Ijexá

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Ijexá, (em inglês Ijesha, em iorubá Ìjẹ̀ṣà)[1] são um sub-grupo étnico dos Iorubas.[2]

Nação Ijexá[editar | editar código-fonte]

Ijexá é uma nação africana formada pelos escravizados vindos de Ilesa na Nigéria, concentrada nas religiões Batuque e Candomblé. Tendo sua base em Orumilá-Ifá, e seus métodos adivinhatórios dos Odú.

Ritmo africano[editar | editar código-fonte]

O ritmo ijexá é oriundo da cidade de Ilesa, na Nigéria[3] e foi levado para a Bahia pelo enorme contingente de iorubás escravizados que aportou neste estado do final do século 17 até a metade do século 19.[4].

No Candomblé nagô da Bahia, o ijexá é fortemente empregado nos cultos religiosos, notadamente para os orixás Oxum e Xangô.[5] No final do século 19, o ijexá passou a transcender os rituais do Candomblé e alcançou as ruas de Salvador por meio dos afoxés.

Uma das primeiras gravações conhecidas deste gênero musical foi a música Babaô Miloquê, pelo cantor e compositor baiano Josué de Barros acompanhado da Orquestra Victor Brasileira, regida por Pixinguinha, que também foi o arranjador da música.[6]

O ritmo vem sendo executado na música brasileira por artistas diversos, tais como Dorival Caymmi, Gerônimo, Antônio Carlos e Jocáfi, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Clara Nunes, Djavan, Pepeu Gomes, Moraes Moreira, Edil Pacheco, entre muitos outros.[7]

Referências

  1. «Ọrọ èdè wa». oroede.sourceforge.net. Consultado em 19 de agosto de 2018. 
  2. http://asirimagazine.com/en/10-famous-personalities-ijesha-descent/
  3. LÜHNING, Angela. “Música: Coração do Candomblé”, in Revista USP, n. 7, pp. 115-24.
  4. ELTIS, David. “A Diáspora dos Falantes de Iorubá, 1650-1865: Dimensões e Implicações”, in TOPOI, v. 7, n. 13, jul.-dez. 2006, pp. 283, 286, 294
  5. IKEDA, Alberto. "O ijexá no Brasil: rítmica dos deuses nos terreiros, nas ruas e palcos da música popular”, in Revista USP, São Paulo, n. 111, p. 26
  6. BESSA, Virginia de Almeida. Um Bocadinho de cada Coisa: Trajetória e Obra de Pixinguinha. História e Música Popular no Brasil dos Anos 20 e 30. Dissertação de mestrado. São Paulo, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, 2005.
  7. TAKEDA, Alberto. Op. Cit., pp. 28, 30-33