Henrique, Duque de Sussex

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Henrique
Duque de Sussex
Duque de Sussex em 2019
Cônjuge Meghan Markle (2018-presente)
Descendência Archie Mountbatten-Windsor
Herdeiro Archie Mountbatten-Windsor
Casa Windsor
Nome completo Henry Charles Albert David
Nascimento 15 de setembro de 1984 (35 anos)
  Londres, Inglaterra,
Reino Unido
Pai Carlos, Príncipe de Gales
Mãe Diana, Princesa de Gales
Religião Anglicanismo

Henrique Carlos Alberto David[carece de fontes?] (em inglês: Henry Charles Albert David; 15 de setembro de 1984, Londres), mais conhecido como Príncipe Harry, é o filho mais novo de Carlos, Príncipe de Gales, e sua primeira esposa, Diana, Princesa de Gales. Seus avós paternos são a rainha Isabel II do Reino Unido e o príncipe Filipe, Duque de Edimburgo.

Ele é o sexto na linha de sucessão ao trono britânico atrás de seu pai, de seu irmão o Príncipe Guilherme e de seus sobrinhos, Jorge de Cambridge, Carlota de Cambridge e Luís de Cambridge.

Casou-se em 19 de maio de 2018 com a atriz americana Meghan Markle, com a qual tem tem um filho, Archie, e sua residência no Reino Unido é Frogmore Cottage.

Em 8 de janeiro de 2020 Henrique e sua esposa anunciaram que estavam renunciando a suas funções como membros "senior" da Família Real. Dias depois, em 18 de janeiro, a Casa Real anunciou que após conversações, havia se decidido que eles não teriam mais funções oficiais, não representariam mais a Rainha Elizabeth e que ele e Meghan não usariam mais o título de Sua Alteza Real (His/Her Royal Highness - HRH). [1] [2]

Biografia

Henrique nasceu no Hospital de St. Mary, em Paddington, Londres. Seu pai é Carlos, Príncipe de Gales, filho mais velho da rainha Isabel II do Reino Unido, e sua mãe é a falecida Diana, Princesa de Gales, ex-mulher do Príncipe Carlos. Ele tem um irmão, o Príncipe Guilherme, Duque de Cambridge, que é dois anos mais velho. [3]

Foi batizado em 21 de dezembro de 1984 na Capela de São Jorge, no Castelo de Windsor, pelo Arcebispo da Cantuária, Robert Runcle. Os seus padrinhos são o o Príncipe André, Duque de Iorque (seu tio paterno), Sarah Armstrong-Jones (prima do seu pai), Celia Vestrey, Carolyn Bartholomew, Bryan Organ e Gerald Ward (um ex-militar da Household Cavalry).[4]

Diana queria que Henrique e o seu irmão mais velho tivessem uma maior experiência de vida do que as anteriores crianças reais e levou-os a locais de diversão como o Disney World e o McDonald's e a locais de caráter mais caritativo, como clínicas que tratavam de doentes com SIDA e casas de acolhimento para sem-abrigo. [5]

Os pais de Henrique separaram-se em 1992, quando ele tinha 8 anos e divorciaram-se quatro anos depois. [6]

Educação

À semelhança do seu pai e irmão, Henrique estudou em escolas privadas. Frequentou o infantário Jane Mynors e a escola pré-primária Wetherby School, ambos em Londres. Em seguida, estudou na Ludgrove School em Berkshire. [5] [7]

Após completar os exames de admissão, foi aceito no Eton College, onde estudou Geografia, História da Arte e Arte. A decisão de colocar Henrique em Eton foi contra a tradição da família real, que até aí enviava os seus filhos para Gordonstoun (o avô, pai, dois tios e dois primos de Henrique haviam frequentado essa escola).[5]

Henrique terminou os seus estudos em Eton em junho de 2003 com 2 "A-levels" (Arte e Geografia), tendo durante seu tempo neste colégio demonstrado ma excelente aptidão para desportos, principalmente para o pólo e o rugby. As suas notas permitiram-lhe candidatar-se a um lugar no exército britânico.[8] [9]

