Igreja Católica Bizantina Russa

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A Igreja Católica Bizantina Russa, ou a Igreja Greco-Católica Russa ou ainda simplesmente a Igreja Católica Russa (russo: Российская греко-католическая церковь), é uma Igreja particular oriental sui juris em comunhão com a Igreja Católica. Isto quer dizer que ela, nunca abandonando as suas veneráveis tradições e ritos litúrgicos orientais, aceita a autoridade e primazia do Papa. Unida formal e oficialmente à Santa Sé em 1905, esta Igreja foi fruto de uma cisão ocorrida na Igreja Ortodoxa Russa.

O seu rito litúrgico é de tradição bizantina e utiliza o eslavo eclesiástico como língua litúrgica (muito embora a língua russa também já seja usada, nomeadamente na diáspora russa). Em 2006, os greco-católicos russos ainda não têm os seus próprios hierarcas, por isso as suas poucas paróquias são servidas por sacerdotes de outras Igrejas orientais bizantinas católicas, por antigos sacerdotes ortodoxos e ainda por sacerdotes católicos latinos com faculdades birituais (muitos deles são jesuítas).

Existem paróquias e comunidades religiosas greco-católicas russas em Moscovo, São Petersburgo, São Francisco, Nova Iorque, Recife, Melbourne, Buenos Aires, Dublin, Meudon, Paris, Lyon, Berlim, Munique, Roma, Milão e Singapura.

A simples existência da Igreja Católica Bizantina Russa não significa que a Rússia não tenha católicos de rito latino. Aliás, os católicos latinos constituem a maioria dos poucos católicos existentes na Rússia.

História[editar | editar código-fonte]

A fundação da Igreja Católica Bizantina Russa deveu-se muito à inspiração do poeta e filósofo russo Sergeyevich Vladimir Solovyov (1853-1900), que, baseando-se em Dante, exortou que, tal como o mundo precisa do Czar como monarca universal, a Igreja necessita do Papa como o supremo hierarca eclesial universal. Seguindo os pensamentos de Solovyov, um sacerdote ortodoxo russo, Nicholas Tolstoy, entrou em plena comunhão com a Sé de Roma.

A Igreja Católica Russa uniu-se assim formalmente à Igreja Católica em 1905. Antes da queda da Monarquia (1917), os católicos russos sofriam graves perseguições e discriminações por parte da polícia e da Okhrana, apesar do Czar Nicolau II ter relaxado um pouco este clima hostil. Em 1917, o primeiro exarcado apostólico para os greco-católicos russos foi criado, com a nomeação do Reverendo Leonid Feodorov, um ex-seminarista ortodoxo russo, para o cargo de exarca apostólico. Porém, os bolcheviques da Revolução de Outubro (1917) perseguiram logo os católicos russos, aprisionando muitos deles nos campos de concentração localizados na Sibéria ou forçando-os a emigrarem para os países ocidentais. Na Primavera de 1923, até o exarca Leonid Feodorov foi acusado de contra-revolução por Nikolai Krylenko e condenado a dez anos no campo de concentração soviético em Solovki. Ele foi beatificado em 2001 pelo Papa João Paulo II. Em 1928, um segundo exarcado apostólico foi criado para os greco-católicos russos na China, com base em Harbin.

Após o colapso da União Soviética, alguns católicos russos começaram cautelosamente a aparecer em público. Em 2005, existiam três padres católicos a celebrar publicamente a Divina Liturgia (forma litúrgica do rito bizantino) na Rússia. Mas, mesmo assim, em 2006, os seus dois exarcados apostólicos (na Rússia e na China) ainda não têm prelados que os governem. Por isso, todos os greco-católicos russos que vivem na Rússia permanecem ainda hoje sob a jurisdição de um bispo de rito latino.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Fonte[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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