Horizon Zero Dawn

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Horizon Zero Dawn
Desenvolvedora(s) Guerrilla Games
Publicadora(s) Sony Interactive Entertainment
Diretor(es) Mathijs de Jonge
Produtor(es) Lambert Muller
Projetista(s) David Ford
Escritor(es) John Gonzalez
Benjamin McCaw
Programador(es) Michiel van der Leeuw
Artista(s) Jan-Bart van Beek
Compositor(es) Joris de Man
The Flight
Niels van der Leest
Motor Decima
Plataforma(s) PlayStation 4
Data(s) de lançamento
  • AN 28 de fevereiro de 2017
  • PAL 1 de março de 2017
Gênero(s) RPG eletrônico de ação
Modos de jogo Um jogador
Página oficial

Horizon Zero Dawn é um jogo eletrônico RPG de ação desenvolvido pela Guerrilla Games e publicado pela Sony Interactive Entertainment exclusivamente para o PlayStation 4 lançado em 28 de fevereiro de 2017. Esta é a primeira propriedade intelectual criada pela Guerrilla desde Killzone em 2004 e seu primeiro jogo de RPG.

Horizon Zero Dawn acontece mil anos no futuro em um mundo pós-apocalíptico onde criaturas mecanizadas colossais dominaram o mundo, e vagam em uma paisagem fora do controle da humanidade. O jogador controla Aloy, uma caçadora que utiliza sua velocidade, esperteza e agilidade para permanecer viva e proteger sua tribo contra a força, o tamanho e o poder bruto das máquinas.

Jogabilidade[editar | editar código-fonte]

Os jogadores podem usar várias armas, como o arco e flecha, para atacar e imobilizar inimigos.

Horizon Zero Dawn é um eletrônico de ação em que os jogadores controlam Aloy, uma caçadora e arqueira, à medida que ela progride através de um mundo pós-apocalíptico, dominado por criaturas mecanizadas como robôs dinossauros.[1] Os componentes destas criaturas, como a electricidade e o metal, são vitais para Aloy sobreviver, sendo que ela tem de revistar os cadáveres destas criaturas em busca de recursos. Os jogadores têm várias formas de matar os inimigos, como criar armadilhas, disparar setas, utilizando explosivos, combate corpo a corpo, ou fazendo mortes silenciosas. O combate divide-se assim em três estilos distintos; um usa tácticas furtivas, um outro mais orientado para o poder de fogo do jogador e um último focado na criação de armadilhas.[2] Também existe a possibilidade de criar novos itens através de materiais e partes mecânicas espalhadas pelo mundo.[3] Através de um sistema de "regalias", o jogador pode personalizar o seu personagem para melhorá-lo de acordo com o seu estilo ou forma de jogar.[2]

O jogo tem um cenário futurista, pós-apocalíptico[4] de mundo aberto, que pode ser explorado pelos jogadores quando não estão a completar missões.[5] Horizon: Zero Dawn inclui um sistema de dinâmico de clima e um ciclo dia-noite.[6] Horizon: Zero Dawn não tem qualquer forma de tutorial, por forma a encorajar os jogadores a aprender a derrotar os inimigos através do método de "tentativa e erro".[7] A Guerrilla Games referiu que o jogo não tem telas de carregamento.[8]

Mundo[editar | editar código-fonte]

Horizon Zero Dawn acontece a mil anos no futuro em um mundo pós-apocalíptico onde criaturas mecanizadas colossais dominaram o mundo, e vagam em uma paisagem fora do controle da humanidade. Ao longo do tempo, a evolução humana regrediu até uma sociedade tribal de caçadores e coletores que sobrevive por entre florestas imensas, cordilheiras imponentes e as ruínas atmosféricas de uma civilização antiga – enquanto as máquinas selvagens se tornaram cada vez mais poderosas e agressivas. O jogador controla Aloy, uma caçadora que utiliza a velocidade, esperteza e agilidade para permanecer viva e proteger sua tribo contra a força, o tamanho e o poder bruto das máquinas.[8][9]

Enredo[editar | editar código-fonte]

Aloy nasceu em uma das tribos humanas, os Nora, que idolatram a natureza como a “Mãe-de-Todos”, mas foi banida assim que veio ao mundo. Órfã, ela acaba adotada por outro banido, Rost. Quando criança, Aloy cai acidentalmente nas ruínas de uma base subterrânea dos antigos e encontra um Foco, aparelho que lhe permite escanear objetos e criaturas para obter informações. Querendo descobrir quem foi sua mãe, Aloy passa os próximos anos de sua vida treinando intensamente para participar de um ritual de aprovação dos Nora cujo vencedor não só se livra do banimento, como ainda ganha o direito de fazer qualquer pergunta às matriarcas da tribo.