Após terminar os estudos, Henrique tirou um ano de pausa (o tradicional "gap year"), tempo durante o qual visitou a Austrália, onde, à semelhança do seu pai, trabalhou numa quinta e participou no Young England vs Young Australia Polo Test Match.[10]

Visitou ainda o Lesoto onde trabalhou com crianças órfãs e produziu o documentário The Forgotten Kingdom.[5]

Morte de Diana, princesa de Gales

Ver artigo principal: Morte de Diana, Princesa de Gales

Em 31 de agosto de 1997, sua mãe sofreu um trágico acidente de carro e morreu em Paris. Henrique e Guilherme estavam no Castelo de Balmoral na altura do acidente e foi seu pai Carlos quem os acordou para lhes dar a notícia. No funeral, o príncipe Henrique, então com 12 anos, seu irmão, seu pai, seu avô paterno e seu tio materno caminharam atrás do caixão de Diana, do Palácio de Buckingham até a Abadia de Westminster. [11]

Maus comportamentos

Em janeiro de 2002, foi revelado que o príncipe havia admitido que fumava maconha e de que tinha bebedeiras constantes. Uma investigação da polícia apontou o seu mau comportamento e seu pai, Carlos, achou melhor tomar conta da situação levando Harry a instituições de reabilitação de drogados em Londres. [12] [13]

Em 2012, o site sensacionalista TMZ publicou fotos do Príncipe numa festa privada em Las Vegas, nas quais ele se encontrava nu.[14]

Roupa nazista

Em janeiro de 2005 Henrique foi a uma festa, cujo tema era "Colónias e Nativos". Escolhendo não usar um traje de referência britânica, Henrique apareceu usando uma jaqueta militar com a bandeira da Alemanha no braço. Quando retirou a jaqueta, ficou à mostra uma faixa no braço em vermelho com uma suástica. O príncipe Henrique desculpou-se com uma carta a dizer que "sentia muito se tinha causado qualquer ofensa" pela "pobre escolha" que havia feito. [15]

Relações amorosas

A primeira namorada conhecida de Henrique foi Chelsy Davy, a filha de um empresário sul-africano. Henrique disse: "Gostava de dizer a toda a gente como ela é espantosa, mas assim que começar a falar sobre isso, abri a porta... Existem verdades e mentiras e infelizmente não consigo revelar a verdade".[16] No início de 2009, os meios de comunicação social noticiaram que a relação de cinco anos tinha terminado.[17] Durante a relação, Chelsy esteve presente em várias cerimónias a convite de Henrique que incluíram a atribuição da sua medalha de honra pelo serviço militar e a cerimónia onde Henrique recebeu o emblema de aviador das mãos do príncipe Carlos. Henrique conheceu Cressida Bonas, a sua segunda namorada, através da sua prima Eugénia em maio de 2012. Em 30 de abril de 2014 foi anunciado que se separaram, mas continuavam amigos. [18]

Casamento

Em meados de 2016 surgiram rumores de que Henrique estaria namorando Meghan Markle. Em novembro do mesmo ano o Palácio de Kensington confirmou o relacionamento dos dois. No mesmo comunicado era pedido para que Meghan parasse de sofrer ataques racistas e sexistas pela imprensa e nas redes sociais.[19] Markle e o príncipe se conheceram em julho de 2016, através de amigos comuns, e namoraram durante vários meses antes de a relação se tornar pública. A primeira vez que apareceram juntos e se deixaram fotografar foi mês de setembro de 2016, em Toronto, nos Jogos Invictus, uma competição para veteranos de guerra apadrinhada pelo príncipe.[20]

No dia 27 de novembro de 2017, em comunicado, a Clarence House informou o noivado de Henrique e Markle: “o Príncipe de Gales está encantado por anunciar o noivado do príncipe Henrique com Meghan Markle. O casamento realizar-se-á na primavera de 2018. Mais detalhes serão anunciados oportunamente. Sua Alteza Real e Senhorita Markle ficaram noivos em Londres no início deste mês. O príncipe Henrique informou sua majestade a rainha e outros membros próximos da família. O príncipe Henrique também pediu e recebeu a bênção dos pais de Senhorita Markle. O casal irá viver em Nottingham Cottage, no Palácio de Kensington”.[20]

