História do Club de Regatas Vasco da Gama

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Estatuto do Vasco, 1942.

A História do Club de Regatas Vasco da Gama remonta ao final do século XIX, quando o remo era o esporte mais popular do Rio de Janeiro. Ainda que o ciclismo também fosse popular, o esporte de maior prestígio entre os comerciários da época era o remo, já que as bicicletas comportavam muitos custos.

Fundação[editar | editar código-fonte]

Quatro jovens, Henrique Ferreira Monteiro, Luís Antônio Rodrigues, José Alexandre de Avelar Rodrigues e Manuel Teixeira de Sousa Júnior, reuniam-se e remavam todos os finais de semana no Grupo de Regatas Gragoatá, em Niterói. Moradores da cidade do Rio de Janeiro e cansados de terem que viajar até Niterói para praticarem seu esporte favorito, decidiram fundar um novo clube de regatas na cidade e logo conseguiriam mais adeptos à ideia.

A primeira reunião para traçar os planos para a fundação de um clube de remo realizou-se no número 80 da Rua Teófilo Otoni. Uma semana depois, no dia 21 de agosto de 1898, houve nova reunião, presidida por Gaspar de Castro. Dessa vez foi fundado o Club de Regatas Vasco da Gama, com um grupo formado então por 62 remadores, quase todos portugueses, na Rua da Saúde 293. Nesta ocasião, foi eleito presidente Francisco Gonçalves do Couto Junior, comerciante dos bairros da Saúde e Botafogo, com 41 votos. A ata de fundação registrava:

A 21 de agosto de 1898, um grupo de 63 rapazes, imigrantes portugueses e luso-descendentes, reuniu-se numa sala da Sociedade Dramática Filhos de Talma, localizado no bairro da Saúde, e fundou um clube de remo.[2][3] O nome escolhido foi Club de Regatas Vasco da Gama, pois naquele ano eram comemorados os 400 anos da viagem do célebre almirante à Índia.[2][3][4]

Início no remo[editar | editar código-fonte]

Com dois meses de existência o clube já contava com trezentos sócios, o suficiente para solicitar disputa nos campeonatos de remo. Assim, no dia 7 de novembro, o Vasco solicitava a sua inscrição oficial na União de Regatas Fluminense e, ao mesmo tempo, apresentava as cores do seu uniforme: camisa preta cruzada por uma faixa branca e a Cruz de Cristo sobre o coração.[5] A Cruz, a mesma que levou a bênção cristã aos povos da Índia, a faixa branca simbolizando o estandarte que Vasco da Gama recebeu de D. Manuel, o Venturoso, e a camisa negra representando os mares obscuros navegados pelas caravelas do navegador.

Já filiado à União de Regatas, a estreia do Vasco em competições oficiais ocorreu a 4 de junho de 1899, na enseada de Botafogo. Ali, a baleeira "Volúvel", de seis remos, venceu o primeiro páreo na categoria júnior, a primeira vitória do Vasco no remo.[2] Em 24 de novembro de 1905, o clube conquistou o primeiro Campeonato Carioca de Remo, numa competição que contou com o presidente Rodrigues Alves entre os assistentes. Já no ano seguinte o Vasco sagrou-se bicampeão.[2] Até 2012, o clube venceu o campeonato de remo um total de 46 vezes.[6]

A estrutura dos clubes desportivos brasileiros da época se caracteriza pelo elitismo, uma vez que seus sócios eram geralmente oriundos da elite da zona sul carioca. O Vasco da Gama diferenciava-se destes clubes porque sua base era em grande parte formada por comerciantes e assalariados portugueses.[3] Nesse contexto, é também destacável que em 1904 os sócios do Vasco, numa atitude inédita até então, elegeram um mulato para a presidência, Cândido José de Araújo, que foi reeleito para o cargo em 1905.[2][3] Foi durante a presidência de Araújo que o clube conquistou seu primeiro campeonato de remo.[2]

O Vasco, para iniciar nas competições, comprou três barcos: Zoca, canoa de quatro remos; Vaidosa, baleeira de quatro remos; e Volúvel, baleeira de seis remos.[7] Todas em madeira de cedro, ficavam guardadas numa garagem localizada na Travessa Maia, que mais tarde seria extinta dando lugar à Avenida Rio Branco. A estréia oficial em competições aconteceu no dia 13 de novembro de 1898.

A primeira vitória viria no ano seguinte, no dia 4 de junho de 1899, com Volúvel, na classe Novos, no páreo denominado Vasco da Gama, em homenagem ao clube. A guarnição vencedora era formada por Adriano Vieira (patrão), José Freitas, José Cunha, José Pereira, Joaquim Campos, Antônio Frazão e Carlos Rodrigues.[8]

No mesmo ano o clube quase acabaria fechando devida a uma polêmica levantada pelo presidente Francisco Gonçalves do Couto Junior, que pretendia levar a sede para a Praia de Botafogo. Gonçalves acabaria renunciando e fundando o clube Clube de Regatas Guanabara, levando para este a maioria dos associados vascaínos.[9] Francisco Gonçalves, contudo, acabaria voltando a presidência do Vasco em 1901.

O ano de 1900 foi um marco na histórica rivalidade com o Flamengo. No primeiro páreo da história do remo brasileiro, chamado 'Club de Regatas Flamengo', a embarcação vascaína Visão foi a vencedora.[10] Ainda nesse ano houve a mudança para a primeira sede própria: um barracão na Ilha das Moças.

No dia 18 de maio de 1902, uma tragédia: a baleeira Vascaína, de doze remos, comprada em 1900, que rumava a Icaraí, virou devido a uma forte ventania, morrendo afogados três remadores. Outros nove foram salvos pelos pescadores José Joaquim de Aguiar Moreno, Antônio Silveira e o menino Martins de Barros, todos condecorados por bravura, pelo representante do rei de Portugal, D. Carlos. Todos eles ganharam títulos de sócios honorários do clube. Faleceram os remadores Luís Ferreira de Carvalho, Teodorico Lopes, José Pinto e Lourenço Seguro, os dois primeiros comerciários e os últimos comerciantes.[7]

Desde o início, o Vasco se afirmou como um clube que romperia com a herança racista herdada dos tempos da escravidão. Já em 1904, os sócios do clube, numa atitude inédita até então nos clubes esportivos brasileiros, elegeram um mulato para a presidência, Cândido José de Araújo, que foi reeleito para o cargo em 1905.[11]

O primeiro título no Remo[editar | editar código-fonte]

Público assiste ao Campeonato de Remo de 1905 na Praia de Botafogo.

Em 1905 o Vasco ganha seu primeiro campeonato de remo. O título inédito veio com cinco vitórias e dois segundo lugares, com os barcos Procellaria (três vitórias), Açor (uma vitória), Voga (uma vitória), Gladiador (uma segundo lugar) e Albatroz (um segundo lugar).[12] O troféu foi dado pelo Presidente da República da época, Rodrigues Alves.[12]

O jornal Gazeta de Notícias assim noticia o evento:

Os páreos disputados pelos barcos vascaínos foram os seguintes:

Páreos Tipo Categoria Distância Barco Posição
1º Páreo - Club de Regatas Botafogo Yoles a 2 remos Seniores 1000m Gladiador
4º Páreo - C. F. C. Jardim Botânico Yoles a 4 remos Seniores 2000m Albatroz
5º Páreo - Club de Regatas do Flamengo Yoles a 8 remos Juniores 2000m Procellaria
7º Páreo - Club de Regatas Boqueirão do Passeio Canoas a 2 remos Seniores 1000m Voga
8º Páreo - Campeonato de Remo do Rio de Janeiro Yoles a 8 remos Veteranos 2000m Procellaria
10º Páreo - Dr. Francisco Pereira Passos Yoles a 4 remos Juniores 1000m Açor
11º Páreo - Club de Regatas Vasco da Gama Yoles a 8 remos Seniores 2000m Procellaria

O clube ainda obteria o bicampeonato vencendo novamente o campeonato de remo em 1906. Já durante a década de 1910 o clube alcançaria o tricampeonato carioca nos anos de 1912, 1913 e 1914 e, posteriormente, o campeonato carioca de 1919. Com isso o Vasco iniciaria uma hegemonia centenária no remo carioca, tendo só sido batido como o maior campeão estadual uma vez em 110 anos.[13]

Ampliação[editar | editar código-fonte]

Na década de 1910, o Vasco começa a ampliar suas atividades e passa a disputar campeonatos de tiro esportivo. Nessa modalidade viria a conquistar diversos títulos durante toda a década.

Inícios no futebol[editar | editar código-fonte]

Foto de um dos primeiros times de futebol do Vasco.

Na mesma década, o futebol começa a se popularizar na cidade do Rio de Janeiro e, em 1913, o Botafogo, que inaugurava o seu campo de General Severiano, trouxe como convidado o combinado português formado por jogadores dos clubes portugueses, Sporting Clube de Lisboa e Sport Clube Império, numa partida em que os visitantes ganharam por 1 a 0.[2][3][4]

A decisão de incorporar o futebol como esporte do clube esteve relacionada a essa chegada ao Rio, desses times de Lisboa. A vitória impulsou a colônia lusitana da cidade a fundar clubes dedicados ao futebol, como o Centro Português de Desportos, o Luso e o Lusitânia Futebol Clube.[3]

O Lusitânia era um clube restritivo, que só aceitava portugueses como sócios, o que o impedia de ser incorporado à Liga Metropolitana de Sports Athléticos.[3] O Vasco, por outro lado, aceitava tanto portugueses como brasileiros como sócios. Um acordo entre os clubes celebrado a 26 de novembro de 1915 levou à incorporação do Lusitânia pelo Vasco, dando origem ao departamento de futebol do Vasco da Gama, apesar da oposição dos remadores vascaínos.[2][3] O Vasco estreiou a 3 de maio de 1916, na terceira divisão, perdendo por 10 a 1 contra o Paladino Foot-Ball Club.[2][3][14]

Para se filiar à liga esportiva, o clube teve que fazer uma coleta entre seus associados para conseguir os 500 mil-réis necessários para se tornar membro da LMSA.[14]

Itália e Fausto, destaques em São Januário.

