Hunsrückisch

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Hunsrückisch
Falado em: Sudoeste da Alemanha, Sul do Brasil e Espírito Santo
Região: Europa e América do Sul
Total de falantes: não há números exatos
Família: Indo-europeia
 Germânico
  Ocidental
   Alto alemão
    Médio alemão
     Médio alemão ocidental
      Hunsrückisch
Códigos de língua
ISO 639-1: --
ISO 639-2: ---

O Hunsrückisch é um dialeto alemão falado na região do Hunsrück, no sudoeste da Alemanha, e em algumas regiões dos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Espírito Santo, localizados no Brasil.[1]

Para diferenciar o dialeto usado no Brasil daquele usado na Alemanha, em 1996 o linguista brasileiro Cléo Vilson Altenhofen cunhou o falar brasileiro de "riograndenser hunsrückisch" (com referência ao estado do Rio Grande do Sul). Essa nomenclatura, porém, sofreu críticas de outros estudiosos, uma vez que o hunsrückisch também é falado nos estados de Santa Catarina e do Paraná e em uma localidade do Espírito Santo. Ademais, na Alemanha, o dialeto é conhecido como francônio-renano ou francônio-moselano.[2]

História[editar | editar código-fonte]

Na Alemanha[editar | editar código-fonte]

O Hunsrückisch faz parte dos dialetos francônios falados no sudoeste da Alemanha.

O Hunsrückisch tem origem nos dialetos francônio-renano e francônio-moselano falados na região do Hunsrück, às margens dos rios Reno e Mosela, no oeste da Alemanha. A Alemanha, enquanto Estado-nacional, apenas se unificou em 1871, portanto o alemão-padrão hoje existente era, até o século XIX, uma língua literária, criada por Martinho Lutero na sua famosa tradução da Bíblia. O povo alemão, no seu dia a dia, não usava o alemão-padrão para se comunicar, mas diversos dialetos regionais.[3]

Até por volta de 1800, o alemão-padrão foi principalmente uma língua escrita na Alemanha. O alemão-padrão era, muitas vezes, aprendido como língua estrangeira e tinha pronúncia incerta. Com o processo de unificação do país e com a alfabetização em massa da população, o alemão-padrão passou a ser a língua usada para os falantes de diferentes dialetos se entenderem, embora os dialetos regionais tenham-se mantido como língua do lar.[4]

No Brasil[editar | editar código-fonte]

Com a imigração alemã no Brasil, no decorrer dos últimos dois séculos, os dialetos alemães também vieram a se estabelecer como uma língua regional. Porém, algo curioso aconteceu: enquanto na Alemanha o alemão-padrão serviu para os falantes de diferentes dialetos poderem se comunicar, no Brasil, devido à ainda incipiente consolidação do alemão-padrão aquando do início da imigração, esse papel foi desempenhado por um dialeto, o hunsrückisch.[5] Existem duas hipóteses para esse fenômeno. A primeira porque a maioria dos imigrantes teriam vindo do Hunsrück, portanto seu dialeto predominou. A segunda porque o hunsrückisch apresenta traços intermediários entre os diferentes dialetos alemães, portanto serviu como um coiné entre falantes de vários dialetos. O que se sabe é que os imigrantes alemães no Brasil eram provenientes de diversas partes da Alemanha, portanto, os brasileiros falantes de hunsrückisch não necessariamente descendem de pessoas oriundas do Hunsrück.[5]

Mapa mostrando as colonias alemãs do Sul do Brasil.
Mapa mostrando a dispersão das colônias alemãs no Sul do Brasil, em 1905.

