História do conhecimento

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A história do conhecimento é o campo acadêmico que abarca o conhecimento humano criado ou descoberto ao longo da história e suas formas, focos, acumualação, agentes[1], impactos, mediações, distribuições, aplicações, contextos sociais, condições[2] e métodos de produção históricos. É uma área correlata, mas distinta da história da ciência, da história da erudição e da história da filosofia. O âmbito da história do conhecimento abrange todos os campos descobertos e criados do conhecimento derivado do ser humano, tais como lógica, filosofia, matemática, ciência, sociologia, psicologia ou mineração de dados.[3]

A história do conhecimento é uma disciplina acadêmica que estuda as formas de conhecimento no passado registrado.[4] A disciplina se consolidou nos anos 2000 como uma resposta à era digital e foi formalmente reconhecida com a introdução de instituições acadêmicas como a Geschichte des Wissens.[3][5] Estudiosos do campo visam investigar as formas, difusão e produção do conhecimento com enfoque tanto no “alto” conhecimento de prestígio, tanto no “baixo” conhecimento do cotidiano.[5][6] As teorias de Michel Foucalt, com conceitos como “ordens do saber”, têm grande importância nas abordagens da área, sendo usadas de forma similar em outros campos que abordam o uso de quadros sociais, culturais e políticos.[5][7]

A formação da disciplina tem raízes no campo da história da ciência nos anos 1950 e conceitos contemporâneos podem ser identificados em obras que remontam ao século XV.[6][8] A extensão dos estudos do campo é dinâmica, podendo abranger desde à antiguidade até a revolução digital.[5] Os conceitos aplicados nesta especialização, como a “cientificação”, explicam a transformação de informação em conhecimento.[6] A “cientificação” está relacionada com a descrição de informação “bruta” dada por Peter Burke.[6] Peter Burke está listado entre alguns dos autores canônicos no campo, ao lado de Martin Mulsow, Pierre Bourdieu e Michel Foucault.[3]

A história do campo[editar | editar código-fonte]

Os Fundamentos da História do Conhecimento foram traçados por acadêmicos como o historiador Peter Burke, em trabalhos como “O que é história do conhecimento?”.[6] O livro identifica o “Progresso do conhecimento” do século XV, em que Francis Bacon escreve sobre a circulação do conhecimento.[6] O conceito de “circulação” foi usado no campo da História desde os anos 2000, e traça a transferência do conhecimento através de atores e espaços.[9] No século XIX, acadêmicos expressavam a vontade de historicizar o conhecimento e observar seus avanços.[6] Isso se assemelha à emergência da História das ciências naturais no século XIX.[6] O filósofo cientista Auguste Comte foi um dos primeiros a tentar implementá-la no sistema universitário.[6] O filósofo ilustra o crescimento do interesse acadêmico que visava historicizar o conhecimento.[6] Seguindo Comte, o segundo movimento da Sociologia do Conhecimento dos anos 1960, introduziu ideias de Michel Foucault e Pierre Bourdieu.[10] Do mesmo modo, ambas autoridades impactaram a História do Conhecimento, evidenciado pela obra de Foucault nos campos de produção do conhecimento e o trabalho de Bourdieu sobre conhecimento situado em “Homo Academicus”.[10]

A origem da História do Conhecimento acompanha os avanços da História da Ciência enquanto uma disciplina acadêmica.[4] George Sarton, no início do século XX, defendeu o uso de novas práticas para estudar o progresso científico e previu o uso das humanidades pela ciência.[4] No período dos anos 1950 e 1960, a História da Ciência tinha se implementado enquanto uma disciplina acadêmica, nas universidades da América e da Europa.[8] A mudança de História da Ciência para o alemão Wissenschaftsgeschichte (História do Conhecimento Acadêmico) envolveu a inclusão das humanidades e das ciências sociais.[10] Nos anos 2000 começou o movimento em direção ao alemão Wissens Geschichte, que significa História do Conhecimento.[10] Ao decorrer do estabelecimento da História do Conhecimento, se foi discutido se a História da Ciência deveria ou não ser absorvida pela História do Conhecimento.[8]

