Igreja da Unificação

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Federação da Família para a Paz Mundial e Unificação
세계평화통일가정연합
(Igreja da Unificação)
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Orientação Cristianismo
Fundador Sun Myung Moon
Origem Seul, 1 de maio de 1954
Sede Seul

A Associação da Família para a Paz Mundial e Unificação, fundada como Associação do Espírito Santo para a Unificação do Cristianismo Mundial, mais conhecida como Igreja da Unificação (coreano : 통일 교회, Tongil Gyohoe), é um novo movimento religioso, criado pelo coreano falecido Sun Myung Moon, conhecido como Reverendo Moon, fundado em Seul, na Coreia do Sul.

A teologia da Igreja da Unificação é baseada no livro Princípio Divino. A Igreja da Unificação crê que Deus, através de Jesus, escolheu o jovem Sun Myung Moon, na Páscoa de 1936, na Coreia, para representá-lo nesta terra a fim de resolver as questões fundamentais da vida humana e do universo.

Origem e crenças[editar | editar código-fonte]

Origem[editar | editar código-fonte]

Sun Myung Moon fundou a igreja em Seul em 1 de maio de 1954. Ela se expandiu rapidamente na Coreia do Sul e no final de 1955 tinha 30 centros em todo o país e se expandiu em todo o mundo com a maioria dos membros vivendo na Coreia do Sul, Japão, Filipinas e outras nações do leste da Ásia.[1]

Moon mudou-se para os Estados Unidos em 1971, embora permanecesse cidadão da República da Coreia.

Em 1982, Moon foi condenado nos Estados Unidos por incongruências nas declarações de imposto de renda federal. Ele cumpriu 13 meses da sentença na Instituição Correcional Federal, em Danbury.[2]

Crenças[editar | editar código-fonte]

A igreja diz busca uma cultura de paz apoiando a cooperação inter-religiosa e internacional com respeito aos temas universais da família, do amor e do viver para o benefício dos outros. A palavra Unificação se refere ao ideal de unidade entre mente e corpo, entre esposo e esposa e entre céu e terra.

O Movimento da Unificação foi fortemente perseguido por sua forte atuação no anticomunismo durante a guerra fria e o apoio à reunificação coreana. O seu fundador, Reverendo Moon, foi preso e torturado pelo regime comunista norte-coreano, tendo fugido graças a intervenção da ONU na Guerra da Coreia.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

O Reverendo Moon comprou terras do Mato Grosso do Sul em um total que chega a 85 mil hectares (além de outros 200 mil hectares da mesma terra no lado paraguaio). Em 2002 a Assembleia Legislativa Sul-Matogrossense instaurou uma CPI para investigar o caso, mas não encontrou nenhum crime e arquivou o caso.[3]

Nos anos 1990 o Reverendo Moon deu início ao ambicioso projeto de transformar a cidade de Jardim (Mato Grosso do Sul) em uma cidade modelo para o mundo, com milhares imigrantes coreanos, japoneses e de dezenas de outras nacionalidades.[4]

O Clube Esportivo Nova Esperança, conhecido por CENE, fundado na cidade de Jardim (Mato Grosso do Sul), é um time de futebol brasileiro pertencente à Igreja da Unificação, juntamente com o Clube Atlético Sorocaba. Os investimentos do Reverendo Moon no Brasil superam o montante de 35,5 milhões de dólares americanos.[5]

Operação da Polícia Federal e Receita Federal[editar | editar código-fonte]

Em inquérito aberto pela Polícia Federal do Brasil em dezembro de 2001, a igreja era investigada por suspeitas de lavagem de dinheiro, uso de documentos falsos, estelionato e irregularidades trabalhistas, a acusada era a Associação das Famílias para Unificação e Paz Mundial, nome da organização no país. Em maio de 2002 a Polícia Federal e a Receita Federal realizaram operação de busca e apreensão em 13 escritórios e casas de funcionários do reverendo Moon localizados em São Paulo e em cinco cidades do Mato Grosso do Sul, depois de uma profunda investigação a Polícia Federal não encontrou irregularidades e arquivou o caso.[6]

Dissidência[editar | editar código-fonte]

O filho mais novo do falecido Reverendo Moon, o Sean Moon e um pequeno grupo da ala mais radical do movimento, fundou uma nova Igreja dissidente Igreja do Santuário, na qual Sean Moon é o líder, que ficou conhecida em 2018 por realizar uma cerimônia de bênção de casais que deveriam estar armados com rifles, o principal embasamento dessa ramificação é o uso de armas de fogo.[7]

A Igreja do Santuário é totalmente independente e nada mais tem relação com a Igreja da Unificação, que segue as orientações da esposa do fundador Dra. Hak Ja Han Moon.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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