O pais de Meghan também emitiram nota afirmando estar “incrivelmente felizes pela Meghan e pelo Henrique”. A rainha Isabel II emitiu um comunicado a declarar-se “encantada” com o noivado. Os duques de Cambridge, Guilherme e Catarina dizem estar “muito entusiasmados por Henrique e Meghan”, acrescentando que tem sido “maravilhoso conhecer Meghan e ver como ela e Henrique são felizes juntos”.[20]

O casamento com Meghan Markle ocorreu no dia 19 de maio de 2018 em um cerimônia realizada na Capela de São Jorge, no Castelo de Windsor, Windsor, na Inglaterra para 600 convidados, com a presença da realeza britânica. [21]

Filhos

Em 15 de outubro de 2018, o Palácio de Kensington anunciou que a Duquesa de Sussex estava grávida do primeiro filho do casal e que a criança nasceria na primavera do ano seguinte.[22]

O bebê nasceu no dia 6 de maio de 2019 e recebeu o nome de Archie Harrison Mountbatten-Windsor.[23]

Carreira militar

Sandhurst, Blues and Royals e primeira missão no Afeganistão

Henrique, enquanto cadete, numa parada militar em Sandhurst em 21 de junho de 2005

Henrique entrou na Real Academia Militar de Sandhurst em 8 de maio de 2005, onde era conhecido como cadete Wales, e juntou-se à Companhia Alamein.[24] Um ano depois, Henrique completou o seu treino militar e foi integrado nos Blues and Royals, um regimento da Household Calvalry do Exército Britânico, como segundo-tenente. O seu número de serviço era 564673.[25] Em 13 de abril de 2008, Henrique foi promovido a tenente ao completar dois anos de serviço efetivo.[26]

O Ministério da Defesa britânico e Clarence House anunciaram em conjunto, em 22 de fevereiro de 2007, que Henrique seria enviado com o seu regimento para o Iraque. Henrique apoiava esta medida e disse que sairia do exército se recebesse ordens para permanecer em segurança enquanto o seu regimento ia para a guerra, afirmando: "Não passei por Sandhurst para depois ficar sentado em casa enquanto os meus companheiros estão a lutar pelo país".[27]

O chefe do exército britânico na época, o general sir Richard Dannatt, afirmou pela primeira vez em 30 de abril de 2007, que tinha decidido pessoalmente que Henrique devia prestar serviço com a sua unidade no Iraque e a ida do príncipe foi agendada para maio ou junho de 2007. Lá, deveria patrulhar a província de Mayasan.[28]

Porém, em 16 de maio, Dannatt anunciou que o príncipe Henrique não iria para o Iraque.[29] As principais razões para essa decisão foram o facto de Henrique ser um alvo de alto risco (uma vez que já havia várias ameaças contra ele) e aos perigos que os soldados que o acompanhavam encaravam se houvesse alguma tentativa de assassinato ou captura de Henrique. O palácio anunciou que Henrique se mostrava desiludido com a decisão, mas que iria obedecer.[30]

No início de junho de 2007, foi anunciado que Henrique tinha chegado do Canadá para treinar com soldados da forças armadas canadianas e do exército britânico numa base militar perto de Medicine Hat, Alberta. Houve rumores de que esse treino era em preparação para uma missão no Afeganistão, onde as forças armadas canadianas e britânicas estavam envolvidas na Guerra do Afeganistão, liderada pela NATO. Os rumores confirmaram-se em fevereiro do ano seguinte quando o Ministro da Defesa britânico revelou que Henrique fora enviado numa missão secreta de 2 meses para a província de Helmand no Afeganistão como controlador aéreo avançado.[31] A revelação foi feita depois de o tablóide alemão Bild e a revista australiana New Idea terem quebrado o embargo informativo imposto pelas autoridades canadianas e britânicas.[32] Mais tarde, foi revelado que, enquanto esteve no Afeganistão, o príncipe Henrique ajudou os Gurkha a travar um ataque de talibãs rebeldes e patrulhou zonas hostis.[33] Esta missão fez de Henrique o primeiro membro da família real a cumprir serviço militar numa zona de guerra desde que o seu tio, o príncipe André, pilotou helicópteros na Guerra das Malvinas.

