IEL Rio

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IEL Rio
Organização sem fins lucrativos
Fundação 29 de janeiro de 1969 (49 anos)
Sede Av. Calógeras, 15 / 3º andar, cidade do Rio de Janeiro
Área(s) servida(s) Rio de Janeiro,  Brasil
Significado da sigla Instituto Euvaldo Lodi do Rio de Janeiro
Website oficial Firjan.org.br
  • Notas de rodapé / referências
  • Contato: 0800 0231 231 / faleconosco@firjan.org.br

O IEL Rio é o equivalente fluminense do Instituto Euvaldo Lodi nacional, que foi criado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em conjunto com o Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) em 1969.

A função básica do IEL Rio é unir universidades e instituições de pesquisa com a indústria. Dentre suas funções, desenvolve programas de empreendedorismo a fim de promover a criação de novas lideranças e a adoção, no currículo universitário, de disciplinas voltadas para a ação empreendedora.[1]

Além disso, estimula programas e projetos inovadores, bem como a gestão da inovação e da tecnologia, inserindo produtos tecnológicos e intelectuais de instituições de ensino nas empresas, o que gera mais competitividade industrial.[2]

Academia e empresas[editar | editar código-fonte]

O IEL Rio, entidade integrante do Sistema FIRJAN, se concentra na relação entre universidades e mercado, mais especificamente em duas áreas:

  • Programa de apoio às empresas juniores --> Sua função aqui é orientar a formação de empresas em universidades, ou seja, aquelas que são totalmente montadas e geridas por estudantes. Tal ajuda é importante, pois esses empreendimentos visam ao exercício da profissão ao prestarem consultoria no mercado. Os alunos contam, ainda, com a ajuda de professores;[3]
  • Programa de apoio às incubadoras de empresas → As organizações que abrigam essas empresas juniores (ou empresas incubadas) são chamadas de incubadoras de empresas. O que o IEL Rio faz é dar suporte às universidades na criação e desenvolvimento de incubadoras (não confundir com aceleradoras), ajudando assim a consolidar as incubadas no mercado.[4]

As principais universidades do Estado do Rio de Janeiro são parceiras do IEL.[5]

Outras formas de atuação[editar | editar código-fonte]

No que diz respeito a tecnologia e inovação, o IEL Rio desenvolve programas e projetos como os abaixo:

EDIÇÃO ANO TEMA
I 2007 Seminário e feira de empreendedorismo (vários temas)
II 2008 II Seminário de Empreendedorismo (vários temas)
III 2009 Oportunidades e desafios no mundo virtual
IV 2010 Fazendo as ideias acontecerem
V 2011 Rio empreendedor
VI 2012 Acesso a capital e inovação
VII 2013 Grandes empresas que estão investindo em startups no Brasil
VIII 2014 Empreendedorismo Inovador
  • Semana IEL nas Universidades: evento que percorre centros acadêmicos do Estado do Rio de Janeiro para “compartilhar experiências que contribuem para a difusão do conhecimento, gerando novas ideias e estimulando o empreendedorismo e as soluções criativas e inovadoras”.[10] Seus principais objetivos incluem a criação de um canal para parcerias entre a academia e o IEL Rio, a geração de ideias, a promoção do Instituto e o estímulo ao empreendedorismo.[9] Histórico:
2011 2012 2013
Alunos 3.282 4.564 4.750
Universidades 7 8 9
  • Fórum IEL de Gestão Empresarial: seu principal objetivo é prover, por meio de palestras, informação qualificada sobre gestão empresarial. Para isso, palestrantes do Brasil e do exterior são convidados para debater com os empresários fluminenses.[11]
  • Meu Futuro Negócio: um programa importante do IEL Rio é o “Meu Futuro Negócio”, em parceria com o Instituto Gênesis da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Voltado para alunos de graduação e pós-graduação da PUC-Rio, o curso visa abrir um espaço para o desenvolvimento e a implementação de ideias empreendedoras. Para isso, compreende encontros com empresários e investidores (que ensinam como preparar planos de negócios e fazer pitches) e aulas que abordam temas afins, como linhas de financiamento. Os donos das três melhores ideias recebem como prêmio seis meses de pré-incubação no Instituto Gênesis (com metodologia de empreendedorismo em grupo), enquanto o melhor pitch dá a seu autor um curso internacional de curta duração. O curso é gratuito e as vagas, limitadas.[12]

Em geral, os cursos duram três meses, com encontros uma vez por semana, o que soma doze aulas. Renomados empresários já ministraram aulas, representando companhias como Spoleto, Koni, Niely, Via Mia e Peixe Urbano. Eles abordam suas experiências como empreendedores, enquanto os representantes do Sistema FIRJAN ensinam sobre competitividade empresarial. Costumam participar alunos das áreas de Design, Administração, Engenharia, Comunicação e Arquitetura, que desejam dar o primeiro passo para elaborar novos projetos e novas empresas. Já para Alberto Besser, superintendente do IEL Rio, a intenção é “inspirar os alunos para gerar ideias e transformá-las em negócio.”[13] O curso é parte do Programa de Formação de Empreendedores (PFE) da Coordenação de Ensino de Empreendedorismo (CEMP) do Instituto Gênesis da PUC-Rio.

