Igreja Anglicana

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Igreja da Inglaterra
Abadia de Westminster
Orientação Católica-Protestante
(Via média)
Fundador Henrique VIII de Inglaterra
Origem 1534 [1]
Sede Church House, Great Smith Street, Londres
Número de membros 13,4 milhões
Países em que atua Inglaterra, Ilha de Man, Ilhas do Canal, Europa Continental, Gibraltar

A Igreja da Inglaterra (em inglês: Church of England), também denominada Igreja Anglicana é a igreja nacional e denominação cristã estabelecida oficialmente na Inglaterra, a matriz principal da atual Comunhão Anglicana ligada à Sé da Cantuária, Inglaterra, bem como é membro-fundador da Comunhão de Porvoo. Fora da Inglaterra, a Igreja Anglicana é geralmente denominada de Igreja Episcopal, principalmente nos Estados Unidos da América e países da América Latina.

A Igreja define sua origem entre os antigos celtas, e que no século VI teve sua igreja incorporada à Igreja Católica Romana pelas missões gregorianas do século VI, lideradas por Agostinho da Cantuária. A igreja inglesa renunciou a autoridade papal e voltou a ser independente de Roma quando Henrique VIII de Inglaterra buscou a anulação de seu casamento com Catarina de Aragão em meados do século XVI, iniciando uma grande disputa entre os líderes e polarizando o cristianismo inglês. A Reforma Inglesa subsequente foi fortalecida pelos regentes de Eduardo VI, precedendo uma breve restauração católica promovida por Maria I. Contudo, o Ato de Supremacia de 1559 renovou-a e permitiu que adotasse uma posição ambiguamente Católica e Reformada.

Nos primórdios da Reforma Inglesa, inspirada na Reforma Protestante de Martinho Lutero, havia uma grande quantidade de mártires católicos, porém protestantes radicais foram igualmente perseguidos em determinados períodos. Em fases posteriores, desenvolveram-se leis penais voltadas tanto aos católicos, quanto aos protestantes não-conformistas. Em meados do século XVII, as disputas político-religiosas acentuaram-se entre os puritanos e presbiterianos, culminando na Restauração de 1660. As disputas e perseguições permaneceriam até meados do século XVIII. Somente o reconhecimento papal da coroação do Rei Jorge III, em 1766, acarretou uma maior tolerância religiosa na Inglaterra.

Desde a Reforma Inglesa, a Igreja de Inglaterra têm desenvolvido sua liturgia em língua inglesa. A igreja alberga distintos ramos doutrinários, sendo os três principais os seguintes: Anglocatolicismo, Evangelicalismo e Igreja geral. As tensões entre tais grupos teológicos dentro da mesma denominação religiosa, giram em torno de temas controversos como, especialmente, ordenação feminina ao ministério e homossexualidade. E também entre Bispos que apoiam a poligamia, mas rejeitam a homossexualidade.

A estrutura de governo eclesiástico anglicano têm como unidade básica a diocese, cada uma presidida por um bispo; sendo que cada diocese abriga algumas paróquias locais. O Arcebispo da Cantuária é o Primaz de toda a Comunhão Anglicana, liderando a Igreja de Inglaterra e atuando com foco na unidade da mesma e para com a Comunhão Anglicana. O Monarca britânico, por sua vez, é o Governador Supremo da Igreja de Inglaterra, um cargo amplamente cerimonial. Em sua estrutura legislativa, a Igreja é regida pelo Sínodo Geral da Igreja de Inglaterra, sendo este composto por bispos, clérigos e leigos, e regularizado pelo Parlamento do Reino Unido.

História[editar | editar código-fonte]

Cristianismo na Grã-Bretanha[editar | editar código-fonte]

A Igreja de São Martinho, na Cantuária, a mais antiga paróquia anglicana ainda em funcionamento.

Não se sabe exatamente quando o cristianismo se estabeleceu nas Ilhas Britânicas, mas é certo que já existia antes do século III, possivelmente a partir de missionários fugidos das perseguições às quais os primeiros cristãos estavam sujeitos. Os primeiros registros da presença cristã naquela região foram feitos pelo historiador e escritor Tertuliano, no ano de 208 d.C. Mais tarde, no Concílio de Arles, realizado em 314 d.C. na França, compareceram três bispos de uma Igreja que existia na Inglaterra sem o conhecimento da Igreja Romana.

A primeira Igreja Cristã organizada nas Ilhas Britânicas é a Igreja Celta. O povo celta já habitava esta região antes mesmo da invasão anglo-saxônica. Esta Igreja, resistindo ao paganismo destes invasores, conseguiu manter uma Igreja Cristã independente, com organização monástica e tribal, sem nenhuma relação com a Igreja de Roma ou qualquer outra, embora mostrasse alguns hábitos e costumes orientais.