Nessas comunidades alemãs, o dialeto hunsrückisch manteve-se, durante várias décadas, como a língua principal de comunicação. As colônias alemãs no Sul formaram-se, normalmente, em regiões de floresta despovoadas ou habitadas por índios, que foram expulsos para a chegada dos imigrantes. Devido a esse isolamento, os alemães conseguiram criar uma "ilha linguística", na qual o alemão era a língua principal, e não o português.[6] No início do século XX, havia centenas de milhares de teuto-brasileiros de segunda e de terceira geração que mal conseguiam falar o português. Essa diferenciação favorecia o sentimento de grupo minoritário, que se aliava à formação de instituições étnicas sólidas, como escolas, igrejas, associações sociais e uma imprensa em língua alemã. Todos esses elementos combinados promoviam um sentimento geral de "superioridade cultural".[7]

Em 1930, havia 2.500 escolas étnicas no Brasil. Dessas, 1.579 eram de imigrantes alemães. [8] Nessas escolas, as crianças aprendiam o alemão-padrão difundido na Alemanha. Esse isolamento linguístico e cultural foi combatido de forma agressiva pelo governo nacionalista de Getúlio Vargas, por meio da campanha de nacionalização. Todas as escolas alemãs no país foram fechadas, aniquilando o meio-escolar teuto-brasileiro. O alemão-padrão aprendido na escola foi, assim, eliminado, enfraquecendo muito o uso do alemão nos centros urbanos, o qual passou a ficar limitado à zona rural. Pessoas eram hostilizadas e agredidas caso falassem alemão na rua. A polícia fiscalizava a vida privada das pessoas, invadindo as casas para queimar livros escritos em alemão. Muitas pessoas foram presas pelo simples fato de falarem alemão. Em 1942, 1,5% dos habitantes de Blumenau foram encarcerados por falar alemão.[9] [10] [11] O fechamento das escolas fez com que as pessoas se apegassem cada vez mais ao dialeto alemão usado no dia a dia, distante do alemão-padrão.[6]

O censo de 1940 contabilizou 644.458 pessoas que usavam o alemão como língua principal do lar, no Brasil. Dessas pessoas, apenas 59.169 eram estrangeiras e 5.083 brasileiras naturalizadas. A grande maioria (580.114) era nascida no Brasil e já estava há pelo menos três gerações no país. Os falantes de alemão concentravam-se nos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.[12]

Falantes de alemão no lar, por geração (censo de 1940).[12]
Geração Número de falantes
Primeira 64.000
Segunda 110.000
Terceira e seguintes 470.000
Total 644.000
Brasileiros natos que usavam o alemão

como língua principal do lar (1940)[13]

Estado Número Estado Número
Rio Grande do Sul 393.934 Pará 45
Santa Catarina 176.762 Paraíba 31
São Paulo 26.565 Ceará 25
Espírito Santo 25.659 Rio Grande do Norte 18
Paraná 11.111 Amazonas 17
Rio de Janeiro 7.249 Alagoas 9
Minas Gerais 2.818 Piauí 5
Mato Grosso 284 Acre 4
Bahia 268 Maranhão 2
Pernambuco 265 Total 580.114
Goiás 172

Preconceito linguístico e revitalização[editar | editar código-fonte]

Com a campanha de nacionalização, muitos brasileiros de origem alemã passaram a ter vergonha e medo de serem "alemães". Devido ao trauma, muitos, por opção própria, não queriam mais falar alemão. Ao invés de alcançar a integração, a Nacionalização, ao proibir o alemão e pregar a discriminação, contribuiu para um maior isolamento, uma perda, temporária, do processo de integração.[6]

Historicamente, o governo brasileiro propagou a ideia de que o Brasil era um país homogêneo e monolíngue, e adotou medidas repressivas contra os falantes de língua não portuguesa.[14] Por muito tempo, falar português era visto como uma condição para ser brasileiro.[15] O estigma em ser falante de hunsrückisch existe até hoje. Muitos dos seus falantes acham que falam apenas um "dialeto" ou uma "língua misturada". Outros acham que falam um "alemão errado", uma vez que o alemão-padrão é aquele visto como a língua certa e culta. Em decorrência, muitos acham "inútil" aprender o hunsrückisch pois, por ser diferente do alemão-padrão, não traria benefícios aos seus falantes.[16] Em decorrência, o alemão-padrão e o português são vistos como línguas necessárias, que trazem status e oportunidades, ao passo que o hunsrückisch é encarado como uma língua menor.[5]