O Vasco incorporava aos seus quadros jogadores de qualquer origem étnica, com a condição que soubessem jogar futebol.[3][4] Em 1922, o Vasco conseguiu o primeiro título ao ganhar a série B da Primeira Divisão, o que lhe abriu a possibilidade de jogar na Primeira Divisão da Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT).[2] A campanha do clube foi excelente, com onze vitórias, dois empates e uma derrota, sagrando-se assim campeão do Campeonato Carioca de Futebol de 1923 no seu ano de estreia.[2] O time vascaíno era composto por jogadores de várias origens, como negros, mulatos, portugueses e brancos pobres da classe operária.[2][3] Apesar de haver outros times com jogadores destas características (por exemplo o Bangu), essa era a primeira vez que os times mais elitistas da cidade eram incomodados por um time da periferia.[3] De fato, a equipe campeã de 1923 era integrada por vários jogadores negros, como o chofer de táxi Nelson da Conceição, o estivador Nicolino, o pintor de parede Ceci e o motorista de caminhão Bolão, além de quatro brancos analfabetos.[15]

Os clubes da "elite" não suportaram ver seus times sendo derrotados por um time formado por negros e pobres, e que nem estádio possuía. Vieram as acusações de falta de profissionalismo e a alegação de que analfabetos não poderiam atuar. Assim, o Vasco pagava a professores para ensinar seus jogadores a assinar a súmula das partidas.

Paschoal, atacante do Vasco entre 1922 e 1932.

Mesmo lutando contra os clubes unidos contra ele, o Vasco venceu o América e o Fluminense, conquistando o campeonato, em seu ano de estreia na primeira divisão, no dia 12 de agosto de 1923, deixando o Clube de Regatas Flamengo, na segunda colocação, o que acabou marcando significativamente a história do clube, do Rio de Janeiro e do Brasil, por ser o primeiro do Clube em uma campanha com integrantes afro-descendentes, pobres e operários a ser campeão. Rui Proença, português de nascimento e radicado no Rio, identifica o fato como uma verdadeira revolução, enfatizando os preconceitos e dificuldades inicialmente encontrados pelo Vasco, associando-se ao fato de o Flamengo, o Fluminense e o Botafogo não permitirem a entrada de negros em seus clubes. O autor conclui que o clube representaria o congraçamento entre negros e portugueses, grupos discriminados que, unidos, fizeram o Vasco.[16]

As derrotas sofridas para o Vasco ao longo da competição eram inadmissíveis para os adversários, que logo começaram a alegar que o quadro de atletas cruzmaltinos era formado por pessoas de "profissão duvidosa" e que o clube não possuía um estádio a fim de excluí-lo do campeonato. Na época o campinho do Vasco, localizado à rua Moraes e Silva, 261, na Tijuca, só servia para treinos.

Os camisas pretas - apelidado dado aos jogadores vascaínos por causa do seu uniforme - foram ganhando partida por partida, sempre virando o placar no segundo tempo, devido ao ótimo preparo físico dos jogadores, até ganhar o campeonato.

Após a tentativa fracassada de ver o Vasco da Gama fora da competição em 1923, os clubes da zona sul (área de elite da cidade do Rio de Janeiro), Botafogo, Flamengo, Fluminense e alguns outros clubes encontraram a solução para se verem livres dos vascaínos no ano seguinte. Assim, se uniram, abandonaram a Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT) e fundaram a Associação Metropolitana de Esportes Atléticos (AMEA), deixando de fora o Vasco, que só poderia se filiar à nova entidade caso dispensasse doze de seus atletas (todos negros) sob a acusação de que teriam "profissão duvidosa". Diante da situação imposta, em 1924, o presidente do Club de Regatas Vasco da Gama, José Augusto Prestes, enviou uma carta à AMEA, que veio a ser conhecida como a "resposta histórica", recusando-se a se submeter à condição imposta e desistindo de filiar-se à AMEA. A carta entrou para a história como marco da luta contra o racismo no futebol.

Elenco vascaíno em comemoração a inclusão do clube na AMEA em 1927. As bandeiras são dos dez times filiados a federação na época.

Desta forma em 1924 foram disputados dois campeonatos em paralelo, sendo o da LMDT vencido de forma invicta pelo Vasco, conquistando assim o bicampeonato estadual.

No ano seguinte, o clube venceu as resistências da AMEA, conseguiu integrar-se à entidade e voltou a disputar o campeonato contra os grandes times sob a condição de disputar seus jogos no campo do Andarahy. Apesar disso, o Vasco decidiu construir o seu próprio estádio, para acabar com qualquer exigência. O local escolhido para a construção foi a chácara de São Januário, que fora um presente de Dom Pedro I à Marquesa de Santos.

1929: Tinoco, Brilhante, Itália, Jaguaré, Fausto e Mola; Paschoal, Oitenta-e-Quatro, Russinho, Mário Mattos e Santana

Em 1926 o Clube conquista seu primeiro Torneios Início do Rio de Janeiro e repetindo o feito em 1929.

Em 21 de abril de 1927, o Vasco da Gama inaugurava o Estádio de São Januário e até 1930, quando da inauguração do Estádio Centenário em Montevidéu (para a primeira Copa do Mundo), era o maior das Américas. Até 1940, quando da inauguração do Pacaembu em São Paulo, o estádio era o maior do Brasil, e até 1950, na inauguração do Maracanã, era o maior do Rio de Janeiro. O estádio foi construído em dez meses e com dinheiro arrecadado através da 'Campanha dos dez mil' que recebia donativos de torcedores de toda a cidade. Dois anos depois seria inaugurada a sua iluminação, passando a ser o único clube do país com um estádio em condições de sediar jogos noturnos.

Em 1929 além do Torneio Início, o Vasco ganha seu terceiro Campeonato Carioca de Futebol em 7 anos de elite.

Os anos 1930[editar | editar código-fonte]

No primeiro Campeonato Carioca de Futebol da decáda, o Vasco acabou sendo tirado da disputa pelo título num jogo contra o Syrio Libanez, do zagueiro Aragão, que usou uma chuteira com chapas de aço no bico. Apesar do fato ter sido descoberto, o jogo não foi impugnado e os camisas pretas ficaram de fora da disputa pela taça.

1934: Baianinho, Mola, Gradim, Carreiro, Russinho, Jucá, Gringo, Quarenta, Almir e Rei; Orlando, Tinoco, Fausto, Lino, Itália, Leônidas e Domingos da Guia.

Para compensar os vascaínos, naquele ano o time impôs a maior goleada já sofrida pelo Fluminense: 6 a 0.

Em 1931, novamente o clube chegou perto do título. Na última rodada, com um ponto de vantagem sobre o América, o time perdeu de 3 a 0 para o Botafogo, enquanto o América vencia por 3 a 1 o Bonsucesso, garantindo a taça. Neste campeonato, mais uma goleada histórica: 7x0 sobre o rival Flamengo, maior derrota que o clube rubro-negro já sofreu em sua história.

Depois do campeonato, o Vasco se tornou o segundo time brasileiro a ser convidado para uma excursão internacional (o Paulistano foi o primeiro). Os países eram Espanha e Portugal. Foram 12 partidas, oito vitórias, um empate e três derrotas, sendo marcados 45 gols pró e 18 contra.

As conseqüências da bela exibição vieram logo após: Fausto e Jaguaré foram contratados pelo Barcelona, um dos times que jogaram contra o Vasco.

1938: Poroto, Rei, Zé Luiz, Calocero, Rapha e Zarzur; Lindo, Alfredo I, Niginho, Feitiço e Luna.

Em 1933, uma velha polêmica voltava a se acender no país: a discussão sobre o profissionalismo do esporte. A Confederação Brasileira de Desportos (CBD), atual CBF), defendia o amadorismo, enquanto a maioria dos clubes insistia na profissionalização. Por causa dessas divergências, foi criada a Liga Carioca de Futebol. A única exceção entre os grandes foi o Botafogo, que decidiu continuar na AMEA. No mesmo ano Vasco e América realizaram a primeira partida profissional do Estado do Rio de Janeiro e a segunda do país, com vitória vascaína por 2 a 1.[18] O autor do primeiro gol profissional do estado foi marcado por Francisco de Souza Ferreira, mais conhecido como Gradim, que mais tarde viria a ser técnico do Vasco e também o responsável pela vinda de Roberto Dinamite, maior ídolo vascaíno, as categorias de base do clube.

Em 1934, o Vasco, com um elenco cheio de craques, como Leônidas da Silva, Domingos da Guia, Fausto (voltando do Barcelona), Itália e outros, ganhou novamente o carioca. O fato de maior importância naquele ano, porém, foi outro.

Por causa de uma briga com o Flamengo, o Vasco abandonou a liga e criou com o Botafogo a Federação Metropolitana de Desportos (FMD). Ironia que, o time que tanta lutara para a profissionalização do esporte, mudasse de lado e apoiasse a nova liga, que era filiada à CBD, defendedora do amadorismo.