Henrique manifestou o seu desejo de combater no Iraque, ainda que o Ministério da Defesa já tenha tomado a decisão de não o enviar por razões de segurança. O alto comandante assinalou que a conduta do príncipe foi exemplar e que esteve completamente envolvido nas operações, correndo os mesmos riscos que qualquer outro militar do seu batalhão.[34]

Medalha pelo serviço militar no Afeganistão

Henrique com as suas medalhas, 9 de maio de 2013

No dia 5 de maio de 2008, Henrique, segundo-tenente Henrique Wales para efeitos militares, recebeu, juntamente com os outros 159 membros do seu regimento de cavalaria, uma medalha pelo seu serviço militar no Afeganistão.[35]

A cerimônia de entrega decorreu em Windsor e o então sexto na linha de sucessão ao trono britânico recebeu o prêmio das mãos da tia, Ana, Princesa Real. Após o ato, foi celebrado na igreja de Windsor, um serviço religioso em memória aos soldados da sua unidade, que foram mortos nos seis meses de serviço na província de Helmand.[35]

Numa cerimônia militar, o príncipe prestou homenagem aos soldados ingleses mortos no Afeganistão, cerimônia que decorreu na manhã do dia 18 de junho de 2008 em Edimburgo, na Escócia.[34]

Força Aérea e segunda missão no Afeganistão

Em outubro de 2008 foi divulgada a informação de que Henrique, à semelhança do seu irmão, do seu pai e do seu tio, iria aprender a pilotar helicópteros.[36] Henrique passou na avaliação de voo na Base da Força Aérea de Middle Wallop e, depois completou o treino de piloto de helicópteros Apache, Lynx e Gazelle. Depois de conseguir os critérios necessários, Henrique frequentou a  Defence Helicopter Flying School da RAF em Shawbury, onde se juntou ao seu irmão Guilherme.[37]

Henrique recebeu o emblema do aviador pelas mãos do seu pai em 7 de maio de 2010 numa cerimónia na Base da Força Aérea de Middle Wallop. Henrique afirmou que queria pilotar helicópteros Apache de ataque se conseguisse passar no rigoroso treino de Apache e, se possível, em serviço militar no Afeganistão.[38] Durante a cerimónia, Harry trocou o barrete de serviço dos Blues and Royals pelo barrete azul da Força Aérea com um emblema dos Blues and Royals.

Em 10 de março de 2011, foi anunciado que Henrique tinha passado no exame de voo de helicópteros Apache. Em 14 de abril de 2011 recebeu o emblema de aviador.[39] Os meios de comunicação especularam que Henrique regressaria ao Afeganistão antes da retirada das tropas britânicas em 2015. Em 16 de abril de 2011 Henrique foi promovido a capitão.[40] Em junho de 2011, o palácio anunciou que Henrique estava disponível para destacamento após ter concluído o seu treino de piloto de helicópteros Apache em zonas de guerra, o que incluía missões no Afeganistão. A decisão final estava a cargo dos comandantes do Ministério da Defesa que deveriam consultar o príncipe Henrique, o príncipe de Gales e a rainha.[41] Em outubro, Henrique foi transferido para uma base militar americana na Califórnia para terminar o seu treino de helicópteros de combate. Nesse mesmo mês foi divulgada a avaliação de Henrique, que foi considerado um piloto de gema e um dos melhores do seu grupo.[42] Henrique regressou a Inglaterra em novembro de 2011 e frequentou a Wattisham Flying Station em Suffolk, onde terminou o seu treino de piloto de helicópteros Apache.[43]

