Igreja Ortodoxa Ucraniana (Patriarcado de Kiev)

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Igreja Ortodoxa Ucraniana
Chrám svatého Vladimíra, Kyjev.jpg
Catedral de São Vladimir, em Kiev
Fundador Santo André (tradicional), São Vladimir, o Grande (de fato), Filareto de Kiev (instituição atual)
Independência 1685 (autonomia), 1921 (exarcado), 1992 (cisma)
Reconhecimento Nenhum (declaração unilateral de autocefalia)
Primaz Patriarca Filareto de Kiev
Sede Primaz Kiev, Ucrânia
Território Ucrânia
Posses Rússia, Moldávia, Grécia, América do Norte, Austrália
Língua Língua eslava litúrgica, ucraniano
Adeptos 14,9% da população ucraniana[1]
Site www.cerkva.info

O Patriarcado de Kiev é uma antiga parte da Igreja Ortodoxa Ucraniana secessionada da Igreja Ortodoxa Russa e não reconhecida por nenhuma jurisdição canônica da Igreja Ortodoxa. Desde 22 de outubro de 1995, seu primaz é Filareto I. Conta com 21 dioceses, 14 monastérios, 4 seminários e 1977 paróquias. Sua sé patriarcal está na Catedral de São Vladimir de Kiev, no centro de Kiev, antes sé do Metropolita de Kiev, primaz da Igreja Ortodoxa Ucraniana canônica. Em 1997, o Patriarcado de Moscou excomungou e laicizou todos os bispos, presbíteros e diáconos que compõem o autodenominando Patriarcado de Kiev. O Patriarcado Ecumênico condenou a atitude cismática.

História[editar | editar código-fonte]

A igreja se originou em 1992 como resultado de um cisma com a Igreja Ortodoxa Ucraniana, assim que seu locum, o Metropolita Filareto, decidiu converter sua sé em uma igreja autocéfala. Por uma série de motivos, incluindo suas opiniões impopulares a respeito do monasticismo, a maioria dos bispos ucranianos não o apoiou, forçando-o a abdicar de sua posição e migrar para a Igreja Ortodoxa Autônoma Ucraniana, com o apoio do então presidente da Ucrânia Leonid Kravtchuk e de grupos como o UNA-UNSO, que em 2014 se uniria ao Pravyy Sektor.[2] A União entre o clero da Igreja Autônoma e os seguidores de Filareto, no entanto, se mostrou extremamente frágil, resultando que, após a morte do Patriarca Mstyslav em 1993, a união se rompesse e o clero de Filareto formasse o Patriarcado de Kiev, cujo primaz foi o Patriarca Vladimir (Romaniuk) até a morte deste e a assunção de Filareto em 1995.

Discussão de canonicidade[editar | editar código-fonte]

Em 1997, a Igreja Ortodoxa Russa aplicou a sanção de excomunhão e laicização a todos os clérigos sob o Patriarcado de Kiev, resultando na sanção de que estes não celebram em nome da Igreja, não possuindo validade canônica, tampouco sucessão apostólica.

Em 27 de maio de 2004, o Santo Sínodo do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, incluindo seu primaz o Patriarca Bartolomeu, condenou a atitude cismática do Patriarcado de Kiev, em reação a notícias falsas de que Constantinopla teria concedido autonomia a Kiev, decretando que os dirigentes desta jurisdição estariam manipulando informações para se aproveitar da boa vontade dos fiéis ucranianos.[3]

Em 18 de março de 2015, o sínodo da Igreja Ortodoxa Polonesa tomou a decisão de fechar o Mosteiro de Santos Cirilo e Metódio, em Ujkowice, Przemyśl, por comungar clérigos do Patriarcado de Kiev.[4][5]

No encontro do Metropolita Metrófano de Lugansk e Alchevsk, chefe de relações eclesiais exteriores da Igreja Ortodoxa Ucraniana, com a delegação do Conselho Mundial de Igrejas, que teve lugar em 18 de março de 2015 no Mosteiro de Kiev-Petchersk, o Metropolita Genádio de Sásima e Capadócia Segunda, disse que a Igreja não chama o Patriarcado de Kiev de patriarcado, mas de cismáticos, pois não os reconhece.[6]

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]