Igreja Metodista

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo. Por favor, adicione mais referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Igreja Metodista
{{{imagealttext}}}
Logotipo da Igreja Metodista
Classificação Protestante
Orientação Evangélica, Metodismo
Política Episcopal (como encargo de serviço especial)[1], Conexional (em seu sistema de organização)[2], Representativo (em seu sistema administrativo)[3] e Congregacional modificado (em sua eclesiologia local)[4].
Associações Concílio Mundial Metodista
CMI Aliança Cristã Evangélica Brasileira
Fundador John Wesley
Origem Século XVIII
Inglaterra
Separado de Igreja Anglicana
Separações 1830: Mormonismo[5];

1860: Igreja Metodista Livre[6];

1865: Exército de Salvação[7]

1908: Igreja do Nazareno[8];

1934: Igreja Metodista Ortodoxa[9];

1946: Igreja Evangélica do Avivamento Biblico[10];

1953: Ministério Voz da Verdade[11];

1967: Igreja Metodista Wesleyana[12].

Congregações 41.286
Membros 12 milhões (8 milhões - EUA; 400.000 - Brasil)

A Igreja Metodista [13] é a principal expoente do metodismo, religião de fé cristã protestante.

O Metodismo é de origem inglesa, organizado pelo reverendo inglês John Wesley que enfatizou o estudo metódico da Bíblia, e busca a relação pessoal entre o indivíduo e Deus. Iniciou-se com a adesão de egressos da Igreja Anglicana e da Presbiteriana, bem como de dissidentes da Igreja Episcopal Americana.

Em 1784 John Wesley respondeu à falta de pregadores nas colônias (devido à Guerra Revolucionária Americana) ordenando alguns para a América, com o poder de ministrar sacramentos. Esta foi uma das principais razões para a separação final do Metodismo da Igreja da Inglaterra após a morte de Wesley. Esta separação criou, em nível mundial, uma série de denominações de igrejas "do" Metodismo. A influência de George Whitefield sobre a Igreja da Inglaterra também foi um fator na fundação da Igreja Metodista da Inglaterra em 1844. Através de atividades missionárias vigorosas o Metodismo se espalhou por todo o Império Britânico, o que se deu principalmente através da pregação de Whitefield durante o que os historiadores chamam de Primeiro Grande Despertar (na América colonial). Após a morte de Whitefield em 1770 o Metodismo americano entrou em uma fase Wesleyana e Arminiana mais duradoura de desenvolvimento.

História do metodismo no Brasil[editar | editar código-fonte]

Primeira missão[editar | editar código-fonte]

Em 1835 o Reverendo Foutain Elliot Pitts foi enviado pela Igreja Metodista Episcopal, dos Estados Unidos, com a missão de avaliar as possibilidades do estabelecimento de uma missão metodista nas terras brasileiras. Chegando ao país com uma carta de recomendação do então presidente americano Andrew Jackson, o Rev. Pitts desembarca no Rio de Janeiro. Mais tarde em 1836 e 1837, foram enviados o Rev. Justin Spaulding e Rev. Daniel Parish Kidder, com suas respectivas famílias, para compor a missão. Porém, essa missão é encerrada em 1841 por falta de recursos.[14]

Missão da Igreja Metodista Episcopal do Sul[editar | editar código-fonte]

Com a divisão causada nos Estados Unidos durante a Guerra Civil, a Igreja Metodista Episcopal também se dividiu, no sul, foi criada a a Igreja Metodista Episcopal do Sul e no Norte, os metodistas continuaram com o mesmo nome de antes da guerra.

Junius Estaham Newman, foi o primeiro pastor a se fixar permanentemente no Brasil. "J. E. Newman, recomendado para a Junta de Missões para trabalhar na América Central ou Brasil": essa foi a nomeação que ele recebeu em 1866, na Conferência Anual. Após ter servido durante a Guerra Civil Americana, como capelão às tropas do Sul, observou que muitos metodistas do Sul emigraram para as Américas do Sul e Central e acompanhou-os.

A Guerra deixou endividada a Junta, sem possibilidade de enviar obreiros para qualquer local.[15] Newman financiou sua própria vinda ao Brasil, com suas modestas economias. Chegou ao Rio de Janeiro, Niterói, em Agosto de 1867, mas fixou residência em Saltinho, cidade próxima a Santa Bárbara d'Oeste, província de São Paulo. Desde 1869, pregou aos colonos, mas, dois anos mais tarde, no terceiro domingo de Agosto, organizou o "Circuito de Santa Bárbara".

O primeiro salão de culto – antes era uma venda – foi uma pequena casa, coberta de sapé e de chão batido. Newman trabalhava com os colonos norte-americanos e pregava em inglês. Um dos motivos da demora de Newman em organizar uma paróquia metodista, é que ele pregava, principalmente para metodistas, batistas, presbiterianos e a todos que desejassem ouvir sua mensagem, pensando ser mais sábio unir os "ouvintes" em uma única igreja, sem placa denominacional. Mas depois, todas as denominações organizaram-se em igrejas, de acordo com sua origem eclesiástica nos EUA. Newman insistiu, através de suas cartas, para que os metodistas norte-americanos abrissem uma missão em nosso país.

