Horácio Klabin

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Horácio Klabin
Nome completo Horácio Klabin
Nascimento 24 de março de 1918
São Paulo São Paulo
Morte 25 de março de 1996 (78 anos)
Nacionalidade brasileiro
Ocupação Engenheiro civil e empresário

Horácio Klabin (São Paulo, 24 de março de 1918 - 25 de março de 1996[1]) foi um engenheiro civil[2] e empresário brasileiro.[3][4] Entre as ocupações que exerceu como empresário, destaca-se como diretor administrativo da Klabin.[5]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Era filho de Salomão Klabin e Luba Segall,[6] e irmão de Samuel Klabin e Esther Klabin, e portanto, era sobrinho de Maurício Freeman Klabin e de Lasar Segall e primo de Horácio Lafer, Ema Gordon Klabin, Eva Klabin. Foi casado com a socialite e atriz Beki Klabin.[7][8] [9] Apesar de separarem, Beki manteve o sobrenome e a amizade com o ex-marido.[1] Com ela teve dois filhos, Cláudio Roberto Klabin e Paulo Eduardo Klabin.[10]

Engenheiro civil formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie,[11] foi precursor do cartão de crédito no Brasil, com a vinda em 1954 da filial do Diners Club Card, que mais tarde foi denominado Diners Club International, em sociedade com o theco Hanus Tauber.[12]

Foi fundador[13] do extinto jornal impresso O Tibagi[14] com sede em Telêmaco Borba, no Paraná.[15] O jornal parou de ser distribuído após o seu falecimento.[11]

Foi iniciativa de Horácio Klabin a construção do Bonde Aéreo de Telêmaco Borba na década de 1950.[16]

Em 1986 foi responsável também pelo sistema Memora, um banco de dados inovador que seria destinado a guardar com segurança informações como os números dos cartões de crédito, do passaporte, da cédula de identidade e das contas bancárias dos clientes.[17] Até a chegada deste sistema ao Brasil, esse modelo só existia nos Estados Unidos e a intenção do empresário era de levar o sistema para outros países, principalmente à Europa.

Horácio Klabin faleceu em 25 de março de 1996.[1][11]

Fundador de Cidade Nova[editar | editar código-fonte]

Foi residir em 1947 no município de Tibagi, mais precisamente na Fazenda Monte Alegre, na localidade de Harmonia. Foi então que por sua iniciativa também foi comprado 300 alqueires de terras do senador Arthur Ferreira dos Santos,[18] na margem esquerda do rio Tibagi, frente as instalações da fábrica de papel e celulose das Indústrias Klabin, na região dos Campos Gerais do Paraná. A ideia foi motivada pela dificuldade da empresa em administrar os núcleos habitacionais dentro da Fazenda Monte Alegre. A solução visava então diminuir os custos da empresa e viabilizar a criação de uma cidade-livre fora das propriedades da Klabin para acomodar os trabalhadores. Com auxilio da Klabin, criou-se a Cia. Territorial Vale do Tibagi, que foi responsável pelo loteamento, urbanização e venda das terras, que foram divididas em 4 mil lotes.[19] A área urbana projetada foi encomendada ao alemão Max Staudacher,[20] que pensou numa cidade-jardim, com ruas curvas e um cinturão verde destinado a pequenas culturas de alimentos para garantir o abastecimento da população.[19] Sendo assim, Horácio Klabin é considerado o fundador de Cidade Nova.[5]

Pela Lei Estadual n° 4.445, de 16 de outubro de 1961, foi oficialmente criado o distrito administração de Cidade Nova,[20] no município de Tibagi. Em 5 de julho de 1963, através da Lei Estadual n° 4.738, sancionada pelo governador Ney Aminthas de Barros Braga, o distrito foi elevado à categoria de município emancipado com território desmembrado do município de Tibagi,[18][21] porém com denominação Telêmaco Borba.[22][23]

Homenagens[editar | editar código-fonte]

Entre as homenagens recebidas, destacam-se a denominação do estádio do Clube Atlético Monte Alegre, em Harmonia, no município de Telêmaco Borba, que foi denominado Estádio Drº Horácio Klabin. A iniciativa da criação do clube também foi de Horácio Klabin.[24] A principal avenida do município de Telêmaco Borba, na região central da área urbana, foi denominada Avenida Horácio Klabin.[25] A praça construída na década de 1960, no centro da cidade, na gestão do prefeito Péricles Pacheco da Silva, foi batizada como Praça Drº Horácio Klabin.[5]

