IG&T

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O IG&T - Instituto de Guitarra e Tecnologia é parte constituinte do EM&T - Escola de Música e Tecnologia, escola de música situada na cidade de São Paulo.

Seu corpo docente é composto por vários guitarristas brasileiros, incluindo Eduardo Ardanuy, Faiska, Wanderson Bersani, Joe Moghrabi, Marcio Okayama, Michel Leme, Mozart Mello, que também acumula a função de diretor pedagógico, Rafael Bittencourt e Silas Fernandes.

História[editar | editar código-fonte]

O primeiro Instituto de Guitarra e Tecnologia de São Paulo (IG&T) foi fundado em 31 de outubro de 1987 por Wesley 'Lély' Caesar que era autor do projeto e por Wander Taffo co-autor. Na época a escola contou com a coordenação didática e pedagógica de Wesley 'Lély' Caesar, com as direções empresarial, publicitária e administrativa de Wander Taffo e Hélio Saraiva. Com uma participação comercial de Jonas Anglister que inaugurou um show room dentro da escola com vendas de equipamentos em geral. As instalações deste primeiro IG&T estavam localizadas no bairro do Ibirapuera em São Paulo na Av. República do Líbano, 176. O IG&T foi a primeira escola brasileira a possuir um acervo sem precedentes em termos de equipamento e material didático, com 4 salas de aula equipadas com mais de 20 amplificadores Marshall e Harmonic. Um telão na sala principal projetava diariamente as primeiras videos-aula de mais de 40 guitarristas estrangeiros de produtoras como Hot Licks, Star Licks, Reh Publications, entre outras, todas importadas por Wander Taffo. Foi o maior "laboratório" de estudos de guitarra até hoje criado. A inauguração da escola contou com ampla cobertura da grande mídia através da influência de Wander Taffo que já era na época considerado um dos maiores guitarristas brasileiros, por isso houve grande afluência de alunos, tanto que nas primeiras semanas foram registradas centenas de matriculas sem precedentes históricos. Deste primeiro IG&T saíram não só grandes guitarristas que mais tarde foram para a grande mídia e professores que hoje gozam de prestigio. Alguns nomes ainda desconhecidos, como; Kiko Loureiro, Rafael Bittencourt, Edu Ardanuy, Marcio Okayama, e outros que mais tarde se tornariam figuras mais populares, foram alunos da escola. Alguns guitarristas profissionais de expressão nacional na época lá frequentavam ou lá estudavam para aperfeiçoar os seus conhecimentos no instrumento.

A história do IG&T começou antes, em 1986, quando Wesley 'Lély' Caesar (que já ensinava guitarra e violão desde 1981 e pesquisava sobre materiais didáticos de guitarra que eram escassos no Brasil) sugeriu a Wander Taffo a ideia de uma escola especializada em guitarra nos moldes do GIT de Los Angeles. Wander imediatamente aderiu ao projeto. Wander e Lély já se conheciam desde 1971 e um acompanhava o trabalho do outro, por isso, juntos iniciaram os preparativos e os contatos necessários para a criação da escola. Wesley 'Lély' Caesar e o guitarrista Wander Taffo montaram um curso de guitarra inspirado no modelo norte-americano GIT (Guitar Institute of Technology). A versão brasileira do curso foi um sucesso, formando cerca de 600 alunos em um ano e meio, com o auxílio de outros professores. Além dos criadores do projeto (Wesley Lély Caesar e Wander Taffo) a escola contou com as participações de Mozart Mello, Irineu Correa, Claudio Celso, Fabio Amaral (Índio), Faiska Borges, Carlos Vieira entre outros e com apoio de tradução de André Christovam. Depois disso, o projeto foi deixado de lado por um tempo, enquanto Taffo se dedicava à carreira de músico em projetos pessoais e Wesley 'Lély' Caesar resolveu se concentrar em outros objetivos paralelos ao ensino (produção musical e atuando em bandas da noite paulistana), seguiu administrando somente aulas particulares se desinteressando pelo projeto que tinha criado junto a Wander que recriou a escola muitos anos depois...

