Inula helenium

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helénio
Inula helenium.

Inula helenium.
Classificação científica
Reino: Plantae
Clado: angiospérmicas
Clado: eudicotiledóneas
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Género: Inula
Espécie: I. helenium
Nome binomial
Inula helenium
L.
Espécimes de Inula helenium (Praga, República Checa).
Flores de Inula helenium.
Inflorescência de Inula helenium.

Inula helenium L., conhecida pelos nomes comuns de helénio e erva-campeira, é uma espécie de plantas vivazes pertencente à família das Asteraceae (compostas) com distribuição natural no oeste da Eurásia, desde a Grã-Bretanha, onde é de ocorrência comum, estendendo-se pelo centro e sul da Europa e Oriente Médio até aos Himalaias. A raiz, de sabor amargo, é muito aromática, sendo utilizada em medicina tradicional, ervanária e confecção de bebidas.


Descrição[editar | editar código-fonte]

I. helenium é uma herbácea rígida, cujo caule recoberto por vilosidades pode atingir 120 cm de altura. A raiz é grossa, bifurcada e mucilaginosa, apresentando um sabor amargo, muito aromática, com odor cânforado.

As folhas são grandes e dentadas, bastante desenvolvidas, oblongas e perfoliadas, ligeiramente suculentas, pedunculadas as mais baixas, as mais altas desigualmente dentadas, muito vilosas na página inferior, dotadas de uma lígula que rodeia o caule.

As flores apresentam coloração amarela, com cerca de 5 cm de largura, com grandes pétalas, cada uma das quais com três marcas escuras na parte terminal, dispostas em inflorescências do tipo capítulo terminal.

O fruto é uma cápsula quase cilíndrica.

Etnobotânica[editar | editar código-fonte]

A espécie é amplamente utilizada para fins medicinais, sendo para tal preferidas as plantas com menos de dois a três anos. Para além da inulina (C12H20O10), um carboidrato de reserva que ocorre com o amido, a raiz contém helenina (C6H8O), um estearopteno que pode ser processado para obter cristais aciculares, insolúveis em água mas solúveis livremente em álcoois. Quando se liberta do inula-cãnfora mediante cristalização repetida em álcool, a helenina funde a 110 °C.

No passado, a raiz foi utilizada para fins medicinais e como condimento, tendo na Inglaterra vitoriana obtido uma grande reputação como tónico aromático e estimulante dos órgãos secretores. Como droga, contudo, pouco se utiliza actualmente, salvo na práctica veterinária, ainda que indubitavelmente possua propriedades antissépticas.

Na França e na Suíça foi usada na confecção de absinto.

O nome específico da planta, helenium, deriva de Helena de Troia, de cujas lágrimas derramadas se dizia que a planta tinha brotado. Era sagrada para os antigos celtas, sendo nas línguas nórdicas conhecida por elfwort,[1] o que lhe dava uma ligação aos elfos.

John Gerard recomendava a planta para o tratamento da «falta de alento». Os herboristas actuais prescrevem-na como expectorante e para combater a retenção de líquidos. Também se afirma que possui propriedades antissépticas. Teve alguma aplicação como tónico e para provocar a menstruação.[1]

Taxonomia[editar | editar código-fonte]

Inula helenium foi descrita por Lineu e publicada em Species Plantarum 2: 881. 1753.[2] .

Os seguintes binomes são considerados sinónimos taxonómicos de I. helenium:

  • Aster helenium (L.) Scop.
  • Aster officinalis All.
  • Corvisartia helenium (L.) Mérat
  • Helenium grandiflorum Gilib.
  • Inula orgyalis Boiss.[3]

A espécie está intimamente relacionada com o género Aster.

Notas

  1. a b Howard, Michael. Traditional folk remedies: a comprehensive herbal. Londres: Century (ed.), 1987. ISBN 978-0-7126-1731-4
  2. Inula helenium Tropicos.org. Missouri Botanical Garden. Visitado em 27 de noviembre de 2013.
  3. Inula helenium en PlantList

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Abrams, L. & R. S. Ferris. 1960. Bignonias to Sunflowers. 4: 732 pp. In L. Abrams (ed.) Ill. Fl. Pacific States. Stanford University Press, Stanford.
  • Cronquist, A.J. 1980. Asteraceae. 1: i–xv, 1–261. In Vasc. Fl. S.E. U. S.. The University of North Carolina Press, Chapel Hill.
  • Cronquist, A.J. 1994. Asterales. 5: 1–496. In A.J. Cronquist, A. H. Holmgren, N. H. Holmgren, J. L. Reveal & P. K. Holmgren (eds.) Intermount. Fl.. Hafner Pub. Co., New York.
  • Fernald, M. 1950. Manual (ed. 8) i–lxiv, 1–1632. American Book Co., New York.
  • Flora of China Editorial Committee. 2011. Flora of China (Asteraceae). 20–21: 1–992. In C. Y. Wu, P. H. Raven & D. Y. Hong (eds.) Fl. China. Science Press & Missouri Botanical Garden Press, Beijing & St. Louis.
  • Flora of North America Editorial Committee, e. 2006. Magnoliophyta: Asteridae, part 6: Asteraceae, part 1. Fl. N. Amer. 19: i–xxiv.
  • Gleason, H. A. & A.J. Cronquist. 1991. Man. Vasc. Pl. N.E. U.S. (ed. 2) i–910. New York Botanical Garden, Bronx.
  • Hitchcock, C. H., A.J. Cronquist, F. M. Ownbey & J. W. Thompson. 1984. Compositae. Part V.: 1–343. In Vasc. Pl. Pacif. N.W.. University of Washington Press, Seattle.
  • Munz, P. A. & D. D. Keck. 1959. Cal. Fl. 1–1681. University of California Press, Berkeley.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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