Referências

  1. a b c «Memorial da Fama - Beki Klabin». Memorial da Fama. Consultado em 9 de setembro de 2015 
  2. «The International Registry of Who's who, Volume 7,Edição 3». Intercontinental de Promoções. Consultado em 9 de setembro de 2015 
  3. «Exame, Volume 22». Editora Abril. 1990. Consultado em 9 de setembro de 2015 
  4. Carlos Heitor Cony, Sergio Lamarão, Rosa Maria Canha (2001). «Wolff Klabin: a trajetória de um pioneiro - A maior fábrica de papel do país». FGV Editora. Consultado em 9 de setembro de 2015 
  5. a b c «Horácio Klabin e Samuel Klabin serão homenageados». Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba. 27 de abril de 2012. Consultado em 9 de setembro de 2015. Arquivado do original em 3 de março de 2016 
  6. «Educação Judaica no Brasil. Lafer-Klabin de Poselvja: Empreendedores e Intelectuais Brasileiros» (PDF). Arquivo Histórico Judaico Brasileiro. Outubro de 2011. Consultado em 16 de julho de 2018 
  7. «Morre a socialite Beki Klabin». IstoÉ. 23 de agosto de 2000. Consultado em 9 de setembro de 2015 
  8. «A grande noite de Beki». Consultado em 9 de setembro de 2015. Arquivado do original em 23 de abril de 2014 
  9. «Decana das socialites do Rio, Beki Klabin, que inspirou a personagem de Tonia Carrero na novela Água Viva, morreu aos 78 anos». Terra - IstoÉ Gente. Consultado em 9 de setembro de 2015 
  10. «Klabins brigam por quadros sumidos». Estadão. 14 de agosto de 2009. Consultado em 9 de setembro de 2015 
  11. a b c André Miguel Coraiola (2003). «Capital do Papel - A História do Município de Telêmaco Borba». Livro. 1. 269 páginas 
  12. «1950». Museu do Cartão de Crédito. Consultado em 9 de setembro de 2015 
  13. Cândid Maria S. Galeno (1979). «O Livro da ajebiana, Volume 1». Editora H. Galeno. Consultado em 9 de setembro de 2015 
  14. Osvaldo Pilotto (1976). «Cem anos de imprensa no Paraná [1854-1954]». Instituto Histórico, Georgráfico e Etnográfico Paranaense. Consultado em 9 de setembro de 2015 
  15. Ana Flávia Braun Vieira; Miguel Archanjo de Freitas Júnior (22 e 26 de julho de 2013). «Para além do papel: memória e identidade do cidadão telemacoborbense pelas páginas do jornal O Tibagi.» (PDF). Consultado em 9 de setembro de 2015  Verifique data em: |data= (ajuda)
  16. «História Telêmaco Borba». Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba. Consultado em 9 de setembro de 2015 
  17. «Isto é, Edições 460-470». Encontro Editorial. 1986. Consultado em 9 de setembro de 2015 
  18. a b «Plano Diretor de Desenvolvimento de Telêmaco Borba» (PDF). Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba. 2005. Consultado em 17 de maio de 2015. Arquivado do original (PDF) em 24 de setembro de 2015 
  19. a b Telma Barros Correia (1998). «Núcleo Fabril X Cidade Livre: os projetos urbanos da Klabin do Paraná». Pontifícia Universidade Católica de Campinas - V Seminário de História da Cidade e do Urbanismo. Consultado em 9 de setembro de 2015. Arquivado do original em 3 de março de 2016 
  20. a b «Surge Cidade Nova, que será Telêmaco». Diário dos Campos. 26 de março de 2013. Consultado em 24 de dezembro de 2014 
  21. «Telêmaco Borba, Paraná - Histórico - Formação administrativa» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 9 de setembro de 2015 
  22. Dinizar Ribas de Carvalho (2006). «Telêmaco Borba o município: história política da capital do papel e da madeira». Livro. 1. 200 páginas 
  23. «Telêmaco Borba - Cinzas do Passado» (PDF). Revista Impacto - Ano XV, Nº XXXIII. Abril de 2013. Consultado em 9 de setembro de 2015. Arquivado do original (PDF) em 4 de março de 2016 
  24. «CAMA comemora 66 anos e no currículo o Título "Campeão de Futebol de 1955".». Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba. 26 de abril de 2012. Consultado em 9 de setembro de 2015. Arquivado do original em 3 de março de 2016 
  25. «CEP da Avenida Horácio Klabin». Busca Meu CEP. Consultado em 9 de setembro de 2015 
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