A reconciliação entre os clubes cariocas só ocorreria em 1937 quando, graças a iniciativa de Pedro Pereira Novaes e Pedro Magalhães Corrêa, respectivamente presidentes de Vasco e América, foi criada a Liga de Football do Rio de Janeiro, unindo todos os clubes cariocas. Para comemorar o fato, os dois times se enfrentaram dentro de campo no dia 31 de Julho, com renda recorde. Por esse fato o jogo entre os dois passou a ser chamado de "Clássico da Paz".

Era Vargas e o Expresso da Vitória[editar | editar código-fonte]

Durante a gestão do presidente Getúlio Vargas, o mesmo costumava realizar no Estádio de São Januário, então o maior do Rio de Janeiro, seus principais discursos.

Expresso da Vitória campeão invicto sobre o River Plate, tornando-se o primeiro campeão da América do Sul.

No ano de 1940, o Vasco conquistou a Taça Luís Aranha, disputada com o San Lorenzo e o Independiente, ambos da Argentina. Depois desse título, o time passou um considerável tempo sem conquistar nada, até a formação de um grande time: o "Expresso da Vitória", uma equipe quase imbatível na época. Tamanho foi seu sucesso, que o Vasco utilizou um time B, chamado Expressinho, para excursionar pelo Brasil. O apelido teria surgido em um programa de calouros da Rádio Nacional, onde um calouro dedicou sua música ao clube e o chamou por esse apelido.

O Expresso começou a se formar quando a diretoria contratou o técnico uruguaio Ondino Vieira para acabar com o jejum de títulos. Vieira chamou para o elenco vascaíno jovens e desconhecidos jogadores, como Augusto, Eli, Danilo, Ademir, Lelé, Isaías e Jair. Com esses, foi formado a base do Expresso.

O Vasco então voltou a conseguir resultados expressivos. Em 1944 venceu o Torneio Relâmpago superando os cinco grandes da época (Flamengo, Fluminense, América e Botafogo). Em seguida, ganhou o Torneio Municipal, contra os mesmo clubes e outros do Rio de Janeiro.

No Carioca do ano seguinte, um verdadeiro show. Diversas goleadas (como os 9 a 0 no Bonsucesso, maior goleada do campeonato) e um empate em 2 a 2 com o Flamengo foram suficientes para o título invicto.

Em 1946, uma grave perda: Ademir ira para o Fluminense. E como Gentil Cardoso, técnico tricolor falara, "Dêem-me Ademir que lhes dou o campeonato", o Fluminense realmente ficou com o Carioca daquele ano. Para compensar os vascaínos, o clube conquistou novamente o Torneio Relâmpago e o Torneio Municipal.

Em 1947, o Vasco formou um ataque de espantar: Djalma, Maneca, Friaça, Lelé e Chico. Foram 40 gols em apenas 10 partidas, e 68 no total, em vinte partidas. O time também impôs a maior goleada da fase profissional do futebol carioca: 14 a 1 no Canto do Rio. O Vasco ficou então novamente o título invicto, sete pontos à frente do segundo colocado, o Botafogo.

Troféu do Campeonato Sul-Americano de Campeões (no centro) conquistado em 1948.

Em 1948, Ademir voltava ao time. Neste ano o Vasco foi convidado a participar, como campeão estadual, do Campeonato Sul-Americano de Campeões. Além do Vasco, estavam lá grandes potências da época, como o temido River Plate de Di Stéfano, apelidado na Argentina de La Maquina (A Máquina) e favorito ao título, além de Nacional do Uruguai e Colo-Colo do Chile.

Depois de quatro vitórias e um empate, o último jogo seria contra o River Plate. Um empate bastaria para o Vasco, que não tinha Ademir, que se machucara no primeiro jogo do torneio. Foi uma partida nervosa. O goleiro Barbosa brilhou mais uma vez, defendendo um pênalti do argentino Labruna no final da partida. O juiz ainda anulou no primeio tempo um gol legítimo vascaíno. Partida terminada, o Vasco empatava em 0 a 0 e era campeão Sul-Americano, o maior título do clube até a conquista da Libertadores em 1998.

Em 1949, mais um ano de alegrias. Heleno de Freitas vinha para o ataque vascaíno, que produziu várias goleadas no estadual. Foram 84 gols em vinte partidas, um recorde para a época. O grande rival Flamengo, que desde 1944 não ganhava do Vasco, voltou a sofrer com o time da colina. Em plena Gávea os rubro negros fizeram 2 a 0 e já davam como certa a vitória. O Vasco, porém, voltou arrasador no segundo tempo e virou o placar para 5 a 2.

No final, mais um título invicto, o quarto do Vasco.

A tragédia de 50 e o desmanche do Expresso[editar | editar código-fonte]

Em 1950, ano de Copa do Mundo, o Brasil se preparava para um esperado primeiro título mundial. O Vasco tinha ampla presença na seleção, a começar pelo técnico brasileiro: Flávio Costa, também técnico vascaíno. Do time titular, cinco jogavam no Vasco: Barbosa, Augusto, Danilo, Chico e Ademir. O fato acabou rendendo muitas críticas a Flávio Costa, que foi acusado de favorecer os jogadores do Vasco em detrimento dos demais na escalação da seleção.

Contudo, a 16 de Julho, era o Uruguai a tornar-se campeão. Um silêncio tumular se abatia sobre o Maracanã. Mais tarde, um jogador vascaíno acabou virando o bode expiatório da derrota: o goleiro Barbosa. Tendo falhado no primeiro gol (umas das poucas falhas graves de sua carreira) e, acredita-se, principalmente pelo fato de ser negro, Barbosa acabou sendo apontando pelo povo e pela crítica como o principal culpado pelo resultado.

Mas Barbosa, mesmo abatido, continuou. E levou o Vasco a mais um título carioca em 50. Logo na estréia, um 6 a 0 sobre o São Cristóvão. Mais algumas goleadas, como o 7 a 2 no Bonsucesso e o 7 a 0 no Canto do Rio, e na final, contra o América, uma vitória de 2 a 1 e o troféu para casa.

Em 1951 o Expresso começou a dar sinais de cansaço. O time não passou de um sétimo lugar no Torneio Rio-São Paulo e de um quinto no Carioca.

No ano seguinte deu-se a volta por cima. Com o técnico Gentil Cardoso, o Vasco chegou ao vice no Rio-São Paulo e venceu novamente o Carioca por antecipação, derrotando o Bangu por 2 a 1. Nessa partida estreou o sucessor de Ademir no ataque: Vavá, que ficaria conhecido como o Leão da Copa em 1962.

Terminava assim o Expresso da Vitória, até hoje considerado o maior elenco da história vascaína.

Mais conquistas pós-Expresso da Vitória[editar | editar código-fonte]

Em 1953, era hora de renovação, e craques como Vavá (desde 1952), Bellini, Sabará e Pinga foram incorporados ao elenco vencedor. O ano não poderia começar melhor, com a conquista invicta do Quadrangular Internacional do Rio de Janeiro, onde no último jogo golearam pelo placar de 5 a 2 o grande rival Flamengo dando ao Vasco mais um título Sul-Americano. Em abril, o Gigante da Colina conquista seu terceiro torneio internacional invicto, o Torneio Internacional de Santiago, vencendo o time colombiano Milionários por 2 a 1 e o chileno Colo-Colo por 2 a 0. E em julho veio mais um título internacional invicto, a Copa Internacional Rivadávia, que foi disputada entre 7 de junho e 4 de julho em São Paulo e no Rio de Janeiro, competição que sucedeu a Copa Rio Internacional de Clubes de 1952, que ganhou novo nome (Torneio Octogonal Rivadavia Corrêa Meyer), em homenagem ao presidente da Confederação Brasileira de Desportos, e que teve o Gigante da Colina novamente campeão internacional. Tal era a importância da competição, que ela foi organizada em caráter oficial pela CBD, como o apoio do dirigente da FIFA Ottorino Barassi,[19][20] foi tratada na Europa como sendo uma edição da Copa Rio Internacional,[21][22][23][24][25][26] e almejada pelos 4 grandes clubes cariocas.[27][28][29] No Torneio Internacional de Paris de 1957, o Vasco entrou para a História como o primeiro e único clube não-europeu a derrotar um campeão da Copa dos Campeões da UEFA[30] teve uma Comissão Técnica, os árbitros eram todos do quadro da FIFA, e os 4 grandes clubes cariocas tentaram participar da mesma: Vasco e Botafogo se classificaram à competição através de suas posições no Torneio Rio-São Paulo de 1953,e quando o Nacional de Montevidéu (Uruguai) anunciou que não viria mais participar (em virtude de uma proibição da Associação Uruguaia de Futebol, forçada a isso pelos clubes pequenos do Uruguai e contra a vontade do Nacional de Montevidéu),[31] Flamengo e Fluminense solicitaram a vaga à CBD, que em reunião, decidiu dar vaga ao Fluminense, o que gerou protesto do Flamengo.[32][33][34] Assim, em 1953, o Vasco da Gama já havia conquistado dois títulos Sul-Americanos e um Mundial em 1953.

Em 1956, veio então o Campeonato Carioca, e o time vascaíno vinha motivado a não dar o prazer ao grande rival Flamengo de conseguir o inédito tetra. Na penúltima rodada, um jogo crucial contra o Bangu, que contava com Zizinho entre suas estrelas. O jogador, porém, foi expulso por ofensas ao juiz, e o Vasco ganhou o jogo por 2 a 1. Na última rodada bastou um empate com o Olaria para garantir o título.

