Henrique Magalhães

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Henrique Magalhães
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Nome nativo Henrique Paiva de Magalhães
Nascimento 17 de agosto de 1957 (62 anos)
João Pessoa
Alma mater Universidade Federal da Paraíba, Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, Universidade Paris VII
Ocupação acadêmico, artista de história em quadrinhos, editor
Empregador Universidade Federal da Paraíba
Página oficial
https://pedrasnocharco.wordpress.com/, https://personalzine.wordpress.com/, https://fanzinesehqtronicas.wordpress.com/

Henrique Paiva de Magalhães (João Pessoa, 17 de agosto de 1957) é um professor da Universidade Federal da Paraíba,[1] doutor em Sociologia pela Universidade Paris VII, desenhista, editor e pesquisador de história em quadrinhos brasileiro.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Nascido em João Pessoa, Paraíba, em 17 de agosto de 1957, Henrique é o primeiro de seis filhos de Ulrico José de Magalhães, agente fiscal do Estado e de Maria Darcy Paiva de Magalhães, dona de casa que costurava para complementar a renda da família.[2]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Em 1975, criou a personagem de quadrinhos Maria, que tinha caráter político e contestador. Também começou a desenvolver diversos fanzines. Em 1983, formou-se em Comunicação Social na Universidade Federal da Paraíba, entre 1985 e 1988, publicou o fanzine Marca de Fantasia,[3] ainda na década de 1980, coordenou o suplemento "Leve Metal" da revista "Presença Literária",[4] com trabalhos de quadrinista paraibanos, em 1990, criou a Gibiteca Henfil[nota 1] como parte do projeto de extensão do Departamento de Comunicação da UFPB, no mesmo ano, apresentou a tese de mestrado Os fanzines de histórias em quadrinhos: o espaço crítico dos quadrinhos brasileiros na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo,[5] em 1993, parte da tese foi publicada no livro O que é fanzine, parte da coleção Primeiros Passos.[6] O livro ganhou o Troféu HQ Mix no ano seguinte na categoria "melhor livro teórico". Em 1995, fundou a editora Marca de Fantasia com a intenção de publicar quadrinhos e livros teóricos sobre o tema.[5][7][8][9][3][10] Ainda em 1995, a editora publicou a revista Tyli-Tyli, mais tarde renomeada para Mandala, trazendo obras de "quadrinhos poético-filosóficos" de autores como Flavio Calazans, Gazy Andraus e Edgar Franco.[2]


Em 1996, apresentou a tese de doutorado Bande Dessinée: rénovation culturelle et presse alternative na Universidade Paris VII,[5] na França, editou os fanzines "Saravá", sobre cultura em geral, "Ave de Prata", dedicado a cantora Elba Ramalho e "L'Echo de fanzines.[4]

Em 2003, a Marca de Fantasia publicou o texto completo de sua tese de mestrado no livro O rebuliço apaixonante dos fanzines.[6]

Em 2010, ganhou o Prêmio Angelo Agostini na categoria "Mestre do quadrinho nacional".[11]


Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • A Incrível História Dos Quadrinhos: Vinte Anos De Quadrinhos Da Paraíba (Acacia, 1983)
  • O Que É Fanzine, Coleção Primeiros Passos, (Brasiliense, 1993)
  • O Rebuliço Apaixonante Dos Fanzines 1ª edição (Marca de Fantasia, 2003)
  • A Nova Onda Dos Fanzines (Marca de Fantasia, 2004)
  • A Mutação Radical Dos Fanzines (Marca de Fantasia, 2005)
  • O que é História em Quadrinhos Brasileira (organizado por Edgard Guimarães, Marca de Fantasia, 2005)
  • Cafuçu: uma sátira de carnaval (Marca de Fantasia, 2011)
  • O Rebuliço Apaixonante Dos Fanzines 2ª edição (Marca de Fantasia, 2011)
  • Histórias em Quadrinhos e Práticas Educativas - O Trabalho com Universos Ficcionais e Fanzines, organizado por Elydio dos Santos Neto e Marta Regina Paulo da Silva (Criativo Editora, 2013)
  • Os quadrinhos na era digital: HQtrônicas, webcomics e cultura participativa, organizado por Lucio Luiz (Marsupial Editora, 2013)
  • O Rebuliço Apaixonante Dos Fanzines 3ª edição (Marca de Fantasia, 2013)[12]
  • Humor em pílulas: a força criativa das tiras brasileiras (Marca de Fantasia, 2015)
  • Academia não é amarelinha (Marca de Fantasia, 2016)
  • Pedras no charco - Resistência e perspectivas dos fanzines (Marca de Fantasia, 2018)[13]
  • O Rebuliço Apaixonante Dos Fanzines 5ª edição (Marca de Fantasia, 2020)[14]

Notas

  1. Não confundir com a gibiteca de mesmo nome localizada em São Paulo.

Referências

  1. Henrique Paiva de Magalhães Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas
  2. a b Henrique Magalhães e a editoria de quadrinhos poético-filosóficos: Vanguarda e independência nas fronteiras entre comunicação, educação e arte
  3. a b Rodrigues Behar, Regina Maria (2015). «Henrique Magalhães: um militante dos quadrinhos brasileiros». ECA-USP. Nona Arte. 4 (1) 
  4. a b Magalhães, Henrique (março de 2013). Guimarães, Edgard, ed. «Depoimento - Henrique Magalhães» (PDF). QI (120) 
  5. a b c «Henrique Magalhães». Dicionário de Artes Visuais da Paraíba 
  6. a b O rebuliço apaixonante dos fanzines Marca de Fantasia
  7. «Conheça os premiados do 20° troféu HQMIX e anteriores». Portal Oficial do Troféu HQ Mix. 2008 
  8. «Entrevista: Henrique Magalhães». Bigorna. 11 de abril de 2008 
  9. «Henrique Magalhães e a editoria de quadrinhos poético-filosóficos: Vanguarda e independência nas fronteiras entre comunicação, educação e arte» (PDF). XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. 4 de setembro de 2009 
  10. «Maria, de Henrique Magalhães, ganha prêmio em Portugal». Universo HQ. 31 de outubro de 2016 
  11. Os vencedores do 26º Prêmio Ângelo Agostini
  12. «O rebuliço apaixonado dos fanzines - Henrique Magalhães». www.marcadefantasia.com. Consultado em 11 de janeiro de 2020 
  13. «Pedras no charco: resistência e perspectivas dos fanzines - Henrique Magalhães». marcadefantasia.com. Consultado em 11 de janeiro de 2020 
  14. «O rebuliço apaixonante dos fanzines-5ed - Henrique Magalhães». www.marcadefantasia.com. Consultado em 11 de janeiro de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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