Pesquisas mostram que, em algumas comunidades de origem germânica no Brasil, os falantes de alemão são normalmente pessoas acima dos cinquenta anos de idade, já que a maioria dos jovens sabem pouco ou nada do idioma, o que representa uma perda cultural. Porém, nos últimos anos, através de um forte apelo de brasileiros germanófonos para a adoção da língua alemã como vernáculo oficial das cidades colonizadas por alemães, o município de Pomerode foi o primeiro a adotar a língua alemã como co-oficial no município.[17] O processo de vernaculação oficial do alemão deve se repetir nos próximos anos em todo município em que a maioria da população seja descendente de imigrantes alemães,[18] de forma que escolas públicas ensinem obrigatoriamente a língua alemã, e serviços públicos também sejam prestados em alemão.[19] [20]

O processo de co-oficialização do alemão e, sobretudo, dos dialetos, além de resgatar o idioma, contribui para diminuir o estigma de ser falante de um alemão "errado", por ser diferente daquele usado na Alemanha nos dias de hoje.[21]

Atualmente, não se sabe ao certo quantas pessoas usam o alemão no Brasil pois, desde 1950, os censos nacionais eliminaram a pergunta sobre línguas.[22] Em 1970, Altenhofen estimou em 1.386.945 o número de falantes de uma variedade do alemão no Rio Grande do Sul. Em 1996, ele estimou que o número havia caído para entre 700.000 e 900.000 falantes. Damke, em 1996, estimou em mais de dois milhões de falantes de qualquer variedade da língua alemã no Brasil.[23]

Como a língua foi passada de geração em geração pela oralidade do dia a dia, muitas pessoas que têm os pais falantes de hunsrückisch apenas conseguem entender o idioma, mas não conseguem falá-lo. Em Carlos Lacerda, por exemplo, cidade de colonização alemã, apenas 10% da população consegue se expressar no idioma. Os falantes de alemão como primeira língua normalmente têm mais de 45 anos, refletindo um declínio do aprendizado entre os jovens. [24]

Estatística das escolas alemãs no Brasil(1931)

[25]

Estado Total escolas Total alunos
Rio Grande do Sul 952 37.078
Santa Catarina 297 12.346
Paraná 34 2.182
São Paulo 29 3.165
Espírito Santo 22 717
Rio de Janeiro 5 430
Minas Gerais 2 76
Bahia 2 67
Pernambuco 1 20
Goiás 1 15
Total 1.345 56.596

Variedades internas[editar | editar código-fonte]

O hunsrückisch falado no Brasil não é homogêneo, apresentando variedades internas. Os imigrantes que chegaram entre 1824 e 1850 eram provenientes de uma Alemanha na qual não havia uma unidade linguística padrão, tampouco a variedade escrita do alemão estava difundida no país. Portanto, esses imigrantes pioneiros trouxeram uma variedade enorme de dialetos para o Brasil, uma vez que poucos eram escolarizados. Diferententemente, os imigrantes que chegaram a partir da segunda metade do século XIX já eram provenientes de uma Alemanha onde a alfabetização se tornara mais democrática e, portanto, eles tinham maior acesso ao alemão-padrão ou Hochdeutsch.[5]

Portanto, houve uma divisão entre os grupos de alemães no Brasil: os imigrantes pioneiros, chegados entre 1824 e 1850, em decorrência da distância e da ausência da variedade escrita, passaram a falar um alemão cada vez mais distante daquele usado na Alemanha e o sentimento de ser alemão foi-se enfraquecendo. Por outro lado, os imigrantes que chegaram após 1850 eram falantes da variedade padrão, de maior prestígio social. Enquanto os primeiros transfiguraram-se em "teuto-brasileiros", os segundos eram os "alemães da Alemanha".[5]

Essa divisão entre imigração pioneira e tardia ainda pode ser observada hoje. No Rio Grande do Sul há duas grandes áreas linguísticas próprias: de um lado, nas colônias próximas a São Leopoldo, o alemão falado tem características mais dialetais (consubstanciado pelo uso da palavra Deitsch), ao passo que a oeste, a partir do vale do Taquari, o alemão falado é mais próximo da língua-padrão (área Deutsch). As colônias alemãs do oeste do estado são de fundação mais recente que as próximas a São Leopoldo, denotando que receberam imigrantes alemães já falantes do alemão-padrão.[5]

