História da América

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Chichén Itzá, exemplo de vestígio deixado pelas civilizações pré-colombianas.

A história da América principiou com a chegada dos primeiros seres humanos à América em data ainda não plenamente esclarecida pela ciência, e continua até os dias de hoje. As civilizações pré-colombianas deixaram uma enorme riqueza de documentos que permitem conhecer o que se passou neste continente durante centenas de anos. Em 1492, Cristóvão Colombo chegou à ilha Hispaniola. Nos Estados Unidos, esse acontecimento é celebrado anualmente como sendo o Columbus Day. Observando por meio da ótica dos nativos, a dominação empreendida pelos europeus sinalizou o início de um período de decadência, opressão e violência, visto que as elites da Europa Ocidental da época, com interesses mercantilistas que se traduziam na busca por metais preciosos, dizimaram milhares de tribos.

Ocupação humana[editar | editar código-fonte]

Ver artigos principais: Paleoamericano, Beríngia e Aloctonismo

Era pré-colombiana[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Era pré-colombiana

Descoberta e colonização[editar | editar código-fonte]

A primeira colonização europeia da América foi levada a cabo pelo vikings, no século X. Estes possuíam colónias na Gronelândia[1], na Terra Nova (atualmente no Canadá)[2][3] e, possivelmente, nos Estados Unidos.[4] Séculos mais tarde, a partir do Descobrimento da América pelos europeus, em 1492, iniciou-se um novo processo de colonização que se estendeu por todo o continente. Primeiro pelos países ibéricos, Portugal e Espanha, e depois por outras nações europeias, principalmente Inglaterra, França, Holanda e Rússia, esta no Alasca já no fim do século XVIII. Durante o período colonial, houve imigração maciça para as Américas, principalmente de europeus e africanos, estes trazidos como escravos; e diminuição drástica da população indígena original. Ao mesmo tempo, foram implantados sistemas administrativos civis, militares e eclesiásticos semelhantes aos europeus, bem como sistemas de exploração econômica das colônias pelas metrópoles.

Descolonização[editar | editar código-fonte]

O processo de descolonização das Américas começou com uma série de revoluções no final do século XVIII e início do século XIX, destacando-se as que culminaram na independência dos Estados Unidos, em 1776, do Haiti, em 1801, da América Espanhola nas décadas de 1810 e 1820 e do Brasil em 1822. Na América Latina, houve uma diferença marcante no resultado da descolonização entre os territórios espanhóis, que se fragmentaram em vários países, e portugueses, que permaneceram unificados no Brasil. Durante o século XIX, outras colônias francesas, espanholas e britânicas (além de territórios de países americanos já soberanos) foram anexadas pelos Estados Unidos no seu movimento de expansão territorial. Na segunda metade do século XX, houve uma nova onda de descolonização no continente, desta vez pacífica, por meio da retirada voluntária das potências coloniais, especialmente na América Central e nas Guianas. Atualmente, ainda existem várias dependências britânicas, francesas, holandesas e dinamarquesa nas Américas.

América independente[editar | editar código-fonte]

O regime político escolhido pelos novos países soberanos das Américas foi a república, com exceção do México e do Brasil; porém, ambos mudaram para o regime republicano, o México já no ano seguinte da independência e o Brasil em 1889.

Apesar da independência das colônias, durante o século XIX e parte do XX a região permaneceu economicamente dependente em relação ao Reino Unido, à França ou aos Estados Unidos, dependendo do país. Já a influência cultural nem sempre acompanhava a econômica - por exemplo, no Brasil até a primeira metade do século XX, era forte a influência econômica britânica, mas na área cultural era a francesa. Na América Central, a influência dos EUA se estendeu século XX adentro, envolvendo várias intervenções militares nas primeiras décadas daquele século. Na segunda metade do século XX, os EUA se tornaram uma superpotência e sua influência econômica e cultural se estendeu por todo o continente, que foi afetado pela geopolítica da Guerra Fria.