Em 14 de junho de 1957, o Vasco da Gama escreveu uma página inesquecível em sua história: a equipe de São Januário voltou a abrir novos caminhos ao derrotar o Real Madrid, por 4 a 3 na final e levantou a taça da primeira edição do Torneio Internacional de Paris (França), com uma apresentação perante o Real Madrid com a qual o Vasco encantou o público e imprensa franceses[35][36][37] e prestigiou a si e ao futebol brasileiro perante o público europeu.[38] Os gols foram marcados por Válter, Vavá, Livinho e Sabará. Di Stefano, Mateos e Kopa fizeram para o Real. O Real Madrid era considerado simplesmente o melhor time do mundo por ter vencido as duas edições da Liga dos Campeões da UEFA que já haviam ocorrido (1955/1956 e 1956/1957). Uma máquina, que tinha o "péssimo" hábito de golear seus adversários. Se a defesa era uma muralha, o ataque era avassalador, com destaque para o francês Raymond Kopa, o espanhol Paco Gento e sobretudo para o hispano-argentino Alfredo Di Stéfano. Não era à toa que o Real, bicampeão europeu àquela altura, seguiria vencendo a Copa dos Campeões europeus seguidamente até 1960. Vale a pena reler o que escreveu no dia seguinte Jacques Ferran no jornal L'Équipe:

"E então, bruscamente o Real desapareceu literalmente. Seriam as camisas de um vermelho pálido ou os calções de um azul triste que enfraqueciam a soberba equipe espanhola? Não; é que, antes, apareceram subitamente do outro lado os corpos maravilhosos, apertados nas camisas brancas com a faixa preta, de onze atletas de futebol, de onze diabos negros que tomaram conta da bola e não a largaram mais.

Durante a meia hora seguinte a impressão incrível, prodigiosa, que se teve é que o grande Real Madrid campeão da Europa, o intocável Real vencedor de todas as constelações europeias estava aprendendo a jogar futebol".

Orlando Peçanha (no centro), zagueiro vascaíno, atuando pela Seleção Brasileira na Copa do Mundo em 1958.

Com a vitória sobre o Real Madrid no Torneio de Paris de 1957, o Vasco voltava novamente a demonstrar seu pioneirismo, que já havia demonstrado ao se tornar o primeiro campeão sul-americano em 1948: na final do Torneio de Paris em 1957, o Vasco se tornou o primeiro clube não-europeu a derrotar um campeão continental europeu (campeão da Copa dos Campeões da Europa), e único não-europeu a ter alcançado tal feito antes da realização da edição inaugural da Copa Intercontinental (1960), competição cuja criação foi anunciada em 08 de outubro de 1958 e que a partir de 1960 seria realizada como o título intercontinental europeu-sul-americano de clubes.[39][40][41] Além disso, a vitória do Vasco no Torneio de Paris de 1957 representou o primeiro título do futebol brasileiro (incluindo clubes e Seleção) em solo europeu.[42] Tal era a importância do Torneio de Paris à época, que foi o único torneio intercontinental (com clubes de mais de um continentes) do qual o Real Madrid aceitou participar desde que se tornou campeão europeu (13/06/1956) até a 1ª disputa da Copa Intercontinental (03/07/1960),[39][43] e o Real só não disputou a edição de 1958 do Torneio de Paris (21-23/05/1958) para poder se preparar para final da Copa dos Campeões da Europa daquele ano, que seria cinco dias depois (28/05/1958).[44][45] Durante todo o reinado do Real Madrid como campeão europeu, de 13/06/1956 a 1960, nenhuma outra equipe não-européia além do Vasco conseguiu derrotar o Real Madrid, nem mesmo o Santos de Pelé, derrotado pelo Real Madrid em 17/06/1959 por 5 a 3.[39]

Algumas fontes sustentam que Vasco da Gama e Flamengo participaram do Torneio de Paris de 1957 e 1958 como representantes do futebol sul-americano,[44][45][46] fato que, aliado à participação do Real Madrid (campeão europeu de 1955/1956 quando foi convidado ao torneio e que seria bicampeão 1955/56-1956/57 dez dias depois de ser convidado ao Torneio de Paris),[47][48] teria feito do Torneio de Paris de 1957 a primeira competição em que clubes teriam atuado como representantes de seus continentes, não de seus países, antes mesmo da criação da Copa Intercontinental.

Ademais, a imprensa européia registrou que a derrota do Real Madrid para o Vasco elevava o nome do futebol brasileiro na Europa,[49] mostrava que "o Real Madrid não era invencível",[50] e que o Vasco, "que representava o futebol sul-americano"[51] naquele torneio, era uma prova de que o futuro do futebol não era a Europa mas sim a América do Sul.[51] As palavras da imprensa européia sobre aquela partida entre Vasco e Real Madrid foram proféticas: 8 meses depois, em 15 de fevereiro de 1958, a imprensa espanhola já dava como certa a criação de um torneio sul-americano de clubes, semelhante ao existente na Europa,[52] em 08 de outubro de 1958, foi anunciada a criação da Copa Libertadores e da Copa Intercontinental.[53]

Em 1961, o torneio foi considerado pela imprensa francesa como um autêntico título intercontinental extra-oficial, em um ano em que a final do torneio teve similaridade à final vencida pelo Vasco em 1957 (em ambos os casos, 1957 e 1961, a final ocorreu entre o campeão europeu e a equipe considerada pela imprensa francesa como sendo a melhor da América do Sul).[54][54][55][56][57]

Ainda em 1957, o Vasco ganharia do FC Barcelona com uma goleada de 7 a 2 em pleno Camp Nou (sendo esta a maior goleada sofrida pelo FC Barcelona no Camp Nou),[58] o Torneio Triangular Internacional do Chile (Chile), o Torneio de Lima (Peru) e o Torneio Internacional Teresa Herrera (Espanha), invicto.

Em 1958 o Vasco tornava a vencer o Campeonato Carioca (especial naquele ano) tendo novamente o Flamengo como vice, e o Torneio Rio-São Paulo na última rodada, tendo como 2º colocado novamente o grande rival Flamengo.

Os difíceis anos 1960[editar | editar código-fonte]

Após o título de 1958, o Vasco voltaria a fazer boa campanha em 1962, no Carioca vencido pelo Botafogo que, por sinal, seria bi depois de três décadas. Depois o Gigante da Colina venceria a I Taça Guanabara, criada naquela temporada para indicar o representante do Estado da Guanabara para o Brasileirão da época - a Taça Brasil. No ano seguinte, o Almirante conquistou o Torneio Rio-São Paulo de 1966 no futebol, empatado com Botafogo, Santos e Corinthians. Os anos 1960 marcaram uma profunda crise financeira no clube, que culminou em 1969, com a cassação do seu presidente, Reynaldo Reis.

Anos 1970[editar | editar código-fonte]

Nesta década surgiu o ídolo Roberto Dinamite e se destacou também o goleiro argentino Andrada.

Nos anos 1970 o Vasco começou a se recuperar, ainda que de forma tímida, conquistando o campeonato estadual de 1970.

A maior conquista da época foi o brasileiro de 1974, com Roberto Dinamite sagrando-se artilheiro.

Conquistou ainda estadual de 1977, numa campanha memorável.

No entanto, perdeu as finais do estadual em 1978 e do brasileiro em 1979, no que viria ser um período de derrotas em finais. Em 1979 surgiu, no fim do ano, uma notícia triste: Roberto Dinamite estava sendo transferido para o FC Barcelona.

A política do clube tornou-se movimentada. Com o desgaste natural pelos vários anos de mandato e as seguidas derrotas em finais de campeonatos, especialmente para o rival, o presidente Agathyrno da Silva Gomes foi derrotado pela chapa de Alberto Pires Ribeiro, que contava com uma união de grandes nomes do Vasco, nas eleições de 1979.

Anos 1980[editar | editar código-fonte]

O Vasco começou mal, perdendo o Campeonato Carioca de 1980 para o Fluminense. O fato de maior importância naquele ano, entretanto, seria a volta de Roberto Dinamite.

Roberto não havia se adaptado ao Barcelona, tendo feito apenas três gols em oito jogos, acabando na reserva do time catalão. Insatisfeito, tinha planos de voltar para o Brasil. O Flamengo então armou um grande esquema para contratar o maior ídolo vascaíno. A torcida cruzmaltina, como era de se esperar, não admitiu o fato, principalmente depois que a Rede Globo criou uma vinheta em que Roberto tabelava com Zico. O Vasco foi à sua procura, e o artilheiro acabou por retornar ao clube no qual tivera tantas alegrias.

E a reestreia foi especial. Em um Vasco vs. Corinthians com torcedores rubro-negros unidos a corintianos (já que era rodada dupla no Maracanã, com o Flamengo fazendo a preliminar contra o Bangu), no que foi chamada a Fla-Fiel (em referência à Gaviões da Fiel, torcida do Corinthians), Roberto fez os cinco gols vascaínos e comandou a vitória cruzmaltina por 5 a 2. Todos os gols de bola rolando.

Apesar da volta de Roberto, o Vasco não passou para as semifinais do torneio, ficando em oitavo lugar naquele Brasileiro.

