Hino de Goiás

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Hino do Estado de Goiás

Hino do estado de  Goiás
Letra José Mendonça Teles
Composição Joaquim Jayme
Adotado 2001
Texto original (Wikisource)
Wikisource-logo.svg Hino do estado de Goiás

O Hino do estado de Goiás (Brasil) foi introduzido em 1919 sendo posteriormente alterada novamente em 2001. O hino original de 1919, com letra de Antônio Eusébio de Abreu (pai do grande Antônio Americano do Brasil), e música de Custódio Fernandes Góis, foi promulgado pela Lei estadual n. 650, de 30 de julho de 1919. Em 2001 o hino foi, sem mais aquela, revogado por uma nova versão, de autoria de José Mendonça Teles e melodia de Joaquim Jayme, sancionada pela Lei estadual nº 13.907 de 21 de setembro de 2001.[1]

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Letra original[editar | editar código-fonte]

No coração do Brasil,
Domínio da primavera,
Se estende a terra goiana,
Que nos legou Anhanguera.

O bandeirante, atrevido,
Desbravador do sertão,
em cada pedra abalada,
Deixou da audácia um padrão.

Em cada pico azulado,
No dorso da serra erguido,
Recorda a lenda encantada
De algum tesouro escondido.

Outrora a terra, esquecida,
Mas sempre augusta no porte,
Viveu a lei do destino,
Vergada aos lances da sorte.

Depois, volvida, alentada
Do grato influxo estafante
Do vil metal reluzente,
Tornou-se Estado possante.

E hoje, estante, orgulhosa,
No labutar do progresso,
Riquezas , dons naturais
Ostenta em vasto recesso.

Este céu tão estrelado,
Este solo tão fecundo
Parecem provar destino
De ser o solar do mundo.

Este clima salutar,
Esta brisa embalsamada,
Noite e dia, são cantadas
Nos trinos das passaradas.

Seus lindos bosques nativos,
Orlando campos e montes,
Ao sol ocultando c'a sombra,
A clara tinta das fontes.

Buritizais alinhados,
Quais batalhões da natura,
Ali defendem co'os leques,
Da chã leveza e frescura.

De sul a norte, afinal,
Da natureza no arquivo,
A fauna, a flora se enlaçam
Em doce amplexo festivo.

Este solo que pisamos
Hoje, em fraternal abraço,
É berço da liberdade,
Da Pátria Amada um pedaço.

Outrora fora o retiro
Dos filhos do Mucunana;
Mas hoje a terra, exaltada,
É a nossa Pátria Goiana.

Goianos, nobres, altivos,
Da liberdade alentados,
Jamais consentem que os touros
Da Pátria sejam pisados.

Cantemos todos, unidos,
Da liberdade a vitória.
Mais um padrão ajuntemos
Aos faustos da nossa história.

Salve plêiade cintilante
De patriotas goianos
Que em sulcos e bênçãos pátrias
Conquistam louros, ufanos.

Desperta além, mocidade,
A voz do grande ideal
De fazer Goiás fulgir
No vasto Brasil Central.

Viva o Brasil respeitado,
Como Nação Soberana.
Viva o progresso encetado
Na bela terra goiana.

Hino atual[editar | editar código-fonte]

Santuário da Serra Dourada
Natureza dormindo no cio
Anhanguera, malícia e magia,
Bota fogo nas águas do rio.

Vermelho, de ouro assustado,
Foge o índio na sua canoa.
Anhanguera bateia o tempo:
—Levanta, arraial Vila Boa!

Estribilho:
Terra Querida
Fruto da vida,
Recanto da Paz.
Cantemos aos céus,
Regência de Deus,
Louvor, louvor a Goiás!
(repetem-se os três últimos versos)

A cortina se abre nos olhos,
Outro tempo agora nos traz.
É Goiânia, sonho e esperança,
É Brasília pulsando em Goiás!

