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Horia Sima

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Horia Sima
Deputado do Reino da Romênia
Período1937-?
Ministro Subsecretário de Estado do Reino da Romênia
Período1940
a julho de 1940
Ministro da Cultura e dos Cultos do Reino da Romênia
Períodojulho de 1940
a setembro de 1940
Vice-Primeiro-Ministro do Estado Nacional Legionário da Romênia
Períodosetembro de 1940
a janeiro de 1941
Dados pessoais
Nascimento3 de junho de 1906
Bucareste, Reino da Romênia
Morte25 de maio de 1993 (86 anos)
Madrid, Espanha
Nacionalidade Romeno
Alma materUniversidade de Bucareste
Partido Guarda de Ferro (1927-1941)
Profissãoescritor, filósofo e político

Horia Sima (Bucareste, Romênia, 3 de julho de 1906Madrid, Espanha, 25 de maio de 1993) foi um político, escritor e filósofo legionário romeno, um íntimo colaborador do líder fascista Corneliu Zelea Codreanu, bem como seu sucessor na liderança da Guarda de Ferro.

Biografia

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Horia Sima nasceu a 3 de julho de 1906, em Bucareste, no Reino da Romênia, onde estudou filosofia e filologia romântica na Universidade de Bucareste. Ainda como estudante, em 1927, ingressa no movimento nacionalista cristão de caráter fascista da Guarda de Ferro. Em 1935, é nomeado Chefe de Região no Movimento Legionário e dois anos depois é eleito deputado no Parlamento Romeno pelo partido.

Após o assassinato de Codreanu, em 30 de novembro de 1938, Sima segue sua luta contra o regime, e assume como líder da Guarda de Ferro.

Após o rei Carol II proibir a Guarda, Sima fuge para a Iugoslávia e depois para a Alemanha. Ele voltou para a Romênia em 1940, o rei, tentando manter algum poder, convidou-o para participar do gabinete: foi ministro subsecretário de Estado no governo Tatarescu e posteriormente, de julho de 1940 a setembro de 1940, Ministro da Cultura e dos Cultos no governo sob Ion Gigurtu. Após a abdicação forçada do Rei Carol II, Sima estabeleceu conjuntamente com a ditadura do general Ion Antonescu, o chamado "Estado Nacional Legionário", no qual de setembro de 1940 a janeiro de 1941 serviu como vice-primeiro-ministro, até Antonescu dar um golpe de Estado e, com apoio das tropas alemãs, expulsá-lo junto dos outros ministros legionários.

Internados em campos de concentração na Alemanha, de acordo com Antonescu, os legionários ficaram nos campos de Buchenwald, Dachau e Sachsenhausen; entre eles, Horia Sima, primeiro em domícilio forçado, e mais tarde preso em Buchenwald e Sachsenhausen. Quando a Romênia capitula em 1944, Horia Sima é liberto e levado ao Quartel General Alemão para formar na Romênia um governo de resistência. Sendo vencida a Alemanha, e sobrevinda a "onda vermelha" sobre a Romênia, entre 1944 e 1945, em Viena, Sima preside um governo romeno em exílio.

Apesar de ter sido condenado à morte em dois julgamentos, Horia Sima finalmente fuge para a Espanha, onde viveu exilado como líder de um grupo dissidente da Guarda de Ferro até a sua morte, escrevendo livros e realizando conferências.[1]

Referências

  1. SIMA, Horia (1959). Dos Movimientos Nacionales. José António Primo de Rivera, Corneliu Zelea Codreanu (em espanhol). Madrid: [s.n.] 63 páginas 

Bibliografia

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Ligações Externas

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