Herbalife

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Herbalife
Herbalife International Inc.
Slogan Nutrição para uma vida melhor.
Tipo Pública (NYSE: HLF)
Indústria Nutrição e Cuidados Pessoais
Fundação 1980
Sede Los Angeles, CA
Pessoas-chave Michael O. Johnson (CEO), Brett R. Chapman (General Counsel e Corporate Secretary), Richard P. Goudis (CFO), Y. Steve Henig (Ph.D., Chief Scientific Officer), Paul E. Noack (Chief Strategic Officer)
Empregados 3644
Produtos Controle de Peso, Complementos Nutricionais, Cuidados Pessoais
Faturamento Green up.png6,4 bilhões de dólares (2012)
Página oficial www.herbalife.com

A Herbalife é uma empresa multinacional de nutrição, controle de peso e nutrição externa. incorporada nas Ilhas Cayman[1] e com escritório sede nos Estados Unidos[2]. A empresa distribui produtos em mais de 95 países, através de uma rede de 4 milhões de consultores independentes[1], onde parte destes tem ganhos na revenda dos produtos e também por ganhos na estrutura de marketing multinível (MLM).

História[editar | editar código-fonte]

Em fevereiro de 1980 Mark Hughes começou a vender os produtos com a marca Herbalife no porta-malas do seu carro. Hughes costumava dizer que o motivo de ter começado a Herbalife e a venda dos seus produtos surgiu com a preocupação com perda de peso da sua mãe Joanne. Segundo ele, o falecimento precoce da sua mãe foi causado por distúrbios alimentares e má condução na sua perda de peso. Hughes morreu em maio de 2000 aos 44 anos de idade.

Um de seus slogans é "Perca peso agora! Pergunte me Como!

A empresa chegou ao Brasil em 1995 e é atualmente dirigida por Gioji Okuhara.

O atual CEO Michael O. Johnson entrou na empresa em abril de 2003 após ter trabalhado por 17 anos na Walt Disney Company.

A empresa pertence ao grupo da NYSE (Bolsa de Valores de Nova York) desde 2005.

O conselho médico científico da empresa é composto por um ganhador do Nobel, o Dr. Louis Ignarro, e também por um especialista de destaque no mundo em nutrição humana, Dr. David Heber. Além de dezenas de especialistas atuando nos mais de 90 países em que a empresa atua.

Preocupações com a saúde[editar | editar código-fonte]

Estudos científicos realizados em 2007 por médicos da Universidade Hospital de Berna e a Unidade de Fígado do Hadassah-Hebrew University Medical Center em Israel encontraram uma associação entre o consumo de produtos Herbalife e hepatite.[3][4] Em resposta o Ministro da Saúde da Espanha emitiu um alerta recomendando cautela no consumo de produtos Herbalife.[5]

A empresa ressalta que tem todo o interesse em esclarecer a todos de forma transparente sobre as publicações que alegam associação dos seus produtos a lesões hepáticas. Sendo assim, afirma que:

  • Nenhuma hepatotoxina jamais foi descoberta em seus produtos, nem houve evidência conclusiva da causalidade entre qualquer um de nossos produtos e ingredientes e doenças hepáticas;Muitos dos estudos que apontaram a relação são antigos – publicados antes de mudanças significativas de formulação dos produtos – ou possuem importantes falhas metodológicas, como a ausência de referência a um específico produto Herbalife (referindo-se aos agentes do dano, de maneira geral, como “produtos Herbalife”).
  • Nenhuma autoridade governamental encontrou, ao longo dos mais de 30 anos de operação da empresa e após mais de 25 investigações envolvendo relatos de casos alegando hepatoxicidade, qualquer razão para que fossem tomadas medidas regulatórias contra a Herbalife.
  • Os produtos são formulados com ingredientes e concentrações permitidas para cada uso industrial em questão e não há nenhum ingrediente que não conste no rótulo.

A empresa informa ainda que pessoas com condições clínicas pré-existentes devem, antes de qualquer alteração na alimentação, consultar o médico para individualmente determinar se os produtos são adequados para elas. Por último, acrescenta que possui um sistema de notificação que monitora e avalia qualquer evento adverso que possa estar potencialmente relacionado ao consumo dos seus produtos. [10]

História extra-oficial[editar | editar código-fonte]

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Em 1976, Mark começou a trabalhar vendendo Slender Now ("mais magro agora") dos Laboratórios Seyforth, uma empresa de marketing multinível. Quando a mesma fechou em 1979, ele passou a vender equipamento de ginástica e produtos para controle de peso para a Golden Youth, outra empresa de marketing direto. Quando esta outra empresa também fechou, ele decidiu abrir sua própria empresa para combinar a filosofia oriental de ervas medicinais com a filosofia ocidental de minerais e vitaminas.

Em Fevereiro de 1980, em parceria com Richard Marconi (responsável pelo Slender Now), ele abriu a Herbalife.

Em Março de 1985, o procurador-geral do estado da Califórnia processou a Herbalife por fazer alegações exageradas sobre a eficácia dos seus produtos. A empresa acordou em pagar USD850.000 sem admitir erros.

Os dois artigos publicados no Journal of Hepatology fazem referência a casos que também se encontravam em análise pelas autoridades de saúde israelitas e suíças. A Herbalife tomou conhecimento destes casos e participou activamente nas investigações oficiais.

Em 2004 o Ministério da Saúde Israelense começou uma investigação após quatro pessoas terem problemas de fígado após consumir produtos Herbalife.Os produtos eram suspeitos de ter as toxinas como Qua-qua, Kompri, and Kraska. A empresa divulgou um comunicado de imprensa informando que as análises governamentais não conseguiram estabelecer uma relação com os produtos e as doenças no fígado, mas retirou o produto questionado de circulação que estava à venda somente em Israel.

O Ministério da Saúde de Israel aconselha os indivíduos com função hepática comprometida para evitar suplementos dietéticos. Na única morte dos casos israelenses, mencionada nos relatórios do Ministério da Saúde sobre o caso, a doente já possuía Hepatite B e C.

Acusações de crime financeiro[editar | editar código-fonte]

Em 2004 um grupo de 8.700 distribuidores, atuais e antigos, moveu uma ação judicial acusando a Herbalife e outros distribuidores de executarem um esquema de pirâmide. A empresa pagou um total estimado de 6 milhões de dólares, mas não admitiu culpa.[6]

Em 2014 a Comissão Federal do Comércio dos Estados Unidos deu início a uma investigação multinacional sobre a prática de esquema de pirâmide pela Herbalife, após denúncias feitas por um investidor. As denúncias ganharam força após uma carta do senador Edward Markey enviada em janeiro à Comissão, recomendando a investigação. No mês seguinte, uma associação de comunidade hispânica também denunciou a empresa. A Herbalife informou que iria colaborar com as investigações.[7] Após a divulgação das ações contra a Herbalife, as ações da empresa caíram 1%.[8]

Em 2016 a Comissão Federal do Comércio dos Estados Unidos concluiu as investigações e determinou que a Herbalife não é pirâmide, e sim, um negócio legítimo de vendas diretas e marketing multinível. Com isso, as ações da empresa subiram até 22%.[9][http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/5317738/herbalife-nao-piramide-diz-ftc-acao-dispara-ate-dois-investidores]

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]