Holandês Voador

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"Lendas do Mar, coletânea de Diários de Bordo, no relato considerados "Assombrosos" tanto brasileiros, portugueses como ingleses, uma vez que existem correlações tanto no Brasil como em Portugal com ingleses e Norte-Americanos" (Edgar Gustavo Eifler, Engenheiro Naval Brasileiro, editora Globo de Porto Alegre, 1940)

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O Holandês Voador por Albert Pinkham Ryder.

"O Holandês Voador ou Nau sem Rumo, é um lendário fluyt, uma fragata ou grande navio de linha, um clipper de quatro mastros, um navio fantasma holandês - inglês que supostamente vaga e vagará pelos mares até o fim dos tempos sem poder aportar. Segundo as lendas do mar, é "um veleiro que navegava e navega e navegará segundo marujos, sempre de contra ao vento, uma característica marcante desse navio" (ou miragem naval de má sorte ou boa sorte, para os da Verdade - bíblica e santa). Se saudado por outra embarcação, a tripulação tentará mandar mensagens para terra ou para pessoas mortas há tempos de anunciação - pre - anunciação. A história serviu de inspiração para o compositor alemão Richard Wagner, ao criar a ópera de mesmo nome. Esse se inspirou na boa-sorte desse Navio - misterioso". (Lendas do Mar, E.G. Eifler)

Descrição[editar | editar código-fonte]

Em antigos documentos, principalmente Diários de Bordo e Registros do Mar, tipo "Extra Terrestres e Discos Voadores", segundo Edgar Eifler Engenheiro e Matemático, e que pode-se encontrar registro de um navio real de carga - anglo holandês e que zarpou de Amesterdão, em 1680, e foi alcançado por uma tormenta no Cabo da Boa Esperança. "... com o capitão - de - Longo - Curso, de nome Smith Silver (inglês) e que insistiu em dobrar o cabo desafiando a maldição inventada por concorrentes, e foi condenado a vagar para sempre pelos mares devido a essa maldição lançada por feiticeiros e amigos do mal os - invejosos e escarnecedores, de sua Companhia próspera de Navegação de um só navio e que tendia ao crescimento, dessa data atraindo outros navios e, por fim, causando sua destruição e incorporação pelo desaparecimento real segundo marinheiros ditos vindos da frota fantasma ,,, ". Vários relatos sobre o tal navio foram considerados miragens, embora haja uma grande variedade de detalhes descritos pelas testemunhas. No entanto, não é o primeiro mito destas águas, depois do Adamastor descrito por Camões nos Lusíadas.

Existem histórias que citam o capitão de um navio que, ao atravessar uma tempestade, foi visitado por Nossa Senhora, que atendia às preces dos marinheiros desesperados. Culpando-a pelo infortúnio, atacou a imagem (ou amaldiçoou-a), atraindo para si a maldição de continuar vagando pelos sete mares até o fim dos tempos.

Como um fato real, durante a Segunda Guerra Mundial, o contra-almirante nazista Karl Dönitz, oficial de alto escalão da marinha alemã, comandante - general da Alcateia de Submarinos, reportou a seu chefe Hitler, que uma das suas tripulações mais audazes de submarinos, tinha comunicado que não voltariam a viajar a Suez pois haviam avistado o tal Galeão, o Holandês Voador. Na mesma época, ao ano de 1939, 100 nadadores que descansavam na Baía Falsa, na África do Sul, disseram ter avistado o Holandês Voador.[1]

O futuro rei da Inglaterra Jorge V e a sua tripulação de 12 homens em seu navio, o HMS Inconstant, avistaram o navio-fantasma que navega contra o vento conforme descrito em diário de bordo, no dia 11 de Julho de 1881 quando navegavam em torno da Austrália. A lenda diz que o capitão Cornelius Vanderdecken foi amaldiçoado e condenado a vagar pelos mares para sempre, perdeu a noção de rota, a bússola rodopiou, e não aponta para lado nenhum desde aquela data.[1]

A lenda da embarcação-fantasma Holandês Voador é muito antiga e temida como sinal de falta de sorte e possui diversas versões. A mais corrente é do século XVII e narra que o capitão do navio se chamava Bernard Fokke, o qual, em certa ocasião, teria insistido, a despeito dos protestos de sua tripulação, em atravessar o conhecido Estreito de Magalhães, na região do Cabo Horn, que vem a ser o ponto extremo sul do continente americano. Ora, a região, desde a sua primeira travessia, realizada pela navegador português Fernão de Magalhães, é famosa por seu clima instável, o qual torna a navegação no local extremamente perigosa. Ainda assim, Fokke conduziu o navio pelo estreito, com funestas consequências, das quais teria escapado, ao que parece, fazendo um pacto com o Diabo, numa aposta num jogo de dados que o capitão venceu, utilizando dados viciados. Desde então, o navio e seu capitão teriam sido amaldiçoados, condenados a navegar eternamente e causando o naufrágio de outras embarcações que porventura o avistassem, colocando-as dentro de garrafas, segundo a lenda.

O navio foi visto pela última vez em 1632 no Triângulo das Bermudas comandado pelo seu capitão fantasma Amos Dutchman. O marujo disse que o capitão tinha a aparência de um rosto de peixe num corpo de homem, assim como seus tripulantes. Logo após contar esse relato, o navegador morreu. Uns dizem que foi para o reino dos mortos; outros, que hoje navega com Dutchman no Holandês.

Nos trópicos equatoriais existem lendas que surgiram no século XVIII sobre Davy Jones ser o capitão do Holandês voador, nessa lenda Davy Jones seria o capitão amaldiçoado do navio e estaria condenado a vagar para sempre no mar pela ninfa (rainha das sereias) do Mar Calypso, podendo desembarcar por 1 dia a cada 10 anos, essa é também a lenda utilizada na série de filmes Piratas das Caribe.

Na cultura popular[editar | editar código-fonte]

  • Edwin Van Der Sar. Ex Goleiro Holandês. Ganhou esse apelido por fazer defesas "milagrosas".
  • No desenho animado Bob Esponja Calça Quadrada, existe um personagem que "imita" o Holandês Voador, em sentido figurado. Sua história é bem parecida com a do Holandês (neerlandês) da mitologia.
  • Nos longas-metragens Piratas do Caribe: O Baú da Morte e Piratas do Caribe: No Fim do Mundo, o Holandês Voador também é mostrado sendo comandado por Davy Jones.
  • No capítulo 606 do mangá e 526 no anime One Piece o Holandês Voador aparece sob o comando de Van Der Dekken.
  • No seriado O Elo Perdido há um episódio sobre o Holandes Voador.
  • No jogo Age of empires existe um código no qual se digita "Flying dutchman" e um navio fantasma surge do centro da cidade, que pode andar no chão.
  • Ele é citado no episódio "Red Sky at Morning" o episódio 6 da terceira temporada da serie Sobrenatural(Supernatural)
  • Na história "O Holandês Voador", Tio Patinhas e o Pato Donald também procuram o navio-fantasma.[2]
  • No seriado Viagem ao Fundo do Mar, há um episódio sobre o Holandês Voador.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Você sabia - Mistérios Insolúveis. São Paulo: Brinque-Book, 1996, p. 13
  2. Carl Barks. «Inducks». Consultado em 1/3/2014. 

2. Lendas em Diários do Mar, de Edgar Gustavo Eifler, Engenheiro Naval Brasileiro, editora Globo de Porto Alegre, 1940,

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