Hinotori

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Hinotori / Astro-A

Hinotori (chamado de Astro-A antes do lançamento) foi um satélite artificial japonês que funcionou como observatório espacial dedicado ao estudo do Sol. Foi lançado em 21 de fevereiro de 1981 por um foguete MU a partir do Centro Espacial de Uchinoura (antes conhecido como Centro Espacial de Kagoshima), localizado em Kagoshima.[1][2][3]

Características[editar | editar código-fonte]

O Hinotori foi dedicado ao estudo das erupções solares durante o máximo solar através de raios X. Seus objetivos eram fotografar as erupções solares na faixa de energia entre 10 e 40 keV através da modulação perto de colimadores rotativos e fazer espectroscopia das linhas de emissão de raios X de ferro altamente ionizado no intervalo de 1,7 a 2,0 Angstrom utilizando um espectrômetro de Bragg.[3]

O Hinotori tinha também três monitores de raios X que registravam o perfil temporal e o espectro das erupções solares na faixa entre 2 e 20 keV, e um detector de explosões de raios gama (intervalo de energias entre 0,9 e 9,0 MeV), um detector de partículas para observar o fluxo de elétrons acima de 100 keV e sondas de plasma para a medição de densidade e temperatura de elétrons.[3]

Resultados[editar | editar código-fonte]

O Hinotori foi pioneiro na observação de erupções solares através de raios X duros.[4] Encontrou um novo tipo de erupção que emite raios X duros térmicos com uma forte emissão de Fe XXVI.

O Hinotori observou também quatro explosões de raios gama entre fevereiro de 1981 e junho de 1982: uma em 21 de julho de 1981, de 6 segundos de duração; outra em 21 de fevereiro de 1982, de 16 segundos; em 26 de fevereiro de 1982, de 32 segundos; e outra 13 de março do mesmo ano, com uma duração de 80 segundos. Dos quatro confrontos, o de 21 de fevereiro e de 21 de julho também foram detectados pelo PVO, o primeiro também pelas sondas International Cometary Explorer e SMM, o terceiro pela Venera 14 e o quarto pela Venera 13, Venera 14 e SMM.

Durante o ciclo solar 21, as explosões em raios gama observados pelo Hinotori e SMM mostraram uma periodicidade de entre 152 e 158 dias.[5] A análise dos espectros de potência das áreas de manchas solares para o período entre 1980 e 1982 mostram um pico cerca de 159 dias, semelhante ao das erupções gama acima de 300 keV, das de raios X (152 dias), as de raios X duros (158 dias) acima de 30 keV, os dados de erupções de hidrogênio alfa, e as erupções em micro-ondas (152 dias) para o período entre 1966-1983, mas não mostram periodicidade no número de manchas, o que indica que as áreas de manchas devem poder ser utilizadas como indicadores da atividade solar, em vez de usar o número de manchas solares.[5]

O Hinotori observou oito erupções solares em raios gama entre abril de 1981 e junho de 1982 que continham linhas a 2,22 MeV e 4,44 MeV produzidas por aceleração de partículas em que o espectro de energia não variava muito de erupção a erupção.[6]

Referências

  1. «HINOTORI (ASTRO A)» (em inglês). Real Time Satellite Tracking. Consultado em 06 de setembro de 2014  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  2. «Astro A (Hinotori)» (em inglês). Gunter's Space Page. Consultado em 06 de setembro de 2014  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  3. a b c «Hinotori» (em inglês). Consultado em 06 de setembro de 2014  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  4. «Coronal hard X-rays and millimeter waves» (em inglês). Consultado em 06 de setembro de 2014  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  5. a b «Study of periodicities of solar nuclear gamma ray flares and sunspots» (em inglês). Consultado em 06 de setembro de 2014  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  6. «Nuclear Deexcitation Gamma Ray Lines from Accelerated Particle Interactions» (PDF) (em inglês). Encyclopedia Astronautica. Consultado em 06 de setembro de 2014. Arquivado do original (PDF) em 22 de julho de 2011  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)