Estudos linguísticos[editar | editar código-fonte]

Em vista das diferenças entre o dialeto falado na Europa e o que é praticado no sul do Brasil, em 1996, Cléo Altenhofen cunhou o termo Riograndenser Hunsrückisch para a versão usada no Brasil. Porém, a mesma versão também é falada nos estados de Santa Catarina, do Paraná e em uma cidade do Espírito Santo, o que levou alguns estudiosos a criticar o termo "riograndenser".[2]

O hunsrückisch tem base essencialmente germânica, a despeito dos vários empréstimos do português, e ainda se assemelha bastante ao falar usado na região alemã em que se originou. Porém, seu status é de língua brasileira que, ao lado de outras línguas de imigração e indígenas, fazem parte do patrimônio cultural imaterial do Brasil. [2]

O hunsrückisch apresenta traços de alemão antigo, uma vez que as relações com a Alemanha foram cessadas e o contato com o alemão-padrão é praticamente nulo. Assim, o dialeto preservou muitas características do alto-alemão médio. Com o tempo, algumas palavras absorveram outra assepsia, enquanto algumas poucas foram criadas, como "Schuppenschwein" (tatu), em vez de "Gürteltier". [2]

O hunsrückisch absorveu muitas influências da língua portuguesa, sobretudo em contextos urbanos e entre jovens de classes sociais mais elevadas. Empréstimos de palavras do português existem sobretudo em relação a inovações tecnológicas que não existiam aquando da imigração e em termos da fauna e da flora do novo meio.[5] Por exemplo, no hunsrückisch, avião é aviong, em vez do alemão-padrão Flugzeug; caminhão é kamiong, em vez de Lastwagen e roça é rossa, em vez de Feld. Algumas expressões são traduções literais do português, como em "alles gut?" ("tudo bem?") no lugar do alemão wie geht`s.[26]

O sociólogo Emilio Willems listou 693 palavras emprestadas do português, muitas das quais ligadas ao ambiente rural típico dos colonos.

Exemplos da influência do português no Hunsrückisch [2]
Palavra no Hunsrückisch Palavra no alemão Palavra no português
Feschón Bohnen Feijão
Fakón Buschmesser Facão
Makák Affe Macaco
Onze Jaguar Onça
Karose Leiterwagen Carroça
Schuraske Grill Churrasco
Mule Maltier Mula
Past Weide Pasto
Schikót Peitsche Chicote

O Hunsrückisch é uma língua falada, que não tem escrita própria. Portanto, seus falantes sempre tiveram que recorrer ao português ou ao alemão-padrão caso precisassem escrever algo. Objetivando criar um conjunto de normas que oriente uma escrita sistematizada do Hunsrückisch, o Instituto de Letras da UFRGS criou o Grupo de Estudos da Escrita do Hunsrückisch (ESCRITHU), o que possibilitará o aprendizado do idioma inclusive em âmbito escolar.[27] Esse processo já aconteceu com a língua pomerana, outro falar germânico trazido pelos imigrantes, virtualmente extinta na Pomerânia histórica e hoje praticamente apenas falada no Brasil.[28] O pomerano hoje tem escrita própria e está sendo ensinado em escolas do Espírito Santo.[29]

O hunsrückisch foi declarado patrimônio línguístico do Rio Grande do Sul.[30] [31] É a língua co-oficial do município de Antônio Carlos (em Santa Catarina)[32] , e está atualmente em fase de oficialização em Santa Maria do Herval (no Rio Grande do Sul).[33] [34]

Literatura[editar | editar código-fonte]

O poema do alemão Peter Joseph Rottmann, Der Abschied, ou 'o adeus' (ver a gravura ao lado - onde, com marcadores numerais, procura-se decifrar no alemão clássico, no Hochdeutsch, algumas das formas dialetais peculiares utilizadas pelo autor), publicado pela primeira vez em 1840, na Alemanha, reflete o relacionamento de amor conflituoso, típico da juventude, mas também, a primeira forte onda migratória que penetrou este segmento linguístico do sudoeste da Europa germânica, e que perdurou por várias décadas.