Em 1981, mais uma derrota no Carioca. Foi uma derrota polêmica em virtude dos acontecimentos lamentáveis ocorridos no fim da decisão. Por sinal, de acordo com o regulamento, o Vasco necessitava ganhar três partidas seguidas para ser campeão. Ganhou as duas primeiras, mas na última, quando estava perdendo de 2 a 1, um torcedor do Flamengo entrou em campo, pelo seu vestiário, e tumultuou o jogo num momento de reação vascaína. O episódio ficou conhecido como "caso do ladrilheiro", pois o torcedor assim se identificou.

No Brasileiro daquele ano o Vasco ficou em quinto lugar. Um mês depois, o time conquistaria o Torneio João Havelange, após vencer Flamengo, Democrata (MG), Rio Branco e Colatina, ambos do Espírito Santo.

Em 1982 o Vasco voltaria a vencer o campeonato estadual. Neste campeonato Roberto faria seu gol de número 500 na carreira, dedicando a Gradim, seu "descobridor", a Célio de Souza, seu treinador quando era juvenil, e a Eurico Miranda, o responsável pelo seu retorno ao Vasco.

O Vasco chegou ao triangular final do torneio contra América e Flamengo, campeões do segundo e do primeiro turno, respectivamente. O Vasco chegou à final por ter o maior número de pontos nos dois turnos. Antes da final, o técnico Antônio Lopes tirou cinco titulares do time, alegando falta de empenho.

Depois de uma vitória de 1 a 0 sobre os americanos, era hora da final contra os arqui-rivais e da revanche de 81. No segundo tempo de jogo Pedrinho Gaúcho cobrou escanteio e Marquinho tocou levemente na bola, marcando o gol que daria o título ao Vasco. O árbitro considerou, no entanto, gol olímpico de Pedrinho Gaúcho.

Em 1983, um sexto lugar no Campeonato Brasileiro e uma sétima posição no Campeonato Carioca, a pior colocação vascaína na história até então.

Em 1984, após uma brilhante campanha, veio a perda do título do Brasileiro para o Fluminense. No Estadual, depois de vencer a Taça Rio (segundo turno do campeonato), o time acabou ficando apenas em terceiro lugar.

Com o vice-campeonato do Brasileiro, o Vasco voltou a disputar a Libertadores no ano seguinte. Mas por pouco tempo: foi eliminado logo na primeira fase. No Brasileiro, uma décima primeira posição. No final do ano, porém, uma alegria: Romário estreava no time principal, formando o ataque com Roberto.

Em 1986 o Vasco voltava a conquistar a Taça Guanabara, vencendo o Flamengo por 2 a 0, com dois gols de Romário. O turno seguinte e o campeonato, porém, acabariam ficando com o arqui-rival.

Em 1987 a equipe vence o campeonato estadual com uma campanha brilhante, fazendo os três artilheiros da competição (Romário, Roberto Dinamite e Tita, respectivamente). A final foi contra o rival Flamengo, e o Vasco venceu por 1 a 0, com gol de Tita, ex-jogador do adversário.

Em 1988 o Vasco estreou o Campeonato Carioca com uma derrota para o Flamengo por 1 a 0, gol de Bebeto, num jogo que foi finalizado bem mais cedo devido à falta de energia elétrica e o não-funcionamento dos refletores do Maracanã. E mais tarde o rubro-negro conquistaria a Taça Guanabara, e devido ao bom desempenho do Flamengo durante o turno, parecia claro que seria a equipe de Zico a campeã carioca.

Porém, no segundo turno, o Vasco derrotou o arqui-rival por 1 a 0, gol de Henrique, e a partir de então começou a crescer e mostrar que não era um simples concorrente ao título, e mais tarde derrotaria o Fluminense na decisão da Taça Rio e conquistaria a mesma. Ao encontrar o Flamengo no Terceiro Turno (uma espécie de semifinal), novamente o superou, vencendo-o por 3 a 1, gols de Vivinho (1) e do jovem estreante Sorato (2), com Andrade diminuindo para o Flamengo. Na decisão do campeonato, o Vasco não deixou mais qualquer dúvida sobre sua superioridade. No primeiro jogo venceu o Flamengo por 2 a 1 de virada (Bismarck e Romário, e Bebeto para o Flamengo). No dia da grande decisão, o zagueiro vascaíno Fernando disse de antemão que o fato de o Flamengo haver feito um gol na partida anterior não iria se repetir, e foi consumado: Após quase todo o tempo regulamentar sem gols, o jogador Cocada entrou aos 41 minutos e aos 44 marca o gol da vitória definitiva do Vasco, que apenas jogava pelo empate. Após o gol, Cocada levou cartão vermelho por comemorar o gol tirando sua camisa e Romário e Renato Gaúcho também foram expulsos. E o Vasco conquistou em festa o bicampeonato carioca, e totalizou quatro vitórias sobre o Flamengo. O destaque do time foi o meia Geovani, o Pequeno Príncipe Vascaíno (esportista do ano pela revista Placar).

No mesmo ano, fez uma excelente campanha no Campeonato Brasileiro, quando fez um total de pontos bem superior ao do clube campeão, o Bahia. Além disso conseguiu uma série de 5 vitórias consecutivas sobre o rival Flamengo (1-0, 3-1, 2-1, 1-0, 1-0). Foram vitórias marcantes nesta competição as goleadas de 4 a 2 sobre a Portuguesa (onde o jogador Vivinho marcou um gol de placa, dando três lençóis seguidos sobre o jogador luso Capitão e finalizando de primeira para o gol), 4 a 0 sobre o Santos e 3 a 0 sobre o Botafogo, num jogo marcado pelo choro da menina gandula botafoguense Sonja.

Em 1989, na continuação do confuso Campeonato Brasileiro de 1988, a boa fase do Vasco teve fim ao ser eliminado pelo Fluminense no início da segunda fase. E após um campeonato estadual complicado (porém ajudando em muito o Botafogo ao impedir a conquista da Taça Rio pelo Flamengo, vencendo-o) o Vasco refez o elenco, contratando uma série de jogadores de destaque nacional, passando a ser conhecido como SeleVasco, pois o time era considerado como uma verdadeira seleção. O grande destaque foi o jogador Bebeto, contratado justamente ao grande rival, Flamengo. O Vasco foi campeão derrotando o São Paulo na final, em pleno Morumbi, por 1 a 0, gol de Sorato. Nessa partida cerca de vinte e cinco mil torcedores vascaínos estiveram no Morumbi.

Os esportes amadores foram relegados a um segundo plano no clube, e muitos atletas acabaram por se transferir para outros clubes, buscando por melhores condições, e o clube não buscava mantê-los. O remo só conquistou o estadual em 1982 e o Troféu Brasil em 1987. Já o basquete se manteve com algum destaque a nível estadual, conquistando os estaduais de 1981, 1983, 1987 e 1989, além do campeonato de campeões do Brasil em 1981. Outro esporte que conseguiu algum desenvolvimento nesse período foi o atletismo.

Anos 1990[editar | editar código-fonte]

Edmundo, denominado pela torcida vascaína como o "Animal". O atacante é um dos maiores ídolos da história do Vasco.

A década de 1990 no Vasco ficou marcada pela despedida dos campos do ídolo Roberto Dinamite em 1993, e a ascensão de novos ídolos como Edmundo (o Animal), Felipe, Pedrinho, Carlos Germano, Pimentel, Valdir Bigode e Juninho Pernambucano. Em 1992, o clube ganhava seu primeiro título que marcaria o início da conquista dos cariocas de 1992, 1993 e 1994 ganhando o seu primeiro tricampeonato Estadual, para depois conquistar o Campeonato Estadual em 1998. Ainda em 1997, que foi um ano brilhante de Edmundo, o Vasco conquistou o tricampeonato Brasileiro.

A 18 de Agosto de 1997 foi feito Membro-Honorário da Ordem do Mérito de Portugal.[59]

O clube completava, em 1998, 100 anos. O Centenário do clube foi o tema do carnaval da Unidos da Tijuca, que compôs um samba-enredo, imortalizado pelos torcedores vascaínos antes mesmo do desfile daquele ano e que, até os dias atuais, é entoado pela torcida vascaína. Porém, essa era apenas a primeira das muitas comemorações que viriam naquele ano. O clube ainda se tornaria o campeão do Campeonato Carioca e da Copa Libertadores da América, sendo esta última conquistada no dia 26 de agosto, apenas cinco dias após o aniversário do Clube.

Ao vencer a Copa Libertadores da América de 1998, o Vasco se tornou o primeiro, e até agora o único, clube carioca bicampeão sul-americano; o próprio Vasco venceria a Copa Mercosul em 2000, e outros clubes cariocas ganhariam outros títulos sul-americanos como a Copa Conmebol e a Copa Ouro Sul-Americana, porém o Vasco é até hoje o único clube carioca a ter vencido duas edições de competições sul-americanas principais (ou seja, competições disputadas com o objetivo de indicar o campeão da América do Sul): Campeonato Sul-Americano de Campeões de 1948 e Copa Libertadores de 1998.

A alegria do centenário só não foi completa por causa das perdas da Copa Intercontinental para o Real Madrid e da Copa Interamericana para o DC United.

