Huelva

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Espanha Huelva  
—  Município  —
Catedral de Huelva
Catedral de Huelva
Bandeira de Huelva
Bandeira
Brasão de armas de Huelva
Brasão de armas
Huelva está localizado em: Espanha
Huelva
Localização de Huelva na Espanha
Coordenadas 37° 15' N 6° 57' O
Comunidade autónoma Andaluzia
Província Huelva
Fundação século X a.C.
 - Alcaide Pedro Rodríguez González (PP)
Área
 - Total 149 km²
Altitude 54 m (177 pés)
População (2010)
 - Total 149 310
    • Densidade 1 002,08/km2 
Gentílico: onubense, (vulgarmente) choquero/a
Código postal 21001 - 21007, 21070, 21071, 21080

Huelva é um município da Espanha na província de Huelva, comunidade autónoma da Andaluzia, de área 149 km² com população de 148 806 habitantes (2009) e densidade populacional de 953,12 hab/km².[1] Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística da Espanha tinha a 1 de janeiro de 2010 uma população de 149 310 habitantes.[2]

Huelva está localizada na denominada «Tierra llana», na confluência dos rios Tinto e Odiel. É capital de província desde 1833[3] e é cidade desde 1876.[4]

A cidade tem sido ponto de encontro de diferentes culturas e civilizações. Em 2006, numa zona próxima do seminário, encontraram-se restos datados entre 3000 e 2500 a.C., muito anteriores a Tartessos.[5] A descoberta de dois depósitos cilíndricos com cerca de trinta peças de deidades pré-históricas, a maior conhecida até ao momento, situaria na capital onubense «o povoamento continuado mais antigo da Península Ibérica».[6] [7] Apesar disso, os historiadores coincidem ao assinalar o ano 1000 a.C. como o da fundação do núcleo urbano por parte dos fenícios com o nome de Onoba, na parte baixa da atual cidade, e situada extramuros de um enclave tartésio que ocupava a atual parte alta.

No século XIX, com a compra das minas de cobre do norte da província, produz-se um significativo processo de industrialização e crescimento na cidade que assume um importante crescimento populacional e industrial. De novo, desde o século XX a cidade está também ligada economicamente à indústria química: conta com um amplo polo industrial com indústrias químicas, refinaria de petróleo, metalurgia de cobre, celulose e centrais térmicas, que terão favorecido o desenvolvimento económico da cidade mas também deterioraram o meio ambiente. O setor terciário e o setor pesqueiro são também consideravelmente importantes em Huelva. Pela sua localização perto do Golfo de Cádis tem uma importante frota pesqueira e uma das maiores frotas congeladoras da Espanha.

Ao ser capital de província acolhe os principais serviços públicos da zona tanto provinciais e autonómicos como estatais. Pela sua vinculação à descoberta da América também tem um importante sentimento americanista[8] com ligações periódicas com entidades ibero-americanas.[9]

História[editar | editar código-fonte]

  • Século VIII a.C.: numerosos vestígios testemunham uma civilização do tipo tartessiano que prosperou graças ao comércio de minerais com os fenícios e, no século VII a.C., com os gregos.
  • 713: conquista muçulmana: a cidade é chamada Welba, foneticamente próximo de «Huelva».
  • 1262: a cidade é tomada aos muçulmanos durante as campanhas da Reconquista.
  • 3 de agosto de 1492: partida de Cristóvão Colombo do porto de Palos de la Frontera.
  • 1873: a exploração das minas de Riotinto, feita por uma empresa inglesa, provoca um forte desenvolvimento da cidade com a construção de caminhos-de-ferro e a afluência de operários ingleses e suas famílias.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Variação demográfica do município entre 1991 e 2004
1991 1996 2001 2004
142547 140675 142284 144369

Desporto[editar | editar código-fonte]

O principal clube de futebol da cidade, o Real Club Recreativo de Huelva, foi fundado como Rio Tinto Foot-Ball Club por mineradores ingleses de Rio Tinto em 1878 e com o nome presente em 1889, o que faz dele o mais antigo clube de futebol da Espanha.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Os mais conhecidos artistas naturais ou residentes em Huelva são o poeta laureado com o Nobel da Literatura Juan Ramón Jiménez, o escultor Antonio León Ortega, o escritor Nicolas Tenorio Cerero e o pintor Daniel Vázquez Díaz.

Referências

  1. «Censo 2011». Instituto Nacional de Estatística (Espanha). 
  2. Instituto geológico y minero de España., Ministerio de Educación. «Hidrogeología y aguas subterráneas, Cuenca del Guadiana.» (PDF). 
  3. «La división provincial de 1833» (PDF). Atlas de la historia. Consultado em 17 de janeiro de 2010. 
  4. Boletín Oficial del Estado. «Real Decreto de 17 de septiembre de 1876 concediendo título de Ciudad á la villa de Huelva». Consultado em 15 de fevereiro de 2009. 
  5. www.celtiberia.net. «EL SEMINARIO (HUELVA): UN YACIMIENTO ESPECTACULAR Y ESPECULATIVO.». Consultado em consultado em 12 de dezembro de 2007. 
  6. www.tartessos.info. «Huelva Tartessica.». Consultado em consultado em 18 de dezembro de 2007. 
  7. www.culturaclasica.com. «Los signos escritos hallados en Huelva replantean la historia del Mediterráneo.». Consultado em consultado em 18 de dezembro de 2007. 
  8. Diputación Provincial de Huelva. «Patronato del Quinto Centenario del Descubrimiento de América». Consultado em consultado em 26 de fevereiro de 2008. 
  9. Universidad de Huelva (2007). «XII Congreso Internacional de la Asociación Española de Americanistas» (PDF). Consultado em consultado em 26 de fevereiro de 2008. 

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