Neste poema, o imigrante alemão Hannes (diminutivo de Johannes, ou seja, Joãozinho ou João no idioma português), se despede de sua desconsolada namorada Liesekett (ou Elisabetha Katharina, no diminutivo afetuoso), que permanecerá na terra de origem, enquanto ele se desloca rumo ao Brasil (Brasilje) promissor, tropical e exótico, onde, segundo ela, ele terá que enfrentar víboras e símios; enquanto ela irá ficar sozinha, sofrida, no Hunsrück. Mas, em resposta às preocupações dela, Hannes faz juras de que haverá um reencontro feliz e permanente entre ele e ela no futuro.

Der Abschied.

Die Abschied ('o adeus'), poesia de Peter Joseph Rottmann, escrita na Alemanha, em 1840.

Liesekett.

Willst Dau, Hannes, noh Bresilje ziehe,

Wo Deich Schlange unn die Affe kriehe?

Ach, dann stehrbt Dei Liesekett!

Wer sall meich dann bei die Spielleit fehre,

Wann eich naunder meine Kerl verleere?

Geh, eich wullt, datt Deich der Deiwel hätt?

Hannes.

Tobich Mensch! watt brauchste so se brille?

’diß nau ähmol annerscht nitt mei Wille,

Unn eich honn Der’t jo schunn gesaht:

Wannet so viel Annerleit broweere,

Kann eich’t aag; eich honn Neist se verleere,

Wie’t em Ann’re geht, so geht meer’t grad.

Liesekett.

Nau heer eich Deich Moorjets nitt meh bloose,

Ohne Heert unn Hierer sinn die Oose,

Die Dei Ohrallvatter schunn gehuth;

Wo Dau hingehst, brauch m’r Neist se schaffe,

Kann de Kaffi mit de Hänne raffe;

Geh, Dau Wieschder bist m’r nitt meh gut!

Hannes.

Liesekett, wie kannst Dau nor so schwetze?

Lißt de Deich vunn wieschde Leit verhetze?

Kennst Dau meich dann noch nitt besser, sah?!

Sei sefriere! wann eich brav Karline

Loorde in dem naue Lann verdiene,

Kumm eich wierer, unn Dau gist mei Fraa.

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Em Os Mucker, filme teuto-brasileiro de 1978 dirigido por Jorge Bodanzky e por Wolf Gauer, a maior parte do filme é falado em Hunsrückisch. A obra retrata a revolta dos muckers, liderada por Jacobina Mentz Maurer na década de 1870 na colônia alemã do Rio Grande do Sul. Parte do elenco do filme é composto por descendentes de muckers, que não eram atores profissionais.[35] O filme recebeu vários prêmios, inclusive kikitos de melhor atriz, melhor direção e melhor direção de arte.[36]

