Horia Sima

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Horia Sima.

Horia Sima (nascido em 3 de julho de 1906 em Făgăraș, Romênia25 de maio de 1993 em Madrid, Espanha ?) foi um político fascista romeno, um íntimo colaborador do líder fascista Corneliu Zelea Codreanu e seu sucessor como líder da Guarda de Ferro, e comandante do Movimento Legionário - uma organização paramilitar terrorista modelada a partir de organizações nazistas como a SA e SS[1]

Aderiu ao movimento fascista e antissemita da Guarda de Ferro em 1927, e tornou-se líder do movimento em 1938. O rei Carol II proibiu a Guarda logo depois, assim Sima fugiu para a Iugoslávia e depois para a Alemanha. Ele voltou para a Romênia em 1940, o rei, tentando manter algum poder, convidou-o para participar do gabinete: de julho de 1940 a setembro de 1940, foi ministro da Cultura e dos Cultos no governo sob Ion Gigurtu. Após a abdicação forçada do Rei Carol II, Sima estabeleceu conjuntamente com a ditadura do general Ion Antonescu, o chamado "Estado Nacional Legionário", no qual de setembro de 1940 a janeiro de 1941 serviu como vice-primeiro-ministro.

Durante a sua breve participação no governo, a Guarda de Ferro, liderada por Sima cobriu a Romênia com uma onda de assassinatos políticos e pogroms. Procurou vingar-se contra os adversários da Guarda de Ferro e excluir os judeus da economia da Romênia. Depois de uma ruptura entre Sima e Antonescu em relação às suas políticas, Horia Sima tentou assumir o governo, encenando uma revolta da Guarda de Ferro contra o Marechal Ion Antonescu e o exército romeno. Um pogrom eclodiu em Bucareste durante a revolta e 123 judeus foram assassinados. Antonescu rapidamente sufocou a revolta, e Sima fugiu para a Alemanha, onde ele foi, de dezembro de 1944 a maio de 1945, um primeiro-ministro de um governo sombra romeno pró-nazista. Apesar de ter sido condenado à morte em dois julgamentos, Horia Sima finalmente fugiu para a Espanha, onde viveu exilado como líder de um grupo dissidente da Guarda de Ferro até a sua morte.

Referências

  1. Cretzianu, Alexander. Relapse Into Bondage, Political Memoirs of a Romanian Diplomat, 1918-1947, p.218. Iași: The Center for Romanian Studies, 1998.

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]