A relevância da História do Conhecimento coincidiu com a discussão acerca do termo acadêmico “Sociedade do Conhecimento” refletida na necessidade da gestão de conhecimento desde a década de 1960.[6] Isso também coincidiu com o estudo da revolução digital que pode ser enxergada como uma parte de uma série de revoluções do conhecimento.[6] A era da revolução digital produziu questões sobre como o conhecimento passado foi gerado e circulado.[3] Peter Burke documenta que a crescente globalização da escolaridade contribuiu para o crescimento da disciplina, como visto em sua pesquisa independente na década de 1990, com livros como “Fields of Knowledge” (1992) e “Colonialism and its Forms of Knowledge” (1996).[6] Logo a História do Conhecimento como uma disciplina se tornou institucionalizada nos anos 2000 por toda a Alemanha (em Erfurt e Kiel).[6]

Escopo[editar | editar código-fonte]

A história do conhecimento é conhecida por sua amplitude de áreas de estudo.[3] Apesar de não haver consenso entre os acadêmicos sobre o que a pesquisa da disciplina inclui.[11] Áreas que vêm sendo pesquisadas pela disciplina incluem conhecimento em contextos não ocidentais, conhecimento da elite, conhecimento das práticas cotidianas, conhecimento implícito e religioso, conhecimento social, político e cultural.[8] Os tópicos de receitas médicas escritas por mulheres, os fracassos de colheita do século 18 na história da "sabedoria" americana, como a psicologia pop.[8]

Conhecimento é um conceito formativo para o campo, entretanto, sua definição por acadêmicos de Wissensgechichte, como escreve Suzanne Manchard, é “inconsistente”.[3] Acadêmicos admitem a ideia geral de que conhecimento é definido por algo que no passado foi considerado conhecimento.[9] Em oposição Lorraine Daston vê essa definição como prejudicial para o campo, escrevendo-a como muito expansiva e defende a definição de “conhecimento sistematizado”.[9] Daston também afirma na "História da Ciência e da História do Conhecimento" que não há uma definição única de conhecimento.[8]

As definições de conhecimento usadas divergem e medidas interdisciplinares como a área da epistemologia são utilizadas para fornecer uma noção mais clara.[11] Isto vem sendo contestado, pois as definições epistemológicas ignoram conhecimentos que podem ser aplicados.[9] O conhecimento é variável e o que é definido como digno de conhecimento, aceito como conhecimento ou evidência de conhecimento depende do ‘lugar, tempo ou grupo social’.[6] Além disso, conhecimento conceitualizado em diferentes línguas (latim; scientia 'saber que' em comparação com 'saber como'), complicando o trabalho de acadêmicos para definir o conhecimento ou a disciplina.[6] Isto porque a compreensão de conhecimento é afetada pela língua.[9] Relativo ao tópico, tem sido apontado conhecimento como um conceito corre o risco de tornar-se progressivamente vago e incapaz para o uso de análises.[9]

Os movimentos disciplinares e transdisciplinares se sobrepõem com o número de campos acadêmicos.[11] A Geschichte des Wissens incorpora pesquisadores de várias áreas, incluindo filosofia, história literária e história predominantemente social, entre outras.[3] Na geografia, uma sobreposição com a história do conhecimento pode ser vista como uma recente mudança epistemológica e seus estudos sobre locais de produção de conhecimento, ou seja, o estudo do conhecimento científico em seus ambientes geográficos.[6] A definição de Lorraine Daston inclui o conhecimento religioso, pois o conhecimento confessional é sistematizado.[9]

Na história do conhecimento, a ideia de que conhecimento e história são plurais na pluralização do savoir (saber) de Michel Foucault.[6] Isto também é fundado no campo da antropologia que pluraliza cultura no conceito ‘culturas do conhecimento’.[6] Isto tem a ver com as muitas formas de conhecimento, tais como o abstrato ou concreto.[6] Ao mesmo tempo contrasta com a crença do século 19 da história singularmente como narrativa.[12] Essa visão é conhecida como Die Geschichte e foi construída durante o século 20.[12] Além disso, um estudioso pergunta se a história do conhecimento pode eliminar a necessidade de conceitos como "história social" e "história cultural".[12] O mesmo estudioso prossegue descrevendo a forma como Peter Burke usa o conhecimento como um substituto para a cultura.[12]

Conceitos[editar | editar código-fonte]

