Herbert Moses

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Herbert Moses
Moses fala na ABI, 1936
Nascimento 27 de julho de 1884
Rio de Janeiro, Bandeira Senado da Câmara do Rio de Janeiro 1831.png Município Neutro
Morte 11 de maio de 1972 (87 anos)
Rio de Janeiro, Guanabara Guanabara
Nacionalidade brasileiro
Ocupação Jornalista
Prêmios Prêmio Maria Moors Cabot (1957)

Herbert Moses (Rio de Janeiro, 27 de julho de 1884[1] — Rio de Janeiro, 11 de maio de 1972) foi um advogado e jornalista brasileiro. Foi presidente da Associação Brasileira de Imprensa.

Biografia[editar | editar código-fonte]

De origem judia, Moses era filho de Inácio Moses, austríaco, e mãe estadunidense, Ida.[1] Aluno do Colégio Pedro II, ingressou no jornalismo com 14 anos, ao fundar em 1898, com Pedro Berquó, o jornal O Estudante, dedicando o resto de sua vida a essa profissão.[1]

Formou-se em direito em 1905, chegando a abrir um escritório de advocacia e, no ano de 1913, integrou a delegação do Brasil junto à III Conferência Pan-Americana de Assuntos Jurídicos.[1]

Dirigiu a Revista Moderna, foi membro da direção do jornal A Noite do qual foi cofundador juntamente com Irineu Marinho;[1] com a venda daquele periódico, junto a Marinho foi fundador do vespertino O Globo (1925).[2] Paralelamente à atividade jornalística, foi presidente do Automóvel Clube do Brasil e do Jockey Club Brasileiro, diretor-secretário da Associação Comercial do Rio de Janeiro e diretor do Instituto dos Advogados Brasileiros.

Eleito para a presidência da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) em 1931, ocupou o cargo até 1965.[3]

Em 1957 recebeu o prêmio Maria Moors Cabot, com que a Universidade Columbia distingue os jornalistas que se destacam na luta pela liberdade de imprensa.

Também foi líder da comunidade israelita e presidente do Instituto Cultural Brasil-Israel.[4]

Gestão na ABI[editar | editar código-fonte]

Moses discursa na ABI, em 1936

Em maio de 1931 Moses concorreu à presidência da ABI contra Ernesto Pereira Carneiro (pertencente ao Jornal do Brasil) e Oscar Costa (do Jornal do Commercio), sagrando-se eleito como representante maior da categoria.[5]

Sua longa gestão à frente da entidade de classe jornalística brasileira teve início durante a ditadura de Getúlio Vargas, justamente quando estava em vigora a censura característica dos regimes de exceção; apesar disto Moses conseguiu do caudilho apoio à organização, que se consubstanciou na doação de valores para aquisição da sede da entidade, a criação das primeiras faculdades de jornalismo no país, bem como a defesa de jornalistas perseguidos - aproveitando-se de sua fácil interlocução com o regime.[3]

Em 1932 Moses foi um dos signatários de manifesto contrário à extradição de vários jornalistas, como Júlio de Mesquita Filho, Austregésilo de Ataíde e Cásper Líbero e de outro contrário à Lei de Imprensa, na época chamada de "lei infame".[1]

Enfrentou vários momentos em que houve ruptura institucional e em que a atividade jornalística se viu ameaçada pelos governos; a própria ABI reconhece que foi ele quem deu à entidade respaldo tanto no plano interno quanto internacional.[3]

Referências

  1. a b c d e f Institucional. «Verbete biográfico - Herbert Moses». FGV. Consultado em 28 de setembro de 2016 
  2. «O primeiro executivo». O Globo. 5 de junho de 2015. Consultado em 7 de junho de 2015 
  3. a b c Institucional. «Herbert Moses; 1931-1964». ABI. Consultado em 2 de setembro de 2016 
  4. «Universidade Federal de Campina Grande - Herbert Moses». Consultado em 21 de outubro de 2014. Arquivado do original em 24 de setembro de 2015 
  5. Carlos Fernandes. «Herbert Moses». Só Biografias (UFCG). Consultado em 28 de setembro de 2016. Cópia arquivada em 4 de março de 2016