No ano seguinte ao centenário, o Vasco conquistaria o tricampeonato do Torneio Rio-São Paulo, e chegava ao fim dos anos 1990 repleto de glórias. Qualificado pela seguidas conquistas nos anos de 1997, 1998 e 1999, o Vasco era o favorito ao título do Campeonato Carioca de Futebol de 1999. porém perdeu as finais do Campeonato para o arquirrival Flamengo, ocasião em que o árbitro Léo Feldman validou gol ilegal do jogador do Flamengo Fábio Baiano, que fez falta sobre o jogador Felipe (puxando-o pela camisa) antes de concluir ao gol.[60]

Na década, o Vasco contava com grandes craques. Além dos ídolos Carlos Germano, Mauro Galvão, Juninho Pernambucano, Felipe, Pedrinho, Edmundo e Romário, outras grandes contratações foram realizadas, como o lateral Jorginho, o zagueiro Júnior Baiano, os meias Ramon Menezes, Vágner e Juninho Paulista, e os atacantes Evair, Donizete, Luizão, Euller, Viola e Guilherme. Uma verdadeira Seleção.

Anos 2000, mais títulos importantes[editar | editar código-fonte]

Em 2000, o Vasco conquistou a Copa Mercosul numa final histórica contra o Palmeiras, quando virou um jogo perdido de 3 a 0 no primeiro tempo para 4 a 3, no que ficou conhecido como "a virada do século"; e levantou o Campeonato Brasileiro de 2000, em uma final tumultuada com o São Caetano. Quando na disputa da partida de volta em São Januário, parte do alambrado desabou no meio da etapa inicial - estava 0 a 0 -, depois de um tumulto na arquibancada que apresentava superlotação). Porém, após decisão do STJD pela realização de um novo jogo no Maracanã, o Gigante da Colina, que havia empatado em 1 a 1 a partida de ida, fez 3 a 1 nos paulistas e levantou seu quarto troféu da maior competição nacional do país.

O basquete voltaria a vencer a Liga Sul-Americana em 2000 e o Campeonato Nacional em 2000 e 2001.

Os anos seguintes foram de poucas alegrias para os vascaínos, com exceção de 2003, quando a equipe conquistou seu 22º título estadual ao bater o Fluminense na final. No Campeonato Brasileiro, porém, o time não tem conseguido fazer boas campanhas, chegando a ficar ameaçado de rebaixamento em 2004 e 2005. A exceção foi o ano de 2006, quando a equipe ficou em sexto lugar, a dois pontos de conquistar a vaga para a Taça Libertadores do ano seguinte.

Na Copa do Brasil, a participação do Vasco foi marcada por derrotas para equipes inexpressivas, como XV de Novembro de Campo Bom e Baraúnas, até 2006, quando conseguiu chegar à sua primeira final em toda a história da competição - embora já tenha alcançado a fase semifinal cinco vezes (sendo a mais recente na edição 2006, contra o Fluminense). Conquistou a vaga na final de 2006 ganhando de 1 a 0 do Fluminense no primeiro jogo e empatando no segundo jogo em 1x1. Na decisão, após uma longa parada por causa do Copa do Mundo o time perdeu o foco e perdeu o título diante do Flamengo, perdendo as duas partidas (0 a 2 e 0 a 1).

No Campeonato Brasileiro de 2007 o jogador Romário marcou de pênalti o milésimo gol na carreira em um jogo contra o Sport Recife.

No dia 1º de julho de 2008 numa eleição tumultuada, o clube elege como presidente o ex-jogador Roberto Dinamite que venceu as eleições de 2008.

Rebaixamento em 2008[editar | editar código-fonte]

Não realizando uma boa campanha no Campeonato Brasileiro de Futebol de 2008, terminando em antepenúltimo lugar na classificação, o Vasco se viu rebaixado na competição, o que aconteceu pela primeira vez em toda a sua história, ao ser derrotado pelo Esporte Clube Vitória por 2 a 0.[61]

Volta à elite do futebol em 2009[editar | editar código-fonte]

O purgatório durou exatos 11 meses. Após a vitória por 2 a 1 sobre Juventude diante de 81.904 pessoas no Maracanã, o acesso do clube para a elite do futebol estava garantido com quatro rodadas de antecedência. O clube ainda conquistaria o título em 13 de novembro, com três rodadas de antecipação, após vencer de virada o América por 2 a 1 também no Maracanã.[62]

Década de 2010[editar | editar código-fonte]

Campeão da Copa do Brasil de Futebol de 2011[editar | editar código-fonte]

Ricardo Gomes, treinador que levou o Vasco a ganhar a inédita Copa do Brasil, em 2011.

Em 2011, após um início conturbado no Estadual, Ricardo Gomes, técnico contratado para o lugar de PC Gusmão, arrumou o time, junto com as chegadas de Diego Souza, Alecsandro, Bernardo e a volta de Elton; o time voltou a apresentar um bom futebol. Surgia o Trem Bala da Colina. O time chega a final do segundo turno do Carioca, contra o Flamengo. Após empate em 0 a 0 no tempo regulamentar, o time acaba perdendo nos pênaltis e vê o título ir para o rival. Após isso, o time concentra suas forças na Copa do Brasil. Jogando bem, chega a final contra o Coritiba. No primeiro jogo, em São Januário, vence por 1 a 0, gol de Alecsandro. No dia 8 de junho de 2011, mesmo perdendo pelo placar de 3 a 2, com gols de Alecsandro e Éder Luís a seu favor, o Vasco sagrava-se campeão da Copa do Brasil, pelo critério de gols fora, e garante vaga na Copa Libertadores da América de 2012. Mesmo após ter garantido vaga na maior competição continental, o time continuou lutando até a última rodada pelo título do Campeonato Brasileiro de 2011, o qual terminou na segunda colocação, e chegando até as semifinais da Copa Sul-Americana do mesmo ano. Assim, o ano de 2011 fica marcado como "o ano da redenção vascaína".

Em 2012, o Vasco foi finalista nas duas finais de turno do Campeonato Carioca, após vencer o Flamengo nas duas semifinais.[63]. A principal competição do Vasco no ano era a Copa Libertadores da América. Após boa campanha o time foi eliminado nas quartas de final pelo Corinthians, com um gol aos 43 do segundo tempo.[64] No Campeonato Brasileiro o time estabelece o recorde de 54 rodadas consecutivas no G4 (contando Brasileiro de 2011 e 2012), embora não tenha conquistado a vaga para a Libertadores do ano seguinte.[65]

Rebaixamento à Série B em 2013[editar | editar código-fonte]

O time vascaíno foi rebaixado para a série B do Campeonato Brasileiro de 2013 após a derrota para o Atlético Paranaense por 5 a 1, o Gigante da Colina precisava de uma vitória ou uma derrota do Coritiba (para este também poderia ser um empate) ou do Criciúma para conseguir escapar do rebaixamento. o Coritiba ganhou, mas o Criciúma perdeu por 3 a 0 para o Botafogo. O Vasco tanto em 2008 como em 2013, encerrou a sua participação na 18º posição.[66]

Esse jogo foi realizado na Arena Joinville e não no Paraná (casa do Atlético-PR). Ainda houve por falta de policiamento um trágico encontro entre torcidas o que originou uma briga selvagem nas arquibancadas[67] (tanto o Atlético-PR como o Vasco da Gama já haviam sido punidos anteriormente com a perda do mando de campo devido à briga entre torcidas). Com o tumulto generalizado nas arquibancadas e a invasão de campo, o juiz interrompeu a partida devido à falta de segurança. Após uma hora e doze minutos de paralisação e, várias intervenções de jogadores de ambos os clubes para acalmar os torcedores exaltados, o jogo foi reiniciado com o reforço policial nas arquibancadas e dentro de campo.

Série B de 2014: retorno à Série A[editar | editar código-fonte]

O Vasco foi vice-campeão carioca mais uma vez ao perder para o arquirrival Flamengo, com um gol irregular nos últimos minutos. O Vasco fez uma campanha abaixo da média na Série B, com uma rodada de antecipação, garantiu o acesso com um empate de 1 a 1 contra o Icasa, no Estádio do Maracanã, diante de mais de 50 mil torcedores. O Vasco terminou em terceiro lugar após ser novamente derrotado para o Avaí por 1 a 0, gol sofrido após pênalti cometido por Diego Renan.

"O Respeito Voltou" e o Rebaixamento em 2015[editar | editar código-fonte]

Em 2015, o Gigante da Colina conquistou mais um troféu para sua coleção. O Vasco quebrou um jejum de 12 anos sem um título estadual. Com a vitória por 1 a 0 no primeiro jogo, com gol de Rafael Silva, o herói da partida, e a vitória por 2 a 1 na partida seguinte, com gol decisivo do titulo marcado por Gilberto, o Vasco se tornou campeão carioca de 2015, em uma partida com mais de 70 mil torcedores presentes, até então o recorde do ano de 2015.[68]

No Campeonato Brasileiro de 2015, o Vasco foi rebaixado pela terceira vez em sua história no dia 6 de dezembro de 2015, diante uma partida com o Coritiba no qual o time empatou sem gols.[69]

Série B de 2016: Invencibilidade histórica e o retorno à Série A[editar | editar código-fonte]

No Campeonato Carioca de 2016 o Vasco sagra-se campeão da Taça Guanabara em cima do Fluminense. Com a melhor campanha do campeonato, o Vasco encarou o Flamengo na semifinal e venceu o clássico por 2 a 0, classificado-se para a final do Cariocão. No primeiro jogo da final o Vasco, como visitante, venceu o Botafogo por 1 a 0, com gol do Jorge Henrique, e levou a vantagem de jogar pelo empate para ser campeão. No segundo jogo, o Vasco mantém a vantagem, empata a partida com o gol de Rafael Vaz e conquista o bicampeonato estadual de forma invicta, sexto título invicto da história.[70]