Henrique no Warrior Games, evento que inspirou o Invictus Games

Henrique chegou ao Campo Bastion, no sul do Afeganistão, em 7 de setembro de 2012. Fazia parte do Esquadrão 662 da Força Aérea, composto por 100 homens e permaneceu no país durante quatro meses como co-piloto e artilheiro de um helicóptero Apache.[44] Poucos dias depois de chegar ao Afeganistão, em 10 de setembro, os talibãs fizeram ameaças de morte ao príncipe. O porta-voz dos talibãs, Zabiullah Mujahid, falou com a agência Reuters e afirmou: "Estamos a usar todas as nossas forças para nos livrarmos dele, seja através da sua morte ou de rapto." E "Informamos os nossos comandantes em Helmand para fazerem tudo o que estiver ao seu alcance para o eliminar".[45] Henrique regressou a Inglaterra em 21 de janeiro de 2013, depois de 20 semanas de serviço.[46]

Em 8 de julho de 2013, o Ministério da Defesa anunciou que Henrique se tinha qualificado como comandante de helicópteros Apache.[47]

Invictus Games e saída do exército

Em 17 de janeiro de 2014, o Ministério da Defesa anunciou que Henrique assumiria o papel de oficial superior na sede do Exército Britânico em Londres. As suas responsabilidades incluem ajudar a coordenar projetos importantes e eventos comemorativos que envolvam o exército em Londres.[48]

Durante 2014, Henrique organizou e presidiu o Invictus Games, um evento desportivo paralímpico para militares incapacitados que decorreu entre 10 e 14 de setembro de 2014.[49]

Em fevereiro de 2015, um porta-voz da família real confirmou que Henrique abandonaria as forças armadas nesse ano. Henrique foca-se agora no trabalho que já desempenhava em programas de apoio a militares incapacitados e doentes. Trabalhar também na Unidade de Recuperação de Pessoal da base do Exército Britânico em Londres e visita vários centros de recuperação, caridades e hospitais por todo o Reino Unido.[50]

A saída de Henrique do exército coincidiu com a reforma do seu avô, o príncipe Filipe, e com a diminuição de compromissos públicos da sua avó, a rainha Isabel II. Assim, Henrique passou a desempenhar um papel mais ativo dentro da família real com visitas oficiais a países da Commonwealth em representação da rainha e encontros com monarcas e líderes de outros países.[51]

Em 2016, Henrique fez uma visita oficial às Caraíbas, representando a rainha e o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Durante a visita, esteve em Antígua e Barbuda, São Cristóvão e Névis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Granada, Barbados e Guiana.[52] Em 2017, encontrou-se com a rainha Margarida II da Dinamarca no Palácio de Amelienborg.[53]

Funções oficiais

Harry participava de uma série de atividades em apoio e em nome da Rainha e por esta havia sido nomeado, por exemplo, Embaixador Jovem para a Commonwealth. Ele também era patrono de diversas entidades e projetos, sendo um dos mais importantes o Invictus Games, dedicado a ex-soldados e suas famílias. Em seu perfil oficial, no site da Família Real, lê-se: "O duque agora passa sua vida profissional apoiando uma série de atividades e projetos de caridade e realizando deveres públicos em apoio à Rainha." [54]

Em 2019, por exemplo, atendeu ao Dia do Armistício e ao Trooping the Colour, dois dos mais importantes eventos da agenda da Família Real. [55] [56]

Renúncia a suas funções oficiais

Antecedentes

No início de outubro de 2019, Harry anunciou que Meghan e ele estavam processando alguns meios de comunicação por "mentiras " e por um grampo ilegal no telefone, assim vários veículos de imprensa citaram a complicada relação do Duque e da Duquesa de Sussex com os meios de comunicação como motivo para uma viagem de várias semanas para a América do Norte. A Hola escreveu em 28 de outubro de 2019 que o casal queria se afastar por algum tempo do foco midiático. Já a BBC escreveu em 08 de janeiro de 2019 que "em outubro os dois revelaram as dificuldades que enfrentavam diante do escrutínio da imprensa." [57] [58] [59]

