Henry Temple, 3.º Visconde Palmerston

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O Muito Honorável
O Visconde Palmerston
KG GCB PC
Primeiro-Ministro do Reino Unido Reino Unido
Período 12 de junho de 1859
a 18 de outubro de 1865
Monarca Vitória
Antecessor(a) O Conde de Derby
Sucessor(a) O Conde Russell
Período 6 de fevereiro de 1855
a 19 de fevereiro de 1859
Monarca Vitória
Antecessor(a) O Conde de Aberdeen
Sucessor(a) O Conde de Derby
Secretário de Estado para os
Assuntos Internos
Período 28 de dezembro de 1852
a 6 de fevereiro de 1855
Monarca Vitória
Antecessor(a) Spencer Horatio Walpole
Sucessor(a) Sir George Grey, Bt.
Secretário de Estado para os
Assuntos Estrangeiros
Período 6 de julho de 1846
a 26 de dezembro de 1851
Monarca Vitória
Antecessor(a) O Conde de Aberdeen
Sucessor(a) O Conde Granville
Período 18 de abril de 1835
a 2 de setembro de 1841
Monarcas Guilherme IV (1835–1837)
Vitória (1837–1841)
Antecessor(a) O Duque de Wellington
Sucessor(a) O Conde de Aberdeen
Período 22 de novembro de 1830
a 15 de novembro de 1834
Monarca Guilherme IV
Antecessor(a) O Conde de Aberdeen
Sucessor(a) O Conde Granville
Vida
Nome completo Henry John Temple
Nascimento 20 de outubro de 1784
Londres,  Grã-Bretanha
Morte 18 de outubro de 1865 (80 anos)
Hatfield, Hertfordshire,
 Reino Unido
Dados pessoais
Progenitores Mãe: Mary Mee
Pai: Henry Temple
Alma mater Universidade de Edimburgo
Universidade de Cambridge
Esposa Emily Lamb (1839–1865)
Partido Whig e Liberal
Assinatura Assinatura de Henry Temple, 3.º Visconde Palmerston

Henry John Temple, 3.º Visconde Palmerston (Londres, 20 de outubro de 1784 — Hatfield, 18 de outubro de 1865), também chamado Lorde Palmerston, foi um nobre e político britânico.

Deputado tory, Palmerston foi secretário de Guerra entre 1809 e 1828. Tendo se aproximado dos whigs, ele foi, por várias vezes, ministro dos Negócios Estrangeiros. Durante o conflito turco-egípcio (1839-1840), ele prejudicou a França e a Rússia, por ser contrário às potências continentais. Iniciou uma guerra contra a China (1840-1842), para obrigá-la a se abrir aos ocidentais.

Depois de servir como Ministro do Interior (1852-1855), tornou-se primeiro-ministro (1855-1858 & 1859-1865), lutando em prol de uma política rígida para com a Rússia. Contudo, não conseguiu impedir que Napoleão III interviesse em favor da independência italiana e iniciasse os trabalhos do canal de Suez.

Teve grande influência na condução da política britânica em relação às Guerras Liberais portuguesas, em boa parte determinando o seu desfecho.

Foi em seu governo também em que o Império Britânico entrou em rota de colisão com o Império do Brasil na chamada Questão Christie. Devido a duas situações ocorrido no país americano. Uma foi o Naufrágio do Príncipe de Gales no final de 1861 em que o governo britânico acusava a população local de ter matado os marinheiros e saqueado a carga e a prisão de marinheiros ingleses que causaram distúrbio nas ruas do Rio de Janeiro.

O governo pedia uma indenização pelos prejuízos e um pedido de desculpas formal do Governo Brasileiro pela prisão de seus cidadãos. Tendo a recusa do governo e do Imperador, ordenou que a Marinha Real Britânica bloqueasse o porto do Rio de Janeiro e levasse os navios ai ancorados até que tivesse resposta favorável aos ingleses. O representante inglês no Rio, Willian Dougal Christie, foi vaiado na cidade e culpado pelo conflitos entre os impérios.

Ao saber disso, a população do Rio ficou indignada e assustada e pedia uma decisão à altura. O Imperador Pedro II pagou a indenização sob protestos. Ameaçado de invasão, o país se preparava para a guerra e as defesas costeiras tiveram permissão para atirar em qualquer navio de guerra britânico.

Vendo que o Brasil não recuaria, foi proposto então, que os conflitos entre os dois Países teria um árbitro. O escolhido foi o Rei da Bélgica, tio da Rainha Vitória da Inglaterra. O Rei belga deu razão aos brasileiros e como viu suas reivindicações ignoradas, cortou relações diplomáticas.

O Tempo passou e o país se manteve firme em sua decisão e somente acabou em 1865, quando o representante inglês no Uruguai, nessa época, O Império já estava envolvido na Guerra do Paraguai, pediu desculpas formal da Rainha Vitória ao Imperador Pedro II, pelo conflito entre os países.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • David Brown, Palmerston (Yale, 2010). ISBN 978-0-300-11898-8
  • The Marquis of Lorne, Viscount Palmerston, K.G. (London: Sampson Low, Marston & Company, 1892).
  • Jasper Ridley, Lord Palmerston (London: Constable, 1970).
  • David Steele, ‘Temple, Henry John, third Viscount Palmerston (1784–1865)’, Oxford Dictionary of National Biography, Oxford University Press, 2004; online edn, May 2009, accessed 11 December 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Precedido por
O Conde de Aberdeen
Primeiro-ministro do Reino Unido
(1º mandato)

18551858
Sucedido por
O Conde de Derby
Precedido por
O Conde de Derby
Primeiro-ministro do Reino Unido
(2º mandato)

18591865
Sucedido por
O Conde Russell