No ano de 595 d.C., o papa Gregório I, também conhecido como Gregório Magno, mandou um grupo de monges beneditinos, chefiado pelo monge Agostinho, prior do Convento de Santo André, na Sicília, para converter a Inglaterra ao catolicismo. Agostinho foi o primeiro arcebispo da Cantuária (em inglês, Canterbury), que é a Sé Primaz de referência para a atual Comunhão Anglicana, e passou a ser conhecido como Agostinho de Cantuária. Com o tempo, boa parte dos costumes da Igreja celta cedeu à forma latina do cristianismo implantada por Agostinho nas terras inglesas.

Origem do anglicanismo na Grã-Bretanha[editar | editar código-fonte]

Vitral na Catedral de Rochester, em Kent.

Em 1534, a Igreja da Inglaterra se separou em definitivo da Igreja Católica Romana, por iniciativa do rei Henrique VIII, da Casa de Tudor. A princípio havia se mostrado um leal defensor do catolicismo, que fez queimar publicamente os escritos de Lutero. Mas por conta do conflito havido com o papa Clemente VII, relacionado com o pedido de anulação de seu casamento com Catarina de Aragão, para se casar com Ana Bolena e ter descendentes homens, resolveu romper com Roma. A cisão se deu através do Ato de Supremacia, confiscando todas as propriedades que a Igreja Católica possuía na Inglaterra.

Após a morte de Henrique VIII, a Inglaterra se separou momentaneamente do cisma. Henrique VIII deixou um herdeiro homem, Edward VI, que era protestante. Este teve um reinado curto pela sua morte precoce com apenas 15 anos. Seguindo a linha de sucessão, sua irmã Maria I, filha do primeiro casamento de Henrique VIII com Catarina de Aragão, assume o reinado após a morte de Edward VI. Católica fervorosa, ratificou o Ato de reconciliação da Inglaterra com Roma. Mas o seu reinado foi curto.

A emancipação da Igreja da Inglaterra da autoridade papal, através da iniciativa do rei Henrique VIII, não transformou a Inglaterra num país verdadeiramente protestante, pois a Igreja permaneceu católica quanto à doutrina. Somente no reinado de sua filha, Elisabeth I, a Igreja se firmara no caminho da via média entre catolicismo e protestantismo, característica que mantém até a presente época. Assim, não se pode, historicamente, atribuir a Henrique VIII o título de fundador da Igreja Anglicana.

Doutrina[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Anglicanismo
O teólogo Richard Hooker (1554–1600) é uma das mais proeminentes figuras da história anglicana.

A lei canónica da Igreja de Inglaterra identifica as Sagradas Escrituras como sua fonte doutrinária. Além disto, a doutrina também deriva dos ensinamentos dos Pais da Igreja e dos concílios ecumênicos (assim como de seus subsequentes credos ecumênicos), uma vez que em concordância plena com as Escrituras. Esta doutrina é expressa mais especificamente através dos Trinta e Nove Artigos de Religião, do Livro de Oração Comum e do Ordinal - este último que contém os ritos de ordenação de diáconos e padres e da consagração episcopal.[2] Ao contrário de outras tradições religiosas, a Igreja de Inglaterra não possui uma linha teológica única considerada como a fundadora ou original. Contudo, a perspectiva de Richard Hooker das Escrituras e da tradição eclesiástica, são tida ainda hoje como base da identidade Anglicana.[3]

O perfil doutrinário anglicano tal como se encontra nos dias atuais resulta em muito da Era Elisabetana, durante a qual perdurou o estabelecimento de uma certa forma de "via média" entre o Catolicismo e o Protestantismo. A Igreja de Inglaterra afirma o princípio advindo da Reforma Protestante de que as Escrituras contém todas as ideias e concepções concernentes à Salvação e constituem o árbitro definitivo para questões doutrinárias. Os Trinta e Nove Artigos são a única confissão de fé da Igreja. Apesar de não configurar um sistema doutrinário completo e fechado, os artigos lançam luz sobre temas de concordância com o Luteranismo e outras linhas Reformadas, ao mesmo tempo em que distinguindo-o do Catolicismo romano e do Anabatismo.[3]