História do IEL nacional[editar | editar código-fonte]

Olhando para a história do Instituto, é possível identificar algumas fases. Nos seus primeiros dezessete anos, de 1969 até 1986, seu foco era restrito à integração da indústria com a universidade. Depois disso, os esforços também se concentraram na análise dos resultados alcançados por meio dos projetos voltados para a união do setor produtivo com a academia, além do agrupamento desses projetos em programas operacionais. Já o terceiro período é marcado pela edição do Plano Nacional de Interação Indústria-Universidade para 1990, visando apoiar projetos de desenvolvimento tecnológico da indústria mediante as seguintes estratégias: “tecnológica, sindical, das vocações regionais, do apoio às pequenas e médias indústrias, da integração institucional do Sistema CNI, da defesa dos valores da livre iniciativa e do intercâmbio permanente das partes envolvidas na política.”[14]

E apesar de buscar maior produção e melhor qualidade na indústria, o IEL também procura “erradicar o analfabetismo, expandir o ensino básico e qualificar profissionalmente expressivos contingentes humanos” e, assim, inserir o Brasil no mercado internacional.[15]

IEL Rio[editar | editar código-fonte]

No que tange à sua atuação local, o Instituto considera importante desenvolver uma visão particular de cada realidade do Brasil. Por isso, o Núcleo Central do IEL mantém as Comissões Regionais e as Comissões Setoriais.16 Na verdade, no primeiro artigo de seu próprio estatuto de criação está previsto que o Instituto pode usar Núcleos Regionais nos estados e no Distrito Federal a fim de executar seus objetivos. No capítulo V, mais especificamente, ele estabelece que o Núcleo Central tem o poder de “delegar a execução de atividades aos Núcleos Regionais na implementação de programas, projetos, convênios e outras ações”[16] (capítulo V, artigo 26). Dessa forma, cada núcleo teria a direção do “presidente da Federação de Indústrias local, contaria com um diretor regional e um Conselho Consultivo composto por um representante da Federação, um do Senai e um do Sesi”.[17] É por causa dessa premissa que existe o IEL Rio e os demais que se encontram espalhados pelo país.

Euvaldo Lodi[editar | editar código-fonte]

O político Euvaldo Lodi e o engenheiro Roberto Simonsen foram homenageados pela indústria devido à dimensão do trabalho de ambos: enquanto o primeiro deu nome ao IEL, o segundo virou nome de “um instituto de estudos e pesquisas da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, que compreende sua estrutura o COPS - Conselho Superior de Orientação Política e Social.”[18]

Notas

  1. Uma das entidades mais reconhecidas nessa área é a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), hoje Agência Brasileira da Inovação (mais informações na página Financiamento não reembolsável Arquivado em 19 de maio de 2014, no Wayback Machine.).

Referências

  1. Sistema FIRJAN. «Empreendedorismo». Consultado em 30 de janeiro de 2014.. Arquivado do original em 27 de novembro de 2013 
  2. a b Sistema FIRJAN. «Instituto Euvaldo Lodi / IEL». Consultado em 30 de janeiro de 2014.. Arquivado do original em 1 de fevereiro de 2014 
  3. Sistema FIRJAN. «Programa de apoio às empresas juniores». Consultado em 30 de janeiro de 2014.. Arquivado do original em 27 de novembro de 2013 
  4. Sistema FIRJAN. «Programa de apoio às incubadoras de empresas». Consultado em 30 de janeiro de 2014.. Arquivado do original em 14 de maio de 2014 
  5. Sistema FIRJAN. «Instituições parceiras do IEL». Consultado em 30 de janeiro de 2014.. Arquivado do original em 14 de maio de 2014 
  6. Sistema FIRJAN. «Capacitação empresarial». Consultado em 30 de janeiro de 2014.. Arquivado do original em 19 de dezembro de 2013 
  7. Sistema FIRJAN. «Contratar estagiários do Senai é a melhor forma de preparar profissionais qualificados para o futuro de sua empresa». Consultado em 30 de janeiro de 2014.. Arquivado do original em 15 de março de 2014 
  8. Sistema FIRJAN. «FIRJAN realiza IV Seminário de Empreendedorismo IEL-RJ 2010». Consultado em 25 de março de 2014.. Arquivado do original em 19 de maio de 2014 
  9. a b Balog, Daniela (2013). «O papel do Sistema FIRJAN/IEL no desenvolvimento da cultura empreendedora nas universidades e empresas (PPT com 3,4MB)». Consultado em 25 de março de 2014. [ligação inativa]
  10. Shell, Iniciativa Jovem. «Semana IEL nas universidades – Ideias que viram negócio». Consultado em 25 de março de 2014. 
  11. Sistema FIRJAN. «Fórum IEL de Gestão Empresarial traz ao Brasil o professor David Smallbone». Consultado em 25 de março de 2014.. Arquivado do original em 16 de fevereiro de 2014 
  12. Gênesis, Instituto. «Inscrições abertas para a 2ª edição do "Meu Futuro Negócio"». Consultado em 24 de março de 2014. 
  13. Sistema FIRJAN. «IEL promove "Meu Futuro Negócio" na PUC-Rio». Consultado em 24 de março de 2014.. Arquivado do original em 19 de maio de 2014 
  14. EUVALDO LODI, Instituto. Realizações da política nacional de interação indústria universidade (1969-1990). Cadernos IEL, vol. 03. Rio de Janeiro: IEL, 1991.
  15. EUVALDO LODI, Instituto. Instituto Euvaldo Lodi. Uma época: 25 anos (1969-1994). Sistema CNI. Rio de Janeiro: IEL, 1994.
  16. Euvaldo Lodi, Instituto. «Estatuto: Instituto Euvaldo Lodi Núcleo Central (PDF - 393KB)» (PDF). Consultado em 3 de abril de 2014. 
  17. Euvaldo Lodi, Instituto. «Instituto Euvaldo Lodi: relatório de 40 anos de atividades (PDF - 4MB)». Consultado em 3 de abril de 2014. 
  18. BELOCH, I. e FAGUNDES, L. R. (Coord.). Sistema FIRJAN: a história dos 170 anos da representação industrial no Rio de Janeiro, 1827-1997. Rio de Janeiro: Memória Brasil Projetos Culturais Ltda., 1997.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]