Hélio José Muniz Filho

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Hélio José Muniz Filho
Nome de nascimento Hélio José Muniz Filho
Pseudônimo(s) Helinho
Data de nascimento 23 de junho de 1977
Local de nascimento Camaragibe
Data de morte 15 de janeiro de 2001 (23 anos)
Local de morte Presídio Professor Aníbal Bruno, Recife, PE
Causa da morte Esfaqueado
Nacionalidade(s) brasileiro
Ocupação Serial-killer
Crime(s) assassinatos
homicídios
formação de quadrilha
milícia
Pena 201 anos de prisão
Situação Falecido
Assassinatos
Período em atividade 19711997

Hélio José Muniz Filho (Camaragibe, 22 de junho de 1977Recife, 15 de janeiro de 2001), também conhecido como Helinho foi um assassino em série brasileiro.[1]

Hélio foi acusado de assassinar pelo menos 65 criminosos (na visão do povo, não se sabe se todos eram bandidos), e em 1997 foi preso no Presídio Professor Aníbal Bruno,[2] um dos mais perigosos presídios da cidade do Recife. Ele ficou conhecido pelo filme cujo personagem é baseado em sua vida: o documentário "O Rap do Pequeno Príncipe Contra as Almas Sebosas", de 2001 onde fala de sua vida no crime.[3] Hélio foi assassinado com 24 anos de idade, por três detentos do Presídio de Segurança Maxima Aníbal Bruno no que cumpriu sua pena até 2001. Ele foi assassinado por três detentos, Augusto Marques de Oliveira, 23 anos, Cláudio Da Silva, 18 anos, e Marcelo Carlos de Lima, esses o esfaquearam no pescoço,costela e braço com um estilete ou faca, ele foi levado ao Hospital Otávio de Freitas no Recife, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.[4] Hélio, que era chaveiro do pavilhão J, de segurança por abrigar 63 detentos perigosos, iria fechar a cela 7 quando os três indivíduos partiram pra cima dele, contou o diretor-adjunto do presídio, tenente Antônio Soares.[5] A retirada do ferido provocou tumulto entre os visitantes, que saíram em correria. Funcionários da Secretaria da Justiça, que realizavam o cadastramento de familiares de presos, tiveram que encerrar o trabalho.[6]

História[editar | editar código-fonte]

Hélio José Muniz Filho, disse que confessou ter assassinado entre 60 e 65 pessoas porque sofreu ameaças da Polícia civil, da Delegacia do Cordeiro no Recife.[7] A afirmação foi feita durante audiência ao juiz de plantão da 1ªVara Criminal, Adeildo Lemos, recomendou que a direção do presídio Aníbal Bruno ficasse atenta ao detido porque ele disse que pretende se enforcar. "Também vou recomendar que ele seja submetido a um exame de sanidade mental".[8]

Hélio Muniz confessou, na polícia, que era líder de uma quadrilha de justiceiros, após ter sido detido no município de Paudalho no estado de Pernambuco. Ele disse que pretendia viajar para Carpina com objetivo de matar um homem identificado como Rui. O juiz decretou sua prisão pelos assassinatos de Fabiana Cristina da Silva, 13 anos, e de Luís Gonzaga Aquino 28 anos. Hélio prestou informações ao juiz no processo referente ao assassinato de Luiz Gonzaga Aquino, ocorrido no dia 16 de setembro de 1994, na favela do Detran, em Iputinga. Além dele, também é acusado de ter praticado o crime João Ricardo Ramos da Silva, conhecido como Coquito, que está foragido. A Polícia apurou que eles praticaram o crime para recuperar uma bicicleta roubada pela vítima. Após matar Luiz Gonzaga Aquino, levaram dele o relógio e a pulseira.

O juiz deixou claro que a Justiça só decretou dois mandados de prisão contra Hélio, apesar dele ser citado em outros casos, somente neste dois casos a polícia forneceu subsídios suficientes para isto. Acrescentou que a próxima audiência do processo em que Luiz Gonzaga é vítima será para ouvir as testemunhas da Promotoria.[9]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Hélio José Muniz Filho, nega assassinatos». Diário de Pernambuco. Consultado em 15 de março de 2016. Arquivado do original em 15 de março de 2016 
  2. Melo, Jamildo (25 de agosto de 2022). «CNJ manda Justiça Estadual reduzir população carcerária do presídio Anibal Bruno. Saiba mais». JC. Consultado em 22 de dezembro de 2022 
  3. «"O Rap do Pequeno Príncipe Contra as Almas Sebosas" documenta violência urbana». Terra.com. Consultado em 13 de março de 2016 
  4. Diário online (ed.). «Ex-detento personagem de filme é morto dentro de presídio no Recife». Consultado em 13 de março de 2016 
  5. «Justiceiro esperava ser morto na cadeia». Folha de S.Paulo. 16 de janeiro de 2001. Consultado em 21 de dezembro de 2022 
  6. André Singer (ed.). «Ver o rap do pequeno príncipe é fundamental». Folha de S.Paulo. Consultado em 13 de março de 2016 
  7. «Helinho, o justiceiro, é morto a facadas no Aníbal Bruno». JC Online. Consultado em 13 de março de 2016 
  8. Fábio Guibu (ed.). «Helinho esperava ser morto na cadeia». Folha de S.Paulo. Consultado em 13 de março de 2016 
  9. «Hélio José Muniz Filho, o Helinho, foi ferido a golpes de faca por outros três presos do Aníbal Bruno». Diário de Pernambuco. Consultado em 14 de março de 2016. Arquivado do original em 14 de março de 2016 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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