House progressivo

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House progressivo
Origens estilísticas House, trance, Balearic beat, Italo house, Handbag house
Contexto cultural Início da década de 1990, no Reino Unido, Europa
Instrumentos típicos Sintetizador, caixa de ritmos, sequenciador, sampler, teclado eletrônico, computador pessoal

House progressivo é um estilo de house caracterizado pela progressão musical nas melodias e linhas e baixo. Possui elementos similares ao trance. O estilo se desenvolveu inicialmente no Reino Unido, baseado nos estilos de house music nos Estados Unidos e de outros países europeus na década de 1980 e 1990.[1]

História[editar | editar código-fonte]

O termo foi criado por Dom Phillips, editor Mixmag, e as origens do estilo estão no começo da década de 1980, no Reino Unido. O primeiro trabalho que levou este nome é o "Not Forgotten", o primeiro single do Leftfield (que posteriormente passou a fazer um som mais voltado ao electro, dub e techno).[2]

Logo em seguida, apareceram na Inglaterra vários discos com a mesma proposta: pegar o house estado-unidense e torná-lo mais diversificado, abusando de efeitos de estúdio, de acordes agressivos e arranjos sofisticados. As principais inspirações eram o dub e o trance, que estava nascendo na Europa. O progressivo surgiu como oposição ao breakbeat hardcore do The Prodigy e Altern 8, que dominavam as festas naquele tempo, virando mania nos clubes ingleses.

Por volta de 1994, ele deu uma saturada, pois parte dele ficou andando em círculos enquanto a outra havia sido comercializado demais e podia-se ouvir seus timbres em várias composições da parada pop inglesa. Artistas como Leftfield, Underworld e Slam, que no começo alavancaram o house progressivo, estavam buscando outro rumos.

Em 1998, é lançado Scared, do Slacker, e com isso o termo "progressivo" volta à cena. Sasha, com seus remixes e long sets, abandonava de vez o trance, que caracterizou seus sets entre 1994 e 1998, e investia num som mais trabalhado, de evoluções harmônicas mais discretas. E, em Londres, Digweed alavanca seu projeto "Bedrock", que era o nome do seu clube semanal, selo e o projeto de estúdio. Esse último teve Heaven Scent como um dos melhores singles do ano. Na seqüência, Lee Burridge, Craig Richards e Danny Howels vêem suas carreiras decolar, os dois primeiros graças a Tyrant, festa de Sasha, onde eram residentes; e o último graças a Bedrock, clube onde era residente. Enquanto isso o selo de Digweed lançava singles de primeira, como os de Jimmy Van M, Austin Leeds, Moonface e Steve Lawler, além do seu Bedrock, com "Voices".

Outro responsável pela volta do house progressivo foi o alemão Timo Maas, como sua versão de Dooms Night para Azzido da Bass, além de seus próprios singles como "Ubik", "Riding on a Storm", "The Dance" e "Der Scheiber". Outros nomes são Chab, Lemon8, Lexicon Avenue, Saeed and Palash, Hernán Cattaneo. Nick Warren, Anthony Pappa, Peace Division, Cass & Slide, Tilt, FC Kahuna, Medway, James Holden, Schiller, DJ Remy, John Debo, Steve Porter e Sander Kleinenberg.

Referências

  1. Gerard, Morgan; Sidnell, Jack. Popular Music and Society 24.3 (Fall 2000): 21-39.
  2. [www.djhistory.com/features/trance-mission-1992 «Trance-Mission»] Verifique valor |url= (ajuda) (em inglês). DJHistory [ligação inativa] 
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