Hobbit

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Um hobbit é uma das criaturas criadas por J. R. R. Tolkien em suas obras (notavelmente O Hobbit e O Senhor dos Anéis), onde têm um papel principal, apesar de à partida serem um povo secundário entre os que habitam a Terra Média.

Descrição e conspeção[editar | editar código-fonte]

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Os hobbits são um povo discreto e muito antigo, normalmente não ultrapassam um metro de altura, são bem menos robustos que anões e consideram a possibilidade de participarem de uma aventura como uma atitude insana, pois preferem a calma de sua vida rotineira, amam uma região campestre organizada e bem cultivada. São ágeis pois acostumaram-se a fugir dos "homens grandes", conseguiram tanta experiência nessa área que pode-se confundir com magia, porém, hobbits nunca tiveram interesse em magia, além disso, hobbits tem ouvidos agudos e olhos perspicazes. Embora habilidosos, os hobbits não conseguem entender ou gostar de máquinas mais complicadas que um fole de forja, um moinho d'água ou um tear manual. Andam descalços, porque a sola de seus pés é muito espessa, não necessitando de calçados. Vivem em tocas grandes e confortáveis (na verdade, casas subterrâneas com um só andar e várias despensas) em uma terra ao oeste da Terra Média, chamada Shire (no Brasil o nome do local foi traduzido para "Condado").

Há três raças de hobbits: pés-peludos, grados e cascalvas. Os Pés-peludos tem a pele mais escura, são menores e mais baixos. Não têm barbas ou botas, e eles são destros e ágeis. Eles preferem as regiões serranas e as encostas de montanhas. Os Grados tem uma constituição mais encorpada e pesada: suas mãos e pés são maiores, preferem planícies e regiões banhadas por rios. Os Cascalvas tem a pele e o cabelo mais claros, são mais altos e esguios que os outros, também amantes de árvores e florestas. Menos numerosos, têm um contato mais amigável com os elfos do que os outros hobbits, e têm mais habilidade com línguas e música do que com trabalhos manuais.

Os hobbits vivem da agricultura, presenteiam os outros em seus aniversários com grandes festas com inúmeros convidados e são um povo simples. Não se importam com o que esteja acontecendo no resto do mundo, pois não possuem tanto interesse naquilo que se encontra além do seu reino, e são famosos por sua Erva-de-fumo.

Hobbits famosos[editar | editar código-fonte]

  • Frodo Baggins (Frodo Bolseiro) - Nascido em 22 de Setembro de 2968 da Terceira Era (segundo o calendário de Gondor) ou 1368 do Calendário do Condado, os seus pais eram Drogo Baggins e Prímula Brandebuque. Viveu durante a sua infância na casa dos antepassados da sua mãe, a Brandevin em Buckland. Infelizmente, também Frodo teve uma vida inicial difícil com a morte dos seus pais num acidente de barco quando tinha apenas 12 anos. Tendo ficado a cargo dos seus parentes Brandebuques, Frodo tornou-se um bom hobbit. Tal como todos os membros da sua raça com pouca curiosidade sobre a vida exterior ao Shire (Condado), a região onde todos o hobbits residiam e apreciando ao máximo os prazeres da vida como comer, descansar e fumar erva-de-cachimbo. Frodo tinha muitos amigos e apesar de algumas tropelias, vivia de uma forma absolutamente normal. Dava-se muito bem com o seu tio, Bilbo Baggins, que vivia no Bolsão e que tal como ele também era órfão. Quando completou 20 anos, o seu tio convidou-o a morar com ele em Hobbiton e tornou-o seu herdeiro. Frodo se tornou Portador do Anel após a partida de Bilbo Baggins
  • Bilbo Baggins (Bilbo Bolseiro) - A primeira grande aventura de Bilbo Baggins acontece ainda durante a Terceira Era. Filho único, este estranho hobbit – como era considerado pelos seus próprios concidadãos – abandona o Condado por tempo indefinido, depois de uma misteriosa visita de Gandalf.[1] O motivo da sua partida era simples: ajudar Thorin e um grupo de mais 12 anões (Fili, Kili, Nori, Dori, Bifur, Bofur, Bombur, Gloin, Óin, Ori, Balin e Dwalin) por ele liderados a recuperarem seu palácio, e lá encontraram Smaug o Dragão.[2] Para Gandalf a presença de um hobbit nesta campanha era indispensável, não só pela sua discrição, mas também como forma de se preparar aquele povo para os tempos sombrios que haviam de chegar. Quanto ao fato de ter escolhido o líder da família Bolseiro, o feiticeiro chegou a admitir que era uma questão de destino.[3] Bilbo não necessitou de grandes argumentos para se deixar convencer a juntar-se ao grupo e a partir em busca de novas aventuras, sobretudo depois de ter vivido sete anos sozinho, após a morte dos seus pais. Foi essa jornada que o próprio Bilbo descreveu no Livro Vermelho e que lhe permitiu, por acaso, roubar o Anel do Poder de Gollum.[4] Vingados os anões e recuperados os seus tesouros, o líder da família Baggins regressa a casa com o seu próprio tesouro: o Anel. Mas a sua vida no Condado também lhe reserva algumas surpresas. Alguns anos depois de chegar e perante a morte dos pais de Frodo, Bilbo adota o sobrinho, na realidade eram primos.
  • Meriadoc Brandybuck ou Merry - Filho de Saradoc "Espalha-Ouro" e Esmeralda Tûk da Buckland, nascido no ano 1382 do Calendário de Shire. É um dos companheiros que ruma do Condado com Frodo durante a Guerra do Anel.
  • Peregrin Tûk ou Pippin - Filho de Paladin II e Eglantina Ladeira dos Grandes Smials, nascido no ano 1390 do Calendário do Condado. É um dos companheiros que ruma do Condado com Frodo durante a Guerra do Anel.
  • Sméagol - Também chamado de Gollum, foi o portador do Anel do Poder durante 500 anos, o perdeu quando Bilbo Bolseiro o roubou. Também foi o guia de Frodo Bolseiro durante sua viagem até Mordor.
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Hobbits na cultura popular[editar | editar código-fonte]

Hobbits são populares em jogos de RPG, tanto eletrônicos como os de mesa.

Entretanto, a palavra "Hobbit" é uma marca registrada pertencente à família de Tolkien. Por esta razão, Dungeons & Dragons e outras fontes se referem a criaturas parecidas a hobbits usando outros nomes, o mais comum sendo halflings (alternativas incluem hin no universo de Mystara, hurthlings em Ancient Domains of Mystery, Bobbits na série de games Ultima, kender nos livros Dragonlance, Pequeninos no RPG brasileiro Tagmar e uma reinvenção online Tagmar II) e conhecidos também por kithkin no jogo de cartas Magic The Gathering

Referências

  1. Tolkien 2009, p. 4-14
  2. Tolkien 2009, p. 17
  3. Tolkien 2009, p. 18
  4. Tolkien 2009, p. 73

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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