A Igreja Anglicana não só abarca crenças oriundas da Reforma Protestante, como também manteve tradições católicas da Igreja Primitiva e pensamentos desenvolvidos e defendidos ao longo da Era Patrística, uma vez que em concordância plena com as Escrituras. O Anglicanismo aceita as estipulações dos quatro primeiros concílios ecumênicos, incluindo a crença na Trindade e na Encarnação. A Igreja de Inglaterra também preserva a ordenação e a forma de governo episcopal, conforme desenvolvidos pela Igreja Romana. Alguns estudiosos consideram isto essencial, enquanto outros consideram necessária uma reformulação em conseguinte à identidade da Igreja.[3]

A Igreja de Inglaterra possui, como uma de suas marcas distintivas, uma "mentalidade ampla e aberta". Este postura tolerante têm permitido a coexistência das tradições católica e reformada. O Anglicanismo, como um todo, costuma ser entendido como constituído de três sisões: Alta igreja (ou Anglo-Católica), Baixa igreja (ou Evangélica) e Igreja geral (ou liberal). A alta igreja enfatiza a significância da continuidade com o Catolicismo pré-Reforma, a adesão aos costumes litúrgicos e à natureza sacerdotal do ministério. Como a nomenclatura sugere, os Anglo-católicos mantém inúmeras práticas e formas litúrgicas católicas.[4] A baixa igreja enfatiza a herança protestante, tanto litúrgica como teologicamente. Historicamente, a igreja geral têm sido descrita como uma mediação entre ambas as linhas teológicas, embora voltada a um Protestantismo mais liberal.

Liturgia[editar | editar código-fonte]

Conforme estabelecido pela Lei Inglesa, a fonte litúrgica oficial da Igreja de Inglaterra é o Livro de Oração Comum.[5] Além deste documento, o Sínodo Geral também legisla para um livro litúrgico moderno, o Liturgia Comum, publicada desde 2000 e utilizada alternativamente. Assim como seu antecessor, o Livro Alternativo de Serviço de 1980, este diverge do Livro de Oração Comum por prover uma gama de serviços alternativos, muitos em linguagem moderna, apesar de não incluir algumas bases, como por exemplo, a Ordem Dois para Santa Comunhão.

As liturgias são organizadas de acordo com ano e calendário litúrgicos. Os sacramentos do Batismo e da Eucaristia são considerados necessários para a Salvação, sendo o pedobatismo amplamente defendido e praticado. Já mais avançados em idade, os indivíduos previamente batizados recebem a Confirmação por um bispo, reafirmando seu compromisso com a fé cristã e anglicana. A Eucaristia, consagrada por oração de ação de graças incluindo as palavras da instituição proferidas por Jesus Cristo, é considerada um ato "memorial dos atos redentores de Cristo, no qual o Cristo se faz efetiva e objetivamente presente pela fé".[6]

A utilização de hinos e música na Igreja de Inglaterra têm sido fortemente modificada ao longo dos séculos. O tradicional canto vespertino é um marco distintivo da maioria das catedrais. A entoação de salmos, ainda presente no Anglicanismo, por sua vez, é uma marca que data de volta aos primórdios da fé cristã inglesa. Durante o século XVIII, clérigos como Charles Wesley[7] introduziram novos estilos de adoração e hinos poéticos.

Ministério feminino[editar | editar código-fonte]

Teologia liberal[editar | editar código-fonte]

Segmentos[editar | editar código-fonte]

Ver artigos principais: Reforma Inglesa e Movimento de Oxford

A Igreja da Inglaterra compreende-se como "católica" e "reformada":

  • Católica (Alta Igreja) na medida em que se define como uma parte da Igreja Católica[8] de Jesus Cristo, em perfeita e válida continuidade com a Igreja apostólica. Também se assemelha de Igreja Católica Romana em sua dogmas e ritos. Surgiu no século XIX, no Movimento de Oxford, já que a Igreja Anglicana era totalmente protestante.

Membresia[editar | editar código-fonte]

Dados oficiais do ano de 2005 indicam o número de 25 milhões de Anglicanos batizados em Inglaterra e País de Gales.[11] Devido à sua condição como denominação cristã estabelecida, em geral, todo cidadão destes países pode contrair matrimônio, batizar seus filhos ou realizar cerimônias fúnebres em uma paróquia anglicana, independentemente de serem membros regulares de algumas destas.[12]

Entre 1890 e 2001, a frequência nas igrejas do Reino Unido sofreu um forte declínio. Entre 1968 e 1999, a frequência aos serviços dominicais em paróquias anglicanas praticamente desapareceu, caindo de uma média de 3,5% para 1,9%. Uma pesquisa publicada em 2008 sugeriu que as taxas de frequências aos serviços dominicais sofreriam uma queda ainda maior nas próximas décadas.

