Ibitira

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Ibitira é um distrito do município de Rio do Antônio, no interior da Bahia, Brasil.[1] Ibitira, palavra indígena do Tupi-Guarani, significa terra vermelha.

Dados históricos[editar | editar código-fonte]

Em meados de 1790, o distrito de Ibitira encontrava-se situado dentro da área da Fazenda Camelo. Esta limitava-se com outra fazenda por nome Espírito Santo. As duas fazendas eram separadas pelo Morro Canastra.

Certo dia, o proprietário da Fazenda Espírito Santo foi comprar gado na Fazenda Camelo. Retornando da viagem alguns dias depois, acompanhado por seus escravos, chegaram à Fazenda Espírito Santo com o gado comprado. Este gado fugiu indo para a Fazenda Camelo. O dono da Fazenda Espírito Santo mandou então um escravo por nome Manoel procurar o gado desaparecido. O escravo seguiu a trilha do gado e deparou com uma lagoa (hoje Lagoa da Vargem Grande) chegando à Casa Grande da Fazenda Camelo. Lá falou sobre a lagoa. Volta à Fazenda Espírito Santo. Os dois fazendeiros reuniram seus escravos nas proximidades da lagoa. Limparam a área ao redor e abriram dois caminhos ligando as duas fazendas à lagoa.

Em 1791 vieram os primeiros moradores, atraídos pela terra fértil e pela abundância de água. Estes moradores foram:

  • José Inácio da Silveira – Descendente de Caetité, casou-se com Emília rosa da Silveira, tiveram 3 filhos: Manoel Cândido da Silveira, Mariquinha da Silveira e Almerinda da Silveira.
  • Francisco Antônio Oliveira – Veio das proximidades de Ibiassucê. Chegou aqui com sua esposa D. Minéia, morrendo alguns anos depois. Casou-se pela 2ª vez com D. Flora Maria de Matos; filha de Tertulino, que residia na Fazenda Lagoa do Canto. Seu Francisco era conhecido por Xixico. Trouxe o sogro pra morar aqui, pois era muito rico e tinha muitas terras. Tiveram alguns filhos, entre eles: Deocleciano Antônio Oliveira, casando-se com D. Arlinda Galdina de Jesus. O povoado teve o nome de Barra do Xixico, passando depois para Arraial da Barra. Com a Lei nº 2.207 de 09 de agosto de 1924, passou a chamar Distrito de Ibitira, pertencendo a Rio do Antônio através da emancipação política em 27 de julho de 1962.
  • Manoel José Messias – construiu a 1ª casa antes do Riacho, dando assim extensão ao povoado. Ele construiu o 1º restaurante.

Aspectos físicos[editar | editar código-fonte]

Relevo[editar | editar código-fonte]

O município fica localizado numa região montanhosa, no entanto, podendo citar como ponto culminante da região o Morro da Canastra e Morro Santa Clara. Se Alguns terrenos são baixos, outros são altos, uns são planos, outros acidentados (montanhas, montes, morros, vales).

Vegetação[editar | editar código-fonte]

A vegetação predominante é a caatinga, com os seguintes aspectos: árvores baixas, retorcidas com poucas folhas (umburana, caatinga de porco, tatarena, umbuzeiro, cactos, quiabentos e plantas com muitos espinhos: xique-xique, mandacaru, macambira – regiões secas. A caatinga é aproveitada na criação bovina e caprina.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima predominante na região é o semi-árido, com secas prolongadas e temperaturas elevadas, na maior parte do ano. Em consequência da estiagem, o distrito sofre com a falta d’água. Os rios que cortam os municípios são temporários, tendo como exemplo o Rio São João e o Riacho da Gameleira. O principal rio da região é o Rio do Antônio, banhando apenas a sede do município sendo aproveitadas as águas com a construção da barragem na qual abastece a cidade de Rio do Antônio e o distrito de Umbaúba.

O Distrito de Ibitira sofre a falta d’água, pois a Lagoa da Vargem Grande é pequena e não tem capacidade para abastecer a população. Os principais conhecimentos históricos do município, além da descoberta da lagoa, são a construção da 1ª Igreja em 1927, recebendo ajuda do Sr. Francisco José Correia e a construção do 1º estabelecimento de ensino em 1948, com o nome de Escola Rural de Ibitira.

Referências