Depois de passar seis semanas no Canadá, a imprensa já especulava que o casal se mudaria para a América do Norte. A revista Hola escreveu no dia 28 de outubro de 2019:"a viagem dos Duques de Sussex aos Estados Unidos: um descanso ou a antessala de uma mudança?" Já no dia 07 de janeiro de 2019, o Daily Mail escreveu que Harry e Meghan estavam discutindo seus papéis como membros "senior" da Família Real e planejando uma mudança para o Canadá, ao que o Palácio teria respondido se tratar de "especulações". [60] [61]

Renúncia: o anúncio oficial

Em 08 de janeiro de 2020, Harry e sua esposa anunciaram que estavam renunciado a suas funções como membros "senior" da Família Real. Em resumo, o anúncio dizia: "Após muita reflexão, estamos renunciando como membros "senior" da Família Real e trabalhando para ser financeiramente independentes. Agora planejamos viver entre o Reino Unido e a América do Norte, continuando a honrar nossos deveres com a Rainha, a Commonwealth e nossas patronagens". [1] [62] [nota 1]

Desdobramentos

  • Manifestação da Casa Real: cerca de três horas após o anúncio, o Palácio de Buckingham divulgou um anúncio onde se lia: "as discussões com o Duque e a Duquesa de Sussex estão num estágio inicial. Entendemos seu desejo de tomar um rumo diferente, mas estas são questões complicadas que levarão tempo para serem resolvidas.[63][64]
  • Crise na Casa Real: já no dia 09 de janeiro, a imprensa começou a escrever sobre a "crise" na Casa Real causada pela renúncia do Duque e da Duquesa. Ao mesmo tempo, monarquistas pediam para que a monarquia fosse abolida, enquanto outros defendiam que o casal devolvesse aos cofres públicos mais de 2 milhões de libras gastos com a reforma de Frogmore Cottage, sua residência oficial.[65][66][67]
  • A Duquesa volta para o Canadá: no dia 10 de janeiro a imprensa noticiou que Meghan havia voltado ao Canadá para ficar com o filho Archie, que não havia viajado com o casal para a Inglaterra. Além disto, na imprensa o caso começou a ser chamado de Megxit, uma junção de Meghan com o Brexit.[68][69]
  • Reunião emergencial: também no dia 10 de janeiro os meios de comunicação britânicos e de outros países reportaram que a Rainha Elizabeth havia convocado uma reunião emergencial para segunda-feira, dia 13. Segundo alguns veículos de comunicação, fontes do Palácio de Buckingham teriam confirmado a informação.[70][71]
  • Manifestação oficial da Casa Real: no dia 13, à tarde, o Palácio de Buckingham anunciou oficialmente que após uma reunião familiar "muito construtiva", a Rainha havia concordado com um "período de transição" para que o casal pudesse dividir seu tempo entre o Canadá e o Reinho Unido. Em resumo o anúncio dizia que a Família Real apoiava o desejo de Harry e Meghan terem uma nova vida, mas que a Família teria preferido que eles continuassem a trabalhar na Casa Real por tempo integral. Também foi enfatizado que o casal não queria depender de dinheiro público e que havia sido acordado que o Duque e a Duquesa teriam um "tempo de transição". "São assuntos complexos para resolver e há muito trabalho a ser feito, mas pedi que as decisões finais sejam tomadas nos próximos dias", dizia o anúncio no final, em nome da Rainha.[72][73]
  • Casa Real oficializa a renúncia: no dia 18 de janeiro, a Casa Real anunciou oficialmente que após conversações, havia se decidido que Harry e Meghan s não teriam mais funções oficiais, não representariam mais a Rainha Elizabeth e que não usariam mais o título de Sua Alteza Real (His/Her Royal Highness - HRH).[1][2]
  • Repercussão: desde o anúncio da renúncia até o dia do segundo anúncio oficial pela Casa Real, diversos meios de comunicação, do mundo todo, divulgaram informações sobre o assunto, entre ele a BBC, o G1, o jornal Público de Portugal, a FOX News e a CNN.[74][75][76]
  • Até o Príncipe Herdeiro Haakon da Noruega havia se manifestado sobre o assunto, ao lhe perguntarem sua opinião: "tenho certeza que eles chegarão a um acordo".[77]