Teorias, abordagens e conceitos têm sido usados para estudar a história do conhecimento e permitir que pesquisadores entendam questões e problemas em uma escala menor para então relacioná-los a contextos mais abrangentes.[12] Por exemplo, existem conceitos que são “políticos”, “sociais” e “culturais” que são relevantes para o campo de estudos.[13] Historiadores também costumam abordar o campo a partir de uma visão interna do mesmo, avaliando o conteúdo e não as abordagens contextuais que focam nos conceitos.[14]

Scientification ou Cientifização é um conceito usado no campo da história do conhecimento para designar a transformação da informação em conhecimento, processo no qual a transformação é sistematizada.[10] O conceito de Cientifização aborda práticas convencionais como a observação que, com o passar do tempo, foi disciplinarizada.[10] Essa transformação se relaciona com o que estabelece Peter Burke, sendo a informação uma forma “crua” que, ao “cozinhar”, se torna conhecimento.[10] Similarmente, métodos como objetividade, demonstração, erro e crença são derivados de metodologias científicas tradicionais e são aplicados na pesquisa histórica e historiográfica.[15] Fundamentalmente, porém, o uso da ciência foi definido apenas no século XIX, criando um anacronismo quando o conceito é aplicado em práticas de conhecimento anteriores à esta data.[10]

As ‘orders of knowledge’ ou ‘ordens do conhecimento’ de Michel Foucault é um conceito que estabelece que as organizações são definidas pelo tempo ou espaço em que se encontram.[10] Quando os valores de uma cultura interagem com as práticas de conhecimento, forma-se um regime.[10] O sistema é entendido como centros de conhecimento (como as universidades) e é formado e modificado a partir de interações e valores.[10] Essa é a base da teoria de Foucault de que um ‘regime of truth’ ou ‘regime de verdade’ é inerente a uma sociedade.[10] Historiadores observam um recorte temporal e indagam como as pessoas interpretavam os conceitos ao olhar para que conhecimentos influenciavam as interpretações, para então investigar como seus entendimentos afetavam as ordens de conhecimento.[12] Alguns profissionais da área são vistos trabalhando na Geschichte Des Wissens na Universidade de Zurique.[3] Publicações do co-fundador da instituição Philip Sarasin são similares àquelas de Foucault.[3]

O estudo do conhecimento não é só aplicado para compreender a sua definição, mas também para definir o que é prático, social e cotidiano nas práticas de conhecimento.[11] Essas áreas são estudadas com o intuito de examinar as estruturas políticas e sociais e alargar a pesquisa para além destes conceitos dominantes.[11] Parte do objetivo é estudar conhecimentos cotidianos ignorados, como os saberes artesanais, por exemplo.[4] Esse estudo não só desvia do foco científico e intelectual da história do conhecimento, como reconhece os contextos sociais, econômicos e políticos onde o conhecimento é empregado.[11] Além disso, as análises a partir do social e do cultural são abordagens que estudam os contextos e instituições de conhecimento.[14] Ambos os conceitos empregam um foco em influências externas ao próprio conhecimento.[14] Os aspectos sociais e culturais se relacionam com o método social da Wissensoziologie (sociologia do conhecimento) formada por Karl Mannheim na década de 1920, na Alemanha.[14] Mannheim também desenvolveu o conceito ‘Sein-sgebundenheit’, que defende que o conhecimento é atrelado com o conceito de ‘social’. e que crenças individuais e pensamentos são determinados pela classe social de um indivíduo.[14]

Vantagens e Limitações[editar | editar código-fonte]

A história do conhecimento foi por muito tempo criticada por ser “excêntrica”, apesar de ter crescido consistentemente desde sua concepção como uma profissão histórica. Estudiosos contribuíram para o crescimento do conhecimento dentro do campo enquanto também demonstraram seu valor e suas fraquezas enquanto um ramo de estudos.[3]

O objeto de estudo da história do conhecimento é indefinido e críticos acusam o escopo do campo de ser demasiadamente vago.[3] Um motivo para isso é o fato das especializações dos acadêmicos trabalhando na disciplina serem abrangentes.[3] No entanto, tirar conhecimento de outras disciplinas é considerado vantajoso para o campo por encorajar a cooperação entre estudiosos. Simone Lassig também declara que a visão expansiva da profissão é melhor equipada para o estudo de conhecimento esquecido no passado, enquanto também lembra historiadores da forma não-fixa da história.