Em 2011, a Igreja de Inglaterra publicou estatísticas demonstrando que 1,7 milhão de pessoas frequentam, pelo menos, um serviço religioso mensalmente, um padrão que vem sendo mantido desde o ano 2000; aproximadamente um milhão participa dos serviços dominicais e três milhões dirigem-se às paróquias para serviços específicos de Natal. A Igreja também afirma que 30% frequentam os serviços dominicais pelo menos uma vez ao ano; sendo mais de 40% participantes de casamentos e funerais em suas paróquias locais. Nacionalmente, a Igreja de Inglaterra batiza uma a cada oito crianças nascidas anualmente.[13]

A Igreja de Inglaterra possui 18.000 clérigos ordenados em atividade e outros 10.000 licenciados. Em 2009, 491 indivíduos foram indicados ao treinamento para ordenação, mesma média desde o ano 2000, e 564 novos clérigos (266 do sexo feminino e 298 do sexo masculino) foram ordenados. Mais da metade destes ordenados (193 do sexo masculino e 116 do sexo feminino) foram indicados ao ministério remunerado.[14] Em 2011, 504 novos clérigos foram ordenados, sendo 264 para ministério remunerado, e 349 leitores.

Anglicanos independentes[editar | editar código-fonte]

Na segunda metade do século XIX, por divergências teológicas e pastorais no seio do anglicanismo, surgiram várias denominações anglicanas independentes, ou continuantes, principalmente na América do Norte, Austrália e em vários países em desenvolvimento. Concomitante a este fenômeno, houve em sentido contrário o aparecimento de "movimentos de convergência", nos quais protestantes ou católicos (ex: Velha Igreja Católica) aproximaram-se do anglicanismo e do catolicismo e buscaram estabelecer igrejas com doutrinas e práticas anglicanas. Exemplos disso são a Igreja Católica Apostólica Carismática[15] da International Communion of the Charismatic Episcopal Church e a Comunhão Internacional das Igrejas Episcopais Evangélicas.

Estrutura[editar | editar código-fonte]

O Artigo XIX dos Trinta e Nove Artigos de Religião define a igreja como:[16][17]

O Monarca britânico detém o título constitucional de Governador Supremo da Igreja de Inglaterra. A lei canônica da Igreja da Inglaterra afirma: "Reconhecemos que a mais excelente Majestade do Monarca, atuando de acordo com as leis do Reino, é o mais alto poder sob Deus neste reino, e possui suprema autoridade sobre todos os cidadãos em todas as instâncias, civis e eclesiásticas."[18] Na prática, contudo, este poder é exercido através do Parlamento e do Primeiro-ministro.

A Igreja da Irlanda e a Igreja em Gales separaram-se da Igreja de Inglaterra em 1869[19] e 1920[20], respectivamente, constituindo igrejas autônomas dentro da Comunhão Anglicana; Na Escócia, a igreja nacional, Igreja da Escócia, é de orientação presbiteriana, sendo assim, o Anglicanismo no país é representado pela Igreja Episcopal Escocesa, que também integra a Comunhão Anglicana.[21]

Para além da Inglaterra, a jurisdição da Igreja de Inglaterra estende-se até a Ilha de Man, as Ilhas do Canal e algumas paróquias nos condados galeses de Flintshire, Monmouthshire, Powys e Radnorshire, que optaram por não unir-se à Igreja de Gales, permanecendo ligados à Cantuária. As congregações de expatriados no continente compõem a Diocese de Gibraltar.

A Igreja de Inglaterra é estrutura da seguinte forma:

  • Paróquia é o nível mais básico de organização eclesiástica, consistindo de um templo ou uma comunidade anglicana, apesar de muitas estarem unindo-se por questões financeiras. A paróquia é regida por um padre que, por questões históricas e/ou legais, pode ser chamado de vigário ou reitor. O pároco divide os encargos da condução da paróquia com o Conselho Paroquial, que consiste em clérigos e representantes leigos eleitos pela congregação. A Diocese de Gibraltar, conforme citado anteriormente, não é formalmente dividida em paróquias; assim como há paróquias que não integram nenhuma diocese. Nas áreas urbanas, há ainda um grande número de capelas particulares (privadas), construídas sobretudo no século XIX por questões de expansão populacional.
  • Forania é uma área conduzida pelo Deão Rural. Consiste em um grupo de paróquias de um particular distrito. O deão rural é geralmente o incumbente de uma das paróquias constituintes, que elegem seus representantes ao sínodo local. Os membros do sínodo da forania elegem membros ao sínodo diocesano.
  • Arcediagado é uma área sob autoridade do arcediago, sendo em número de sete na Diocese de Gibraltar na Europa.
  • Diocese é a área sob jurisdição de um bispo diocesano. Podem haver somente um ou mais bispos a ele subordinados, geralmente chamados de bispos sufragâneos, que auxiliam o bispo titular na condução dos assuntos diocesanos. Nas dioceses mais extensas, é comum a criação de "áreas episcopais", às quais o bispo diocesano nomeia seus sufragâneos para conduzi-las. Os bispos trabalham com um corpo eleito de representantes ordenados, conhecido como Sínodo Diocesano, para condução da diocese. A diocese é subdividida em um número de arcediagados.
  • Primazia é a condição de cada Arcebispo da Igreja de Inglaterra, intitulados também de "Primaz de Toda a Inglaterra" (no caso do Arcebispo da Cantuária) e de "Primaz da Inglaterra" (no caso do Arcebispo de Iorque) e tem poderes que se estendem sobre todo o país - como, por exemplo, autoridade para celebrar matrimônios sem habilitação.
  • Royal Peculiar, um pequeno número de templos historicamente associados à Coroa, estando além da hierarquia usual da Igreja de Inglaterra. São administrados como jurisdições episcopais especiais.

