Igreja

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Igreja (do grego εκκλησία [ekklesía] através do latim ecclesia) é uma instituição religiosa cristã separada do Estado, ou uma comunidade de fiéis ligados pela mesma e submetidos aos mesmos chefes espirituais.[1] Cabe, à igreja, administrar o dinheiro do dízimo, construir templos, ordenar sacerdotes, mantê-los e repassar, para seus crentes, sua interpretação da Bíblia. "Igreja" também pode significar um templo cristão: por exemplo, "Igreja de São Pedro" (referindo-se a um templo dedicado a São Pedro).

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Igreja" é uma palavra de origem grega escolhida pelos autores da Septuaginta (a tradução grega da Bíblia Hebraica) para traduzir o termo hebraico q(e)hal Yahveh, usado entre os judeus para designar a assembleia geral do "povo do deserto", reunida ao apelo de Moisés. Etimologicamente, a palavra grega ekklesia é composta de dois radicais gregos: ek, que significa para fora, e klesia, que significa chamados.

Definição segundo a Bíblia[editar | editar código-fonte]

No contexto bíblico, o termo igreja designa "reunião de pessoas", sem estar necessariamente associado a uma edificação ou a uma doutrina específica. No texto bíblico do Novo Testamento, a palavra "Igreja" aparece por diversas vezes, sendo utilizada como referência a um agrupamento de cristãos e não a edificações ou templos, nem mesmo a toda comunidade cristã em alguns momentos.

Em Mateus 18:15-17, no chamado "Discurso sobre a Igreja", encontramos as seguintes palavras de Jesus:

Cquote1.svg Ora, se teu irmão pecar, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, terás ganho teu irmão; mas se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda palavra seja confirmada. Se recusar ouvi-los, dize-o à igreja; e, se também recusar ouvir a igreja, considera-o como gentio e publicano. Cquote2.svg

Na Bíblia, encontramos muitas imagens que mostram aspectos complementares do mistério da Igreja. O Antigo Testamento privilegia imagens ligadas ao povo de Deus; o Novo Testamento, a Cristo como cabeça desse povo, que é o seu corpo e tiradas da vida pastoral (aprisco, rebanho, ovelhas), agrícola (campo, oliveira, vinha), de moradia (morada, pedra, templo), familiar (esposa, mãe, família).

A palavra "Igreja" aparece no Novo Testamento pela primeira vez no livro em Mateus 16:18, no evento conhecido como Confissão de Pedro.

Definição da Igreja Católica[editar | editar código-fonte]

Em afresco de Pietro Perugino (1481-82) na Capela Sistina, Jesus entrega as chaves do Reino de Deus à Igreja, que é liderada pelo Apóstolo São Pedro,[4] e, consequentemente, a todos os Papas e bispos, que são os sucessores dos doze Apóstolos.[5]

A Igreja é "o povo que Deus convoca e reúne de todos os confins da Terra, para constituir a assembleia daqueles que, pela fé e pelo Batismo, se tornam filhos de Deus, membros do Corpo de Cristo e templo do Espírito Santo" [6] . Os católicos acreditam que a única Igreja fundada e encabeçada por Jesus Cristo [7] , "como sociedade constituída e organizada no mundo, subsiste (subsistit in) na Igreja Católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele" [8] . Segundo a Tradição católica, a Igreja está alicerçada sobre o Apóstolo Pedro, a quem Cristo prometeu o Primado, ao afirmar que "sobre esta pedra (do grego "petros") edificarei a minha Igreja" e que "dar-te-ei as chaves do Reino dos Céus" (cf. Mt 16, 17-20) [4] .

A Igreja Católica afirma ser a detentora na plenitude dos sete sacramentos e dos outros meios necessários para a salvação, dados por Jesus à Igreja. Tudo isto para reunir, santificar, purificar e salvar toda a humanidade e para antecipar a realização do Reino de Deus, cuja semente é necessariamente a Igreja.[9] Por esta razão, a Igreja, guiada e protegida pelo Espírito Santo, insiste na sua missão de anunciar o Evangelho a todo o mundo, sendo aliás ordenada pelo próprio Cristo: "ide e ensinai todas as nações, batizando-as no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28,19) [10] . A Igreja, mediante os sacramentos do Batismo e da Reconciliação, tem, também, a missão e o poder de perdoar os pecados, porque o próprio Cristo lho conferiu".[11]

No Credo Niceno-Constantinopolitano, são atribuídas, à Igreja, as propriedades de una, santa, católica e apostólica.[12] Além disto, ela é, também, chamada de Esposa de Cristo [13] , Templo do Espírito Santo [14] e Corpo de Cristo, sendo este último revestido de um significado importante e especial para a Igreja. Este último nome assenta na crença de que a Igreja não é apenas uma simples instituição, mas um corpo místico constituído por Jesus, que é a cabeça, e pelos fiéis, que são membros deste corpo inquebrável, através da fé e do sacramento do Batismo. Este nome é assente também na crença de que os fiéis são unidos intimamente a Cristo por meio do Espírito Santo, sobretudo no sacramento da Eucaristia.[15] [16]

Grande Igreja[editar | editar código-fonte]

Termo inventado pelo filósofo pagão Celse, o autor do Discours véritable contre les chrétiens[17] por volta do ano 178 para designar um grupo de comunidades cristãs confessando doutrinas semelhantes, cuja força residia na sua organização fundada na sequência Bispo-Padre e que vai definir os critérios de ortodoxia.

Os historiadores modernos retomaram o termo Grande Igreja para designar, sem qualquer julgamento de valor, o grupo cristão mais influente dos Séculos I e II.[18]

Definição na Arquitetura[editar | editar código-fonte]

Estilos de igreja[editar | editar código-fonte]

Igreja como instituição[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 915.
  2. "Sesquicentenário da Igreja Presbiteriana". Visitado em 17 Fev. 2012.
  3. "Catedral Presbiteriana do Rio completa 150 anos de existência". Visitado em 17 Fev. 2012.
  4. a b Catecismo da Igreja Católica (CIC), n. 881
  5. Compêndio do Catecismo da Igreja Católica (CCIC); n. 174, 176 e 182
  6. Ibidem, n. 153
  7. CCIC, n. 161
  8. Ibidem, n. 162
  9. Compêndio do Catecismo da Igreja Católica (CCIC), n. 150, 152 e 153
  10. Ibidem, n. 172
  11. Ibidem, n. 201
  12. Ibidem; n. 161, 165, 166 e 174
  13. Ibidem, n. 158
  14. Ibidem, n. 159
  15. CIC; n. 790, 792 e 795
  16. CCIC; n. 156, 157, 274 e 282
  17. Celse, LE DISCOURS VÉRITABLE CONTRE LES CHRÉTIENS (em francês). Visitado em Fevereiro 2013.
  18. Frédéric Lenoir - Comment Jésus est devenu Dieu - Livre de Poche - Pg. 96 - ISBN 978-2-253-15797-7
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