Áreas de estudo como a história da ciência tem o risco de ser absorvida pela história do conhecimento.[3] A história da ciência tem sofrido um acúmulo de críticas em círculos acadêmicos devido às reclamações no seu euro centrismo, pois traz veemente a ideia da Europa como fundadora da ciência.[8] Os debates sobre história do conhecimento escolheram optar pelo argumento de que há na área uma falta de confiança em conceitos “ocidentais”.[8] Porém, se contesta que a história do conhecimento é tida como “uma simples agregação” da história da ciência junto da história das ideias.[16] Isso ocorre devido a narrativa que a história da ciência e das ideias já se encontram consumadas.[2] Por exemplo, tópicos que foram estudados como sendo de história da ciência, agora são pesquisados dentro da história do conhecimento.[3]

Outra limitação considerada pela esfera acadêmica é o foco dado ao conhecimento, onde se deixa de fora o estudo sobre a produção de conhecimento como algo que passa pelo individual e os microcosmos.[3] Por exemplo, as pessoas com crença interpretam sua noção de crença como conhecimento. Evidentemente, pessoas que trouxeram inovação e descoberta ao conhecimento, incluindo seu objetivo e crenças, não são investigadas.[3] Se argumenta que ao examinar os exemplos, há um posicionamento onde se põe em risco a ideia do conhecimento analisado, como apenas conhecimento do passado.[3] Isso omite aquilo que não se sabe e o aspecto humano nisso.[3] Embora se estude o conhecimento cotidiano, esse conhecimento que não pertence às elites, não era reconhecido como conhecimento no passado.[16] Além disso, a definição dada por estudiosos da área, onde conhecimento é aceito como aquilo que é conhecimento, ainda traz limitações aos pontos de vista estudados.[16]

A história do conhecimento observa formas de saber fora do contexto ocidental.[4] No entanto, o conceito ‘ordens de conhecimento’ de Foucault, uma base central da história do conhecimento, foi taxado como homogêneo pelo acadêmico Peter Burke.[10] Ele afirma que a teoria não reconhece como conhecimento e informação circulam fora de limites geográficos.[10] Phillip Sarasin, em oposição, aponta que a teoria usada na história do conhecimento encoraja um olhar pós-colonial.

Ver Também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. SARASIN, Philipp. Was ist Wissensgeschichte? vol. 36, no. 1, 2011, pp. 159-172. Disponível em https://doi.org/10.1515/iasl.2011.010. Acesso em 17 de janeiro de 2023.
  2. a b «Hoch- und Spätmittelalter / Westeuropäische Geschichte -  Wissensgeschichte». www.uni-muenster.de. Consultado em 18 de janeiro de 2023 
  3. a b c d e f g h i j k l m n o p q r Marchand, Suzanne (setembro de 2019). «How Much Knowledge is Worth Knowing? An American Intellectual Historian's Thoughts on the Geschichte des Wissens». Berichte zur Wissenschaftsgeschichte (em inglês) (2-3): 126–149. ISSN 0170-6233. doi:10.1002/bewi.201900005. Consultado em 18 de janeiro de 2023 
  4. a b c d e Dupré, Sven; Somsen, Geert (setembro de 2019). «The History of Knowledge and the Future of Knowledge Societies». Berichte zur Wissenschaftsgeschichte (em inglês) (2-3): 186–199. ISSN 0170-6233. doi:10.1002/bewi.201900006. Consultado em 18 de janeiro de 2023 
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  7. Sarasin, Philipp (15 de julho de 2020). «More Than Just Another Specialty: On the Prospects for the History of Knowledge». Journal for the History of Knowledge (em inglês) (1). ISSN 2632-282X. doi:10.5334/jhk.25. Consultado em 18 de janeiro de 2023 
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  16. a b c Link, Fabian (1 de agosto de 2021). «Johann Östling / David Larsson Heidenblad / Anna Nilsson Hammar (Eds.), Forms of Knowledge. Developing the History of Knowledge. Lund, Nordic Academic Press 2020». Historische Zeitschrift (1): 167–168. ISSN 2196-680X. doi:10.1515/hzhz-2021-1227. Consultado em 29 de janeiro de 2023 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]