e meia, torna-se um longo jogo de heróis e desafios. No momento em que Harry enfrenta Lord Voldemort, A Pedra Filosofal se tornou um ritmo focado principalmente sobre os elementos mágicos e informações interessantes no livro".[110]

Europa e América Latina[editar | editar código-fonte]

A recepção crítica na América Latina e Espanha abundava em avaliações positivas, por meio de análise, o site espanhol Decine21.com resumiu o enredo do filme "abunda em situações engraçadas (magnífico o Chapéu Seletor), mas também em outras dramáticas".[111] Na tentativa de analisar o sucesso do filme, Tonia Rubi da revista eletrônica La Butaca descobriu que "sua singularidade em ser capaz de combinar, não sei se de forma inteligente ou apenas enigmática, todos aqueles ícones e elementos presentes na trajetória clássica do gênero de fantasia, obtendo um resultado atrativo e parece ser que também muito convincente".[112] Do mesmo site, Manuel Martinez March sentiu que A Pedra Filosofal é "um desperdício de criatividade, original e efetiva, frisado com uma coleção de grandes efeitos especiais".[113] Quanto a críticas negativas, Manuel Ortega do site em espanhol Cineestrenos.com expressou desapontamento [a grande quantidade de] fogos de artifícios, belos e em intervalos, mas de mentirinha, roupas, cores brilhantes, mojigangas. Inconcebível, infinito, linear". O site Notas de cine reiterou que "o filme é uma tradução quase literal, página por página, da obra original de J. K. Rowling. [...] O resultado é um brilhante produto comercial e um filme distraído, simpeslmente correta, apesar de sua boa aparência externa. Na verdade, Harry Potter e a Pedra Filosofal não deixa de ser uma introdução ao universo que irá desenvolver as posteriores histórias".[114] Além disso, para Filmaffinity "a aventura do jovem aprendiz de bruxo é uma simpática história cheio de recursos, mas, além de sua paisagem espetacular e efeitos especiais, contribui pouco para um gênero de "comédia de fantasia completa de aventura" dirigido a crianças.[115] Enquanto isso, na Argentina, o diário La Nación argumenta que "tem todos os atributos de um bom filme de aventura", acrescentando que, mesmo com os "milhões de dólares [que permitiu traduzir em imagens a parafernália de vôos, truques de mágica, cenários fantásticos e monstros que apareceram no livro], a produção jamais alcança a sofisticação e nem a espectacularidade no terreno dos efeotos visuais generados por computador marcantes de Star Wars e Titanic". Concluíndo sua crítica, La Nación aponta que é «um filme que não surpreende, porém divertido, mas não excessivo. Um bom filme, sim, mas provavelmente não no auge de seu sucesso".[116]

No Brasil, Marcelo Forlani do Omelete fez elogios a produção do filme, a exceção da falta de importância que o filme deu para a competição entre as casas e a Copa de Quadribol.[117] Inácio Araújo da Folha de S.Paulo criticou dizendo que "faltam momentos mágicos a "Harry Potter", e que "Vendo Harry Potter, nos perguntamos qual é esse grande momento. Não há. À força de ser onipresente, a magia vira um aspecto quase burocrático da narrativa". O crítico também comentou a trilha, que ele definiu como "música choramingas de John Williams, que entope o filme de sentimentalismo", e termina criticando o roteiro de Steve Kloves, dizendo que não tem foco.[118]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Harry Potter recebeu três indicações aos prêmios Oscar: "Melhor Direção de Arte", "Melhor Figurino" e "Melhor Trilha Sonora" (esta última para John Williams). No entanto, não foi premiado em nenhuma das categorias acima.[119] Ele também foi indicado para sete prêmios BAFTA e ganhou um Prêmio Saturno de figurino, sendo nomeado para mais oito categorias na mesma cerimônia. Outra indicação notável foi nos prêmios AFI para efeitos especiais. A seguir está uma lista dos diferentes prêmios e indicações recebidos após a exposição internacional do filme.[120]