Hypsiboas punctatus

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaHypsiboas punctatus[1]
Hypsiboas punctatus Peru 02.JPG

Estado de conservação
Espécie pouco preocupante
Pouco preocupante (IUCN 3.1) [2]
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Amphibia
Ordem: Anura
Família: Hylidae
Subfamília: Hylinae
Género: Hypsiboas
Espécie: H. punctatus
Nome binomial
Hypsiboas punctatus
(Schneider, 1799)

Hypsiboas punctatus é uma espécie de anfíbio da família Hylidae. Pode ser encontrada na Argentina, Paraguai, Bolívia, Brasil, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname, Guiana Francesa e Trinidad e Tobago.[2]

Em 2017, pesquisadores brasileiros e argentinos descobriram que a perereca H. punctatus era um animal fluorescente. Até essa descoberta, nem uma outra espécie de anfíbio ou animal vertebrado terrestre era conhecido por ter essa característica. [3] A perereca sintetiza substâncias químicas no interior do seu corpo que absorvem luz normal e a emite em um comprimento de onda mais longo.[4]

Pigmentação e fluorescência da pele[editar | editar código-fonte]

Uma rã encontrada na Província de Santa Fé, na Argentina por Taboada et al (2017)[5] foi o primeiro anfíbio terrestre, entre mais de 5 000 espécies de rã, identificado como fluorescente natural.[6][7]

Quando se expõem a uma luz ultravioleta, a pele destas rãs emite um reflexo fluorescente verde claro. A descoberta foi feita por casualidade quando os cientistas comprovavam as secreções da pele da rã sob luz UV. A reacção esperada era uma fluorescência vermelha ténue, uma vez que a pele da rã contém biliverdina, um pigmento de tetrapirrol da bile responsável pela súa cor verde e castanha.[8] Esta surpreendente fluorescência verde atribui-se aos componentes de hyloin, principalmente hyloin-L1, hyloin-L2 e hyloin-G1.[5][6] Estas moléculas fluorescentes, da família dos dihydroisoquinolinones e derivadas da isoquinolina (um anel de benzeno fundido com um anel de piridina), numa membrana mucosa protectora de alcalóides, foram identificados no tecido linfar, na pele e nas secreções glandulares da rã.

Segundo Taboada e os seus colaboradores, a intensidade da fluorescência representa entre 18 e 29% da luminosidade em condições entre lusco e fusco, e acredita-se que desempenha um papel importante na comunicação, camuflagem e reprodução da espécie.[5]

Referências

  1. Frost, D.R. (2014). «Hypsiboas punctatus». Amphibian Species of the World: an Online Reference. Version 6.0. American Museum of Natural History, New York, USA. Consultado em 12 de dezembro de 2014 
  2. a b La Marca, E.; Scott, N.; Aquino, L.; Azevedo-Ramos, C.; Coloma, L.A.; Ron, S.; Faivovich, J.; Baldo, D.; Hardy, J.; Amorós, C.L.B. (2010). Hypsiboas punctatus (em Inglês). IUCN 2014. Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN de 2014 Versão 3. Página visitada em 12 de dezembro de 2014.
  3. Sérgio Matsuura (15 de março de 2017). «Identificada no Brasil a primeira perereca fluorescente do mundo». Sítio do Jornal Extra. Grupo Globo. Consultado em 16 de março de 2017 
  4. The First Fluorescent Frog Ever Discovered Is Ridiculously Cute por Ryan F. Mandelbaum (2017)
  5. a b c Taboada, Carlos; Estrin, Darío A.; Bari, Sara E.; Chemes, Lucía B.; Lopes, Norberto Peporine; Lagorio, María G.; Faivovich, Julián (13 de março de 2017). «Naturally occurring fluorescence in frogs». Proceedings of the National Academy of Sciences. 201701053 páginas. ISSN 0027-8424. PMID 28289227. doi:10.1073/pnas.1701053114. Consultado em 19 de março de 2017  Parâmetro desconhecido |sobrenoma3= ignorado (ajuda); Parâmetro desconhecido |sobrenoma4= ignorado (ajuda); Parâmetro desconhecido |sobrenoma2= ignorado (ajuda); |nome2= sem |sobrenome2= em Authors list (ajuda); |nome3= sem |sobrenome3= em Authors list (ajuda); |nome4= sem |sobrenome4= em Authors list (ajuda)
  6. a b Predefinição:Citar publicación periódica
  7. Wong, Sam (13 de março de 2017). New Scientist, ed. «Luminous frog is the first known naturally fluorescent amphibian»  Parâmetro desconhecido |dataacceso= ignorado (|acessodata=) sugerido (ajuda)
  8. Livsey, Anna (14 de março de 2017). The Guardian, ed. «World's first fluorescent frog discovered in South America». ISSN 0261-3077  Parâmetro desconhecido |dataacceso= ignorado (|acessodata=) sugerido (ajuda)
Wikispecies
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