Obras de caridade

Em 2006, Henrique e o príncipe Seeiso do Lesoto fundaram a Sentabale, uma instituição de caridade que tem como objetivo auxiliar crianças lesotenses que ficaram órfãs em consequência de HIV/SIDA. "Sentebale", que significa "Não se esqueça de mim" no idioma local. Declaração do príncipe Henrique: "Eu gostaria de continuar o trabalho dela o melhor possível e não haveria lugar melhor", afirmando que sua mãe se sentiria orgulhosa se pudesse ver a sua iniciativa. Henrique fez a sua quarta viagem ao reino do Lesoto para assistir à fundação da ONG. Ele encontrou-se com a amiga Mutsu Potsane, uma menina de seis anos que conheceu há dois anos no próprio orfanato. O príncipe Henrique é co-fundador da Sentebale, ao lado do príncipe Seeiso, irmão mais novo do rei Letsie III, também órfão de mãe desde 2003.[78] Desde a sua saída do exército, Henrique tem-se dedicado ao seu trabalho humanitário a tempo inteiro. Algumas das causas que apoia incluem a luta contra a SIDA, o apoio a militares feridos e às suas famílias e a saúde mental.

Henrique é benfeitor das seguintes instituições de caridade:

  • WellChild
  • Walking with the Wounded
  • HALO Trust
  • London Marathon Charitable Trust
  • Heads Together
  • MapAction
  • Dolen Cymru
  • 100 Women in Hedge Funds' Philanthropic Initiatives
  • Rugby Football Union
  • Rugby Football Union Injured Players Foundation
  • Rugby Football Union All Schools Programme
  • Henry Van Straubenzee Memorial Fund
  • Sentebale
  • The Royal Foundation of The Duke and Duchess of Cambridge and Prince Harry
  • School's Games
  • Invictus Games
  • England Rugby 2015

Títulos, honras e armas

Estilo de tratamento de
Henrique de Gales
Coat of Arms of Harry, Duke of Sussex.svg

Brasão de armas do Príncipe

Estilo Sua Alteza
Tratamento direto Sua Alteza Real

O seu tratamento completo é: "Sua Alteza Real, príncipe Henry Charles Albert David, Duque de Sussex, Conde de Dumbarton, Barão Kilkeel, Cavaleiro Comandante da Real Ordem Vitoriana".[nota 3] Como um príncipe britânico, Henrique não tem sobrenome, mas como todos os outros netos do sexo masculino de Isabel II, ele usava o nome da área sobre a qual o pai detém título, ou seja, Gales (como as princesas Beatriz de Iorque e Eugénia de Iorque usam Iorque, devido ao seu pai, o André, Duque de Iorque).

Em 4 de junho de 2015, como parte das Honras especiais de 2015, o príncipe Henrique foi nomeado cavaleiro por sua avó, a rainha Isabel II, para "serviços ao soberano", sendo condecorado como um Cavaleiro Comandante da Real Ordem Vitoriana (KCVO).[81]

Títulos militares

  • Flag of the British Army.svg 13 de abril de 2006 - 13 de abril de 2008: Tenente (Segundo Tenente), The Blues and Royals.
  • Flag of the British Army.svg 13 de abril de 2008 - 16 de abril de 2011: Tenente, The Blues and Royals.
  • Flag of the British Army.svg 16 de abril de 2011 - presente: Capitão, The Blues and Royals.

Honras

Nomeações militares honorárias

Flag of the United Kingdom.svg Reino Unido

  • Air Force Ensign of the United Kingdom.svg Comandante de Ar da RAF Wittering
  • Air Force Ensign of the United Kingdom.svg Comandante de Ar da RAF Honington
  • Naval Ensign of the United Kingdom.svg Comandante-chefe dos Pequenos Navios e Mergulho da Marinha Real Britânica.

Flag of Canada.svg Canadá

  • Canadian Rangers.

