Huan

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Huan, na obra de Tolkien, era o cão dos Valar. Extremamente forte e temido, derrotou até mesmo Sauron, o mais poderoso servo de Melkor, em uma luta corpo-a-corpo. Ajudou muito Lúthien e Beren em sua empreitada para conseguir uma Silmaril. Foi treinado por Orome, e fora permitido pelos Valar falar três vezes antes de sua morte. Foi para terra média com Celegorm e fora envolvido na Condenação dos Valar, sendo destinado a encontrar a morte, mas apenas pelo lobo mais forte que já tivesse pisado no mundo. Morreu nas mãos de Carcharoth.

História[editar | editar código-fonte]

Huan era o cão de caça de Orome, o Vala senhor das feras. Orome o deu a Celegorm, filho de Fëanor, ainda em Valinor. Durante o exílio dos Noldor Celegorm o levou consigo para a Térra-Média. Um dia Celegorm e Curufin, seu irmão, durante uma caçada contra as feras de Morgoth estavam descansando, quando Huan, que havia ido junto na caçada. encontrou Lúthien, e a levou a Celegorm, que acabou se apaixonando por ela. Porém ela foi presa pelos irmãos, que pretendiam forçar seu pai, Thingol, a casa-la com Celegorm, aumentando então muito o poder dos Filhos de Fëanor. Huan porém sentia pena dela, e ia várias vezes a visitar, até ao dia em que a ajudou a fugir. Foi nesse dia que falou pela primeira vez, dando conselhos à Lúthien. Juntos, ele e Lúthien foram procurar Beren. Eles encontraram as masmorras de Sauron, onde estava Beren. Aguardaram então em uma ponte. Sauron ao descobrir que Lúthien estava ali enviou lobos para captura-la. Huan porém abatia cada um, a medida que Sauron os enviava. Este portanto enviou Draugluin, uma fera terrivel, pai de vários Lobisomens. Draugluin era extremamente poderoso, mas fora vencido por Huan. Fugiu porém, com vida, embora tenha morrido aos pés de seu mestre. Suas ultimas palavras foram "Huan está lá!". Sauron então teve uma ideia: Ele sabia da sina de Huan, e tomou a a forma de um lobo, se fazendo o lobo mais poderoso que já havia pisado no mundo. Porém, ainda assim não era o lobo destinado e portanto Sauron perdeu o combate. Huan o prendeu e não deixou escapar de maneira nenhuma, não importava que forma assumisse. Fora então obrigado a dar o comando de sua ilha para Lúthien, caso contrario teria que abandonar seu corpo e voltar nu à presença de seu senhor, Morgoth.

Lúthien e Beren se reencontraram novamente. Huan então falou pela segunda vez, dando imporantíssimos conselhos ao Beren. Era porém muito fíel, e voltou a seu antigo dono. Celegorm e Curufin porém tentaram matar Lúthien em um encontro posterior, que foi salva graças à Huan e Beren, que se jogou e recebeu uma flechada para salva-la. Huan então perseguiu os Filhos de Fëanor, que fugiram temerosos, e trouxe uma erva especial que usou para estancar o sangramento e curar Beren. Quando Beren acordou, tentou fugir de Lúthien para não envolve-la em seu perigoso destino. Huan porém ajudou Lúthien a encontrar Beren, e falou pela segunda vez dando conselhos a ele, e disse que ele e Lúthien deveriam cumprir sua sina juntos. Desde então Beren não tentou mais dissuadi-la. Huan então foi embora.

Beren e Lúthien continuaram sua empreitada sem Huan. Ambos conseguiram penetrar na fortaleza oculta de Morgoth, e roubar uma Silmarill de sua coroa, um dos maiores feitos, se não o maior, de toda a história da Terra Média. Porém o guardião do portão de Angband, Carcharot, se desprendeu de seu encantamento. Beren tentou afastá-lo com a Silmarill, pois sobre ela nada que é mal pode tocar, sob pena de sofrer terriveis queimaduras sobre a pele. Carcharoth, porém e de súbito, abocanhou a Silmarill, arrancando a mão de Beren junto. No instante em que o fez, a Silmarill começou a queimar suas entranhas, causando uma dor terrível e uma loucura feroz, que o fez sair correndo e fugindo. A partir dai, Carcharoth destruía tudo que estava em seu caminho, matando qualquer ser vivo que visse em sua frente. De todos os terrores que atingiram Beleriand, sua loucura foi a mais apavorante, pois o poder de uma Silmarill estava oculto dentro dele. Beren e Lúthien retornaram a Doriath, e Thingol concedeu a mão de Lúthien em casamento a Beren. Então, chegaram noticias da chegada de Carcharoth a Menegroth, e começou a "Caça ao Lobo", a mais perigosa de todas as caçadas a feras que se contam as histórias. Nessa caçada estava Huan, o Cão de Valinor, Mablung, Beleg Arcoforte, Beren e Thingol, rei de Doriath e pai de Lúthien. Carcharoth então ao perceber a aproximação de seus caçadores resolveu se esconder, para ataca-los desprevenidos. Eles então não acharam Carcharoth, mas Huan foi sozinho atras dele. Porém, Carcharoth o Evitou e atacou Beren. Huan então voltou, e lutou contra Carcharoth. A luta entre ambos foi terrível. Nos latidos de Huan ouvia-se o som das trompas de Örome e a ira dos Valar. Nos uivos de Charcaroth ouviam-se o ódio de Morgoth e uma crueldade pior do que dentes de aço. A luta foi tão terrivel, que as rochas se fenderam com o clamor de ambos, sufocando as cataratas de Esgalduin. Huan matou Carcharoth, mas também viu ali sua sina. Estava mortalmente ferido e envenenado. Então andou até Beren, e falou pela terceira e ultima vez com palavras: Disse adeus a Beren, antes de morrer. Beren nada falou, mas pôs a mão na cabeça do cão, e assim se despediram. Morreu então Huan, o Cão de Valinor, o mais poderoso cão que já existira.

Força[editar | editar código-fonte]

Huan fora treinado por Örome, e era seu cão de caça. Nada podia escapar a seus olhos, ouvidos ou a seu faro, nem nenhum encantamento poderia engana-lo, e ele nunca dormia. Era sábio, mesmo que só tenha falado três vezes com palavras em sua vida. Sua força era enorme, e era imortal biologicamente, embora ainda assim pudesse ser morto. Era tão poderoso que derrotou o próprio Sauron em um combate. Era extremamente fiel, e fora o grande auxilio de Beren e Lúthien em sua demanda pela Silmarill.

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