Hsün Tzu
| Hsün Tzu | |
|---|---|
| Nascimento | 298 a.C. |
| Morte | 238 a.C. |
| Ocupação | filósofo confucionista, professor, escritor |
Hsün Tzu foi um filósofo confucionista que nasceu em 298 a.C. e morreu em 238 a.C.[1]
Vida e Obra
[editar | editar código]Sabe-se pouco de sua biografia. Do que se sabe sobre Hsün Tzu, ele viveu no século III a.C. e foi um alto oficial dos governos de Ch'i e Ch'u, e foi professor de Han Fei e de Li Ssu. Do ponto de vista da história, Hsün Tzu viveu o fim da era Chou e pôde presenciar o fim da casa real dos Chou. Ele foi parte principal da terceira geração do confucionismo. Em vida, presenciou a destruição de estados feudais pelo expansionismo imperial da casa Ch'in.[1]
A filosofia de Hsün Tzu foi do tipo realista ao se contrapor a idealização das virtudes dos monarcas do passado e mostrar que a ideia de virtude em se reinstaurar a ordem de monarcas do passado faltava de materialidade por não ser encontrada em exemplos no presente do então século III a.C. Desta premissa decorre a hipótese de que o passado idealizado, conhecido apenas pelo exemplo que transmite virtudes, é falso por não haver diferença categórica entre o tempo do passado e o tempo do presente, e que por isto os meios das "centenas" de reis do passado eram os mesmo dos reis do presente.[1] Este ponto vai de enocntro com a sua reflexão sobre a imutabilidade da natureza humana.
Hsün Tzu escreveu no estilo expositivo (distinguindo-se do estilo aforístico de Confúcio) 22 capítulos em que se comparado com a tradição oral da instrução no período clássico do confucionismo mostra preocupação em preservar a sua doutrina para a posteridade.
Proselitista da racionalidade, ele dedicou parte de seus Capítulos a combater as ideias de magia e de crenças variadas sobre o prolongamento da existência do homem após a morte, muito em voga na China do período clássico. Neste âmbito, ele contrapôs a então muito debatida ideia de recompensa do paraíso ao axioma de que "o paraíso começa na Terra e é hoje".
Considera-se sobre a sua filosofia de que nela foi de principal importância distinguir o bom do mau, e o sábio do tolo. Tais diferenças mostrariam onde o homem se distingue dos demais animais - isto quer dizer, aqui - naquilo em que o homem é visto posto diante a uma "antípoda" sua, bestializada. A reflexão e a síntese de Hsün Tzu é de que as virtudes que constituem o homem são frutos da construção social, em sentido amplo que abrange a cultura. Em outra face desta reflexão está a de que a natureza do homem é má e que a sociedade, no sentido mais amplo de "cultivar a cultura", incutam ao homem às virtudes e a bondade.
Embora o seu período tenha ficado marcado pela fama da obra de Mêncio, a filosofia de Hsün Tzu durante a dinastia Han atingiu considerável popularidade.[1]