Pela segunda fase da Copa do Brasil de 2016 o Vasco classifica-se ao empatar no jogo da volta com o CRB de Alagoas em 1 a 1 em São Januário; o gol da classificação foi marcado por Rafael Vaz nos acréscimos do segundo tempo.[71] Neste jogo, o clube atinge a maior sequência invicta em jogos oficiais da história com 28 jogos.[72]

No Campeonato Brasileiro de Futebol - Série B, o Vasco estreou jogando bem, goleando fora de casa o Sampaio Corrêa por 4 a 0, com 3 gols de Nenê e 1 de Riascos. Na oitava rodada, dia 11 de junho em Cariacica, Espírito Santo, diante do vice-líder, Atlético Goianiense, cai a maior invencibilidade da história do Vasco em jogos oficiais depois de 34 jogos e mais de sete meses.[73] Vasco conquista acesso para a Primeira Divisão após vitória de virada por 2 a 1 sobre o Ceará com gols marcados por Thalles no Maracanã pela última rodada da Série B, deixando a equipe vascaína com a terceira posição da competição.[74]

Cronologia do futebol[editar | editar código-fonte]

Cronologia do Club de Regatas Vasco da Gama[75]

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Vice-Campeão Estadual

Bandeira do estado do Rio de Janeiro.svg Campeão Estadual (3º título)

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Vice-Campeão Estadual

Vice-Campeão Estadual

6º colocado no Estadual

Bandeira do estado do Rio de Janeiro.svgxBandeira do estado de São Paulo.svg Campeão dos campeões Estaduais Rio-São Paulo (1º título)

Bandeira do estado do Rio de Janeiro.svgxBandeira do estado de São Paulo.svg Campeão dos campeões Estaduais Rio-São Paulo (2º título)

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Campeão do Torneio Luís Aranha

7º colocado no Estadual

Campeão do Torneio Relâmpago (1º título)

Vice-Campeão Estadual

Bandeira do Município do Rio de Janeiro.png Campeão Municipal (1º título)

Bandeira do estado do Rio de Janeiro.svg Campeão Estadual (6º título)

Bandeira do Município do Rio de Janeiro.png Campeão Municipal (2º título)

5º colocado no Estadual

Bandeira do Município do Rio de Janeiro.png Campeão Municipal (3º título)

Bandeira do Município do Rio de Janeiro.png Campeão Municipal (4º título)

Vice-Campeão Estadual

Sulamericano1948.jpg Campeão Sul-Americano de Campeões

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Semifinalista da Copa Internacional Rio

Campeão do Torneio Internacional do Rio de Janeiro

4º colocado no Estadual

Campeão do Torneio Internacional do Chile

Vice-campão da Pequena Taça do Mundo

4º colocado no Estadual

Campeão do Torneio de Santiago (1º título)

Campeão do Torneio de Lima (1º título)

Campeão do Troféu Teresa Herrera (1º título)

Bandeira do estado do Rio de Janeiro.svg Campeão Estadual (12º título)

Rio-SãoPaulo.png Campeão do Torneio Rio-São Paulo (1º título)

3º colocado na Taça Brasil

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Campeão do Torneio de Santiago (2º título)

Campeão do Torneio Pentagonal do México (1º título)

Campeão do Torneio Francisco Vasques

Campeão da Taça Guanabara (1º título)

5º colocado no Estadual

Vice-Campeão da Taça Brasil

Campeão do Torneio Cinquentenário da Federação Pernambucana de Futebol

Rio-SãoPaulo.png Campeão do Torneio Rio-São Paulo (2º título)

11º colocado no Torneio Roberto Gomes Pedrosa

Vice-Campeão do Torneio Internacional Governador Negrão de Lima

3º colocado no Torneio Roberto Gomes Pedrosa

17º colocado no Torneio Roberto Gomes Pedrosa

3º colocado no Troféu Triangular de Caracas

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17º colocado no Torneio Roberto Gomes Pedrosa

12º colocado no Campeonato Brasileiro

7º colocado no Campeonato Brasileiro

Campeão do Torneio Extra (1º título)

14º colocado no Campeonato Brasileiro

Campeão Brasileiro (1º título)

16º colocado na Copa Libertadores

20º colocado no Campeonato Brasileiro

Vice-Campeão Estadual

Campeão do Torneio Governador Heleno Nunes

12º colocado no Campeonato Brasileiro

Bandeira do estado do Rio de Janeiro.svg Campeão Estadual (14º título)

Campeão do Torneio Imprensa de Santa Catarina

12º colocado no Campeonato Brasileiro

Campeão do Torneio Cidade de Sevilha (1º título)

Campeão do Troféu Festa de Elche (1º título)

Vice-Campeão Brasileiro

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Campeão do Troféu Colombino (1º título)

8º colocado na Copa Libertadores

Campeão do Torneio José Fernandes

Campeão do Torneio João Havelange (MG)

8º colocado no Campeonato Brasileiro

Campeão do Torneio Ilha de Funchal (1º título)

5º colocado no Campeonato Brasileiro

Campeão do Torneio de Verão (1º título)

Campeão do Torneio João Castelo

9º colocado no Campeonato Brasileiro

3º colocado no Estadual

Vice-Campeão Brasileiro

18º colocado na Copa Libertadores

11º colocado no Campeonato Brasileiro

Vice-Campeão Estadual

Campeão do Torneio Cidade de Juiz de Fora (1º título)

13º colocado no Campeonato Brasileiro

Bandeira do estado do Rio de Janeiro.svg Campeão Estadual (16º título)

Campeão da Copa Ouro

Campeão da Copa TAP

Campeão do Troféu Ramón de Carranza (1º título)

Campeão do Torneio Cidade de Juiz de Fora (2º título)

10º colocado no Campeonato Brasileiro

Bandeira do estado do Rio de Janeiro.svg Campeão Estadual (17º título)

Campeão do Troféu Ramón de Carranza (2º título)

5º colocado no Campeonato Brasileiro

Campeão Brasileiro (2º título)

Campeão do Troféu Ramón de Carranza (3º título)

Campeão do Torneio da Lorena (1º título)

12º colocado na Copa do Brasil

__________________________________________________

Vice-Campeão Estadual

6º colocado na Copa Libertadores

Vice-Campeão da Supercopa do Brasil

Campeão da Taça Adolpho Bloch

Campeão do Torneio Extra (2º título)

12º colocado no Campeonato Brasileiro

Campeão do Torneio da Amizade

10º colocado na Copa do Brasil

11º colocado no Campeonato Brasileiro

Campeão da Taça Guanabara (7º título)

Campeão da Taça Rio (3º título)

Bandeira do estado do Rio de Janeiro.svg Campeão Estadual (18º título)

Campeão da Copa Rio (1º título)

12º colocado na Copa do Brasil

4º colocado no Campeonato Brasileiro

Bandeira do estado do Rio de Janeiro.svg Campeão Estadual (19º título)

Campeão da Copa Rio (2º título)

Campeão do Troféu Cidade de Zaragoza (1º título)

Campeão do Troféu Cidade de Barcelona (1º título)

3º colocado na Copa do Brasil

Campeão do Torneio João Havelange

20º colocado no Campeonato Brasileiro

9º colocado na Copa Conmebol

Bandeira do estado do Rio de Janeiro.svg Campeão Estadual (20º título)

3º colocado na Copa do Brasil

12º colocado no Campeonato Brasileiro

Campeão do Troféu Cidade de Palma (1º título)

4º colocado na Copa do Brasil

20º colocado no Campeonato Brasileiro

3º colocado na Copa Conmebol

16º colocado na Copa do Brasil

18º colocado no Campeonato Brasileiro

14º colocado na Copa do Brasil

6º colocado na Supercopa Libertadores

Cbf brazilian championship trophy 02.svg Campeão Brasileiro (3º título)

Campeão do Troféu Bortolotti (1º título)

Campeão da Taça Rio (5º título)

Bandeira do estado do Rio de Janeiro.svg Campeão Estadual (21º título)

Troféu Copa Libertadores.png Campeão da Copa Libertadores (1º título)

4º colocado na Copa do Brasil

11º colocado na Copa Mercosul

10º colocado no Campeonato Brasileiro

Vice-Campeão da Copa Interamericana

Vice-Campeão da Copa Intercontinental

Vice-Campeão Estadual

Rio-SãoPaulo.png Campeão do Torneio Rio-São Paulo (3º título)

16º colocado na Copa Libertadores

10º colocado na Copa do Brasil

12º colocado na Copa Mercosul

__________________________________________________

7º colocado no Campeonato Brasileiro

Vice-Campeão Estadual

Vice-Campeão Mundial

Campeão Brasileiro (4º título)

13º colocado na Copa do Brasil

Troféu Copa Mercosul.png Campeão da Copa Mercosul (1º título)

Vice-Campeão Estadual

6º colocado na Copa Libertadores

13º colocado na Copa Mercosul

11º colocado no Campeonato Brasileiro

8º colocado na Copa do Brasil

15º colocado no Campeonato Brasileiro

Campeão da Taça Rio (8º título)

Bandeira do estado do Rio de Janeiro.svg Campeão Estadual (22º título)

8º colocado na Copa do Brasil

25º colocado na Copa Sul-Americana

17º colocado no Campeonato Brasileiro

Vice-Campeão Estadual

19º colocado na Copa do Brasil

16º colocado no Campeonato Brasileiro

10º colocado na Copa do Brasil

12º colocado no Campeonato Brasileiro

Vice-Campeão da Copa do Brasil

32º colocado na Copa Sul-Americana

6º colocado no Campeonato Brasileiro

17º colocado na Copa do Brasil

6º colocado na Copa Sul-Americana

10º colocado no Campeonato Brasileiro

3º colocado na Copa do Brasil

21º colocado na Copa Sul-Americana

18º colocado no Campeonato Brasileiro Descenso à Série B

4º colocado na Copa do Brasil

B Series Brazilian Championship Trophy.png Campeão do Brasileiro da Série B (1º título) Promoção à Série A