Na véspera do torneio, Aloy descobre um visitante, Olin, que também tem um Foco, mas ele reluta em explicar onde o encontrou. Depois, Aloy se sagra campeã, mas os Nora são atacados por dissidentes dos Carja, uma tribo que idolatra o Sol. Rost surge e se sacrifica para salvar Aloy, que é mais tarde resgatada pela matriarca Teersa, a única que nunca a destratou por ser banida. Após acordar, Aloy examina um Foco que pegou de um Carja e descobre que Olin a espionou para eles com seu aparelho. Ela visualiza também uma mulher antiga muito parecida com ela. Teersa revela que Aloy foi encontrada ainda bebê dentro da montanha que os Nora acreditam ser o ventre da Mãe-de-Todos – na verdade, é apenas uma base dos antigos – e que, embora ela tenha visto isso como uma dádiva da deusa, as demais matriarcas interpretaram como uma maldição e a baniram imediatamente. Aloy se aproxima do local onde foi encontrada e tenta abrir uma porta que ninguém jamais conseguiu abrir, em vão.

Buscando respostas para sua origem e vingança pelo ataque à sua tribo, Aloy é declarada Emissária pelas matriarcas e parte para Meridian, capital dos Carja. Lá, descobre que Olin foi coagido a cooperar com os assassinos – membros de uma organização denominada Eclipse que servem a uma divindade conhecida como HADES – e que a semelhança de Aloy com a mulher vista nas imagens é o motivo pelo qual ela virou um alvo.

Um homem chamado Sylus começa a se comunicar com Aloy por seu Foco e guia a protagonista por uma jornada na qual eles descobrem a origem das máquinas e o que levou os antigos ao seu fim. Em meados do século XXI, robôs de combate criados pela empresa Faro sofreram uma falha de programação que os deixou hostis. Multiplicando-se rapidamente e consumindo biomassa como combustível, eles logo deixaram a vida na Terra à beira da extinção. A mulher parecida com Aloy, Elisabet Sobeck, era uma gênia da robótica que trabalhava para a Faro até esta começar a fazer máquinas de guerra. Quando a falha foi detectada, ela foi chamada pelo dono da empresa, Ted, para pensar em uma solução, mas concluiu que o processo era irreversível e que a vida na Terra extinguir-se-ia em menos de dois anos. Como alternativa, contudo, ela bolou o Projeto Zero Dawn, que criaria uma forma ultra-avançada de inteligência artificial denominada GAIA. GAIA seria capaz de projetar e produzir máquinas por conta própria para restaurar as condições de vida no planeta, recodificar as máquinas hostis para que adormecessem e garantir a sobrevivência de clones humanos que repovoariam o planeta. Eventualmente, Elisabet se sacrifica para garantir a continuidade do projeto quando uma escotilha defeituosa no QG do projeto requer que alguém a lacre manualmente pelo lado de fora (e fique impedido de entrar de novo) antes que as máquinas detectem as instalações.

GAIA tinha vários subsistemas, incluindo APOLLO, que catalogava todo o conhecimento humano acumulado até então para que os clones não cometessem os mesmos erros de seus antepassados. Contudo, Ted acreditou que tal conhecimento seria prejudicial aos clones e decide, unilateralmente, deletar tudo e assassinar toda a equipe após a morte de Elisabet, revelando por que os novos humanos vivem como na pré-história.

Aloy descobre também que HADES é outro dos subsistemas de GAIA e que tinha como função promover uma extinção controlada caso as condições de vida no planeta não se mostrassem propícias para a sobrevivência humana e o processo tivesse de começar de novo. Ela também obtém a chave para abrir a porta dentro da Mãe de Todos.

Lá dentro, ela descobre uma instalação onde os clones humanos responsáveis por repovoar a terra foram educados por robôs e hologramas até serem soltos na natureza. Aloy visualiza uma mensagem urgente de GAIA na qual ela avisa que foi corrompida por um código malicioso que tornou HADES autoconsciente e que a entidade tentaria reverter os processos de terraformação e eliminar todos os humanos. Numa última tentativa de garantir a recuperação da Terra, GAIA provocou uma sobrecarga em seu reator principal que objetivava destruir HADES e ela mesma, mas a entidade conseguiu escapar. Antes de se autodestruir, GAIA gerou um clone de Elisabet – Aloy – na esperança de que ela crescesse e, com o DNA de Elisabet, pudesse entrar nas instalações Zero Dawn, recuperar GAIA e reiniciar o sistema.