Em 1876, a Junta de Missões da Igreja Metodista Episcopal Sul, despertada através da publicação das cartas nos jornais metodistas nos EUA, enviou seu primeiro obreiro oficial: Rev. John James Ranson. Dedicou-se ao aprendizado do português para proclamar as boas novas aos brasileiros, sendo o responsável pela criação da primeira publicação metodista no Brasil, o Methodista Catholico.

J. E. Newman e sua família mudaram-se para Piracicaba, SP, onde permaneceram entre 1879 e 1880, quando as filhas de Newman, Annie e Mary, organizaram um internato e externato. O "Colégio Newman" é considerado precursor do Colégio Piracicabano, hoje Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba).

A autonomia da Igreja Metodista no Brasil[editar | editar código-fonte]

O movimento pela autonomia começou por volta de 1910. Diversas manifestações surgiram entre a liderança clerical e leiga, que buscavam um episcopado mais próximo do país, anteriormente os Bispos eram americanos e residiam fora do Brasil, uma constituição própria, regularização dos salários, anteriormente em dólares, e uma igreja mais nacional. [16] [17]

A Igreja Metodista tornou-se independente da Igreja Americana em 2 de Setembro de 1930, em São Paulo, na Igreja Metodista Central de São Paulo, onde a Comissão Constituinte se encontrou em nove sessões, e onde a Constituição promulgada foi entregue às mãos de Guaracy Silveira. Elegeu-se o primeiro bispo da Igreja, chamado Willian Tarboux, que era americano. O primeiro bispo brasileiro metodista foi César Dacorso Filho, eleito em 1934.

Na Bahia em Eunápolis, há também igrejas Metodistas como a Igreja Metodista Central de Eunápolis com o Pastor Nadson Araújo. Com dados divulgados na internet pelo seu DVD.

História do metodismo em Portugal[editar | editar código-fonte]

A origem da Igreja Metodista em Portugal resultou do testemunho de dois leigos ingleses, Thomas Chegwin, em 1854, e James Cassels, dez anos mais tarde. Ambos foram responsáveis pela iniciação de pequenos grupos no estudo bíblico e na oração, adoptando o modelo criado por John Wesley no seu sistema de classes.

Em 1868 foi construída a primeira capela Metodista em Vila Nova de Gaia, onde se celebraram os primeiros batismos infantis e cultos de Sagrada Comunhão. O crescimento do Metodismo, sob a liderança de Cassels, tornou-se evidente e sucessivos apelos foram dirigidos à Sociedade Missionária Metodista, de Londres, solicitando o envio de um missionário para orientar este trabalho. O pedido acabou por ser atendido e um jovem ministro, Robert Hawkey Moreton, foi enviado em 1871.

Moreton era um homem prudente, que só recebia membros após um período de prova prolongada. Em poucos anos a Igreja Metodista edificava a Igreja Metodista do Mirante, o seu primeiro lugar de culto na cidade do Porto, e lançava a sua grande cruzada educacional contra a grande taxa de analfabetismo através da abertura de Escolas Primárias. Entretanto, foram-se afirmando os futuros líderes espirituais da Igreja, sendo o Dr. Alfredo Henriques da Silva, que sucedeu a Moreton, o mais destacado, tendo expandido a obra da Igreja ao longo dos anos mais favoráveis da I República.

Entre 1920 e 1940, a Igreja Evangélica Metodista Portuguesa atravessou o seu período de expansão mais frutífero, recrutando membros de todas as classes sociais, aumentando o número das suas Escolas e confirmando-se como uma das mais dinâmicas e prestigiadas Igrejas Evangélicas do País. Durante esta era a Igreja editou várias publicações de boa qualidade espiritual e intelectual, a mais notável das quais foi o mensário "Portugal Evangélico", que é, ainda, a mais antiga publicação evangélica portuguesa em circulação.

O isolamento criado pela Segunda Guerra Mundial, uma ditadura prolongada, a falta de continuidade de liderança quando Alfredo da Silva começou a envelhecer e o pequeno número de pastores, originaram uma crise de liderança, que o Sínodo procurou resolver pedindo uma vez mais, à Sociedade Missionária Metodista, apoio pastoral. Isto resultou no envio do Rev. Stanley G. Wood e, em 1954, do Rev. Albert Aspey, que durante 29 anos assumiu a liderança da Igreja. Ao longo deste tempo floresceram novas áreas de trabalho, o número de ministros aumentou, a Igreja envolveu-se no movimento ecuménico e, embora forçada a fechar as suas Escolas Primárias, reorientou os seus programas sociais, concentrando-os noutras áreas e tipos de serviço à comunidade, tais como projetos de apoio às crianças e aos idosos.

