Hereditariedade

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GREGOR MENDEL: BIOGRAFIA[editar | editar código-fonte]

Gregor Johann Mendel nasceuErro de citação: Etiqueta <ref> inválida; refs sem parâmetro de nome devem ter conteúdo associado no dia 20 de Julho de 1822,em Heinzendorf bei Odrau (hoje chamada Vrazni), no distrito de Nový na região da Áustria. Mendel gostava de apreciar a natureza desde sua infância e as plantas despertava muito sua curiosidade por suas variadas características. Mendel veio de uma família humilde de camponeses, onde os mesmos não tinham condições de quitar os estudos de Mendel, que aos 21 anos entrou em um Mosteiro da Ordem de Santo Agostinho incentivado por seu professor para seguir o ensino superior. No Mosteiro ele adotou o nome de Gregor Mendel, obedecendo ao costume de tornar-se monge.

Em 1851, desta forma Mendel ingressou na Universidade de Viena, onde estudou matemática e ciências, e realizou estudos meteorológicos sobre a vida das abelhas e o cultivo de plantas. Estudou ainda durante dois anos no Instituto de Filosofia de Olmutz (República Tcheca).

IMPORTÂNCIA[editar | editar código-fonte]

Através desse grande homem que ocorreu o descobrimento das leis da genética, que mudaram o rumo da biologia. Gregor Mendel passou a dividir seu tempo, onde desenvolveu as suas experiências utilizou em seus estudos ervilhas, iniciando suas experiências  com vários tipo de espécies diferentes . Com isso foram 10 anos de estudos dedicados aos cruzamentos de várias espécies e acompanhado de sete fatores com base na cor, na forma da semente, forma da vagem e altura do caule. Que lhe forneceram dados para formular as leis relativas à Hereditariedade.

LEIS[editar | editar código-fonte]

Com base nos argumentos apresentados, Gregor Mendel analisou que o cruzamento de ervilhas lhes permitiu formular que existe uma característica dominante e uma recessiva, conhecida como a primeira lei de Mendel.

[1]As Leis de Mendel são um conjunto de fundamentos que explicam o mecanismo da transmissão hereditária durante as gerações.

PRIMEIRA LEI[editar | editar código-fonte]

A primeira lei de Mendel, também chamada de Lei da Segregação dos Fatores, diz que cada característica é condicionada por um par de fatores que se separam na formação dos gametas, sendo que, assim, pai e mãe transmitem apenas um gene para seus descendentes, esta constituição genética do organismo é denominada genótipo (ALBERTS et al., 2006).

Mendel chegou a essa conclusão, quando percebeu que linhagens diferentes, com os diferentes atributos escolhidos, sempre geram sementes puras e sem alterações ao longo das gerações. Ou seja, plantas de sementes amarelas sempre produziam 100% dos seus descendentes com sementes amarelas.

Assim, os descendentes da primeira geração, denominada de geração F1,eram 100% puros.

Como todas as sementes geradas eram amarelas, Mendel realizou a autofecundação entre elas. Na nova linhagem, geração F2, surgiram sementes amarelas e verdes, na proporção 3:1 (amarelas:verdes).

Para explicar os resultados obtidos, Mendel supôs que a herança das características é governada por fatores hereditários, que hoje denominamos genes, e esses fatores atuam como partículas discretas que permanecem isoladas. Além disso, ele sugeriu que esses fatores apresentavam versões alternativas, hoje conhecidos por alelos, que definiam se a coloração seria amarela ou verde, e tinham algum tipo de interação (ALBERTS et al., 2006)[1].

SEGUNDA LEI[editar | editar código-fonte]

Então Mendel deu prosseguimento em suas experiências e realizou análises de duas ou mais característica ao mesmo. Foram nessas análises que deram origem a segunda lei de Mendel.

Além de estudar as diversas características fenotípicas das ervilhas, Mendel estudou também a transmissão combinada de duas ou mais características. [2]De acordo com Amabis e Martho (2006) A segunda lei de Mendel, também chamada de lei da segregação independente ou lei da herança, analisa a formação dos gametas e a manifestação da segregação independente dos fatores, ou seja, a separação de dois ou mais genes alelos localizados em diferentes pares de cromossomos homólogos. Esta segregação fundamenta-se essencialmente durante a anáfase I da divisão meiótica, resultante não mais do estudo de uma característica isolada, conforme a primeira lei enunciada por Mendel, contudo a consideração do comportamento fenotípico envolvendo duas ou mais características. Além disso, a combinação (probabilidade) das distintas configurações possíveis, quanto à separação dos fatores, permitem a formação de variados gametas que se combinam por acaso, o que ocasiona maior variabilidade genética (AMABIS e MARTHO, 2006).

Sendo assim, Mendel concluiu que as características analisadas não dependem  uma das outras, aumentando o grau de diferenciação dos indivíduos de uma determinada espécie.

REFERÊNCIAS[editar | editar código-fonte]

ALBERTS, B.; BRAY, D.; HOPKIN, K.; JOHNSON, A.; LEWIS, J.; RAFF, M.; ROBERTS, K.; WALTER, P.     Fundamentos da Biologia Celular. Artmed Editora S.A., 2ª ed: Porto alegre, 2006.

AMABIS, J.P.; MARTHO, G.R. Fundamentos da Biologia Moderna. 4ed. São Paulo: Moderna, 2006.

FRAZÃO, Dilva. Gregor Mendel. E biografia. 2019. Disponível em: <https://www.ebiografia.com/gregor_mendel/>. Acesso em: 08 set. 2020.

MAGALHÃES, Lana. Gregor Mendel. Toda matéria. 2017 Disponível em: <https://www.todamateria.com.br/gregor-mendel/> Acesso em: 08 set. 2020.

Ver também[editar | editar código-fonte]


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Livros da Wikipédia
  1. a b ALBERTS, D; BRAY, B; et al. (2006). Fundamentos da Biologia celular 2 ed. Porto Alegre: Artmed 
  2. AMABIS, J.P; MARTHO, G.R (2006). Fundamentos da Biologia Moderna. São Paulo: Moderna