Aloy obtém de Sylus um equipamento para purgar HADES e retorna para Meridian onde uma grande batalha contra os Eclipse e máquinas controladas por eles acontece. As forças inimigas são derrotadas e HADES é encerrado. Depois, Aloy localiza o cadáver de Elisabet e ouve sua última conversa com GAIA. Numa cena pós-créditos, é revelado que HADES ainda está ativo, mas aprisionado por Sylus, que pretende interrogá-lo para saber quem enviou o código que o tornou autoconsciente.[10]

The Frozen Wilds[editar | editar código-fonte]

Ao explorar a região conhecida como The Cut (disponível somente por meio desta DLC), Aloy conhece vários membros da tribo Banuk, que povoa a área, incluindo os irmãos Aratak e Ourea. Eles contam a Aloy que muitos tentaram entrar no vulcão conhecido como Thunder's Drum, mas foram massacrados por máquinas mortíferas. Ourea é uma xamã que estabeleceu contato com o "Espírito" - na verdade, uma inteligência artificial chamada CYAN com quem ela se comunica numa instalação dos Antigos e descobre que ela está quase totalmente corrompida por uma entidade conhecida como o Demônio.

Explorando instalações dos Antigos, Aloy descobre que o Demônio, na verdade, é HEPHAESTUS, um subsistema de GAIA responsável por construir as máquinas que ocupam a Terra. Assim como HADES, ele também ganhou autoconsciência com o código de origem desconhecida e passou a construir robôs cada vez mais fortes e agressivos após os humanos começarem a caçá-los por peças, explicando, portanto, por que as máquinas começaram a se voltar contra os humanos

Aloy descobre também que CYAN era, na verdade, uma inteligência artificial desenvolvida antes do Projeto Zero Dawn com o intuito de coordenar uma imensa rede de máquinas gigantes que manteria a Caldeira de Yellowstone estável, evitando uma possível erupção catastrófica.

Aloy, Aratak e Ourea adentram a instalação do vulcão e lutam contra dezenas de máquinas. Ourea se sacrifica para recuperar o sistema de CYAN para que esta possa se transferir para outro local e iniciar um processo de autodestruição das instalações. Aloy e Aratak escapam e, numa última conversa com CYAN, Aloy é informada que HEPHAESTUS ainda está ativo em algum lugar.[11]

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

A produção começou em 2011, depois do lançamento de Killzone 3.[12] A Guerrilla Games anunciou que estava a criar uma nova propriedade intelectual baseada na série Killzone. Foram criados cerca de quarenta conceitos para o jogo, entre eles estava Horizon Zero Dawn, aquele a que o director Mathijs de Jonge chamou de "o mais arriscado".[13] Quando este conceito foi escolhido, uma equipe de 10 a 20 pessoas começaram a construir protótipos para o jogo; muitos dos elementos incluídos nesses protótipos ficaram no jogo. Foram escritas cerca de vinte histórias diferentes, explorando vários conceitos e personagens. A história foi escrita por John Gonzalez, o escritor principal de Fallout: New Vegas. Os vários elementos da história permaneceram intactos desde o inicio da produção.[8][13] Depois de terminada a produção de Killzone: Shadow Fall, foi movido mais pessoal da Guerrilla Games para trabalhar em Horizon.[14]

O jogo explora a justaposição entre a beleza do mundo e os seus perigos, analisando particularmente a definição de humanidade por não estar "no topo da lista da vida".[13] A equipa quis dar ênfase à exploração ao dar um sistema de busca, assim como a inclusão de itens através do mundo que podem ser usados como meio artesanal ou para melhorar a saúde.[13] Horizon Zero Dawn não tem qualquer forma de tutorial, por forma a encorajar os jogadores a aprender a derrotar os inimigos através do método de "tentativa e erro".[7] A equipa desejou que o jogo tivesse menus interativos simples, especialmente eliminando os complicados usados para a fabricação artesanal. A equipe revelou que o jogo revelou ser um desafio técnico.[15]

Horizon Zero Dawn está a ser criado com o motor usado em Shadow Fall, no entanto sentiram que o motor era difícil de se adaptar para Horizon, no que toca aos tempos de carregamento e distancias. Para descobrirem como alguns elementos trabalham em jogos de mundo aberto, a equipa procurou ajuda para o design, a arte e para outros campos técnicos.[15][16]

A arte conceitual, com dinossauros robóticos, assim como o nome de código do jogo, escapou para a Internet em Setembro de 2014.[17] Horizon: Zero Dawn foi oficialmente revelado durante a conferencia de imprensa da Sony na E3 2015. O lançamento mundial ocorreu em 2017, exclusivamente para PlayStation 4.[18]

Recepção[editar | editar código-fonte]

O vídeo de revelação mostrado durante a E3 2015 recebeu aclamação por parte da crítica e recebeu diversos prêmios incluindo "Melhor Jogo Original", atribuído pelo painel de juízes da Game Critics Awards.[19][20]

O Game teve ótima recepção da crítica, somando até o momento a nota de 89 dos especialistas e 8.3 dos usuários de acordo com o Metacritic.