Descendência

Imagem Nome Nascimento
Archie Mountbatten-Windsor 6 de maio de 2019

Ascendência

Notas

  1. O anúncio na íntegra, em inglês: “After many months of reflection and internal discussions, we have chosen to make a transition this year in starting to carve out a progressive new role within this institution. We intend to step back as ‘senior’ members of the Royal Family and work to become financially independent, while continuing to fully support Her Majesty The Queen. It is with your encouragement, particularly over the last few years, that we feel prepared to make this adjustment. We now plan to balance our time between the United Kingdom and North America, continuing to honour our duty to The Queen, the Commonwealth, and our patronages. This geographic balance will enable us to raise our son with an appreciation for the royal tradition into which he was born, while also providing our family with the space to focus on the next chapter, including the launch of our new charitable entity. We look forward to sharing the full details of this exciting next step in due course, as we continue to collaborate with Her Majesty The Queen, The Prince of Wales, The Duke of Cambridge and all relevant parties. Until then, please accept our deepest thanks for your continued support.” [2]
  2. Em 18 de janeiro de 2020, o Palácio de Buckingham anunciou que, a partir da primavera de 2020, Harry não usará mais o estilo de Sua Alteza Real após sua decisão de se afastar dos deveres reais.[80]
  3. Em 18 de janeiro de 2020, o Palácio de Buckingham anunciou que, a partir da primavera de 2020, Harry não usará mais o estilo de Sua Alteza Real após sua decisão de se afastar dos deveres reais.[80]

Referências

  1. a b c «Príncipe Harry e Meghan anunciam que vão se afastar do papel de membros da família real». Folha de S.Paulo. 8 de janeiro de 2020. Consultado em 8 de janeiro de 2020 
  2. a b c Kirsty.Oram (18 de janeiro de 2020). «Statement from Her Majesty The Queen». The Royal Family (em inglês). Consultado em 18 de janeiro de 2020 
  3. «Princess Di gives birth to boy». Associated Press. 16 de setembro de 1984. Consultado em 14 de maio de 2015 
  4. Smith, Terry; Rosemary Thorpe-Tracey (14 de janeiro de 1985). «A Windsor War». People. Consultado em 14 de maio de 2015 
  5. a b c d «Prince Harry». People.com 
  6. «Dec. 9, 1992 | Charles and Diana Announce Royal Separation». New York Times. 9 de dezembro de 1992. Consultado em 14 de maio de 2015 
  7. «Prince William in pictures». The Telegraph. Consultado em 14 de maio de 2015 
  8. «Prince Harry's A-level results». BBC News. 14 de agosto de 2003. Consultado em 14 de maio de 2015 
  9. «A royal brush with the olympics». Consultado em 14 de maio de 2015. Arquivado do original em 11 de outubro de 2013. He's not an Olympian, but Prince Harry is a top tier athlete, playing competitive polo and rugby. While attending Sandhurst Military Academy Harry played polo for the army, and in 2004 trained as a Rugby Development Officer for the Rugby Football Union 
  10. «Interesses do príncipe Harry». Princeofwales.org. Consultado em 14 de maio de 2015 
  11. Minas, Estado de; Minas, Estado de (17 de agosto de 2017). «Morte da princesa Diana: uma semana de luto que abalou a monarquia». Estado de Minas. Consultado em 18 de janeiro de 2020 
  12. Majendie, Paul (1 de março de 2008). «Prince Harry: Wild child turned war hero». Reuters. Consultado em 15 de maio de 2015 
  13. «Harry 'sent to rehab clinic'». The Daily Mail. Consultado em 15 de maio de 2015 
  14. «Prince Harry -- Naked Photos of Las Vegas Rager Leaked». TMZ (em inglês). Consultado em 18 de janeiro de 2020 
  15. País, Ediciones El (19 de setembro de 2019). «Galeria de fotos: Racismo e apropriação cultural nas fantasias dos famosos». EL PAÍS. Consultado em 18 de janeiro de 2020 
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Ligações externas

Precedido por
Luís de Cambridge
Linha de sucessão ao trono britânico
6.º
Sucedido por
Archie Mountbatten-Windsor