No ano de 1997, Taffo percebeu que havia uma enorme demanda por um curso naqueles moldes e retomou o antigo projeto. Apresentou a ideia ao publicitário Célio Ramos que, imediatamente, se deu conta da grande oportunidade de negócio e, juntos, criaram uma nova escola: o IG&T - Instituto de Guitarra e Tecnologia, na capital paulista. Com Taffo cuidando da parte artística e Wanderson Bersani responsável pela parte didática da escola, Monica Lima assumiu a administração do IG&T e até hoje é responsável pelo setor administrativo-financeiro da empresa.

Apenas dois anos após sua abertura, o IG&T passou a ser referência nacional. Com seus cerca de 500 alunos, em apenas um ano e meio de existência, o IG&T tornou-se a principal escola de guitarra não apenas da cidade mas, também, do Estado e do País, sendo a maior escola do gênero da América Latina.

Logo, o espaço físico e as salas de aula iniciais já não atendiam satisfatoriamente às necessidades. Por isso, em 1999, a escola mudou-se para um local maior, o prédio de cinco andares e 2.500 m2 de área, vizinho à estação Conceição do Metrô, também em São Paulo, onde está atualmente.

Foi com a adição de novos cursos que a escola mudou de nome e passou a se chamar EM&T - Escola de Música e Tecnologia - atendendo não apenas aos entusiastas da guitarra, mas também aos interessados por violão, baixo, teclado, canto e percussão (bateria).

Cursos complementares foram criados: Home Studio, gaita, Linguagem e Estruturação Musical, Curso de Set-Up IG&T - que ensina como tirar melhor proveito da guitarra - e o IG&T Personal Trainer. O IG&T, que tem como diretor pedagógico Mozart Mello e como coordenador do curso Wanderson Bersani, passou a ser um dos institutos da EM&T - Escola de Música & Tecnologia.

A EM&T ganhou, em oito anos, cinco prêmios internacionais de qualidade de ensino e instalações. Entre eles, o Prêmio Fender Awards, instituído pela Fender USA e destinado às escolas, instituições e músicos que mais se destacaram em sua área de atividade em todo o mundo. Através do IG&T, a EM&T recebeu o Fender Awards como o maior centro de estudos especializado em guitarra da América Latina.

Um dos diferenciais do IG&T são os workshops, dos quais os alunos participam gratuitamente e que também são abertos ao público em geral. Nesses 15 anos de história, o IG&T recebeu artistas como Steve Morse (Deep Purple), Herbert Vianna (Paralamas), Marty Friedman, Mattias Eklundh, Paul Gilbert, Andy Timmons, Pepeu Gomes, Yngwie Malmsteen e John Petrucci (Dream Theater) entre muitos outros.

A ideia do IG&T era fugir do tradicional modelo existente, criando um novo conceito de ensino musical. Os alunos do IG&T aprendem com uma metodologia exclusiva - de autoria de Mozart Mello, Wanderson Bersani, Edu Ardanuy e Djalma Lima -, aliando material didático próprio a equipamentos de qualidade e recursos tecnológicos modernos. Essa metodologia, hoje, é utilizada por 40 escolas licenciadas em todo o País e, é claro, pelas filiais Morumbi e Santos e pela franquia em Campinas. Wander Taffo

Quando começou sua carreira, no início dos anos 70, não havia no País equipamentos de qualidade, oportunidades nem apoio algum para quem quisesse ser músico. Taffo tinha a seu favor somente a vontade de tocar e a paixão pelo instrumento. Pouco depois já era considerado um dos maiores guitarristas que o Brasil já teve, sendo peça fundamental em bandas expressivas da época como Made in Brazil, Secos e Molhados, Joelho de Porco e Rita Lee.