Cargos[editar | editar código-fonte]

Primazia

O mais tradicional bispo da Igreja de Inglaterra é o Arcebispo da Cantuária, sendo este também o metropolita da província do sul da Inglaterra, a Província da Cantuária. Além disto, detém também o título de Primaz de Toda Inglaterra. Seu foco é trabalhar para promover a unidade da Igreja de Inglaterra e a integração de toda a Comunhão Anglicana.[22] O atual Arcebispo da Cantuária é Justin Welby, confirmado por eleição em 4 de fevereiro de 2013.[23][24]

O segundo mais tradicional bispado é o Arcebispo de Iorque, o metropolita da província do norte da Inglaterra, a Província de Iorque. Por razões históricas (relativas ao controle danês sobre a região), o Arcebispo de Iorque é referido como Primaz da Inglaterra. O Bispo John Sentamu foi entronizado Arcebispo de Iorque em 2005. Abaixo destes dois primazes, o Bispo de Londres, Bispo de Durham e o Bispo de Winchester são também considerados os principais ordenados da Igreja de Inglaterra.

Anglicanismo no Brasil[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Anglicanismo no Brasil
Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) em Pelotas, Rio Grande do Sul

Para conhecer melhor a distribuição de jurisdições anglicanas no Brasil, veja denominações anglicanas no Brasil.

Referências

  1. http://www.infoescola.com/cristianismo/igreja-anglicana/
  2. «Canons of the Church of England» (PDF) 
  3. a b c Massey H. Shepherd, Jr.; Dale B. Martin (2005). Anglicanism. [S.l.]: Macmillan Reference. p. 349-350 
  4. "High Church", New Catholic Encyclopedia, 2nd ed. [S.l.]: Gale. 2003. p. 823–824 
  5. «O Livro de Oração Comum no Anglicanismo» (PDF). Centro de Estudos Anglicanos 
  6. Shepherd, Jr. and Martin, "Anglicanism", p. 350.
  7. «Charles Wesley: The Legacy». Biblioteca da Universidade de Manchester 
  8. BETTENSON, H. Documentos da Igreja Cristã. 2ª Ed. Rio de Janeiro e São Paulo: JUERP / ASTE, 1983. Pg.321s.
  9. CAIRNS, E.E. O Cristianismo através dos séculos: uma história da Igreja Cristã, 2ª ed. São Paulo: Vida Nova Editora, 1995. Pg271.
  10. http://www.reformer.org/Traditional-Anglicanism/Anglicanism--Protestant-or-Catholic
  11. «Catholicism set to be UK's top religion». Metro News. 15 de fevereiro de 2007 
  12. «Life Events page on the Church of England» 
  13. «Church Statistics» (PDF) 
  14. «Facts and Stats» 
  15. Igreja Católica Apostólica Carismática
  16. «39 Articles». Church Society 
  17. «Os 39 Artigos». Igreja Anglicana Reformada do Brasil 
  18. Canon A 7 "Of the Royal Supremacy"
  19. «Irish Church Act 1869» 
  20. «Our Heritage: Facing Difficulties» 
  21. «History: The Revolution». Igreja Episcopal Escocesa 
  22. Kinder, Lucy (8 de novembro de 2012). «The role of the Archbishop of Canterbury». The Telegraph 
  23. «Confirmation of Election of Right Honorable Justin Portal Welby Archbishop of Canterbury» (PDF). Catedral de St. Paul's. 4 de fevereiro de 2013 
  24. «Justin Welby becomes Archbishop of Canterbury». BBC News 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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