Henrique Dumont

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Henrique Dumont
Henri Dumont
Nome completo Henrique Dumont
Outros nomes O Rei do Café
Conhecido(a) por Ser dono de grandes lavouras e fazendas de café, ter ajudado na criação do primeiro carro a gasolina
Nascimento 20 de julho de 1832
Diamantina, Minas Gerais,  Brasil
Morte 30 de agosto de 1892 (60 anos)
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro,  Brasil
Nacionalidade brasileiro
Progenitores Mãe: Eufhrazie François Honnorée (1808-?)[1]
Pai: François Felix Dumont[1]

Henrique Dumont (Diamantina, 20 de julho de 1832Rio de Janeiro, 30 de agosto de 1892) foi um engenheiro[2], cafeicultor brasileiro e pai de Alberto Santos Dumont. Filho de imigrantes franceses, é considerado um dos três reis do café da sua época, introduzindo métodos modernos na cafeicultura.[3][não consta na fonte citada]

Biografia[editar | editar código-fonte]

A família de Henrique era proveniente da França. Seu avô era um ourives que tinha uma filha chamada Eufrásia Honoré, que se casou com François Dumont. O sogro convenceu o genro, François, a vir para o Brasil à procura de pedras preciosas que alimentariam sua indústria. No Brasil o casal teve três filhos, sendo que o segundo foi Henrique Dumont.[4]

O pai de Henrique Dumont faleceu cedo. Ajudado por seu padrinho, formou-se engenheiro na Escola de Artes e Ofícios de Paris (o equivalente atual da Faculdade de Engenharia). Formando-se com apenas 21 anos de idade, voltou ao Brasil e passou a prestar serviços à Prefeitura de Ouro Preto. Henrique Dumont e sua esposa Francisca Santos, filha do Comendador Francisco da Paula Santos, casaram-se em 6 de setembro de 1856, na Freguesia de Nossa Senhora do Pilar, em Ouro Preto. [4]

Durante o Império de Dom Pedro II, foi encarregado, em 1872, de construir um trecho da Estrada de Ferro Central do Brasil em Minas Gerais, na subida da Serra da Mantiqueira. Com o canteiro de obras fixado na localidade de Cabangu, a família se instalou em uma fazenda próxima; nesse local, em 1873, nasceria no mesmo dia em que o pai completou 41 anos, o seu filho mais ilustre: Alberto Santos Dumont.[5]

Quando a ferrovia foi concluída, Henrique Dumont decidiu dedicar-se ao cultivo do café. Sai de Minas Gerais e vai para o município de Valença, no Rio de Janeiro; nessa região, seu filho Santos Dumont, foi batizado em 1877 na Paróquia de Santa Tereza, atual município de Rio das Flores.[4]

Buscando terras mais apropriadas ao cultivo do café, muda-se para Ribeirão Preto, em São Paulo, e instala-se na Fazenda Arindeuva. A sua nova fazenda progrediu muito, pois aí aplicou seus conhecimentos de engenharia e estimulou a produção com uma série de inovações. Chegou a ser a mais moderna da América do Sul, com cinco milhões de pés de café, 96 quilômetros de ferrovias e sete locomotivas. Em em 1883 foi inaugurado um ramal da Estrada de Ferro Mogiana até Ribeirão Preto, obtido por reivindicação de Henrique Dumont; esse ramal foi fundamental para o escoamento da produção e para o desenvolvimento da região, trazendo centenas de imigrantes, principalmente italianos, que logo substituíram a mão-de-obra escrava.[4][6]

Ajudou na criação do primeiro carro a gasolina junto com Henry Ford.[7]

O acidente[editar | editar código-fonte]

Em 1890, caiu da charrete numa de suas fazendas e o acidente o deixou hemiplégico. Posteriormente, em 1891, em consequência do tratamento, vendeu suas fazendas e partiu para a Europa com sua família.[8]

Morte[editar | editar código-fonte]

Pouco antes de morrer, em 1891, Henrique emancipou os seus filhos menores e entregou a cada um sua parte na herança. Ao seu filho Alberto Santos Dumont teria dito "Desista de ser doutor, vá estudar mecânica"[2][9]. Aos 60 anos, em 30 de Agosto de 1892, morre na cidade do Rio de Janeiro.

Referências