Nos anos 80, o Rock passou por uma verdadeira revolução, com o surgimento dos guitar heroes e músicos virtuoses. Taffo iniciou então um de seus projetos de maior sucesso, o Radio Taxi, trazendo para o Rock nacional frases de guitarra, licks e solos absolutamente inovadores e criativos.

A diferença é que, mesmo já com total domínio das técnicas, ele não pretendia fazer da sua guitarra a personagem principal das músicas, mas enriquecer as harmonias e melodias. "Quem só quer tocar rápido para impressionar amigos e namorada vai morrer de fome. O músico precisa ser completo. Você não vai vencer na vida pelo quanto que sabe tocar, mas pela música que vai criar", dizia.

Os sucessos vieram um atrás do outro, dominando as rádios, programas de TV e possibilitando turnês extensas. E embora tudo aquilo impressionasse, Taffo sempre encarou o ofício de músico com muita seriedade. "Fazer o primeiro sucesso não é difícil. O problema é que as pessoas têm a impressão de que esse momento é eterno, se acomodam e caem", afirmava. Para ele, ser músico é uma profissão como outra qualquer. "Claro que tem o lado gostoso dos shows e da diversão. Para isso acontecer, entretanto, é preciso estudar, aperfeiçoar-se e atualizar-se o tempo todo".

Em 1988, Wander começou a rascunhar aquela que seria sua maior realização. Conhecendo a fundo as dificuldades e necessidades dos músicos brasileiros, idealizou uma escola de música profissional, que oferecesse um método próprio, professores renomados, instalações modernas e todo o apoio que necessitassem. Assim surgiu o primeiro IG&T - Instituto de Guitarra e Tecnologia - focado na formação de guitarristas.

Em seguida, já em carreira solo, gravou um álbum em Los Angeles, que contou com a participação de Lobão, Lulu Santos e Herbert Vianna.

No início dos anos 90 formou a Banda Taffo, que lançou o disco Rosa Branca. Ainda no mesmo período, colaborou com seu talento nos discos de Marina Lima, Cássia Eller e Guilherme Arantes. "Eu simplesmente gosto de tocar, é uma coisa que gosto de fazer. É difícil passar um dia sem que eu pegue na guitarra", dizia.

Todas essas atividades o afastaram temporariamente do IG&T, mas em 1997, Wander Taffo retomou a escola, decidido a compartilhar tudo o que sabia. Não sem antes ouvir do locatário que o contrato havia sido fechado graças ao fiador. "Sei que vocês não vão conseguir se manter aqui nem por seis meses", disse ao saber que o imóvel seria usado para ensinar música.

"Um ano e meio depois, estávamos saindo dali sim, mas para ocupar o prédio de cinco andares e cerca de 3 mil metros quadrados em que estamos até hoje", divertia-se Taffo ao lembrar da história.

Nessa mudança, o IG&T transformou-se em EM&T - Escola de Música e Tecnologia, reconhecida hoje como a maior e melhor escola de música da América Latina, tendo recebido cinco certificados internacionais de qualidade. São mais de 2.500 alunos matriculados nos institutos de guitarra, baixo, bateria, percussão, violão, teclado e canto, além dos mais diversos cursos como produção musical e luthier. A EM&T tem ainda unidades em Campinas (São Paulo) e Vitória (Espírito Santo).

"A música sempre foi tratada como um sonho, sem pé na realidade. Com a EM&T eu mostro que você pode sim fazer dela sua profissão e construir uma carreira", orgulhava-se o guitarrista, chamado de mestre por todos que ali circulam diariamente.

Na manhã do dia 14 de maio de 2008, porém, veio o choque. Sem histórico de problemas de saúde, Wander Taffo faleceu em decorrência de uma parada cardiorrespiratória. Sua obra, entretanto, permanece. Suas músicas e solos continuam inspirando milhares de jovens por todo o País, despertando neles o interesse e a vontade de aprenderem um instrumento, uma profissão, uma arte.

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