No documentário Land Schaffen, de 2014, a maior parte é falada em Hunsrückisch. O documentário retrata o cotidiano de descendentes de alemães da zona rural do Rio Grande do Sul.[37]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Hunsrückisch ganha atlas lingüístico, acessado em 2 de novembro de 2011
  2. a b c d e Karen Pupp Spinassé (2008). "O hunsrückisch no Brasil: a língua como fator histórico da relação entre Brasil e Alemanha" (PDF). Espaço Plural. 
  3. How Martin Luther’s translation of the Bible influenced the German language
  4. Jacob Grimm, Geschichte der deutschen Sprache (Leipzig 1848)
  5. a b c d e f g Martina Meyer (2009). "DEITSCH OU DEUTSCH? MACROANÁLISE PLURIDIMENSIONAL DA VARIAÇÃO DO HUNSRÜCKISCH RIO-GRANDENSE EM CONTATO COM O PORTUGUÊS" (PDF). University of Nebraska -Lincoln. 
  6. a b c "A situação de contato plurilíngue no sul do Brasil" (PDF) (em Portuguese). 2000. Consult. 2015-19-04. 
  7. Frederick C. Luebke (1985). "Images of German Immigrants in the United States and Brazil, 1890 - 1918: Some Comparisons". University of Nebraska -Lincoln. 
  8. http://www.portaldeperiodicos.unisul.br/index.php/Poiesis/article/viewFile/527/527
  9. (PDF) (em português). 2003 http://www.letras.ufscar.br/linguasagem/edicao11/artigo12.pdf.  Parâmetro desconhecido |accesso= ignorado (|acessodata=) (Ajuda); Parâmetro desconhecido |titolo= ignorado (|titulo=) (Ajuda); Falta o |titulo= (Ajuda)
  10. Um processo cultural forçado
  11. Experiência dos campos de concentração na vida dos imigrantes do Paraná
  12. a b "OS CENSOS LINGÜÍSTICOS E as Políticas Lingüísticas no Brasil Meridional" (PDF) (em Portuguese). Consult. 2015-19-04. 
  13. Censo de 1940
  14. "O hunsrückisch no Brasil: a língua como fator histórico da relação entre Brasil e Alemanha" (em Portuguese). Consult. 2015-19-04. 
  15. "Política lingüística, mitos e concepções lingüísticas em áreas bilíngües de imigrantes (alemães) no Sul do Brasil" (PDF). Ibero-americana.net. Consult. 2015-08-12. 
  16. O aprendizado do alemão-padrão por alunos bilíngües : pesquisas e ações
  17. http://www.leismunicipais.com.br/twitter/222/legislacao/lei-2251-2010-pomerode-sc.html
  18. A co-oficialização da língua pomerana
  19. http://www.leismunicipais.com.br/twitter/222/legislacao/lei-2251-2010-pomerode-sc.html
  20. Programa de Educação Escolar Pomerana (PROEPO), acessado em 21 de agosto de 2011
  21. [Co-Oficializar para 'Preservar': O Hunsrückisch Enquanto Identidade e Cultura em Antônio Carlos/SC http://historiaehistoria.com.br/materia.cfm?tb=alunos&id=527]
  22. http://www.rle.ucpel.tche.br/index.php/rle/article/viewFile/480/426 “Ia na escola alemã e de um dia pro outro fechou. E nós não sabíamos falar o português”: refletindo sobre as políticas linguísticas em contexto de língua minoritária
  23. Políticas lingüísticas e a conservação da língua alemã no Brasil
  24. Língua de origem alemã pode ser incluída na grade curricular dos alunos de Antônio Carlos
  25. território brasileiro e povoamento»alemães»as tradições e o abrasileiramento
  26. O alemão lusitano do Sul do Brasil
  27. [http://www.ufrgs.br/setordealemao/revista/revista.atual/7%20cleo.pdf Fundamentos para uma escrita do Hunsrückisch falado no Brasil1]
  28. Os Pomeranos Reivindicam 5 Ações Prioritárias ao Governo Brasileiro, acessado em 21 de agosto de 2011
  29. Língua e cultura pomerana alcançam 100% da rede municipal de Santa Maria, acessado em 16 de fevereiro de 2014
  30. LEI 14.061 - DECLARA INTEGRANTE DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E CULTURAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL A “LÍNGUA HUNSRIK”, DE ORIGEM GERMÂNICA
  31. LEI Nº 14.061, de 23 de julho de 2012 - Declara integrante do patrimônio histórico e cultural do estado do Rio Grande do Sul a língua hunsrik, de origem germânica
  32. Cooficialização da língua alemã em Antônio Carlos
  33. Uma escrita para a língua Hunsrickisch: qual o melhor caminho?
  34. Dialetos Hunsrik e Talian na ofensiva no Sul
  35. Para diretor, temática religiosa do filme "Os Mucker" segue atual [1]
  36. Goethe-Institut Porto Alegre Programação Cultura maio/junho 2014; página 8
  37. Documentário falado em dialeto alemão Hunsrückisch é exibido pela TVE nesta terça-feira

Ligações externas[editar | editar código-fonte]