Hercílio Maes

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Hercílio Maes
Nascimento 1913
Morte 1993 (80 anos)

Hercílio Maes (1913 - 1993), contador e advogado em Curitiba (PR), foi o mais conhecido médium ligado ao espírito de Ramatis. Antes de se tornar espírita, foi teosofista, maçom e rosacruz. Durante grande parte da vida realizou trabalho voluntário como médium receitista na área da Radiestesia.

Escrevendo obras de autoria atribuída ao espírito de Ramatis, Maes defendeu a doutrina espírita e as obras de Allan Kardec, no entanto não deixou de refletir sobre outras correntes espiritualistas como a Teosofia, o Rosacrucianismo e a Umbanda, pois a linha adotada pelo médium curitibano vislumbra nas obras básicas de Allan Kardec apenas o repositório de ensinamentos para o homem alcançar a espiritualidade, que devem ser aprofundados através do estudo de outras correntes espiritualistas, de acordo com a mentalidade e as necessidades de cada época. Esse movimento mais tarde, foi chamado de espiritualismo universalista.

As obras psicografadas por Hercílio Maes sob orientação de Ramatis almejam sensibilizar a sociedade para os malefícios do alcoolismo, do tabagismo e da intolerância religiosa. Defendem o vegetarianismo, o ecumenismo, a homeopatia e o autodescobrimento. Enxergam a Umbanda como amálgama do Evangelho de Jesus, da Codificação Kardequiana e de tradições brasileiras de origem africana e indígena. Atualmente publicadas pela Editora do Conhecimento, foram antes editadas pela Livraria Freitas Bastos. Maes também psicografou obras atribuídas ao espírito de Atanagildo, como também contibuiu para incentivar o amigo filantropo e orador espírita, no Rio de Janeiro, Antônio Plínio da Silva Alvim[1] avançar no projeto de uma Instituição no bairro da Tijuca, com os ensinamentos de Ramatis, obras que influenciaram gerações, com grupos no Brasil e no mundo.

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

  • Há segmentos espíritas e espiritualistas que guardam afinidade com a doutrina difundida de Hercílio Maes por possuir conteúdo ecumênico e universalista, e outros que a criticam por terem acesso a conteúdos que teoricamente poderiam conduzir a uma tendência ao sincretismo, fato que apresentar-se-ia em falsa dicotomia, porque o próprio movimento Ramatis apresenta-se com a tendências ao espiritualismo universalista. Conforme apontamentos de alguns escritores, entre eles Herculano Pires e Jorge Rizzini, o sincretismo, segundo a visão deles, é algo que estaria em oposição aos propósitos dos seguidores da Codificação Espírita. Da mesma maneira, há contestações à hipótese, levantada na obra "A Vida no Planeta Marte e os Discos Voadores"[2], de vida inteligente no planeta Marte, enquanto os adeptos de Ramatis defendem que Ramatis teria descrito somente vida espiritual. Existe ainda a teoria da passagem cíclica, a cada 6.666 anos, de um astro intruso pela Terra, que poderia provocar, até o ano 1999, grandes cataclismos globais, conforme consta da obra "Mensagens do Astral", teoria que, para alguns, vincularia Ramatis à defesa de teoria semelhante esposada por Helena Blavatsky em sua obra "A Doutrina Secreta", de 1888.
  • Entre espíritas e espiritualistas simpáticos a Ramatis, há divergência quanto ao que Hercílio Maes teria psicografado de modo fiel e quais ideias de Ramatis teriam sido mal-interpretadas durante o processo de redação dos livros, em face da psicografia inspirativa (não-mecânica) do médium curitibano. Citam, ainda, alguns críticos de Ramatis e do movimento ramatisiano, que os ditados de Ramatis teriam suspeita semelhança com os termos e ideias veiculadas nos livros teosóficos de Charles Webster Leadbeater, principalmente a descrição do planeta Marte e de seus supostos habitantes, presentes em um texto intitulado "Vida em Marte segundo a Teosofia", publicado em 1910 na obra "A Vida Interna" com o título original "The Daily Life on Mars".

Obras psicografadas por Hercílio Maes[editar | editar código-fonte]

  • A Vida no Planeta Marte e os Discos Voadores (1955, Ramatis)
  • Mensagens do Astral (1956, Ramatis)
  • A Vida Além da Sepultura (1957, autor espiritual principal: Atanagildo, autor secundário: Ramatis)
  • A Sobrevivência do Espírito (1958, autor espiritual principal: Atanagildo, autor secundário: Ramatis)
  • Fisiologia da Alma (1959, Ramatis)
  • Mediunismo (1960, Ramatis)
  • Mediunidade de Cura (1963, Ramatis)
  • O Sublime Peregrino (1964, Ramatis)
  • Elucidações do Além (1964, Ramatis)
  • Semeando e Colhendo (1967, Atanagildo)
  • A Missão do Espiritismo (1967, Ramatis)
  • Magia de Redenção (1967, Ramatis)
  • A Vida Humana e o Espírito Imortal (1970, Ramatis)
  • O Evangelho à Luz do Cosmo (1974, Ramatis)
  • Sob a Luz do Espiritismo (1999, Ramatis; obra póstuma)
  • Ramatis - Uma Proposta de Luz (2003, Ramatis; seleção de trechos das obras anteriores)

Referências

  1. Homenagem de Hercílio Maes à Antônio Plínio da Silva Alvim na obra O Evangelho à Luz do Cosmo 10ª ed. [S.l.]: Ed. Conhecimento. 2012. pp. Intróito. ISBN 978-85-7618-272-6 
  2. WX, Agência. «O PLANETA MARTE VISTO POR RAMATÍS E MARIA JOÃO DE DEUS | Instituto Hercílio Maes | Cursos e Livros Espíritas». Instituto Hercílio Maes | Cursos e Livros Espíritas. Consultado em 19 de dezembro de 2017. 

Ver também[editar | editar código-fonte]