Vendas[editar | editar código-fonte]

Em 28 de Fevereiro de 2018, o videojogo atingiu a marca de 7.6 milhões de cópias vendidas, tendo se tornado o jogo first-party mais vendido para PlayStation 4.[21]

Referências

  1. Conditt, Jessica (16 de junho de 2015). «Robot dinos, archery and mystery in 'Horizon: Zero Dawn'». Engadget. Consultado em 15 de junho de 2015. 
  2. a b Tamoor Hussain (9 de julho de 2015). «"Killzone Dev's New PS4 IP Horizon: Zero Dawn Won't Have Multiplayer"». GameSpot. Consultado em 9 de julho de 2015. 
  3. Hulst, Hermen (16 de junho de 2015). «Horizon: Zero Dawn announced for PS4, from Guerrilla Games». PlayStation.Blog. Consultado em 17 de junho de 2015. 
  4. Leandro Lamounier (26 de junho de 2015). «Horizon Zero Dawn foi a incrível surpresa da Guerrilla Games na E3 2015 | SuperGamePlay». Consultado em 26 de junho de 2015. 
  5. Te, Zorine (15 de junho de 2015). «Horizon: Zero Dawn Is Prehistoric and Modern All At Once». GameSpot. Consultado em 16 de junho de 2015. 
  6. «Horizon: Zero Dawn Official Fact Sheet Explains Features of The Newly Announced PS4 Exclusive». DualShocker. 16 de junho de 2015. Consultado em 17 de junho de 2015. 
  7. a b Scammell, David (18 de junho de 2015). «Horizon: Zero Dawn won't be 'tutorialised'; RPG systems detailed». VideoGamer.com. Consultado em 23 de junho de 2015. 
  8. a b c Fulton, Will (17 de junho de 2015). «Horizon Zero Dawn is even better than the mind-blowing trailer made you think». DigitalTrend. Consultado em 18 de junho de 2015. 
  9. PlayStation. «Horizon Zero Dawn™». PlayStation.com. Consultado em 18 de junho de 2015. 
  10. Guerrilla Games (28 de fevereiro de 2017). Horizon Zero Dawn. PlayStation 4. Sony Interactive Entertainment 
  11. Guerrilla Games (7 de novembro 2017). Horizon Zero Dawn: The Frozen Wilds. PlayStation 4. Sony Interactive Entertainment 
  12. Silva, Marty (18 de junho de 2015). «E3 2015: Horizon: Zero Dawn's Incredible Balance of Action and RPG». IGN. Consultado em 18 de junho de 2015. 
  13. a b c d Kato, Matthew (26 de junho de 2015). «The Origins & World Of Horizon Zero Dawn». Game Informer. GameStop. p. 1. Consultado em 5 de julho de 2015.. Cópia arquivada em 4 de julho de 2015 
  14. Yin-Poole, Wesley (30 de setembro de 2013). «Killzone dev Guerrilla confirms work on new IP has begun». Eurogamer. Consultado em 18 de junho de 2015. 
  15. a b Kato, Matthew (26 de junho de 2015). «The Origins & World Of Horizon Zero Dawn». Game Informer. GameStop. p. 2. Consultado em 5 de julho de 2015.. Cópia arquivada em 4 de julho de 2015 
  16. Scammell, David (18 de junho de 2015). «Horizon: Zero Dawn is 1080p/30fps, runs on modified version of Killzone: Shadow Fall engine». VideoGamer.com. Consultado em 23 de junho de 2015. 
  17. Karmali, Luke (16 de setembro de 2014). «Guerrilla Games New Project Could Feature Robot Dinosaurs». IGN. Consultado em 18 de junho de 2015. 
  18. Hilliard, Kyle (17 de junho de 2015). «Killzone Creators Announce Horizon: Zero Dawn». Game Informer. Consultado em 17 de junho de 2015. 
  19. «"Best Of E3 2015"». Game Critics Awards. Consultado em 8 de julho de 2015. 
  20. Stephany Nunneley (7 de julho de 2015). «Fallout 4 and Uncharted 4 clean up at E3 2015 Game Critics Awards». VG247. Consultado em 8 de julho de 2015. 
  21. Makuch, Eddie (28 de Fevereiro de 2018). «Horizon Zero Dawn Sells 7.6 Million Copies, Setting New PS4 Record». GameSpot.com. Consultado em 24 de março de 2018. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]