Em 1984 a Igreja retornou à liderança nacional, quando o Rev. Ireneu da Silva Cunha foi eleito Superintendente-Geral e Presidente do Sínodo. No ano seguinte o Sínodo, numa reunião em Aveiro, tomou a decisão de que a Igreja devia preparar-se para a sua autonomia. Com a aproximação do 125º aniversário da chegada de Moreton ao Porto, e após uma consulta com a Sociedade Missionária Metodista, o Sínodo de 1994 deliberou redigir os necessários Estatutos e Regulamentos, e abordar a Conferência da Igreja Metodista da Grã-Bretanha com vista a assumir a autonomia como Igreja Evangélica Metodista em 1996 ef>Estatutos da Igreja Evangélica Metodista Portuguesaef>.

As regiões eclesiásticas no Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, as Igrejas Metodistas estão organizadas em Regiões Eclesiásticas:

  • 1ª Região: Rio de Janeiro (Catete, Cascadura, Penha, Jacarépaguá, Caxias, São João de Meriti, Nilópolis, Nova Iguaçu, Realengo, Bangu, Campo Grande, Santa Cruz, Valença, Volta Redonda, Barra Mansa, Resende e Itatiaia).
  • 2ª Região: Rio Grande do Sul
  • 3ª Região: São Paulo (Região Metropolitana, litoral, Vale do Paraíba e região de Sorocaba)
  • 4ª Região: Minas Gerais e Espírito Santo
  • 5ª Região: Mato Grosso do Sul, Interior de SP, Triângulo Mineiro mais duas cidades do Sul de Minas Gerais (Poços de Caldas e Campestre).
  • 6ª Região: Santa Catarina e Paraná
  • 7ª Região: Rio de Janeiro (Niterói, São Gonçalo, Itaocara, Pádua, Araruama. Cabo Frio, Macaé, Três Rios, Petrópolis e Teresópolis).
  • 8ª Região: Distrito Federal ,Goias , Mato Grosso e Tocantins.
  • REMA: Região Missionária da Amazônia
  • REMNE: Região Missionária do Nordeste

Metodismo em números[editar | editar código-fonte]

O Metodismo se faz presente em 130 países, somando 12 milhões de membros.

Atualmente, a distribuição dos Membros, Igrejas, Congregações e Pontos Missionários no Brasil é:

  • Aprox: 350.000 Membros;
  • 630 Igrejas;
  • 393 Congregações;
  • 508 Pontos Missionários.

Há outras denominações que se denominam metodistas no país, a saber: a Igreja Metodista Wesleyana (pentecostal), criada na década de 60 pelo bispo fluminense Gessé Teixeira de Carvalho, egresso da IMB, e que possui laços com outras Igrejas metodistas pentecostais, como a do Chile, possuindo hoje mais de 120 mil membros no país (segundo os próprios administradores da denominação), a Igreja Metodista Ortodoxa e outras, independentes, que não chegam aos 20 mil membros.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Cânones da Igreja Metodista 2007, pp. 9
  2. Cânones da Igreja Metodista 2007, pp. 38
  3. Cânones da Igreja Metodista 2007, pp. 9
  4. Cânones da Igreja Metodista 2007, pp. 160-161
  5. Joseph Smith Methodist
  6. «Igreja Metodista Livre - Quem somos». Consultado em 31 de agosto de 2016. 
  7. «Nossa História - Exército de Salvação». Consultado em 31 de agosto de 2016. 
  8. «Nossa história: Conheça a História da igreja do Nazareno desde o Princípio». Consultado em 31 de agosto de 2016. 
  9. «Igrmandade Metodista Ortodoxa - Quem somos». Consultado em 31 de agosto de 2016. 
  10. «IEAB - Igreja Evangélica do Avivamento Bíblico - Quem somos». Consultado em 31 de agosto de 2016. 
  11. «Disco História: Voz da Verdade». Consultado em 31 de agosto de 2016. 
  12. «Wesleyana Host - Sobre». Consultado em 31 de agosto de 2016. 
  13. Reily, Duncan Alexander (1984-01-01). História documental do protestantismo no Brasil ASTE [S.l.] 
  14. Helmut Renders, "A presença metodista no Brasil no século XIX", em: (2005) "Caminhos do metodismo no Brasil", São Bernardo do Campo: Editeo.
  15. «Minutes of the Epicospal Methodist church» (PDF). Emory University. 
  16. Rui de Souza Josgrilberg, "O movimento da Autonomia", em: (2005) "Caminhos do metodismo no Brasil", São Bernardo do Campo: Editeo.
  17. Kennedy,, , James L. (São Paulo: Imprensa Metodista, 1928..). ,. Cinquenta Anos de Metodismo no Brasil.. [S.l.: s.n.]