Iacov Hillel

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Iacov Hillel (Haifa, 21 de maio de 1949) é um diretor de teatro, iluminador e professor de teatro brasileiro.

Estudou o método Stanislavski com Eugenio Kusnet, no Teatro da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (TUCA), e no Teatro de Arena, de 1965 a 1969. Fez também cursos de expressão corporal e teoria do movimento de Laban com Maria Esther Stockler e Maria Duschenes, e balé clássico e dança moderna com Marilena Ansaldi.

De 1965 a 1976 participou como ator em diversas encenações de prestígio na cidade de São Paulo, entre elas Morte e Vida Severina (1965), de João Cabral de Melo Neto, dirigido por Silnei Siqueira; Hamlet (1969); O Comprador de Fazendas (1970), baseado em um conto do livro Urupês de Monteiro Lobato; e Arlequim, Servidor de Dois Amos (1971), de Carlo Goldoni.

Sua primeira direção ocorreu em 1971, com Assunta do 21, de Nery Gomide, um monólogo com a atriz Wanda Kosmo. A partir daí dirigiu inúmeros espetáculos, entre eles Isso ou Aquilo (1975), de Marilena Ansaldi e Emilie Chamie, ganhando o prêmio de direção de dança da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA); Vem Buscar-me que Ainda Sou Teu (1979), de Carlos Alberto Soffredini, com o Grupo de Teatro Mambembe; Divinas Palavras, de Ramón del Valle-Inclán, numa tradução de Renata Pallottini; O Casamento do Pequeno Burguês (1981), de Bertolt Brecht; Angels in América (1995), de Tony Kushner; A Cozinha (1997), de Arnold Wesker, com tradução de Millôr Fernandes; A Aurora da Minha Vida (2000), de Naum Alves de Souza; Os Lusíadas (2001), uma adaptação do épico de Luís de Camões, com Ruth Escobar; Hair (2004), de Gerome Ragni e James Rado; e Ópera do Malandro (2005), de Chico Buarque.

A partir da segunda metade da década de 1980 começou a dirigir óperas e musicais, como Otello e Elisir d'amore, no Theatro Municipal de São Paulo, sendo que a última também foi apresentada no Festival de Ópera de Manaus, em 1999; Os Contos de Hoffman, de Jacques Offenbach, no Teatro São Pedro e no Festival de Inverno de Campos do Jordão, em 1999, além de Nabuco, de Verdi, apresentada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Após seu premiado trabalho em Isso ou Aquilo, em 1975, passou a assinar várias iluminações para o Teatro Galpão e, a partir da década de 1980, para o Balé da Cidade de São Paulo. Freqüentemente ilumina seus próprios espetáculos.

É professor de interpretação teatral da Escola de Arte Dramática (EAD) e Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). É Master of Arts em Rádio e Televisão pela San Francisco State University.

Em 1982 ganhou o Prêmio Molière (Grande Prêmio da Crítica) pelo conjunto de sua obra. Recebeu também os prêmios Mambembe e Governador do Estado.[1]

Referências

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