Hino Mortal

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Hino Mortal
Informação geral
Origem São Bernardo do Campo, São Paulo
País  Brasil
Gênero(s) Hardcore punk
Período em atividade 19811982
1986
1997–atualmente
Afiliação(ões) Condutores de Cadáver, Ulster, Submundo, Ave de Veludo
Integrantes Índio
Danilo "Moleza"
Marcos
Rodrigo
Ex-integrantes Robson
Gaúcho
Laércio "Rato" Gonçalves
Anselmo
Carlinhos "Minhoca"
Sujo
Wladi
Sidney "Ratinho" Gonçalves
Ricardo Cummer
Rogério "Babão"
Beto .

Hino Mortal foi uma das primeiras bandas de hardcore punk brasileiras (antes mesmo de existir o termo no Brasil)[1], formada em São Bernardo do Campo em 1981.

História[editar | editar código-fonte]

Em 1981, após sair de Condutores de Cadáver, Índio reuniu-se com Ricardo (que em 1980 participou da banda Submundo, juntamente com Mau, hoje vocalista do Garotos Podres), e com os irmãos Laércio "Rato" e Sidney "Ratinho", formam o Hino Mortal.[2]

Depois de alguns ensaios o grupo foi convidado pelo Lixomania para fazer um show em São Paulo junto com o Ulster e o Psykóze. Meses depois, a banda foi convidada para o show de lançamento do compacto triplo do Lixomania, onde também participam o Psykóze e o Cólera.[2]

Com o movimento punk crescendo em importância, a produtora independente Olhar Eletrônico resolve fazer o documentário Garoto do Subúrbio sobre os punks paulistanos. Para isso foi realizado um show com o Hino Mortal, Ulster e Decadência Social (que mais tarde mudou o nome para DZK).[2]

Em seguida, sua música "Câncer" aparece em uma reportagem focalizando o movimento punk feita pela TV Globo.[2]

Participaram de duas compilações em K7: Decaptados e Contra Tudo que é Comercial e Nada de Novo nos Oferece, ambas de 1982 e com a presença das bandas Ulster e Submundo.[3]

Nos dias 27 e 28 de novembro de 1982 participaram do festival O Começo do Fim do Mundo no SESC Pompéia. Esse show foi gravado e lançado em disco com uma faixa de cada banda, e distribuído em todo o Brasil, além da Europa e Estados Unidos.[2]

Após o festival, o movimento punk toma força e várias manifestações aconteceram. Entre elas a maior foi no ABC paulista, na Associação de Amigos de Vila Paulicéia, onde foi lido um manifesto conjunto retratando a situação política do país e criticando atitudes inconseqüentes de governantes oportunistas, onde tocaram o Hino Mortal, Ulster e Corte Marcial.[2]

O grupo parou de tocar durante um tempo. Em 1986 voltaram com uma estrutura melhor e mesma garra de sempre, participando da coletânea Rock do ABC com mais 5 bandas, lançada pela Rocker Produções em conjunto com Lup-Som e distribuída por todo o Brasil pela RCA Eletrônica.[2]

No mesmo ano, participaram do extinto programa da TV Cultura, o Boca Livre, e do Festival de Mocóca.[2]

O último show com esta formação foi em Vitória, Espírito Santo. Após esse show, a banda se desfêz novamente, e Laércio foi tocar no Insulto Oculto.[2]

Em 1994, foi lançado pela ABC Records, o ABC Hardcore '82, um 7" EP reunindo gravações caseiras de 1982 das bandas Hino Mortal, Ulster, Submundo e Corte Marcial, que fez parte de um projeto que registrou em vinil gravações das primeiras bandas punk do ABC paulista. A aceitação desse EP na cena punk dos anos 90, fez com que algumas bandas voltassem a se reunir novamente.

Em 1995, os Ratos de Porão regravam a música "Câncer" do Hino Mortal no álbum Feijoada Acidente?.

Em 1997 a banda volta a se reunir com Índio no vocal, Danilo "Moleza" na guitarra, Marcos na bateria e Rodrigo no baixo, e toca no festival 20 Anos de Punk Rock, realizado em Santo André, e no Hangar 110.[2]

Em 2000 tocam no Tio San Club com as bandas Sick Terror, Histeria Coletiva, DZK, Autogestão e Invasores de Cérebro.[2] Em 2002 gravam o EP Aviso Final.

Discografia[editar | editar código-fonte]

EP[editar | editar código-fonte]

  • Aviso Final (EP, 2002)

Compilações[editar | editar código-fonte]

Referências