Houthis

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Houthis
Dhulfiqar.svg
Datas das operações 1994-Presente (armado desde 2004)
Líder Hussein Badreddin al-Houthi
Abdul-Malik al-Houthi
Abdul-Malik al-Houthi
Área de atividade Norte do Iêmen e região sul-ocidental da Arábia Saudita
Ataques célebres Atuação no Conflito de Sa'dah e Revolta no Iêmen em 2011-2012
Tamanho 100 000[1]
Áreas de atuação do grupo.

Houthis (em árabe, الحوثيون, transl. al-Ḥūthiyyūn, também chamados al-Houthis, em alusão ao nome de seus dirigentes, Hussein Badreddine al-Houthi e seus irmãos) é a denominação mais comum da organização Ansar Allah, (em árabe أنصار الله, transl. anṣār allāh : 'partidários de Deus')[2] um grupo político armado zaidita atuante no noroeste do Iêmen.[3] Eles também têm sido referidos como um "poderoso clã",[4] e com o título Ash-Shabab al-Mu'min (em árabe, الشباب المؤمن), traduzido como Crentes Juvenis (BY) [5] ou Jovens Crentes. [6]

A denominação houthi deriva de Hussein Badreddin al-Houthi, antigo lider do grupo, morto por forças do exército iemenita, em setembro de 2004.[7] Vários outros comandantes, incluindo, Ali al-Qatwani, Abu Haider, Abbas Aidah e Yousuf al-Madani (um genro de Hussein al-Houthi) também foram mortos por forças iemenitas.[8] [6]

Membros do grupo possuíam entre 1.000 e 3.000 combatentes até 2005 [9] e entre 2.000 e 10.000 combatentes a partir de 2009.[10] De acordo com Ahmed Al-Bahri, os houthis tiveram um total de 100.000-120.000 seguidores, incluindo combatentes armados e partidários desarmados.[11]

Os houthis afirmaram que suas ações são para a defesa de sua comunidade e contra a discriminação por parte do governo. O governo do Iêmen, por sua vez, acusa-os de querer derrubá-lo e instituir uma lei religiosa xiita[12] , desestabilizar o governo e "fazer uma agitação com sentimento de antiamericano".[13]

O governo iemenita também acusou os houthis de ter ligações com patrocinadores externos, especialmente o governo iraniano.[14] Por sua vez, os houthis rebateram as acusações, afirmando que o governo iemenita é apoiado por agentes externos, notadamente a Arábia Saudita e a Al-Qaeda[15] [16] [17] [18]

Em menos de um mês (de 26 de março a 13 de abril de 2015), os ataques contra os houthis produziram 3.897 feridos e resultaram na morte de aproximadamente 2.600 civis, incluindo um grande número de crianças e mulheres. A Arábia Saudita e seus oito aliados árabes justificam os ataques pela necessidade de defender a legitimidade do presidente iemenita Abdo Rabbo Mansour Hadi, além de suprimir a ameaça que os houthis representariam para a Arábia Saudita e, principalmente, evitar que o Irã estenda sua influência na região por meio dos rebeldes. [19]

Referências

  1. Houthis Kill 24 in North Yemen, 27 de novembro de 2011
  2. A Verdade. Ataques contra aldeia sunita do Iémen deixam 26 mortos e 120 feridos
  3. «Ansar Allah vows to defeat al-Qaeda in Yemen». 22 de outubro de 2014. Consultado em 23 de janeiro de 2016. 
  4. What Is Yemen's Houthi Rebellion? Por Pierre Tristam
  5. Regime and Periphery in Northern Yemen - The Huthi Phenomenon. Por Barak A. Salmoni, Bryce Loidolt, Madeleine Wells. Prepared for the Defense Intelligence Agency. Rand National Defense Research Institute
  6. a b «Hothi / Houthi / Huthi. Ansar Allah al-Shabab al-Mum'en / Shabab al-Moumineen ('Believing Youth')». GlobalSecurity.org. 
  7. Deaths in Yemeni mosque blast. Al Jazeera, 2 de maio de 2008.
  8. Press TV Saudi soldier, Houthi leaders killed in north Yemen, 19 de novembro de 2009
  9. Philips, Sarah (28 de julho de 2005). Cracks in the Yemeni System. Middle East Report Online.
  10. «Pity those caught in the middle». The Economist [S.l.: s.n.] 19 de novembro de 2009. 
  11. Ahmed Al-Bahri: Expert in Houthi Affairs, 10 de abril de 2010
  12. «Deadly blast strikes Yemen mosque» BBC News [S.l.] 2 de maio de 2008. Consultado em 23 de janeiro de 2016. 
  13. Sultan, Nabil (10 de julho de 2004). Rebels have Yemen on the hop. Asia Times Online.
  14. Wikileaks. Kuwait Interior Minister sounds alarm on Iran; offers assurances on GTMO returnees and security. Data: 17 de fevereiro de 2010.
  15. «Saudi, al-Qaeda support Yemen crackdown on Shias» Press TV [S.l.] 29 August 2009. Consultado em 1º de fevereiro de 2010. 
  16. «Al-Qaeda Fighting for Yemeni Government Against Houthi Shia Rebels...» [S.l.: s.n.] 29 December 2009. Consultado em 1º de fevereiro de 2010. 
  17. «Yemen employs al-Qaeda mercenaries: Houthis» Press TV [S.l.] 28 de outubro de 2009. Consultado em 1º de fevereiro de 2010. 
  18. Dostoiévski no Iêmen, por Salem Nasser. Brasileiros, 22 de maio de 2015
  19. Houthis denunciam a morte de mais de 2.500 civis desde o início da ofensiva no Iêmen. R7, 13 de abril de 2015.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]

Portal A Wikipédia possui o
Portal do Iêmen