__________________________________________________

6º colocado na Copa do Brasil

Campeão da Copa da Hora

10º colocado no Campeonato Brasileiro

CBF Brazilian Cup.png Campeão da Copa do Brasil (1º título)

3º colocado na Copa Sul-Americana

Vice-Campeão Campeonato Brasileiro

8º colocado na Copa Libertadores

5º colocado no Campeonato Brasileiro

5º colocado na Copa do Brasil

18º colocado no Campeonato Brasileiro Descenso à Série B

11º colocado na Copa do Brasil

3° colocado no Brasileiro da série B Promoção à Série A

6º colocado na Copa do Brasil

18º colocado no Campeonato Brasileiro Descenso à Série B

Bandeira do estado do Rio de Janeiro.svg Campeão Estadual (24º título)

12º colocado na Copa do Brasil

3° colocado no Brasileiro da série B Promoção à Série A

Campeão da Taça Rio (10º título)

3º colocado no Estadual


Referências

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  15. ver nota 25 de FERREIRA op.cit.
  16. Depoimento contido no livro Futebol Brasil Memória, Rui Proença.
  17. «A contribuição do Vasco para a integração racial e social no futebol» 
  18. «Há 75 anos, Vasco fazia o 1º jogo profissional do futebol carioca». Consultado em 17 de setembro de 2008 
  19. Jornal Diário da Noite, edições: 5447, de 10 de abril de 1953 (página 18), e 5446, de 09 de abril de 1953 (página 18).
  20. Jornal O Estado de S. Paulo, 15/02/1953, pág.15
  21. Jornal Última Hora, edição 614, de 15 de junho de 1953, afirmando que o Torneio Rivadavia de 1953 era tratado no Velho Mundo (Europa) como uma edição da Copa Rio.
  22. «Jornal escocês Glasgow Herald, de 22/06/1953, página 04, chamando a Copa Rivadavia de Rio de Janeiro Football [ligação inativa]
  23. Jornal ABC de Madrid, 04/06/1953, página 19, chamando a Copa Rivadavia de "el torneo de Rio".
  24. Jornal espanhol El Mundo Deportivo, 29/04/1953, pag.03. O jornal se refere ao Torneio Octogonal Rivadavia Correa Meyer como "o torneio de futebol do Rio" ("el torneo de fútbol de Río"), sugerindo que o jornal via o torneio de 1953 e as edições da Copa Rio como sendo a mesma competição. A mesma edição do jornal comenta que o adianto da Copa Latina de 1953 em uma semana (para os dias 04 e 07 de junho) possibilitaria ao Reims francês e ao Sporting de Lisboa participar da "Copa de Rio"- ou seja, novamente tratando a Copa Rio e o Torneio Octogonal Rivadavia Correa Meyer como sendo a mesma competição.
  25. Jornal do Brasil, 07/05/1953, página 3 do 2º caderno. Noticiou que o Reims (então campeão francês) foi questionado sobre o Torneio Octogonal e tinha dito "que irá ao Brasil participar do torneio em disputa da Taça Rivadavia Corrêa Meyer (Copa Rio), confirmando sua participação e escrevendo (Copa Rio) logo após a menção da Taça Rivadavia
  26. Jornal Diário Carioca, edição 7609, de 27/05/1953, página 9, reproduzindo texto de notícia da agência de notícias francesa AFP (Agence France Press), que comenta a possibilidade da participação do clube alemão Rot Weiss Essen no Torneio Rivadavia e chama o torneio de Copa Rio.
  27. Jornal do Brasil, 10/06/1953. O jornal dá conta que Flamengo e Fluminense solicitaram à CBD sua participação no Torneio Rivadavia quando da impossibilidade de participação do Nacional de Montevidéu e consequente abertura de vaga. A vaga foi dada ao Fluminense. Vasco e Botafogo também participaram do torneio.
  28. Folha da Noite, 10/06/1953, página 7. Idem afirmação anterior.
  29. Jornal O Estado de S. Paulo, 10/06/1953, página 11. Idem afirmação anterior.
  30. Jornal ABC, Madrid, 18/06/1957, pág.53
  31. Jornal do Brasil, 12/06/1953, pag.11.
  32. Folha da Noite, 10/06/1953, página 7.
  33. Jornal O Estado de S. Paulo, 10/06/1953, página 11.
  34. Jornal do Brasil, 10/06/1953
  35. "Encantados os Franceses com a Técnica Exibida pelo Vasco". Acervo Folha, 16/06/1957, página 6.
  36. O Estado de S. Paulo, 16/06/1957, página 31.
  37. O Estado de S. Paulo, 15/06/1957, página 21.
  38. Jornal Diário de Lisboa, 17/06/1957, página 18.
  39. a b c «Lista de partidas do Real Madrid, no site madridista Leyenda Blanca» (em espanhol). Consultado em 7 de setembro de 2011 
  40. «O Real Madrid já havia sido derrotado pelo próprio Vasco, por 2 X 0, em um amistoso realizado pelas duas equipes em 1956, após a Pequena Taça do Mundo daquele ano. Entretanto, esta partida de 1956 foi amistosa e nela o Real Madrid usou alguns jogadores locais. Já a partida entre Vasco e Real Madrid pelo Torneio de Paris de 1957, por outro lado, foi válida por uma competição e foi disputada pelas equipes principais de ambos os clubes. As duas derrotas do Real Madrid para o Vasco da Gama, em 1956 e 1957, foram as únicas derrotas do Real Madrid para adversário não-europeu entre sua coroação como campeão europeu, 13 de junho de 1956, e o fim do ano de 1959, ano anterior à primeira Copa Intercontinental» (em espanhol). Consultado em 07 de setembro de 2011  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  41. «Após a final do Torneio de Paris de 1957, o Real Madrid só viria a ser derrotado novamente por uma equipe não-européia em 14 de junho de 1961, em um amistoso contra o River Plate, posteriormente à regularização anual dos confrontos entre os clubes campeões europeus e sul-americanos com a criação da Copa Intercontinental em 1960. O Real Madrid teve assim um período de invencibilidade perante equipes não-européias de exatos 4 anos (14/06/1957-14/06/1961), não tendo sido neste período derrotado nem mesmo pelo Santos F.C. de Pelé. O histórico de Santos X Real Madrid está disponível no site Acervo Santista.». Consultado em 07 de setembro de 2011  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  42. Jornal Última Hora, edição 2162, 18 de julho de 1957, página 8.
  43. Em 1956, o Real Madrid participou da Pequena Taça do Mundo venezuelana já sendo campeão europeu de 1955/1956, porém não foi convidado a esta competição tendo a condição de campeão europeu. O jornal El Mundo Deportivo de 16 de maio de 1956, página 7, comprova que o Real Madrid acordou sua participação na Pequena Taça do Mundo de 1956 já antes de tornar-se campeão europeu de 1955/1956.
  44. a b Jornal do Brasil, 20 de maio de 1958, 2º Caderno, Página 3. No catálogo on-line da Biblioteca Nacional, edição 114 de 1958.
  45. a b Jornal Folha da Manhã de 21/05/1958, assuntos gerais, página 13.
  46. Jornal do Brasil de 07 de julho de 1957 (7º Caderno, página 3). No catálogo on-line da Biblioteca Nacional, edição 155 de 1957.
  47. Jornal Espanhol El Mundo Deportivo, 20 de maio de 1957, página 5.
  48. UEFA: final da Copa dos Campeões da Europa de 1955/1956: 13/06/1956.
  49. Jornal português Diário de Lisboa, 17/06/1957, página 18.
  50. Jornal espanhol ABC, Madrid, 18/06/1957, pág.53
  51. a b Artigo do francês Jean Beaufret no Jornal do Brasil de 07 de julho de 1957 (7º Caderno, página 3). No catálogo on-line da Biblioteca Nacional, edição 155 de 1957.
  52. Jornal espanhol El Mundo Deportivo, 15/02/1958, pág. 03, matéria "El fútbol seguirá tomando el camino de los aires".
  53. Jornal espanhol El Mundo Deportivo, 09/10/1958, pág. 04.
  54. a b Jornal do Brasil, 15/06/1961, 1º caderno, página 11. Segundo a matéria, a imprensa francesa tratou a final de 1961 entre Santos e Benfica como uma autêntica final intercontinental entre o melhor time da América do Sul e o campeão da Europa.
  55. "Santos (Campeão de São Paulo) e Benfica (Campeão da Europa) jogam hoje à Noite em Paris". Acervo Folha, 15/06/1961, página 6. Segundo a matéria, a final do torneio era considerada uma autêntica "final oficiosa intercontinental dos clubes".
  56. "O Santos Adverte a Europa um Ano Antes da Copa do Mundo". Acervo Folha, 17/06/1961, página 5. Segundo a matéria, a final do torneio era considerada uma "final extraoficial entre a melhor equipe sul-americana e o campeão da Europa, qual o título de campeão mundial de clubes".
  57. Narracão francesa original da partida Vasco 4 X Real Madrid 3 de 1957, referindo-se ao Vasco como a melhor equipe sul-americana e ao título europeu detido pelo Real Madrid. Site Casaca: "Há 55 anos o Vasco conquistava o I Torneio de Paris".
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