O cerrado, os campos e as matas,
A indústria, gado, cereais.
Nossos jovens tecendo o futuro,
Poesia maior de Goiás!

(Estribilho)

A colheita nas mãos operárias,
Benze a terra, minérios e mais:
—O Araguaia dentro dos olhos,
eu me perco de amor por Goiás!

(Estribilho)

Referências

  1. «Hino do Estado de Goiás MP3». Ultra Downloads. Consultado em 24 de janeiro de 2017 

NA história : Goiás já teve dois hinos diferentes. Assembléia Legislativa do Estado de Goiás, 2019. Disponível em: https://portal.al.go.leg.br/noticias/ver/id/164434/na+historia+goias+ja+teve+dois+hinos+diferentes. Acesso em: 07 jun. 2019.

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Há cem anos, 1919 foi oficializado o primeiro Hino de Goyaz, belo e telúrico, com letra de Antonio Eusébio de Abreu e música de Custódio Fernandes Góis, pela Lei Estadual nº 650, de 30 de julho daquele ano. Ele foi cantado pela primeira vez por Darcília de Amorim (1903-1985) com apenas 17 anos e executado oficialmente pela Banda da Força Pública em 1920, no Largo do Chafariz. O distinto professor Antonio Eusébio de Abreu Junior (Nico Eusébio) foi um injustiçado. Nasceu em Bonfim de Goiás, há 150 anos, em 1869 e faleceu em Belo Horizonte, em 1955. Ele se casou jovem, em 1890, com Elisa Maria de Souza, também de Bonfim. Fez todos os seus estudos para ser um mestre, o antigo mestre-escola. Fundou escolas em dezenas de cidades interioranas, no sertão. Mas, sofria muita perseguição política e muita ignorância contra o seu trabalho de ensinar, motivar, abrir consciências. Passou diversas peripécias com a pobreza. Mas, deu dignidade aos filhos; tanto que é pai de ANTONIO AMERICANO DO BRASIL, o gênio goiano. Nico Eusébio ensinava, em suas escolas, todas as disciplinas! Ele era o criador da escola e o único professor! Seus filhos preparados por ele, apenas ele, passaram para Medicina no vestibular acirrado no Rio de Janeiro. Escreveu uma Gramática nos anos de 1920 e colaborou em jornais. Depois de viúvo, em 1949, ficou completamente desamparado, sem qualquer salário, pois abrira escolas, mas não reuniu pecúlio para o fim. E ninguém o reconheceu no alto de sua grandeza. Doente, sem rendimentos, muito padeceu. Já muito enfermo e pobre foi para Belo Horizonte onde sua filha Galiana (Irmã Gema da Eucaristia), religiosa prioresa da ordem Carmelita e ali foi amparado. Pobre, sem reconhecimento depois de mais de 50 anos de magistério, foi cuidado pela filha até sua morte aos 85 anos. Um triste fim para um MESTRE que doou sua vida ao ensino. Tenho-o por um mito. O seu Hino de Goyaz, em 2001, foi revogado pela Lei nº 13.907, de 21 de setembro de 2001, com letra de José Mendonça Teles e música de Joaquim Thomaz Jayme, dois ícones de nossa cultura. Houve muita polêmica e crítica na época. Neste espaço, nada de condenações, pois não é esse o objetivo, ao contrário, não me sinto no direito de julgar a quem quer que seja; apenas a lembrança do centenário do primeiro Hino e do sesquicentenário do velho e querido mestre bonfinense, que mora no meu coração e no meu imorredouro agradecimento por sua vida limpa e honrada e seu espírito imortal, hoje, no Plano Maior, um mestre carregado de luz! Legendas da esquerda para a direita: Antonio Eusébio e Elisa. Gramática de Nico Eusébio. Cadeia de Bonfim de Goyaz. Darcília de Amorim. Largo do Chafariz da Cidade de Goiás.

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