Hugo de Carvalho Ramos

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Hugo de Carvalho Ramos
Nascimento 21 de maio de 1895
Vila Boa de Goiás
Morte 12 de maio de 1921 (25 anos)
Rio de Janeiro
Nacionalidade Brasileiro
Ocupação Contista e poeta
Magnum opus Tropas e Boiadas (1917)

Hugo de Carvalho Ramos (Vila Boa de Goiás atual Cidade de Goiás, 21 de maio de 1895Rio de Janeiro, 12 de maio de 1921) foi um contista e poeta brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Era filho do juiz e poeta Manoel Lopes de Carvalho Ramos e de Mariana Fenelon Ramos. Iniciou seus estudos na cidade natal onde, desde cedo, impressionou seus mestres pelo fascínio demonstrado pela literatura, que o levou a ler os clássicos universais ainda na adolescência. Dentre seus mestres, não deve passar em branco o fato de ter sido aluno da mestre escola Silvina Ermelinda Xavier de Brito. Fase em que conviveu com ilustres colegas tais como: Benjamin Vieira, Breno Guimarães, Cora Coralina, Leão Caiado e Vítor de Carvalho Ramos (seu irmão) e outros não menos ilustres.

Ultrapassada a primeira etapa dos estudos, transferiu-se para o Rio de Janeiro, matriculando-se, em 1916, na Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais.

Iniciou-se cedo na carreira literária escrevendo em prosa e em verso. Sabe-se que alguns de seus contos mais conhecidos foram escritos aos quinze ou dezesseis anos. Em 1917 publicou Tropas e Boiadas, uma coletânea de contos de inspiração sertaneja, que mereceu referências elogiosas da crítica nacional.

Em 1920, estando prestes a concluir o curso jurídico e estando já abatido por crise de depressão, viajou ao interior de Minas Gerais e São Paulo. No ano seguinte, novamente de volta ao Rio de Janeiro, vítima da angústia e da depressão, cometeu suicídio. A 31 de janeiro de 1999, um seleto júri selecionado pelo jornal mais importante do Estado de Goiás, "O Popular", de Goiânia, incluiu a sua obra imortal, "Tropas e Boiadas" (1917), dentre as vinte obras literárias mais importantes do século XX, em Goiás, tendo obtido o primeiro lugar com "10 menções" por parte do júri.[1]

Obras publicadas[editar | editar código-fonte]

  • Tropas e Boiadas (contos). Rio de Janeiro: Revista dos Tribunais, 1917.[2]
  • Obras completas de Hugo de Carvalho Ramos. São Paulo: Panorama, 1950, 2 v.

Referências

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