Hino do estado do Rio de Janeiro

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Hino 15 de Novembro
Hino do Estado do Rio de Janeiro

Hino do Estado do  Rio de Janeiro
Letra Antônio José Soares de Souza Júnior
Composição João Elias da Cunha
Adotado 29 de dezembro de 1889
Texto original (Wikisource)
Wikisource-logo.svg Hino 15 de Novembro

O Hino do Estado do Rio de Janeiro, intitulado Hino 15 de Novembro, foi composto em 1889 pelo maestro da banda da Força Militar do Estado do Rio de Janeiro (atual Polícia Militar) João Elias da Cunha (1850-1918) e oferecido ao primeiro Governador após da proclamação da República, Dr. Francisco Portela, por ele. A letra do hino é do poeta fluminense Antônio José Soares de Souza Júnior. Foi instituído como hino oficial em 29 de dezembro do mesmo ano.

Não confundir com "Cidade Maravilhosa", Hino da cidade do Rio de Janeiro, nem com o Hino composto por ocasião do IV Centenário da capital fluminense.

Letra do Hino[editar | editar código-fonte]

1.Fluminenses, avante, marchemos!

Às conquistas da paz, povo nobre!

Somos livres, alegres brademos

Que uma livre bandeira nos cobre!

Somos livres, alegres brademos

Que uma livre bandeira nos cobre!


Fluminenses, eia, alerta!

Ódio eterno à escravidão!

Que a pátria enfim liberta

Brilha à luz da redenção!

Que a pátria enfim liberta

Brilha à luz da redenção!


2. Nesta Pátria, de amor áureo templo,

Cantam hinos a Deus nossas almas;

Veja o mundo surpreso este exemplo

De vitória entre flores e palmas.

Veja o mundo surpreso este exemplo

De vitória entre flores e palmas.


[REFRÃO]


3. Nunca mais, nunca mais nesta terra

Virão cetros mostrar falsos brilhos.

Neste solo que encantos encerra

Livre pátria terão nossos filhos.

Neste solo que encantos encerra

Livre pátria terão nossos filhos.


[REFRÃO]


4. Ao cantar delirante dos hinos

Essa noite dos tronos nascida

Deste sol aos clarões diamantinos,

Fugirá, sempre, sempre, vencida.

Deste sol, aos clarões diamantinos,

Fugirá, sempre, sempre, vencida.


[REFRÃO]


5. Nossos peitos serão baluartes

Em defesa da pátria gigante

Seja o lema do nosso estandarte

Paz e amor! Fluminenses, avante!

Seja o lema do nosso estandarte

Paz e amor! Fluminenses, avante!


[REFRÃO]

Compositores do Hino 15 de Novembro[editar | editar código-fonte]

João Elias da Cunha[editar | editar código-fonte]

O maestro João Elias da Cunha (1850-1918) nasceu no Estado do Rio de Janeiro, provavelmente por volta dos anos de 1850. Foi reformado no posto de tenente da Polícia Militar, da qual, em 1878, foi o organizador da Banda de Música. Com a capacidade incrível de improvisação, compôs centenas de músicas. Algumas quadrilhas fizeram moda no carnaval carioca. Também foi herói da Guerra do Paraguai (1864-1870). Recebeu a "medalha de Bravura", por sua participação na Batalha do Avaí (11 de dezembro de 1868), que foi tema de uma sinfonia de sua autoria, em 1880. Faleceu por volta de 1918, de fato na década de 1910, no bairro das Neves, Niterói.

Antônio José Soares de Souza Júnior[editar | editar código-fonte]

O poeta fluminense Antônio José Soares de Souza Júnior (1851-1893) nasceu em Paraíba do Sul, no Estado do Rio de Janeiro, em 07 de abril de 1851. Fundou o jornal O Agricultor em sua terra natal. Fez parte da redação do jornal A República e colaborou em A Semana, de Valentim Magalhães, e A Vida Moderna, de Artur Azevedo e Luiz Murat, em que publicou diversos contos infantis. Engenheiro, jornalista, teatrólogo, poeta e prosador, escreveu contos, obras teatrais, crônicas, poesias. Admirador das obras do poeta, dramaturgo e ator inglês, William Shakespeare (1564-1616). Soares de Souza Júnior, faleceu no Rio de Janeiro, a 05 de fevereiro de 1893, tendo sido escolhido para patrono da cadeira n°42 da AFL (Academia Fluminense de Letras).

História[editar | editar código-fonte]

Este hino recebeu o título de Hino 15 de Novembro, pois foi composto pelo maestro João Elias da Cunha (1850-1918), em 1889, ano da Proclamação da República; a letra é do poeta fluminense Antônio José Soares de Souza Júnior.

O hino foi oferecido ao primeiro governador do Estado do Rio de Janeiro, Francisco Portela (1833-1913). Ao se tornar o Brasil uma República, em 15 de Novembro de 1889, cada uma das províncias existentes formou um Estado; portanto, a província do Rio de Janeiro passou a Estado do Rio de Janeiro, e a cidade, o Distrito Federal, que continuou a ser a Capital da União, até 1960.

Este hino foi oficializado em 29 de dezembro de 1889. O maestro César Guerra-Peixe (1914-1993) o adaptou para o canto coral.

Há uma partitura para pianoforte, simplificada em "Dó Maior", nos arquivos da Casa de Cultura Villa Maria, na praça do Liceu, em Campos dos Goytacazes-RJ. Doado a instituição pelo pianista Pedro Henrique Rodrigues Ribeiro no dia 09 de janeiro de 2019.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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