No início da história independente da América Latina, houve processos de fragmentação política subsequentes, com o surgimento de novos países nas hoje extintas República Federal da América Central (1823-1839) e Grã-Colômbia (1821-1831). Já a América do Norte, durante o século XIX, foi marcada pela expansão territorial dos EUA principalmente em direção ao oeste até a costa do Pacífico.

No plano interno, o fenômeno político do caudilhismo, desde meados da segunda metade do século XIX até a década de 1930, foi típico da América Latina. O processo de consolidação das nacionalidades e dos domínios territoriais às vezes envolveu conflitos armados internacionais, como a Guerra do Paraguai (1864-1870) e a Guerra do Pacífico (1879-1883). No século seguinte, os processos de modernização econômica e social experimentaram movimentos revolucionários importantes, sendo o mais impactante a Revolução Mexicana de 1910-1920.

Na segunda metade do século XX, toda a região sofreu impacto do contexto da Guerra Fria, com EUA e Canadá se envolvendo diretamente com a OTAN e diversos dos outros países sendo vítimas de guerras civis ou de golpes de Estado seguidos de ditaduras. O caso da Revolução Cubana tornou-se um símbolo da resistência ao imperialismo estado-unidense em toda a América Latina. Finda a Guerra Fria, desde os anos 1990, as três Américas se envolveram no processo global de formação de blocos econômicos, sendo os principais o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta) e o Mercado Comum do Sul (Mercosul).

História por região[editar | editar código-fonte]

Como as colonizações não ibéricas se concentraram principalmente no Caribe e na América do Norte, há uma diferença histórica e cultural entre essas regiões e o resto das Américas que levou à distinção entre a América Latina (de colonização ibérica) e a América Anglo-Saxônica. Assim, muito já foi escrito sobre a História da América Latina como um todo, e algumas obras sobre a História da América Anglo-Saxônica em si[5].

No entanto, diferenças importantes também aparecem na divisão geográfica tradicional entre Américas do Norte, Central e do Sul. A proximidade do México com os Estados Unidos torna possível narrar e analisar uma História da América do Norte como um todo. A mesma relação geográfica no caso dos países centro-americanos, além da sua geografia peculiar e do histórico de colonização europeia não ibérica nas Antilhas e na costa ocidental do istmo, produziram um desenvolvimento específico na História da América Central, em particular a fragmentação política em pequenas nações bem maior que no resto do continente e as intervenções militares estado-unidenses, comuns até a década de 1930.

A partir da década de 1870, a América do Sul experimentou evoluções políticas quase concertadas. À parte variações na cronologia dependendo do país, tal processo pode ser, grosso modo, dividido entre: governos autoritários e nacionalistas liderados pelos chamados "caudilhos" entre 1870 e 1930; regimes populistas sob influência dos EUA de 1930 a 1954; ditaduras militares entre 1954 e 1990, quando a região era influenciada pela geopolítica da Guerra Fria (1945-1990); a redemocratização, com reformas neoliberais na economia, de 1983 a 1999; e regimes voltados à esquerda em parte da região a partir de 1999.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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  1. Internet Sacred Text Archive. «The Norse Discovery of America» (em inglês) 
  2. Parks Canada. «L'Anse aux Meadows National Historic Site of Canada» (em inglês). Ver L'Anse aux Meadows 
  3. UNESCO. «L'Anse aux Meadows National Historic Site» (em inglês). Noutros Idiomas: Lieu historique national de L’Anse aux Meadows(em francês) 
  4. WAHLGREN, Erik. Destino, ed. Los Vikingos y América. 1990. Barcelona: [s.n.] ISBN 84-233-1915-6 
  5. Fohlen, Claude (1981). América Anglo-saxônica de 1815 à atualidade. [S.l.]: Pioneira, Editora da Universidade de São Paulo