Iñaki Urdangarin

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Iñaki Urdangarín
Nascimento 15 de janeiro de 1968 (54 anos)
  Zumárraga, Espanha
Nome completo Iñaki Urdangarín Liebaert
Cônjuge Cristina de Bourbon
Descendência Juan Valentín
Pablo Nicolas
Miguel
Irene
Pai Juan María Urdangarín Berriochoa
Mãe Claire Liebaert Courtain
Informações pessoais
Modalidade Andebol
Representante Flag of Spain.svg Espanha
Compleição Peso: 99 kg • Altura: 1,97 m
Medalhas
Bronze 1996, Atlanta Equipa de competição
Bronze 2000, Sydney Equipa de competição

Iñaki Urdangarín Liebaert (Zumárraga, 15 de janeiro de 1968) é um ex-jogador de handebol e ex-empresário mais conhecido por ter sido casado com a Infanta Cristina de Espanha, a filha mais nova dos reis João Carlos I e Sofia de Espanha.[1]

Desde 2018 cumpre pena, atualmente [janeiro de 2022] em regime semiaberto, por participação num caso de corrupção envolvendo sua empresa, chamado Caso Nóos.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Infância e juventude[editar | editar código-fonte]

Iñaki Urdangarin é filho de Juan María Urdangarín Berriochoa e Claire Liebaert Courtain, tendo nascido em Zumarraga, Guipúzcoa, Espanha. No entanto, ele passou quase toda a sua vida em Barcelona.

Segundo o portal de celebridades espanhol Bekia, "ele tem sangue nobre em ambos os lados, já que sua mãe pertence a uma família aristocrática belga, enquanto seus avôs paternos Laureano de Urdangarin y Larrañaga (1898-1982) e sua esposa Ana de Berriochoa y Elgarresta (1902-1996) vieram de baixa nobreza do País Basco".[2]

Estudou na Escuela Superior de Administración y Dirección de Empresas (ESADE), em Barcelona, onde concluiu um Mestrado em Administração de Empresas.

Praticante de handebol desde jovem, com 18 anos de idade tornou-se profissional numa equipa de handebol, jogando no FC Barcelona, onde permaneceu até à sua aposentação em 2000. Foi, até à data, o mais bem sucedido jogador de handebol de Espanha, ganhando mais de 40 troféus.

Como membro da equipa espanhola de handebol, participou nas Olimpíadas de 1992, 1996, e 2000, e foi capitão da equipa em 2000.

Casamento com a Infanta Cristina[editar | editar código-fonte]

Nos jogos de 1996 em Atlanta, Iñaki Urdangarin conheceu a Infanta Cristina de Bourbón, filha do rei João Carlos, com quem viria a casar, em Barcelona, a 4 de outubro de 1997.

O casal tem quatro filhos, todos nascidos em Barcelona:

  • Sua Excelência Dom Juan Valentín de Todos los Santos de Borbón y Urdangarín (nascido em 29 de Setembro de 1999)
  • Sua Excelência Dom Pablo Nicolás Sebastián de Todos los Santos de Borbón y Urdangarín (nascido em 6 de Dezembro de 2000)
  • Sua Excelência Dom Miguel de Todos los Santos de Borbón y Urdangarín (nascido em 30 de Abril de 2002)
  • Sua Excelência Dona Irene de Todos los Santos de Borbón y Urdangarín (nascida em 5 de Junho de 2005)

Divórcio[editar | editar código-fonte]

No dia 24 de janeiro de 2022, Iñaki e Cristina enviaram um comunicado à agência de notícias EFE anunciando oficialmente que haviam dado início ao processo de divórcio. O anúncio veio apenas alguns dias depois de uma foto de Iñaki passeando de mãos dadas com outra mulher ter se tornado pública.[3][4]

Vida profissional e deveres reais[editar | editar código-fonte]

Até 2009, ele trabalhou na Motorpress Ibérica e gerenciava sua empresa sem fins lucrativos chamada Nóos Consultoría Estratégica. Com os rumores sobre um escândalo de corrupção, Inãki, sua esposa e filhos foram viver em Washington, onde Urdangarín foi conselheiro internacional da Telefónica entre 2009 e 2011.[2]

Após a explosão do Caso Nóos em 2011, ele voltou para a Espanha. Foi nesta época também, em dezembro de 2011, que ele foi oficialmente afastado das atividades como um membro da Casa Real e, posteriormente, em 2014, teve o título de Duque retirado pelo então novo rei, Felipe VI, seu cunhado.[5]

Ele foi membro do Comité Olímpico Espanhol desde 4 de abril de 2001 e foi eleito primeiro vice-presidente em 16 de fevereiro de 2004, posições que também perdeu devido ao escândalo de corrupção.

Escândalos[editar | editar código-fonte]

Caso Nóos[editar | editar código-fonte]

Em novembro de 2011, Iñaki Urdangarín foi acusado de desviar fundos públicos para proveito próprio,[6] através do Instituto Nóos, relativos à 'Palma Arena'. Investigações foram realizadas no Instituto Nóos pelo Escritório Anticorrupção espanhol e jornal El Pais divulgou um documento um orçamento de um evento internacional que foi organizado pelo instituto acima mencionado, gerido por Urdangarín naquela época. Acredita-se que ele persuadiu várias administrações públicas da Espanha (governos, principalmente regionais) a assinar acordos com a sua empresa, o Instituto Nóos (que se supunha ser uma organização sem fins lucrativos) para ambas as obras - a Arena e o evento - que nunca foram feitas. Também foi revelado que as obras haviam sido superfaturadas em cerca de € 5.800.000.

