Heleieth Saffioti

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Heleieth Saffioti
Nome completo Heleieth Iara Bongiovani Saffioti
Conhecido(a) por Gênero, Patriarcado, Violência,
Nascimento 04 de janeiro de 1934
Ibirá
Morte 13 de janeiro de 2010 (76 anos)
São Paulo
Residência Brasil
Nacionalidade Brasil Brasileira
Alma mater Universidade de São Paulo - USP
Orientador(es) Florestan Fernandes
Instituições Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP
Campo(s) Sociologia
Tese A mulher na sociedade de classe: mito e realidade

Heleieth Iara Bongiovani Saffioti (Ibirá, 4 de janeiro de 1934 - 13 de dezembro de 2010) foi uma socióloga marxista, professora, estudiosa da violência de gênero[1] e militante feminista brasileira.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filha de uma costureira e de um pedreiro, nasceu em uma pequena cidade do Estado de São Paulo. Graduou-se em Ciências Sociais pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (USP) em 1960, quando começou suas primeiras pesquisas acadêmicas sobre a condição feminina no Brasil, tema que seria objeto de sua tese de livre-docência para a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Araraquara, da Universidade Estadual de São Paulo (UNESP), intitulada A mulher na sociedade de classe: mito e realidade, sob orientação do professor Florestan Fernandes, defendida por Heleieth em 1967 e publicada pela editora Vozes em 1976. O livro foi um best-seller na época e constitui até hoje uma referência nos estudos de gênero.[2]

Foi professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e professora visitante na Faculdade Serviço Social da UFRJ. Criou um Núcleo de Estudos de Gênero, Classe e Etnia na UFRJ, orientou teses na PUC-SP e se aposentou pela Unesp (campus de Araraquara), da qual era professora emérita.

Em 2005, foi incluída na indicação coletiva de 1000 Mulheres para o Prêmio Nobel da Paz, feita pela organização suíça Mulheres pela Paz ao Redor do Mundo, visando o reconhecimento do papel das mulheres nos esforços pela paz. Dentre as 1000 mulheres estavam 51 brasileiras, como Zilda Arns [3].

Heleieth Saffioti era casada com o químico Waldemar Saffioti, professor, autor de livros didáticos e vereador em Araraquara. Em 2000, pouco depois da morte do marido, Heleieth decidiu doar à Unesp a chácara do casal, em Araraquara, para que se transformasse em centro cultural. O local pertenceu ao tio de Mário de Andrade, que lá escreveu Macunaíma.[4]

Falecimento[editar | editar código-fonte]

Heleieth Saffioti se manteve ativa até o fim de sua vida. Morava com sua mãe, Angelina. Morreu aos 76 anos, devido a uma hipertensão arterial sistêmica.

Principais livros publicados[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Saffioti, Heleieth I. B. Contribuições feministas para o estudo da violência de gênero. Cadernos Pagu (16), Campinas-SP, Núcleo de Estudos de Gênero-Pagu/Unicamp, 2001, pp.115-136.
  2. «Obituário de Heleieth Saffioti.». Consultado em 17 de janeiro de 2011. Arquivado do original em 4 de março de 2016 
  3. [1]
  4. Heleieth Iara Bongiovani Saffioti (1934-2010) defendeu os direitos das mulheres, por Estevão Bertoni. Folha.com, 15 de dezembro de 2010.

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]

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