Hezbi Islami

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Estandarte do Hezbi Islami.

Hezbi Islami (também Hezb-e Islami, Hezb-i-Islami, Hezbi-Islami, Hezb-e-Islami), que significa Partido Islâmico,[1] é uma organização islâmica que foi comumente conhecida por lutar contra o governo comunista do Afeganistão e seu estreito aliado, a União Soviética. Fundado e liderado por Gulbuddin Hekmatyar, foi estabelecido no Afeganistão em 1975. Cresceu a partir da organização Juventude Muçulmana, uma organização islâmica fundada em Cabul por alunos e professores na Universidade de Cabul em 1969 para combater o comunismo no Afeganistão. [2] A sua composição foi atraída a partir da etnia pashtuns e sua ideologia da Irmandade Muçulmana e do Jamaat-e-Islami de Abul Ala Maududi. [2] Outra fonte descreve-o como sendo uma dissidência distante do partido islâmico original de Burhanuddin Rabbani, Jamiat-e Islami, em 1976, após Hekmatyar constatar que grupo era demasiado moderado e disposto a se comprometer com os outros. [3]

Hezbi Islami buscou imitar a milícia Ikhwan da Arábia Saudita e substituir as várias facções tribais do Afeganistão com um Estado islâmico unificado. Isso os coloca em desacordo com os talibãs mais orientados para a tribo. [4]

Em 1979, Mulavi Younas Khalis se separa de Hekmatyar e estabelece seu próprio Hezbi Islami, conhecido como facção Khalis, com a sua base de poder em Nangarhar. Aqueles que permaneceram com Hekmatyar passaram a ser conhecidos como Hezb-e Islami Gulbuddin.

Atualmente, uma parte do Hezbi Islami é um partido político legal no Afeganistão, liderado por Abdul Hadi Arghandiwal;[5] e outra é um grupo de guerrilha de vários milhares de membros (ainda liderado por Hekmatyar) que lutam contra o governo afegão.[6]

O grupo encontra-se dividido em três facções:

Referências

  1. Pike, John (8 de agosto de 1998). «Hizb-i-Islami (Islamic Party)». Intelligence Resource Program. Federation of American Scientists 
  2. a b The Columbia World Dictionary of Islamism, Olivier Roy, Antoine Sfeir, editors, (2007), p.132
  3. Haqqani, Husain (2005). Pakistan: Between Mosque and Military. [S.l.]: Carnegie Endowment. 173 páginas 
  4. Seth Jones’s article The Rise of Afghanistan’s Insurgency: State Failure and Jihad page. 28-29
  5. «Political parties/groups and leaders in Afghanistan». Consultado em 11 de outubro de 2015. Arquivado do original em 12 de fevereiro de 2009 
  6. Our Man in Kabul?, por Michael Crowley.