Em dezembro de 2011, o Escritório Anticorrupção confirmou que Urdangarin tinha enviado somas importantes de dinheiro público para paraísos fiscais em Belize e no Reino Unido. Então, nove pessoas, incluindo Iñaki e sua esposa, a Infanta Crisitina, foram imputados. Nesta época, o escândalo levou o Rei da Espanha, então ainda João Carlos, a revelar todos os rendimentos da Família Real.[7]

Em 6 de Fevereiro de 2012, Iñaki Urdangarin teve que comparecer perante um juiz para prestar depoimentos sobre as acusações de corrupção.[8]

Após várias oitivas, o Ministério Público pediu, em 10 de junho de 2016, uma pena de prisão de 19 anos e meio para Urdangarin.[9]

Em 17 de fevereiro de 2017 Iñaki Urdangarin foi condenado a seis anos e três meses de prisão por prevaricação, fraude, tráfico de influência e a pagar uma multa de 512 mil euros, enquanto sua esposa Cristina foi absolvida. A decisão foi tomada por unanimidade pelos três juízes do tribunal.[10]

Em 12 de junho de 2017, o Supremo Tribunal espanhol baixou para cinco anos e 10 meses a pena de Iñaki e impôs uma condenação por peculato, invasão, fraude à administração e crimes fiscais que deveria ser cumprida em regime fechado. A redução da pena acordada pelo Supremo deveu-se à absolvição do crime de falsificação de documento público cometido por funcionário, uma vez que o seu envolvimento não ficou provado.[11]

Ele foi preso em 18 de junho de 2018 e cumpriu parte da pena em regime fechado.[12]

Relação extraconjugal[editar | editar código-fonte]

Em 19 de janeiro de 2022, a revista Lecturas estampava com exclusividade uma foto de Iñaki andando de mãos dadas com uma mulher desconhecida. Esta exclusiva "promete sacudir com força esta quinta-feira e dar o que falar como nunca", escreveu a revista então.[13]

No mesmo dia foi revelado que a mulher era uma colega de trabalho de 43 anos, Ainhoa Armentia. Iñaki, então já cumprindo progressão de pena, trabalhava num escritório de advocacia, Imaz & Asociados, desde março de 2021. Já Cristina vivia em Genebra, para onde havia se mudado durante o Caso Nóos para fugir do assédio da imprensa.[14][15]

No dia 21 de janeiro, Iñaki disse, quando abordado pelos repórteres: "São coisas que acontecem, mas vamos gerir tudo da melhor forma possível, (...) com a máxima tranquilidade e juntos, como sempre temos feito".[16][17]

O casal anunciou o divórcio poucos dias depois, em 24 de janeiro de 2022.[3][4]

Títulos e tratamentos[editar | editar código-fonte]

  • Sr. Iñaki Urdangarín Liebaert (1968-1997)
  • Sua Excelência, o Duque de Palma de Maiorca (1997-2015)
  • Sua Excelência, Sr. Dom Iñaki Urdangarín Liebaert (2015-presente)[18]

Honras[editar | editar código-fonte]

Honra nacional

Honras estrangeiras

Brasão de armas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Madrid, Jose (13 de janeiro de 2013). «Los 45 años de Urdangarin, el deportista que puso en jaque a la monarquía». vanitatis.elconfidencial.com (em espanhol). Consultado em 23 de janeiro de 2022 
  2. a b «Iñaki Urdangarin». www.bekia.es (em espanhol). Consultado em 23 de janeiro de 2022 
  3. a b «Caras | Infanta Cristina e Iñaki Urdangarín anunciam fim do casamento». Caras. 24 de janeiro de 2022. Consultado em 24 de janeiro de 2022 
  4. a b SAPO. «É oficial. Infanta Cristina e Iñaki Urdangarin decidem separar-se». SAPO Brasil. Consultado em 24 de janeiro de 2022 
  5. «Casa Real exclui Iñaki Urdangarin do seu site oficial». www.dn.pt. Consultado em 23 de janeiro de 2022 
  6. [1]
  7. [2]
  8. [3]
  9. «Acusação pede 19,5 anos de prisão para cunhado do rei» 
  10. «www.dn.pt/mundo/interior/cunhado-do-rei-de-espanha-5673538.html» 
  11. «Supremo confirma pena de prisão para cunhado do rei de Espanha» 
  12. Ordaz, Iñigo Domínguez, Pablo (18 de junho de 2018). «Cunhado do Rei da Espanha é preso por corrupção». EL PAÍS. Consultado em 23 de janeiro de 2022 
  13. «EXCLUSIVA Iñaki Urdangarin, con otra mujer mientras la infanta Cristina vive en Suiza». Lecturas (em espanhol). 19 de janeiro de 2022. Consultado em 23 de janeiro de 2022 
  14. «Ainhoa Armentia: lo que se sabe de la mujer con la que ha sido fotografiado Iñaki Urdangarin». HOLA (em espanhol). 20 de janeiro de 2022. Consultado em 23 de janeiro de 2022 
  15. «Caras | Iñaki Urdangarin viaja para Genebra para celebrar aniversário da infanta Cristina». Caras. 14 de junho de 2021. Consultado em 23 de janeiro de 2022 
  16. «Ainhoa Armentia reacciona así al preguntarle por sus fotos con Iñaki Urdangarin». HOLA (em espanhol). 21 de janeiro de 2022. Consultado em 23 de janeiro de 2022 
  17. «Caras | Iñaki Urdangarin comenta fotografias em que surge de mão dada a mulher desconhecida». Caras. 20 de janeiro de 2022. Consultado em 23 de janeiro de 2022 
  18. «Rei de Espanha revoga título de Duquesa de Palma de Mallorca da irmã Dona Cristina» 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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